sexta-feira, fevereiro 09, 2001

Hoje comecei meu dia com um mail anônimo mandado pelo formulário dessa página:

"Você é uma figrura (sic) meio estranha mesmo, e além de tudo, contraditória, indica links que contestam sua opinião o tempo todo. Você chega pelo menos a consultar algum deles? Acho que não. Bom, entre outros, consulte este.

Que pena, e o site até que seu site é bonitinho."

Hmmm, um admirador secreto! Engraçado é que ele não deve ter lido o post aonde eu esculhambava essa coluna que ele indicou, escrita pelo Celso Sabadin.

quinta-feira, fevereiro 08, 2001

Depois me perguntam por que eu odeio tanto o Hans Donner.
Vi outro do Kurosawa, o Yojimbo que também tem o Toshiro Mifune, em um papel radicalmente diferente dos dois de Rashomon e Os Sete Samurais. Ao invés de um grosseiro maluco, agora ele é um samurai reservado. Bonzão o filme, a história básica é tirada de um livro do Dashiel Hammet (apesar do Kurosawa ter negado até o fim a inspiração) que se chama "Safra Vermelha" no Brasil e que conta a seguinte história: Homem sem nome chega a uma cidade dominada por fações criminosas. Ele então decide jogar as forças que controlam o lugar uma contra as outras e livrar os moradores da opressão dos bandidos. Basicamente a mesma do filme, se bem que não é um conceito muito original, mas de qualquer maneira o Hammett foi o que fez isso primeiro (e melhor). E danem-se.

A trilha sonora também é muito boa, uma mistura de música tradicional japonesa com uns metais e um toque sutil de musica latina. Não, não façam essa cara de nojo, o resultado fica muito maneiro. Lembra muito outra trilha sonora clássica, a do Marca da Maldade, feita pelo Henry Mancini.

Voltando ao Hammett. Acabou de sair no Brasil um livrão em comemoração aos 40 anos de morte do autor. O nome é uma tradução de "Nightmare Town", eu não lembro das palavras exatas. De qualquer maneira, a edição ficou bem legal, como todas as outras da "coleção negra". E também pode ser usado como banquinho se você não gostar dos contos.

A maioria deles foi publicada na revista "Black Mask" nos steitis, que foi responsável pela divulgação do genero no começo do século passado. O livro americano é mais barato (a versão brasileira custa 50 bagarotes) mas aposto que a brasileira esta bem mais bem cuidada.

terça-feira, fevereiro 06, 2001

O MUNDO VAI EXPLODIR E NÃO VAI SOBRAR NINGUÉM DE SAPATO!

Aê. O Bandido da Luz Vermelha, do Sganzerla é um dos filmes brasileiros mais geniais que eu já vi. A fita conta a história do Luz Vermelha, talvez o bandido brasileiro mais famoso até hoje, e da luta do delegado Cabeção para encanar o sujeito. Tudo contado com uma narrativa de radialistas dos anos 50, daqueles que você ainda ouve na rádio Tupi do Rio, e que faz o filme parecer uma peça original de pulp americano da metade do século passado. A fotografia é um dos P&Bs mais bonitos que já vi, a atuação do Paulo Villaça que faz o Luz é ótima, tudo genial demais. Obrigatório.

Outro filmaço que eu vi foi o Cabra Marcado Para Morrer, do Eduardo Coutinho. Esse documentário fala sobre um filme interrompido pelo golpe de 64, aonde era encenada a história real de um fazendeiro associado a sindicatos que é assassinado por motivos políticos. Coutinho volta ao local das filmagens e tenta retraçar o caminho de todos envolvidos no caso, inclusive o destino da família do camponês.

A Juju também me obrigou a ver o Morte em Veneza, e apesar de ela não acreditar em mim até hoje eu gostei bastante. Acho que foi o primeiro filme do Visconti que eu vi e achei muito bonito mesmo, tudo nos conformes.

Também peguei 3 do Akira Kurosawa até agora, Rashomon, Os Sete Samurais e o Ran. Os dois primeiros além de serem ótimos filmes me fizeram virar fã do Toshiro Mifune. O Ran é uma beleza, muito bom mesmo, principalmente a fotografia que é de babar. Tá no top ten dos filmes mais bonitos (nos dois sentidos, esteticamente e como filme mesmo. Vai ver que o Morte em Veneza tá no Top ten também. Quem sabe?).

Vi mais uns dez filmes, sei lá, um monte. Vi uns dvds de anime também: Mais 3 dvds do Cowboy bebop e o Princess Mononoke. Os dvds do Cowboy Bebop tavam no esquema, se bem que o Session 2 era o melhor de todos que eu já vi (1,2,3 e 5). Continua estiloso, rápido, bem-feito pra burro e com uma direção de arte boa pacas. O Princess Mononoke tá no nível do Akira, que na minha opinião é o melhor longa de animação japonesa que já vi até hoje. Bom pacas, em todos os quesitos.

Amanhã tem mais textos aleatórios sobre filmes. Se preparem.

quarta-feira, janeiro 31, 2001

O último cd dos ingleses do Broadcast está ótimo, tão bom ou melhor que o . O site deles também está bacana, apesar de alguns textos meio ilegíveis...
Um ilustrador de Merda.

terça-feira, janeiro 30, 2001

O site Picasso Project tem uma quantidade impressionante de informações sobre a vida e obra do... Picasso, oras.

