quinta-feira, março 15, 2001

Responda rápido: Quem é o John Belushi e quem é Carlos, o chacal?

Devida a insistencia do blog do Daniel resolvi baixar umas músicas do Jay-Jay Johanson e fiquei pasmo em constatar que o Sueco é cria direta do Scott Walker, de quem eu sou fã de carteirinha, como diria o homem com um palito de fósforo na boca que trabalha na Emetevê. E o pior, o cara é uma mistura perfeita do Sr. Walker com o Portishead. Ou seja, maneiro...
O blogger mais sujo e desbocado da Internet, o Catarro Verde mandou bem: "Absinto é assim: duas doses fazem de você um Toulouse-Lautrec. Não estou falando do talento, mas do estado físico.".
Adivinhem que filme vai continuar em pré-estréia amanha?
Logomarcas por e-mail no imarca. E o pior, tudo assinado por uma designer formada pela PUC-RIO. Muito bom.

quarta-feira, março 14, 2001

Responda rápido: Quem é o Procurador Luiz Francisco de Souza e quem é o Keith Haring?

Esse é o primeiro site que eu já vi que pede 24 milhões de cores para a visualização. E o pior é que vale a pena. Dica do Léo Fróes, Bits And Pieces.

segunda-feira, março 12, 2001

Responda rápido: Quem é a Cassia Eller e quem é o Toni Platão?

Alguém me explique por favor: Porque o último filme do John Waters, o mais ou menos engraçado "Cecil B. Demented" está a 4 SEMANAS em pré-estréia nos cinemas do grupo estação? Isso sendo que o "Lobby card" do filme indica uma estréia pra Abril!

E quem me explicar isso também me explique por que diabos a tradução do nome em português virou um patético "Cecil Bem Demente", ignorando completamente a piada com o diretor Cecil B. Demille? Quando esse filme passou no festival de cinema do Rio o nome era "Cecil B. Demente", o que aconteceu nesse ínterim?

quinta-feira, março 08, 2001

O link da trailervision tava errado, o certo é esse.
O trailer do Billy Elliot foi escolhido pela cúpula da diretoria desse site como os metros de película mais pelassacos dessa temporada. Pontos altos: Musiquinha da Enya, Bill Elliot lendo a carta de sua mãe já falecida e o pai do moçoilo, escocês grandão e com aquela voz de bêbado chorando e gritando "Da boy must be some kind of genius, let give him a chance!". Urgh. Viva a Trailervision. Ninguém entende os trailers tão bem quanto eles.

quarta-feira, março 07, 2001

Se vocês querem reclamar de alguma coisa, não seria mais certo ao invés de criticar o Funque (não o Funk) criticar as pessoas que fizeram o estilo virar febre nacional? Não, não estou falando da "Mídia", estou falando do público mesmo. É muito fácil pensar que tudo é culpa de uma força obscura e indefinida chamada "Mídia".

Mudando radicalmente de assunto, saiu edição nova da Contracampo com entrevista com o Candeias e as ótimas críticas e artigos de sempre. Parabéns pra Juju, pro Ruy e pra todo mundo que escreve aê.

segunda-feira, março 05, 2001

Hmm, várias visitas, parece que o site saiu na revista da web. Po, maneiro. Aviso pro pessoal novo: Segurem as pontas que daqui a uma semana tem redesign! Eu prometo!
Chega a hora da verdade. O redesign do Ivox entra hoje no ar, design by moi, implementação e ajuda do cumpadi Leo Burla sob a batuta do Hiro. Mandem suas opiniões.
Urru! Em PopImage muito material interessante sobre o Grant Morrison. Valeu pela dica, Hector!
Update dos comentários, desfile do Sílvio Santos:

"- ...Sílvio Santos tem 7 filhos e é casado a X anos... (C.M.)
- É casado sim, mas não podemos esquecer suas 'colegas de trabalho'... (G.M.)"

"Esse terno do Sílvio parece feito de XXXXXX (pano vagabundo, desculpem mas não lembro o nome. Meus conhecimentos sobre a fina arte da indumentária são muito limitados) (G.M.)"

"A escola está grande como sempre, e isso pode atrapalhar um pouco o desfile. Mas pensando bem, isso é bem característico do Sílvio, toda essa grandeza não é?. (G.M.)"

Só pra confirmar o que eu disse quando afirmei que a globo boicotou o Sílvio descaradamente. E se você lembra de mais algum comentário imbecil, manda pra cá.

quinta-feira, março 01, 2001

Juju manda: Show da PJ Harvey em Real Video. Cliquem em Haut Débit.
Assistir a transmissão do Carnaval carioca pela globo é sempre a maior diversão. Sejamos sinceros, não existe quantia no mundo que possa pagar os comentários de Glória Maria e Cléber Machado, sem mencionar o sempre bem-vindo Ivo Meireles! Infelizmente nesse carnaval não pude acompanhar todo o desfile, mas apresento aqui os melhores comentários que eu e juju conseguimos colher nos poucos desfiles que assitimos:

"... a ala empunha Katanas, tradicionais espadas árabes" (C.M., repetida várias vezes. Katana é uma espada japonesa, a árabe é uma Cimitarra.)

"Agora uma passeata pelos carros da Tuiti" (C.M., se referia a um passeio)

"... e o intérprete 'Celino Dion' " (G.M., se referindo ao intérprete "Celino Dias")

Todos os "Tchutchucas" que o digníssimo Ivo Meireles soltava de cinco em cinco minutos para qualquer passista.

"Silvio Santos samba com as mãos!" (G.M., Os comentaristas da Globo acusavam o pobre Abravanel de ser o responsável por qualquer problema da escola, desde o tamanho do desfile até a lantejoula mal colocada na cabeça da segunda bahiana da esquerda pra direita na terceira fila).

"Midas, Deus grego do Ouro!" (C.M.)

"Poder da mente existe, provado científicamente. Resta saber se se usará para o bem ou para o mal! Como nos filmes, em que o Gênio do Mal usa seus poderes para a destruição, mas no final sempre acaba mudando de lado" (C.M., sem dúvida o melhor do desfile, provavelmente o melhor de todos os carnavais desde o saudoso Vanuci, que era o rei dos comentários imbecis)

"A Viradouro pode hoje cometer um dos pecados capitais: O Orgulho!" (G.M.)

"A Mangueira trazendo para a avenida toda a magia do oriente com o carro: 'A magia do oriente' " (G.M)

Também é fascinante acompanhar o grau de embriagez dos comentaristas e perceber como suas vozes vão ficando mais arrastadas e o nível de asneiras vai crescendo a medida que a noite vai acabando.

E Daniel, chamar nossa escola de samba União da Ilha de "Bloco de Rua" é um absurdo... com os blocos de rua.

sexta-feira, fevereiro 23, 2001

O Novo site do Nick Cave está muito bem feitinho, tudo de muito bom gosto e bem organizado.
Todo carnaval é a mesma coisa. O povinho "indie", "alternativo", "underground" ou qualquer que seja o nome que a mídia está usando essa semana, começa a estufar o peito de orgulho e a soltar de cinco em cinco minutos: "Putz, eu odeio carnaval.". Nada de errado em não gostar de carnaval, as pessoas tem direito de gostar ou de desgostar do que bem entenderem. O problema é o orgulho em dizer isso. O orgulho em nadar contra o mainstream. Urgh.

quarta-feira, fevereiro 21, 2001

Gosto do Jabor, mas volta e meia ele tem uns ataques e desanda a falar besteira. Prova disso é sua coluna de hoje no globo aonde ele resolveu detonar o Tigre e Dragão. A crítica básica é que o filme "não é chinês", sendo o Ang Lee culpado de diluir o cinema do país para se adequar aos padrões fast food americanos. Tsc tsc tsc.

terça-feira, fevereiro 20, 2001

Já a seção de cinema do site deixa desejar. Só pra sentir um gostinho, olha a introdução da resenha sobre corpo fechado:

Se, por acaso, você sair chorando após assistir a Corpo Fechado e for chamado de idiota por causa disso, não dê a mínima. É batata que isso vai acontecer. Até porque existe muita gente mal-amada neste mundo. Mas liga não. O importante é ter a consciência de que se trata de um dos melhores filmes feitos em Hollywood nos últimos (muitos) anos."