segunda-feira, janeiro 29, 2001

A muito tempo que eu não leio nada das séries mainstream da Marvel Comics, apesar de eu já ter sido um fã do X-men do Chris Claremont na época em que ele era um bom escritor. Mas tem certas coisas que continuam me revoltando, como o assassinato aleatório de personagens. Depois de matarem o Ciclope, agora foi a vez de matarem o Colossus. Provavelmente ele ressucita daqui a alguns meses, ou não, o que é pior. Séries contínuas são um porre, a melhor coisa é quando a história tem um fim. E é melhor ainda quando a história tem um fim E o criador dos personagens tem o controle dos direitos autorais. Por isso, morte as séries contínuas e viva as graphic novels e os quadrinhos alternativos.
Depois de eu reclamar pra burro fico feliz em saber que o GNT vai voltar a transmitir o Letterman. Não por causa das minhas reclamanações, óbvio, mas quem se importa?
Apresentando a genial Associação Internacional de Leigos que Acreditam na Existência do Homem do Saco. AILAEH pros íntimos.
Comprei o dvd do Intriga Internacional que saiu aqui no Brasil. Maneiro, a imagem está ótima, a trilha sonora ímpar do Bernard Herrmann pode ser ouvida agora com qualidade digital (inclusive existe uma trilha de áudio só com a trilha sonora, o problema são os longos minutos de silêncio entre cada música) e ele contém todos os bônus já constantes nos dvds do hitchcock lançados pela Columbia ou pela Warner. Geralmente eles são: Um documentário sobre os bastidores do filme; Fotos da produção, posters e lobbycards; comerciais de tv, trailer normal de cinema e trailer maluco de cinema. Explico. O tio Alfred adorava fazer um trailer demente com ele mesmo apresentando seu novo filme, sempre com a ironia característica do diretor. Em Psicose ele faz um tour pelo Motel Bates, em Marnie ele comenta as cenas do filme fazendo piadinhas e no Intriga internacional ele toma o lugar de um agente de viagens que tenta convencer o público a seguir a rota traçada no filme. Todos são imperdíveis. Os documentários sobre os bastidores também são interessantes pela quantidade de curiosidades e informações inúteis que você pode aprender sobre o filme. E é fantástico como a filha do tio Alfred, Pat Hitchcock aparece em todos os documentários em todos os dvds que já vi até hoje. Tudo bem que ela é sua filha única e faz pontas em alguns dos filmes, mas é engraçado ver ela falando quase as mesmas coisas em ocasiões diferentes... Tipo como se dava a colaboração entre seu pai e sua mãe ou como ele nunca trabalhava depois das seis da tarde. Pelo menos ela conseguiu um bom complemento pra aposentadoria.

Quem quiser conferir o texto mais burro que eu já vi sobre o indiano safado pode clicar aqui. Melhor citação:

"Enfim, que sujeito fantástico este Shyamalan! Só mesmo um cineasta com uma formação humana e cultural totalmente diferente da pasteurizada forma ocidental de enxergar o mundo poderia proporcionar um roteiro tão cheio de alternativas e sub-textos. Este indiano é fera! E traz com eles milênios de civilização oriental, deuses, chacras e energias."

É claro que não é todo o site do cineclick que é besta assim, se quiser alguma coisa mais interessante deêm uma lida na coluna do Reichenbach que é muito melhor.

E a lista do MediaMatrix (recomendado por ele), "most overrated movies of 2000" está perfeita.

Pra quem deve estar de saco cheio de me ler falando sobre cinema vou avisando que isso não deve parar tão cedo. Estou vendo muitos filmes e o blogger deve girar em torno disso por um bom tempo...

sexta-feira, janeiro 26, 2001

Por favor alguém me explique o que é o comercial da Sprite que copia descaradamente o Hermes e Renato da Mtv.

quarta-feira, janeiro 24, 2001

Existem poucos sites de empresas que trabalham com e-business mais geniais do que esse. Proibido a cardíacos e idosos.
O Imdb confirma, o egípcio safado não é egípcio e sim indiano. Então aonde você vê "egípcio safado" leia-se "indiano safado".
Tava eu ontem vendo tv e sem querer vi os primeiros minutos de Felicity. O que me fez prestar atenção foi a conversa que se dava entre a dita cuja que nomeia a série e um mané aonde ele questionava se tinha o talento para ser designer gráfico ou não. Enquanto isso a moça feliz estava brincando num laptop com... o Macromedia Flash. A que ponto nós chegamos? Será que ser designer agora é uma profissão tão hypada que vai comecar a ser mencionada até mesmo em séries de segunda? Vai ver que o que o Laerte disse é verdade: "Designer é o Videomaker da década de 90". Ou do ano 2000.

E sobre o mardito corpo fechado, deixo uma coisa bem clara: Eu acho o egípcio safado um bom diretor, o que ele precisa é de um roteirista que escreva umas coisinhas menos bestas pra ele filmar. O cara tem potencial, e isso é que é triste.

terça-feira, janeiro 23, 2001

Pô, o Maron mal começou seu blog, o Meninos, eu vi, ouvi e li e já tá reclamando de moi. Humpf. Corpo fechado é a bomba do ano, rapaz! He he.
Tenho ouvido muito uma galerinha do selo Emperor Norton, Takako Minekawa principalmente. Tem umas outras coisas legais, como o señor coconut que faz as versões latinas do kraftwerk que eu já disponibilizei nesse site em uma versão anterior. As versões são hilárias mas a piada se desgasta... Tem o Arling & Cameron também que é um eletrônico parecido com o Dmitri from Paris (que eu acho bem superior) e o Fantastic Plastic Machine que eu comecei a ouvir por que gostei do nome. Os dois são legais mas o que eu gostei mais foi a tatako mesmo. Apesar de ter aquele tom de "cuteness" meio forçado que as japonesas adoram fazer. É engraçadinho, mas temo que já vou estar de saco cheio disso em alguns dias.

Além dessas coisas tem umas bandinhas indies conhecidas de quem é do metier, como o Olivia Tremor Control e o Schroeder's Cat. Pois é, as bandas indies não sabem escolher nomes muito bem.

O Emperor Norton era um maluco que dizia ser imperador do estados unidos e ganhou um certificado de algum presidente dizendo que ele era de fato o imperador. Como eu sei disso? Muito tempo de minha já citada adolescencia espinhenta lendo sandman que, como algum cara da amazon disse "É especialista em fazer o leitor se sentir inteligente.". He he he. Eu me sentia inteligente, hoje nem isso.

Ah, outra coisa legal do site da emperor norton é a área do Arling & Cameron aonde você pode ver no pé da página o link para a galeria de cartazes para filmes imaginários (o último álbum da dupla traduz "música para filmes imaginários"), tem uns bem maneiros e bem-humorados. O mais bizarro é esse aqui, pra um filme imaginário chamado "Zona Sul" aonde você pode ver uma galera deitada em um Iate e umas palmeiras. Tudo bem caribenho. Vai entender por que gringo agora acha sofisticado falar do Brasil.