Quem gostou de Corpo Fechado é feio, bobo e mulherzinha.
Entrevista com Eddie Campbell no Omelete, o site com o slogan mais escroto que eu já vi. Mas o conteúdo da parte de quadrinhos é bem legal, com muita coisa escrita pelo Jotapê Martins, provavelmente o maior tradutor de HQs do Brasil.

segunda-feira, fevereiro 19, 2001

Um recado pra todo mundo que fala no cinema aqui. E guardem essa url, 1001 utilidades.
Assitir o Tigre e Dragão em um cinema lotado é um ótimo teste pra sua paciência. Qualquer monge tibetano ia ficar com vontade de socar pelo menos meia dúzia de imbecis por ali. O filme é uma beleza, mas dividir ele com 250 pessoas é dose. É difícil aguentar os comentários espirituosos quando qualquer um dos personagens levanta vôo. (E eles levantam vôo mesmo, tudo com uma graça que já pôde ser conferida nas lutas do Matrix, que foram coreaografadas pelo mesmo chinês maluco.) Deve ser realmente muito difícil entender que uma pessoa pode voar sem estar vestindo uma capa e uma cueca por cima da calça. Mas voltando aos comentários, o melhor da noite foi:

"Poxa, que esquisito assitir um filme que não é falado em inglês né?".

Todos deveriam levar um gravador para as seções de cinema pra gravar esse tipo de coisa, porque contando ninguém acredita.

E sobre o filme, tomara que ganhe todos os Oscars que foi indicado mesmo, já que os boçais da academia ignoraram solenemente a Björk no Dançando no Escuro e o Wong Kar Way diretor do Amor à flor da pele, filmão que só está sendo exibido em dois cinemas no Rio.

quinta-feira, fevereiro 15, 2001

Chegou meu DVD do Transformers - The Movie. Agora eu tenho um dos clássicos da minha infância em com imagem e som digitais! E com as vozes originais, incluindo dubladores pouco conhecidos como Eric Idle, Leonard Nimoy e... Orson Wells (!?!) como Unicron, o maléfico planeta transformer que se alimenta de planetas não-transformers e que acha que o planeta natal dos transformers é algum tipo de ovo colorido azul, daqueles que você encontra nos melhores pé-sujos.

A verdade é que o Orson Wells estava na fase mais decadente dele, provavelmente sem dinheiro, gordo e acabado, chegando a falecer durante o processo de dublagem, provavelmente de desgosto. É por esse motivo que o Unicron se limita a grunhir durante boa parte do filme. É, meus filhos, um dos maiores diretores de toda a história do cinema dublando um desenho feito pra vender brinquedos, acreditem.

Então, como eu ia dizendo, fiquei emocionado ao ouvir aquela trilha sonora metal imunda novamente. Alguém lembra da cena do Boogie Nights aonde o Dirk Diggler ia fazer um teste numa tentativa de se tornar um cantor? Lembram da música que ele cantava? Então, essa é a música tema do filme e até hoje eu não entendi o que ela estava fazendo no meio do Boogie Nights. Vai ver o diretor era fã da série, sei lá. Não me olhem dessa maneira, esse filme foi um clássico da minha infância, eu já disse.

Outra coisa que sempre me intrigou sobre os transformers era o fato de eles conseguirem se tranformar em objetos muito menores do que suas formas originais. Era um fato corrriqueiro você ver um robô de 5 metros virando um rádio gravador ou até mesmo uma fita cassete (esses eram menorezinhos, tipo uns 2 metros). Tem uma cena clássica no filme aonde um decepticon chamado Astrotrain se transforma em um ônibus espacial e segundos depois uns 30 outros robôs entram dentro dele. Vamos lá pessoal, nem as crianças são tão burras. Tá certo que depois de um tempo eles inventaram uma desculpa esfarrapada para isso (eles seriam feitos de um metal especial que podia aumentar ou diminuir de tamanho usando "bolsões de espaço ultradimensional", por isso que os robôs produzidos na terra e não em cybertron não mudavam de tamanho, só de forma), mas é muita forçação de barra de qualquer maneira.

Foi baratinho, mais barato que um lançamento em dvd nacional, acreditem se quiser. A cd point, loja virtual aqui do rio, está com uns preços bem razoáveis em seus DVDs importados e merece uma visita. Autobots, scramble!

terça-feira, fevereiro 13, 2001

Entrevista com PJ Harvey na Cdnow.
O "Cassino Royale", que está sendo exibido no festival Peter Sellers no Telecine Happy da Net é provavelmente o filme mais engraçado do John Huston, e consegue reunir gente do naipe de Orson Welles, Peter Sellers, Woody Allen, Jean-Paul Belmondo, Usula Andress, David Niven e Burth Bacharach. E o filme pode ser considerado uma espécie de pai pro Austin Powers, que é um descendente direto do primeiro, com algumas cenas bem parecidas e até mesmo algumas músicas que se repetem na trilha sonora (como "The Look Of Love", de Dusty Springfield e a presença do próprio Bacharach). Se bem que o Mike Myers substituiu tudo que o Casino Royale tinha de lisérgico e nonsense por piadas grosseiras (que também são engraçadas na maior parte do tempo.). É uma questão de estilo, no final das contas.

segunda-feira, fevereiro 12, 2001

O show do Yo La Tengo no Ballroom no Rio foi um lixo total. Serve pra provar que pra uma banda ser muito indie, mas indie mesmo, não pode saber como se faz um show. Claro, pombas, como é que você pode ser indie de verdade sabendo escolher um repertório e tentando desenvolver o mínimo de carisma no palco? E é claro, pra fechar a noite com chave de ouro os caras mandam os roadies tocarem o bis. Muito bom, hein?

Eu gostava dos cds do Yo La Tengo com resalvas. O problema básico da banda é que em cada composição eles tentam ser (ou "homenagear", você escolhe) uma banda diferente. Normalmente é o Velvet, mas com frequência você pode reconhecer o Lou Reed na fase solo, o Teenage Fanclub ou até mesmo o Jesus and Mary Chain entre muitos outros. No cd "Genius + Love = Yo La Tengo" (sem comentário sobre o título da obra) por exemplo, existe uma música da qual eu não lembro o nome que é a "the box" do Velvet cuspida e escarrada.

Morte ao Indie, eu digo. Quer dizer, morte ao Indie ruim, poser e pouco inspirado.

E morte eo Baurú também, que tem a cara de pau de cobrar 10% em cima da consumação. Provavelmente pelo couvert artístico, uma vez que não havia nenhum serviço que justificasse o mesmo.
Í, tinha esquecido de postar isso. É velho, mas vale a pena: Behold! O futuro do Flash na Web!

sexta-feira, fevereiro 09, 2001

Sim, Daniel eu copiei o sinal que você usou para linkar os posts. Mas o que posso fazer, achei a solução muito elegante. É pessoal, vocês agora podem linkar meus textos absolutamente geniais e modestos apenas copiando o link do sinalzinho que aparece no começo desse paragrafo. O que faltam inventar?
Hoje comecei meu dia com um mail anônimo mandado pelo formulário dessa página:

"Você é uma figrura (sic) meio estranha mesmo, e além de tudo, contraditória, indica links que contestam sua opinião o tempo todo. Você chega pelo menos a consultar algum deles? Acho que não. Bom, entre outros, consulte este.

Que pena, e o site até que seu site é bonitinho."

Hmmm, um admirador secreto! Engraçado é que ele não deve ter lido o post aonde eu esculhambava essa coluna que ele indicou, escrita pelo Celso Sabadin.

quinta-feira, fevereiro 08, 2001

Depois me perguntam por que eu odeio tanto o Hans Donner.
Vi outro do Kurosawa, o Yojimbo que também tem o Toshiro Mifune, em um papel radicalmente diferente dos dois de Rashomon e Os Sete Samurais. Ao invés de um grosseiro maluco, agora ele é um samurai reservado. Bonzão o filme, a história básica é tirada de um livro do Dashiel Hammet (apesar do Kurosawa ter negado até o fim a inspiração) que se chama "Safra Vermelha" no Brasil e que conta a seguinte história: Homem sem nome chega a uma cidade dominada por fações criminosas. Ele então decide jogar as forças que controlam o lugar uma contra as outras e livrar os moradores da opressão dos bandidos. Basicamente a mesma do filme, se bem que não é um conceito muito original, mas de qualquer maneira o Hammett foi o que fez isso primeiro (e melhor). E danem-se.

A trilha sonora também é muito boa, uma mistura de música tradicional japonesa com uns metais e um toque sutil de musica latina. Não, não façam essa cara de nojo, o resultado fica muito maneiro. Lembra muito outra trilha sonora clássica, a do Marca da Maldade, feita pelo Henry Mancini.

Voltando ao Hammett. Acabou de sair no Brasil um livrão em comemoração aos 40 anos de morte do autor. O nome é uma tradução de "Nightmare Town", eu não lembro das palavras exatas. De qualquer maneira, a edição ficou bem legal, como todas as outras da "coleção negra". E também pode ser usado como banquinho se você não gostar dos contos.