Mas a idéia toda dos filmes imaginários é muito boa, qualquer dia eu faço uns cartazes também.

segunda-feira, janeiro 22, 2001

As melhores últimas palavras do site Famous Quotations:

Porque não? -- um colete à prova de balas.
James Rodges, assassino, último pedido ao esquadrão de fuzilamento.
Corpo fechado, de M. Night Shalayman

O sexto sentido era legal como um filme de sessão da tarde com um moleque engraçadinho, agora esse aqui já está no meu top 10 dos piores do ano. Caceta, é muito ruim.

Quer saber por que? Ok... Não se preocupem, eu não vou estragar o “final surpresa” que esse egípcio safado quer tornar sua marca registrada.

A idéia básica todo mundo já sabe: Bruce Willis é um homem indestrutível que é descoberto por Samuel Jackson, um homem com ossos frágeis que acredita que Willis seja o oposto exato de si mesmo (Indestrutível, branco, careca).

O roteiro é um lixo, um nada, qualquer coisa. Os personagens são fracos, sem profundidade e alguns claramente sem função no filme (como o filho bunda mole do protagonista). Algumas cenas são inacreditavelmente longas (a da sala de musculação), outras simplesmente implausíveis (a da cozinha, com o revólver). Já os diálogos conseguem ser tão ruins ou piores. Praticamente tudo que sai da boca do Samuel Jackson é medíocre.

A trama básica é imbecil, as soluções são bobas, o objetivo do filme é infantil. Ao que me parece, esse egípcio safado deve ter se achado um gênio depois de ser aclamado com o sexto sentido e perdeu a linha, se empolgou, errou a mão.

Isso tudo sem comentar sobre o aspecto “quadrinhesco” do filme, que merece uns dois ou três parágrafos só pra ele.

Em uma entrevista publicada na revista “Trailer”, distribuída gratuitamente nos cinemas da rede cinemark o diretor diz que não conhece quadrinhos e que nunca ligou muito pro assunto. O que me surpreende é que se ele assumidamente não sabe nada sobre o assunto, porque fazer um filme pretensamente baseado nas hqs? O resultado não podia ser outro, o cara erra feio, muito feio. Qualquer pessoa que leve histórias em quadrinhos a sério vai ficar ofendido com o filme.

Um exemplo? Samuel Jackson é um colecionador de hqs, só que não um nerd espinhento, mas um homem “sofisticado”, que expõe suas peças em uma galeria de arte, aonde elas podem ser apreciadas por visitantes metidos em smokings enquanto degustam canapés. Provavelmente uma tentativa de fazer os fãs de quadrinhos se sentirem lisonjeados. Isso é ridículo. Todo mundo sabe que esse tipo de exposição (pelo menos nos EUA) é realizado em convenções de nerds de todo o país aonde você pode encontrar neguinho fantasiado de homem aranha ao lado de fãs do Crumb ou do Art Spielgman. Provavelmente o egípcio safado quis dizer “Olha, quadrinhos são arte também” porque arte é aquilo que você encontra em uma galeria ou em um museu não é? Hein?

Outra coisa que quase me fez vomitar no infeliz que sentava na cadeira da frente do cinema foram as análises “artísticas” dos desenhos que o Jackson colecionava. Pérolas como “Olhem como o vilão tem a cabeça levemente maior que o corpo. Eles sempre tem a cabeça maior.” ou “Olhe como seus olhos são grandes, isso representa sua visão distorcida do mundo”. Vamos lá pessoal, que porra é essa?

O que me parece é que o egípcio safado resolver fazer um filme sobre quadrinhos. Então pediu referências e jogaram em cima dele vários livros sobre o gênero e as principais obras, então o infeliz leu. E entendeu tudo errado.

Só isso explica o Samú contando como que os quadrinhos são uma ligação com a forma antiga de contar histórias. Sim, porque de acordo com ele as histórias eram contadas com hieróglifos antigamente. É... Cultura oral? O que é isso?

Todo livro sobre quadrinhos começa com uma introdução aonde quase sempre se fala sobre hieróglifos. Isso por causa da narrativa visual da esquerda pra direita e devido a algumas inscrições babilônicas, se eu não me engano, que possuíam balões para indicar o que o personagem dizia. Mas o egípcio safado deve ter lido isso correndo.

Outra coisa. A trama básica, o plot, me lembra muito Watchmen. Toda a coisa de “como seria se um super-herói existisse no mundo real?” Mas enquanto em Watchmen o Alan Moore mostra como o conceito de super herói é ridículo na realidade, o egípcio safado esquece isso e continua achando que ele pode fazer o mesmo e parecer sofisticado. Não consegue, óbvio.

E sobre o final revelador, não esperem muita coisa. Como disse o Tom Leão na resenha do globo, o fim do filme prova que ler muito quadrinho faz mal a saúde. E olha que eu odeio as críticas do Tom Leão.

Nota 2.

quarta-feira, janeiro 17, 2001

Porra. Quantas vezes vocês já viram esse cabecalho em outros sites mudernos ? Nova versão do surfstation.
O Cristiano Dias ressurgiu das trevas ontem, via web. Confiram o blog dele, o cara é um camaradinha antigo dos tempos do grupo de rpg. Alias, o Maron apareceu também, via mail. Esses dois tinham uma loja de quadrinhos e rpg na ilha aonde eu passei várias tardes da minha adolescencia espinhenta, maneiro! :)
Enquanto eu fico o dia inteiro sob a chibata cruel do Hiro no Ivox, o pessoal do prédio aqui em frente passa as tardes de uma maneira... digamos... mais relaxada. Confira em Meus Vizinhos Maconheiros.

segunda-feira, janeiro 15, 2001

Ang Lee vai dirigir o Hulk.
Carlinhos Brown mandou : "Feio é não gostar de música brasileira.". Lindo isso hein? Exatamente a mesma atitude de quem diz que "Feio é gostar de música brasileira". E não, eu não sou a favor de jogar lata na cabeça de ninguém.