A maioria deles foi publicada na revista "Black Mask" nos steitis, que foi responsável pela divulgação do genero no começo do século passado. O livro americano é mais barato (a versão brasileira custa 50 bagarotes) mas aposto que a brasileira esta bem mais bem cuidada.

terça-feira, fevereiro 06, 2001

O MUNDO VAI EXPLODIR E NÃO VAI SOBRAR NINGUÉM DE SAPATO!

Aê. O Bandido da Luz Vermelha, do Sganzerla é um dos filmes brasileiros mais geniais que eu já vi. A fita conta a história do Luz Vermelha, talvez o bandido brasileiro mais famoso até hoje, e da luta do delegado Cabeção para encanar o sujeito. Tudo contado com uma narrativa de radialistas dos anos 50, daqueles que você ainda ouve na rádio Tupi do Rio, e que faz o filme parecer uma peça original de pulp americano da metade do século passado. A fotografia é um dos P&Bs mais bonitos que já vi, a atuação do Paulo Villaça que faz o Luz é ótima, tudo genial demais. Obrigatório.

Outro filmaço que eu vi foi o Cabra Marcado Para Morrer, do Eduardo Coutinho. Esse documentário fala sobre um filme interrompido pelo golpe de 64, aonde era encenada a história real de um fazendeiro associado a sindicatos que é assassinado por motivos políticos. Coutinho volta ao local das filmagens e tenta retraçar o caminho de todos envolvidos no caso, inclusive o destino da família do camponês.

A Juju também me obrigou a ver o Morte em Veneza, e apesar de ela não acreditar em mim até hoje eu gostei bastante. Acho que foi o primeiro filme do Visconti que eu vi e achei muito bonito mesmo, tudo nos conformes.

Também peguei 3 do Akira Kurosawa até agora, Rashomon, Os Sete Samurais e o Ran. Os dois primeiros além de serem ótimos filmes me fizeram virar fã do Toshiro Mifune. O Ran é uma beleza, muito bom mesmo, principalmente a fotografia que é de babar. Tá no top ten dos filmes mais bonitos (nos dois sentidos, esteticamente e como filme mesmo. Vai ver que o Morte em Veneza tá no Top ten também. Quem sabe?).

Vi mais uns dez filmes, sei lá, um monte. Vi uns dvds de anime também: Mais 3 dvds do Cowboy bebop e o Princess Mononoke. Os dvds do Cowboy Bebop tavam no esquema, se bem que o Session 2 era o melhor de todos que eu já vi (1,2,3 e 5). Continua estiloso, rápido, bem-feito pra burro e com uma direção de arte boa pacas. O Princess Mononoke tá no nível do Akira, que na minha opinião é o melhor longa de animação japonesa que já vi até hoje. Bom pacas, em todos os quesitos.

Amanhã tem mais textos aleatórios sobre filmes. Se preparem.

quarta-feira, janeiro 31, 2001

O último cd dos ingleses do Broadcast está ótimo, tão bom ou melhor que o . O site deles também está bacana, apesar de alguns textos meio ilegíveis...
Um ilustrador de Merda.

terça-feira, janeiro 30, 2001

O site Picasso Project tem uma quantidade impressionante de informações sobre a vida e obra do... Picasso, oras.