Minha teoria é de que estrelas do rock tem um guarda roupa igual ao da mônica do Maurício de Souza. Só isso pode explicar casos como o do homem forte do R.E.M. que subiu ao palco com a mesma camisa que usou em um ensaio pra a Shift a uns dois meses atrás. Se vocês prestarem atenção, vão perceber que isso acontece muito. Aliás, a camisa em questão dizia "I would change anything for you, but myself". Eu sugiro uma "I would change anything for you, but my shirt.".

sábado, janeiro 13, 2001

Voltando com Juju a alguns minutos do Lamas (Bar, Catete, Comida boa, garçons atenciosos) entrei automaticamente na saída que leva pra linha vermelha, no trajeto que faço todos os dias de casa ao trabalho. Normalmente durante a madrugada eu uso a Av. Brasil que é mais segura, não dessa vez.

Assim que entrei na via um carro veio na contra mão. Achei esquisito, mas não havia nenhum barulho suspeito, nenhuma sirene na frente, nada que pudesse indicar que alguma coisa estivesse errada. E eu já tinha visto coisas mais esquisitas no trânsito da madrugada. Um carro passou por mim com o silenciador pendurado, produzindo uma pequena cauda de faíscas a frente do nosso carro. Mesmo assim, nada parecia errado. Comecei a achar aquilo tudo meio bizarro, me senti num filme do David Lynch. Andando mais um pouco passamos por um acidente, alguns carros tinham rodado na pista. Passei rápido, começando a ficar nervoso. Mais a frente uma fileira de cones paralela a pista, não significando nada. Até que viramos uma curva e chegamos ao momento aonde a linha vermelha fica de frente a uma bela favela que cresce a olhos vistos no meio do trajeto. Lá nós encontramos pelo menos uns 30 policiais agachados atrás da mureta de proteção que separa as duas pistas, algumas viaturas, todos prontos para uma troca de tiros. E nós passando por ali, junto com outros carros, idênticos a aqueles patinhos dos parques de diversões de desenho animado, que ficam passado lentamente prontos pra levar uma azeitona na cabeça.

Que tipo de imbecil ordena uma operação dessa e não fecha a entrada para a linha vermelha?

Uma das entradas (a de quem sai da ilha) estava fechada, mas a outra estava completamente aberta, sem nenhum indicativo de que você podia levar uns tiros se entrasse por ali. Super divertido, faz você se sentir superbem. Merda de polícia.

sexta-feira, janeiro 12, 2001

Saiu na Rizhome

MEMORY HAS REPLACED LOGIC in today's world. No one can carry an argument beyond their own position of self interest. We believe only what we remember to be true. We remember very little on our own. We rely on our machines to substantiate the past. Machines have a facility for memory which is precise and extensive. Machines free us from the responsibility of storing and organizing memories. When we forget--and we forget--we simply have to search our machine memories to re-establish what happened. With the aid of our machines, we don't just remember, we re-remember. And in partnership with our machines we establish the truth by comparing records, the documentary evidence of the past. We establish our personal perspective by re-remembering. By re-re-re-remembering... By re-re-re-re-re- re-re-re-remembering. We stack up the records, the weight of documentary evidence, against the present and we get a sense of our personal perspective. We enjoy the consistency of our perspective. We are anchored by our memory, our machine memory. We depend on our machine memory. We are lost without our machine memory. When our systems crash, destroying all or part of our recorded memories, we have to decide to rebuild or to pull the plug.

Não, eu não vou no Rock in Rio. Desisti. Só queria ver o show do Beck e é confusão demais pra ver um show de uma hora aonde o artista vai ficar do tamanho de uma ervilha.

Mas quem falta mesmo nesse Rock in Rio é o Steve Vai. Não, eu não gosto do Steve Vai, pra falar a verdade eu odieo o Steve Vai. Mas seria muito divertido ver os outdoors: "Steve Vai. E você ?".
O primeiroMacaco - Água viva. Quem já acha que estamos passando dos limites?

quinta-feira, janeiro 11, 2001

E é claro, Lego Porn pros maiores de 18 anos.
O Cinema Lego apresenta...Akira.
Ótimo texto do Ruy (de quem eu roubei o livro de roteiro) no Contracampo.

terça-feira, janeiro 09, 2001

Mimi manda avisar: Primeiras fotos do From Hell!
De acordo com o Michaellis, tipografia significa "Exploração disfarçada do lenocínio.". Pra quem não entendeu, temos aqui a descrição de lenocínio:

"Crime que consiste em explorar, provocar ou facilitar a prostituição ou corrupção de qualquer pessoa, haja ou não mediação direta, ou intuito de lucro; alcoviteirice."
Hm. Falando muito de cinema nos últimos dias né? Desculpaê, to assistindo filmes demais. Alias, o festival filme noir no Telecine vai bem, estou assitindo os que ainda não tinha visto a medida que passam. Ia escrever aqui, mas acho que vai sobrecarregar o assunto. Um pouco mais tarde talvez. Além desses filmes aí peguei uns do Fritz Lang e um do Kurosawa e ainda vou afanar uns dvds de anime do Leo Burla, cupincha designer aqui do ivox. É, overdose de filmes.
Os 10 melhores filmes de 2000, nos cinemas brasileiros, sem ordem particular:

Ninguém Escreve ao Coronel (El Coronel no tiene quien lo escriba)
de Arturo Ripstein (MEX,99)

Bossa Nova
de Bruno Barreto (BRA,00)

Ghost Dog (Ghost Dog - The Way of the Samurai)
de Jim Jarmusch (EUA,99)

Velvet Goldmine (Velvet Goldmine)
de Todd Haynes (ING/EUA,98)

A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (Sleepy Hollow)
de Tim Burton (EUA,99)

Vivendo no Limite (Bringing out the Dead)
de Martin Scorsese (EUA,99)

Verão Feliz (Kikujiro)
de Takeshi Kitano (JAP,99)

Missão Impossível 2 (Mission Impossible 2)
de John Woo (EUA,00)

Anjos Caídos (Fallen Angels)
de Wong Kar Wai (HKG,95)

Dançando no Escuro (Dancer in the Dark)
de Lars Von Trier (DIN,00)

Tem mais no site da contracampo desse mês, Contracampo, confiram.

segunda-feira, janeiro 08, 2001

Hm. O design em fatias agora tem um amiguinho chamado à milanesa. Se for uma homenagem eu fico feliz, se for coincidência eu não ligo, mas se não for nem um nem outro...

sexta-feira, janeiro 05, 2001

É pessoal, depois de muito tempo o postal está de volta. Em breve, mais cartões...

quarta-feira, janeiro 03, 2001

X-men, de Bryan Singer
Sem dúvida a melhor adaptação de quadrinhos de super-heróis já vista num telão. Os fãs mais xiitas da hq podem reclamar de alguns detalhes que ficaram diferentes, mas como eu já disse aqui certa vez, um filme, na condição de outra obra, não tem obrigação nenhuma de seguir a risca um livro, hq ou o que quer que tenha inspirado sua história. Puxa, você consegue contar quantas vírgulas eu usei nessa frase?
De qualquer maneira, um filme legal. A direção está boa, sem aqueles ângulos absurdos que a maioria dos diretores não consegue utilizar direito quando querem emular uma hq (existem raras e bem-vindas exceções como o Matrix), a fotografia e a direção de arte estão nos conformes. O Patrick Stewart nasceu pra ser o Xavier, o Ian McKellen faz um Magneto convincente e o Hugh Jackman ficou ótimo como o Wolverine.
Nota 7


A Outra Face, de John Woo
O tio Woo é o melhor diretor de ação vivo. Isso não se discute. E esse filme é provavelmente o melhor dele que eu já vi, acho que melhor que o MI2. Além de todas as peripécias, tiroteios e câmeras lentas as implicações psicológicas do problema do duplo são de deixar qualquer um de cabelo em pé. Alias, o duplo é uma das marcas registradas do diretor e também está presente no MI2 de forma mais diluída eu acho. A juliana está me devendo um artigo que explica isso tudo, vamos ver.
Nota 8
Estou mudando de sistema no servidor e provavelmente esse site vai ficar fora do ar hoje a tarde. Mas não se desesperem, I'll be back.

sexta-feira, dezembro 29, 2000

Por favor, por favor, gastem alguns kbs de conexão e vejam o MediaAttack!. É impagável.
O Miguel tá aqui no Rio e deu pra falar mal da cidade agora. Fala sério Mimi, "not so marvelous city"? Pelassaco, o Rio ainda é sim a cidade maravilhosa e carioca é tudo CB. Pra quem não sabe, Çangue Bom.

Se bem que eu não posso reclamar muito dele por que o cara é maior que eu e como está por perto pode vir aqui me dar uns cascudos.

quinta-feira, dezembro 28, 2000

Terry Gillian fala sobre seu novo filme.
Ok, filmes da última semana:

American Psycho
"Oh, como os yuppies eram maus." é o que o filme grita o tempo inteiro. Maus, misógenos, vazios. Veje, o personagem principal é tão vazio, mas tão vazio que só se sente bem quando comete seus assassinatos. Não sem antes dar a eles uma lição de cultura pop. Até aí tudo bem, é uma crítica meio sem propósito já que estamos nos anos 90 e os yuppies estão mortos, mas nada de mais nisso. O grande problema é que o roteiro do filme é sem graça, sem conflito, te enche de sono nos primeiros vinte minutos. Você já sabe mais ou menos tudo que vai acontecer, a "espiral descendente" do protagonista, os corpos que vão se empilhando, etc, etc, etc. E isso é uma constante no trabalho dessa diretora até aonde eu sei (Alguém se lembra de "Um Tiro Para Andy Warhol?") O psicopatão é até engraçado nos momentos mais caricatos do filme, mas se depender de mim esse aí pode ir praquela pratileira dos filmes que tentam criticar o american way of life e só ficam aí, na tentativa.
Nota 3

Pacto Sinistro, de Alfred Hichtcock
Presente de Natal da Juju, esse. Filmão, Tio Alfred na melhor forma! E o dvd ainda traz as duas versões do filme (americana e inglesa). A imagem está boa, dentro do possível (considerando que o copião tem uns 50 anos), o som está ok, tudo nos conformes. Algumas cenas clássicas: A perseguição no parque de diversões no início, a platéia do jogo de tennis aonde somente bruno permanece imóvel e o grand finale no carrosel. Uhu! Apesar de tudo é um filme relativamente pouco comentado dentro da obra do diretor. Eu como fã besta do tio Alfred e do tio Chandler que deu uns pitacos no roteiro, continuo achando genial.
Nota 10

A Fuga das Galinhas
A animação é genial, sem duvida. A caracterização visual das galinhas é ótima, a fotografia e a direção de arte funcionam direitinho. O filme é divertido e tem algumas piadas boas, mas o que me irritou um pouco foi a quantidade de clichês. Vários diálogos podem ser completados mentalmente, algumas cenas podem ser encontradas em qualquer desenho animado e alguns personagens parecem ter sido tirados de um manual utilizado por quase todos roteiristas americanos. E outra coisa, se a proposta do filme é fazer longa de animação fora do circuito Disney, deviam pensar um pouco menos em técnica e um pouco mais em roteiro, porque esse aí segue o mesmo modelo. Mas de qualquer maneira, é um filme divertido. Como um desenho da Disney.
Nota 7
O Telecine Classic está preparando para janeiro uma exibição de vários filmes noir, incluindo algumas raridades por aqui como o "the glass key", que aqui no Brasil inexplicavelmente foi chamado de "Capitulou Sorrindo".
sincronicidade do dia:
1. Depois de vários minutos atrás de um carro com a luz de freio esquerda queimada ele finalmente muda de faixa. A sua frente está um carro com a luz de freio direita queimada.
2. Alguns minutos mais tarde, fico atrás de outro carro com a luz de freio esquerda queimada. Um sinal fecha, outro carro na faixa da direita para ao lado do primeiro, e ele tem a luz de freio direita queimada.

quarta-feira, dezembro 27, 2000

Aloísio Magalhães deve estar se revirando na tumba. Apresentamos a nova marca da Petrobrás.

terça-feira, dezembro 26, 2000

É, feliz aquilo tudo pra vocês.

quinta-feira, dezembro 21, 2000

Como eu não descobri isso antes? Grant Morrison.com.

quarta-feira, dezembro 20, 2000

Sobre a introdução do Comic Book de Rogério de Campos. A mini história do quadrinho underground que ele traça é interessante, mas o resto é meio esquisito. Tem uma boa dose de recalque no texto aonde ele acusa todos os quadrinhos de super-heróis de serem um lixo sem criatividade, acusa as revistas mainstreams de "terem vendido a alma em troca de um bilhete pra Hollywood" e o pior, diz que quadrinhos bons são literatura.