segunda-feira, janeiro 29, 2001

A muito tempo que eu não leio nada das séries mainstream da Marvel Comics, apesar de eu já ter sido um fã do X-men do Chris Claremont na época em que ele era um bom escritor. Mas tem certas coisas que continuam me revoltando, como o assassinato aleatório de personagens. Depois de matarem o Ciclope, agora foi a vez de matarem o Colossus. Provavelmente ele ressucita daqui a alguns meses, ou não, o que é pior. Séries contínuas são um porre, a melhor coisa é quando a história tem um fim. E é melhor ainda quando a história tem um fim E o criador dos personagens tem o controle dos direitos autorais. Por isso, morte as séries contínuas e viva as graphic novels e os quadrinhos alternativos.
Depois de eu reclamar pra burro fico feliz em saber que o GNT vai voltar a transmitir o Letterman. Não por causa das minhas reclamanações, óbvio, mas quem se importa?
Apresentando a genial Associação Internacional de Leigos que Acreditam na Existência do Homem do Saco. AILAEH pros íntimos.
Comprei o dvd do Intriga Internacional que saiu aqui no Brasil. Maneiro, a imagem está ótima, a trilha sonora ímpar do Bernard Herrmann pode ser ouvida agora com qualidade digital (inclusive existe uma trilha de áudio só com a trilha sonora, o problema são os longos minutos de silêncio entre cada música) e ele contém todos os bônus já constantes nos dvds do hitchcock lançados pela Columbia ou pela Warner. Geralmente eles são: Um documentário sobre os bastidores do filme; Fotos da produção, posters e lobbycards; comerciais de tv, trailer normal de cinema e trailer maluco de cinema. Explico. O tio Alfred adorava fazer um trailer demente com ele mesmo apresentando seu novo filme, sempre com a ironia característica do diretor. Em Psicose ele faz um tour pelo Motel Bates, em Marnie ele comenta as cenas do filme fazendo piadinhas e no Intriga internacional ele toma o lugar de um agente de viagens que tenta convencer o público a seguir a rota traçada no filme. Todos são imperdíveis. Os documentários sobre os bastidores também são interessantes pela quantidade de curiosidades e informações inúteis que você pode aprender sobre o filme. E é fantástico como a filha do tio Alfred, Pat Hitchcock aparece em todos os documentários em todos os dvds que já vi até hoje. Tudo bem que ela é sua filha única e faz pontas em alguns dos filmes, mas é engraçado ver ela falando quase as mesmas coisas em ocasiões diferentes... Tipo como se dava a colaboração entre seu pai e sua mãe ou como ele nunca trabalhava depois das seis da tarde. Pelo menos ela conseguiu um bom complemento pra aposentadoria.

Quem quiser conferir o texto mais burro que eu já vi sobre o indiano safado pode clicar aqui. Melhor citação:

"Enfim, que sujeito fantástico este Shyamalan! Só mesmo um cineasta com uma formação humana e cultural totalmente diferente da pasteurizada forma ocidental de enxergar o mundo poderia proporcionar um roteiro tão cheio de alternativas e sub-textos. Este indiano é fera! E traz com eles milênios de civilização oriental, deuses, chacras e energias."

É claro que não é todo o site do cineclick que é besta assim, se quiser alguma coisa mais interessante deêm uma lida na coluna do Reichenbach que é muito melhor.

E a lista do MediaMatrix (recomendado por ele), "most overrated movies of 2000" está perfeita.

Pra quem deve estar de saco cheio de me ler falando sobre cinema vou avisando que isso não deve parar tão cedo. Estou vendo muitos filmes e o blogger deve girar em torno disso por um bom tempo...

sexta-feira, janeiro 26, 2001

Por favor alguém me explique o que é o comercial da Sprite que copia descaradamente o Hermes e Renato da Mtv.

quarta-feira, janeiro 24, 2001

Existem poucos sites de empresas que trabalham com e-business mais geniais do que esse. Proibido a cardíacos e idosos.
O Imdb confirma, o egípcio safado não é egípcio e sim indiano. Então aonde você vê "egípcio safado" leia-se "indiano safado".
Tava eu ontem vendo tv e sem querer vi os primeiros minutos de Felicity. O que me fez prestar atenção foi a conversa que se dava entre a dita cuja que nomeia a série e um mané aonde ele questionava se tinha o talento para ser designer gráfico ou não. Enquanto isso a moça feliz estava brincando num laptop com... o Macromedia Flash. A que ponto nós chegamos? Será que ser designer agora é uma profissão tão hypada que vai comecar a ser mencionada até mesmo em séries de segunda? Vai ver que o que o Laerte disse é verdade: "Designer é o Videomaker da década de 90". Ou do ano 2000.