Veje bem, todos quadrinhos de super-heróis são ruins? Não, não mesmo. A maioria é ruim sim, mas e daí? Tem muita coisa boa! E Tom Strong do Alan Moore? E o Batman, a Elektra e o Demolidor do Frank Miller? E a Liga da Justiça do Grant Morrison? E os X-men da saudosa época do Chris Claremont (antes dele ficar maluco)? Hein hein hein? Mesma coisa se eu dissesse que todo filme de ação é ruim. Não são, existem uns ruins, outros bons (tipo os do tio woo).

É muita hipocrisia dizer que as hqs venderam a alma pra Hollywood. Fala sério. Não que eu ache as adaptações pro cinema boas, mais qualé? Todo mundo tem que comer e pagar aluguel. E quero ver o que ele me diz agora que o Ghost World do Dan Clowes está sendo adaptado pras telonas. Provavelmente deve estar gritando "A indústria de quadrinhos alternativos se vendeu a Hollywood!". Putz.

Quadrinhos bons são literatura? Não, nunca vão ser. Nenhum quadrinho vai ser literatura, quer saber por que? POR QUE QUADRINHOS SÃO QUADRINHOS, PORRA. É por isso que volta e meia esses quadrinistas alternativos, com toda a liberdade que eles tem, fazem um trabalho ruim. A primeira regra pra fazer um quadrinho bom, na minha opinião, é entender o meio. Quadrinho não é cinema, quadrinho não é literatura. É outra coisa, outra mídia, e deveria ficar feliz com isso. Ninguém deveria lutar pros quadrinhos serem reconhecidos como gênero literário, deveriam é brigar pros quadrinhos serem reconhecidos como quadrinhos.

Agora uma outra coisa sobre os undergrounds americanos. Parece que boa parte desse pessoal tem uma síndrome de Crumb. Como o próprio Rogério nota, a maioria das histórias é autobiografica e usa o próprio artista como personagem. E fica meio nisso, traumas infantis, desilusões amorosas, casos estranhos que aconteceram com o cara. Tudo bem pronto pra daqui a pouco alguém grudar um selo bem bonito na testa das hqs undergrounds como uma coisa "autobiográfica e instrospectiva". Cadê a variedade de gêneros, cadê?

terça-feira, dezembro 19, 2000

Litorótulos, uma pequena exibição de rótulos litográficos (duh) de minas gerais. Bem intencionado e com um design bom, mas a navegação e a mecânica geral da coisa poderia ser melhor.
Eu não sei por que, mas hoje deu uma sanha de ficar ouvindo todos meus mp3s da Suzanne Vega o dia inteiro. É, são vários. E eu nem gosto muito, acho legal, se bem que tem umas músicas meio pelinhas... Mas tem umas bem boas também.
"Computer games don't affect kids. I mean, if Pac Man affected us as kids, we'd all sit around in a darkened room, munching magic pills and listening to repetitive music.", Dave.

sexta-feira, dezembro 15, 2000

Aprenda a falar como um filme Hollywoodiano.
Proponho mudar o slogan do Rock in Rio de "Por um mundo melhor" para "Por um mundo melhor para o Medina".

quarta-feira, dezembro 13, 2000

Novamente, gostaria de pedir encarecidamente a todas as pessoas que passam os dias escovando todas as frases aqui a procura de erros de português que fossem, sem nenhum respeito dessa vez, praticar o autocoito.
Ah, a entrevista com Alan Moore da Salon, agora em português.
Olha, que legal! Uma reportagem sobre o lixo da minha faculdade! Deprimente.

terça-feira, dezembro 12, 2000

Os impostores, de Stanley Tucci
Taê, gosto bastante desse filme. Simples, despretensioso e honesto. E engraçado, se você entender a piada. Uma grande homenagem de baixo orçamento as comédias clássicas dos anos 20 e 30, com várias referências aos melhores filmes dos Irmãos Marx, Os Três Patetas e outros. Bons atores nos papéis principais, sem contar os que dão uma passadinha pra dizer alô, como Woody Allen, Steve Buscemi e Isabela Rosellini. Desce redondo.
Nota 7
Atenção: Texto meloso a frente.

Ontem cheguei na praia de Ipanema aonde pego o ônibus para o aconchego do meu lar no exato momento em que o sol se punha no horizonte, transformando a praia inteira em um imenso clichê de um fim de tarde típico no Rio de Janeiro. Foi um clichê lindo, o céu, a areia, o mar e os prédios em volta na luz abóbora do sol que já se ia bem devagar, dando um show pros turistas que assistiam ao espetáculo. Aliás, os turistas aplaudiram quando ele finalmente se enterrou no horizonte, acreditam que aplaudam todo dia, não sei. Nunca fui um grande conhecedor de Ipanema, estou me iniciando nesses rituais do bairro a poucos meses. Mas foi legal. Faz você lembrar que apesar de todos a miséria, toda a violência e todo o desleixo, essa cidade continua sendo linda. Chuif.
Ao que parece, acharam um mamute no meu bairro. Lá se vai a vizinhança.
Gostaria de pedir encarecidamente a todas as pessoas que passam os dias escovando todas as frases aqui a procura de erros de português que fossem, com todo o respeito, praticar o autocoito.

Get a life.

Além disso, esse site tem tanto erro que deve dar um trabalhão procurar tudo.

segunda-feira, dezembro 11, 2000

Cradle Will Rock, de Tim Robbins
Depois do úmido mas também engajado "Os Últimos Passos de Um Homem", o Tim Robbins acertou a mão no seu último filme ainda sem título no Brasil. Bem divertido, uma delícia de assistir. A fotografia está ótima, os atores também, a direção está boa, nenhuma reclamação mesmo. A trilha sonora também é fantástica e a caracterização dos anos 30 não deixa nada a desejar. Além disso tudo o filme não poderia ser lançado em momento melhor, logo quando Hollywood se vê novamente ameaçada pelos sindicatos e pela volta da censura.
Nota 8
O Dadá tá reclamando no motocontínuo que a campanha do site O Site é besta, o que é engraçado, por que eu havia visto o mesmo comercial esse fim de semana e também pensava em escrever sobre isso aqui. Concordo que ele é besta, agora o lance das cenas censuradas não ideia deles, foi algum juiz que mandou censurar, não sei os detalhes. Deve ser parte da mesma medida que proibiu os personagens homosexuais na tv brasileira. Podiam proibir também os judeus, árabes e negros não? E os personagens orientais? Melhor ainda! Juntem todos eles e coloquem em campos de concentração, por que não? Fala sério...

sexta-feira, dezembro 08, 2000

De acordo com o Alan Moore Fan Site, o Terry Gillian disse que tem interesse em dirigir a adaptação de Watchmen para o cinema, mas que não vai dirigir se não deixarem ele produzir um filme de 12 horas. Em compensação, outra notícia diz que o script para o filme da League of extraordinary gentleman está um lixo.
Alta Fidelidade, de Stephen Frears
Eu já andava com raiva desse filme por causa do hype maldito que tinha se formado em volta de sua figura. Já não aguentava mais todo mundo falando em "top fives" ou em como esse filme retratava uma geração ou como a trilha sonora era ótima. Bom, o lance dos top fives enche um pouco o saco depois de algum tempo. Retrata uma geração? Sei lá, acho que retrava algumas pessoas de uma geração. E a trilha sonora tem coisas boas (duas do velvet) e umas outras que eu não gostei, mas isso é pessoal. É divertido, pra ver sem esperar muita cousa eu acho. Mas pra um filme aonde as músicas tem um significado tão importante eles poderiam ter tido um pouquinho mais de cuidado...
Nota 6

quarta-feira, dezembro 06, 2000

O que aconteceria se você cruzasse um lutador de sumô com a Sailor Moon? Tenha medo.
Esse site aqui, o Bublesoap prova o que o flash pode fazer em matéria de animação quando se poe um ilustrador competende segurando o mouse.

terça-feira, dezembro 05, 2000

Outro mal não catalogado causa indivíduos aparentemente normais a achar que um filme é ruim por que não segue rigorosamente um livro ou similar em que haveria baseado sua premissa básica. O estado não permite ao indivíduo perceber que um filme baseado em um livro não é simplesmente uma transposição do livro para o cinema/tv, mas sim a criação de outra obra a partir de um original, uma obra independente deste e que o processo de criação de um é distinto do processo de criação de outro.
Existe um mal ainda não batizado pela medicina moderna que faz com que algumas pessoas achem que um filme é bom por causa de uma ou duas cenas bonitas (estéticamente falando). Esse mal é mais comumente encontrado entre designers e similares. O que acontece no cérebro e no processo cognitivo do indivíduo ainda não foi precisado, mas o sintoma principal é o esquecimento do simples fato de que um filme é feito de vários elementos, como por exemplo: Roteiro, Direções (cena, arte), Edição, Atuações e mais uma série de outras coisinhas. Um filme não é um comercial de tv. Um filme não é um videoclip da MTV (ainda que alguns tentem). Um filme é outra coisa, um pouquinho mais complexa.

segunda-feira, dezembro 04, 2000

O último cd do Tom Zé, "Faça você mesmo", além de ser um dos melhores da carreira do músico na minha opinião, ainda vem com um detalhezinho simplesmente genial: um cd auxiliar com todos os loops e samplers usados em cada faixa, separados individualmente um a um pronto para serem utilizados de qualquer outra maneira.

quinta-feira, novembro 30, 2000

Lá vem o Natal... Ninguém quer me dar um presentinho não?

terça-feira, novembro 28, 2000

Durante a tarde, os poucos apartamentos do prédio em frente que ficam com as janelas abertas são ocupados por homens e mulheres velhos, que passam a maior parte do tempo sentados assistindo tv, falando ao telefone ou lendo a luz da janela. Esse último, alias, é um costume comum que eu ainda não entendi. Talvez eles leiam na janela para economizar um pouco de eletricidade ou pra conseguir ler e prestar atenção no que acontece na Visconde de Pirajá ao mesmo tempo. Os outros apartamentos ficam fechados, com apenas algumas frestas das janelas abertas para circular o ar e um ocasional gato que passeia por um peitoril no segundo andar do prédio pintado de um rosa bem gasto.

O meu amigo, colega de profissão e vizinho Daniel Sansão inaugurou seu Blogger, o Motocontínuo. Ótimas reclamações no melhor estilo sansonesco de ser. Vão até lá e mandem um mail mandando ele terminar o site. Se ele reclamar, manda tirar satisfação comigo aqui. Dou-lhe uns cascudos.

segunda-feira, novembro 27, 2000

Juliana manda: Entrevista com Bono!

quinta-feira, novembro 23, 2000

Os momentos mais memoráveis do Engrish.

quarta-feira, novembro 22, 2000

Ouvindo "Correio da estação do Brás", "Estudando o samba", "Tom Zé", "Todos os olhos", "Se o caso é chorar", todos do Tom Zé. Cortesia de um colega de trabalho que comprou o relançamento dos cds no Brasil e do Audiocatalyst, que ripou tudo direitinho pra mim. Genial, genial... É impressionante como que as músicas do moço continuam atuais 20, 30 anos depois.

Ah, o Miguel reclama que eu não linko o Blogger dele aqui. Tá linkado, metal. hehe.
Lego cinema de novo...

terça-feira, novembro 21, 2000

Novo disco do Tom Zé pra sair por aí... e gravado no Brasil, pasmem. Aqui tem uma entrevista legal com ele.

sexta-feira, novembro 17, 2000

Ninguém levanta uma sombrancelha quando o governo proíbe personagens homosexuais na tv brasileira, mas é só alguém censurar a participação de personagens infantis em uma novela como "Laços de Família" que os engajados artistas da nossa querida rede globo fazem um protesto.
Who's the black PI who is a sex machine to all woman?

quinta-feira, novembro 16, 2000

"Capital punishment turns the state into a murderer. But imprisonment turns the state into a gay dungeon-master."
Source unknown
Vi o novo Shaft sim, e gostei. Principalmente da trilha sonora (os instrumentais do Isaac Hayes, não sou muito fã de hip-hop). Uma das coisas interessantes desse filme é a substituição do sexo pela violência, exemplo claro da hipocrisia norte-americana. Veja só. O Shaft original era um detetive negro sedutor (um clássico do negro sechual blaxploitation) que resolvia os casos mais perigosos enquanto levava pra cama todo o elenco feminino. O novo Shaft é sedutor sim, mas parece que desconta toda sua energia sechual reprimida atirando nos bandidões. O que a maioria das pessoas que critica esse aspecto do filme não sabe, é que todas as cenas de conteúdo sechual foram limadas, sumindo totalmente com um personagem feminino. Moral da história, Sexo é mau, violença é bom.
"In the future, first of all, websites will be designed by my guidelines ...
for the simple reason that if they don't, they are dead." - Jakob Nielsen
Eu juro que se eu tivesse 7,500 bagarotes eu comprava esse domínio agora.http://todo.mundo.nu e http://quase.todo.mundo.nu.

terça-feira, novembro 14, 2000

Bom, Lá vamos lá de novo. Se não bastassem todas as merdas que rolam por aqui, estão importando umas neuroses dos EUA. Fogo nos jogadores de RPG!
Por que eu cuspo no Netscape:

1. Por volta de 10% do mercado usa netscape.
2. A Netscape nunca resolveu o problema de frames de seu browser (a diferenca de 3 pixels).
3. O Netscape nao funciona direito com CSS.
4. A tipografia html fica muito melhor no Explorer.

Odeio muito o fedorento do Tio Bill, mas fazer o que? Longa vida ao Explorer e morte ao Netscape.

Outra cousa, o portfólio lá embaixo eh temporario, ok? Depois eu mudo...
Penguim Adventure... Castle Excellent... Nemesis... Meu Deus!MSX Java Emulator
O novo portal sobre quadrinhos da Abril Jovem, o Herois.com é feio de dar dó. É interessante que eles sigam a mesma identidade visual utilizada nos quadrinhos da editora, mas infelizmente essa identidade é brega e mal resolvida. Na minha opinião pessoal pelo menos. De qualquer maneira o site tem umas notícias interessante, inclusive sobre produtos de outras editoras.
Esse site vale 5 chopps!


premio buteco 5chopes


segunda-feira, novembro 13, 2000

Redesign do novo design. A seção "últimos trabalhos" morre, temos uma navegação na barra superior agora e uma organização melhor dos outros itens no site. Ficou melhor? Pior? Usa o formulário a direita, meu filho.
O físico Paul Davies Manda:
"Se eu viajo de Londres para Nova York, por exemplo, perco alguns bilionésimos de segundo em relação a você, que permanece aqui no solo", diz Davies. "É um efeito mensurável se usarmos relógios atômicos. Isso foi testado. Então, nós sabemos que viajar no tempo é possível, mas estou falando de viajar para o futuro."
E agora para algo completamente diferente.

sexta-feira, novembro 10, 2000

Novas criaturas no Sodazoo...

quarta-feira, novembro 08, 2000

O Centro Cultural Banco do Brasil está com uma mostra "Relíquias dos Filmes Noir" em vídeo até dia 15. Ainda não vi toda a programação mas parece bom. Alias, o Telecine Classic está passando um filme do Fritz Lang, o "Ministry of Fear" de 44 que é divertido também. E sexta passa o "The Big Clock" que é daonde eu tirei a foto que deu origem ao desenho que aparece aí ao lado as vezes (o do relógio, oras). Os dois com o Ray Milland como protagonista.

terça-feira, novembro 07, 2000

Já a Kommune I era um grupo bem mais legal. Faziam performances sem pé nem cabeça e atentados com balões cheios de tinta.
Em 1971 o psiquiatra alemão Wolfgang Huber chegou a conclusão que as doenças mentais do seu grupo de terapia eram causadas pela sociedade capitalista em que viviam. A única solução para sanar o problema seria reverter a sociedade ao comunismo. Ele convenceu seu pacientes disso e ai nasceu a Socialists Patients Collective, o grupo terrorista mais bizarro que eu já vi.
O texto integral do "Mini Manual de guerrilha urbana" de Carlos Marighella. Alguém aí tem tempo pra tentar de novo? Alias, eu sou contra assassinato sim, antes que venham me acusar. Pra mim, o terrorismo poético do Hakin Bey é muito mais interessante e eficaz. E ainda faz bem pro seu Karma!

Tinhamos é que juntar o manual de guerrilha urbana com o Bey.

segunda-feira, novembro 06, 2000

Putz. O logotipo do último filme do John Waters, o Cecil B. Demente é uma piada com o do Baader-Meinhof (As iniciais RAF significam Red Army Faction, o nome que o grupo escolheu para ele mesmo).


No site This is Baader-Meinhof é possível encontrar informações detalhadas sobre a história e os membros do grupo revolucionário alemão que pregava a realização prática das teorias Marxistas nos anos 60-70.

domingo, novembro 05, 2000

A Net, muma atitude super inteligente, fechou o canal superstation. O superstation era uma bosta mesmo, mas tinha dois dos únicos programas que eu acompanhava irregularmente na programação, o David Letterman e o Jay Leno. Eu não gostava muito das entrevistas, que sempre me pareciam mais um showcase da personalidade em questão, mas os quadros que eram exibidos antes delas eram impagáveis. Na revista da programadora desse mês eles lamentam em especial o fim da transmissão dos dois programas, mas dizem que não existem planos para sua volta e ainda sugerem que você vá assistir o Larry King na CNN, por que de acordo com eles os programas são semelhantes. Se quiser dar uma força, de um pulo no site da Net Brasil e reclamem comigo. Não me perguntem aonde está o formulário pra esse tipo de coisa, eu não consegui achar. O site é bonitinho, mas confuso.

sexta-feira, novembro 03, 2000

Jakob Nielsen analisa Margitte.

quarta-feira, novembro 01, 2000

Parece que o show do Lou Reed tá confirmado em São Paulo. Nada de Lou para os cariocas pelo jeito. E pra acabar totalmente com a possibilidade de eu sair do Rio pra ver o homem o show vai ser em um terça-feira. Que maneiro, né?