E sobre o mardito corpo fechado, deixo uma coisa bem clara: Eu acho o egípcio safado um bom diretor, o que ele precisa é de um roteirista que escreva umas coisinhas menos bestas pra ele filmar. O cara tem potencial, e isso é que é triste.

terça-feira, janeiro 23, 2001

Pô, o Maron mal começou seu blog, o Meninos, eu vi, ouvi e li e já tá reclamando de moi. Humpf. Corpo fechado é a bomba do ano, rapaz! He he.
Tenho ouvido muito uma galerinha do selo Emperor Norton, Takako Minekawa principalmente. Tem umas outras coisas legais, como o señor coconut que faz as versões latinas do kraftwerk que eu já disponibilizei nesse site em uma versão anterior. As versões são hilárias mas a piada se desgasta... Tem o Arling & Cameron também que é um eletrônico parecido com o Dmitri from Paris (que eu acho bem superior) e o Fantastic Plastic Machine que eu comecei a ouvir por que gostei do nome. Os dois são legais mas o que eu gostei mais foi a tatako mesmo. Apesar de ter aquele tom de "cuteness" meio forçado que as japonesas adoram fazer. É engraçadinho, mas temo que já vou estar de saco cheio disso em alguns dias.

Além dessas coisas tem umas bandinhas indies conhecidas de quem é do metier, como o Olivia Tremor Control e o Schroeder's Cat. Pois é, as bandas indies não sabem escolher nomes muito bem.

O Emperor Norton era um maluco que dizia ser imperador do estados unidos e ganhou um certificado de algum presidente dizendo que ele era de fato o imperador. Como eu sei disso? Muito tempo de minha já citada adolescencia espinhenta lendo sandman que, como algum cara da amazon disse "É especialista em fazer o leitor se sentir inteligente.". He he he. Eu me sentia inteligente, hoje nem isso.

Ah, outra coisa legal do site da emperor norton é a área do Arling & Cameron aonde você pode ver no pé da página o link para a galeria de cartazes para filmes imaginários (o último álbum da dupla traduz "música para filmes imaginários"), tem uns bem maneiros e bem-humorados. O mais bizarro é esse aqui, pra um filme imaginário chamado "Zona Sul" aonde você pode ver uma galera deitada em um Iate e umas palmeiras. Tudo bem caribenho. Vai entender por que gringo agora acha sofisticado falar do Brasil.

Mas a idéia toda dos filmes imaginários é muito boa, qualquer dia eu faço uns cartazes também.

segunda-feira, janeiro 22, 2001

As melhores últimas palavras do site Famous Quotations:

Porque não? -- um colete à prova de balas.
James Rodges, assassino, último pedido ao esquadrão de fuzilamento.
Corpo fechado, de M. Night Shalayman

O sexto sentido era legal como um filme de sessão da tarde com um moleque engraçadinho, agora esse aqui já está no meu top 10 dos piores do ano. Caceta, é muito ruim.

Quer saber por que? Ok... Não se preocupem, eu não vou estragar o “final surpresa” que esse egípcio safado quer tornar sua marca registrada.

A idéia básica todo mundo já sabe: Bruce Willis é um homem indestrutível que é descoberto por Samuel Jackson, um homem com ossos frágeis que acredita que Willis seja o oposto exato de si mesmo (Indestrutível, branco, careca).

O roteiro é um lixo, um nada, qualquer coisa. Os personagens são fracos, sem profundidade e alguns claramente sem função no filme (como o filho bunda mole do protagonista). Algumas cenas são inacreditavelmente longas (a da sala de musculação), outras simplesmente implausíveis (a da cozinha, com o revólver). Já os diálogos conseguem ser tão ruins ou piores. Praticamente tudo que sai da boca do Samuel Jackson é medíocre.

A trama básica é imbecil, as soluções são bobas, o objetivo do filme é infantil. Ao que me parece, esse egípcio safado deve ter se achado um gênio depois de ser aclamado com o sexto sentido e perdeu a linha, se empolgou, errou a mão.

Isso tudo sem comentar sobre o aspecto “quadrinhesco” do filme, que merece uns dois ou três parágrafos só pra ele.

Em uma entrevista publicada na revista “Trailer”, distribuída gratuitamente nos cinemas da rede cinemark o diretor diz que não conhece quadrinhos e que nunca ligou muito pro assunto. O que me surpreende é que se ele assumidamente não sabe nada sobre o assunto, porque fazer um filme pretensamente baseado nas hqs? O resultado não podia ser outro, o cara erra feio, muito feio. Qualquer pessoa que leve histórias em quadrinhos a sério vai ficar ofendido com o filme.

Um exemplo? Samuel Jackson é um colecionador de hqs, só que não um nerd espinhento, mas um homem “sofisticado”, que expõe suas peças em uma galeria de arte, aonde elas podem ser apreciadas por visitantes metidos em smokings enquanto degustam canapés. Provavelmente uma tentativa de fazer os fãs de quadrinhos se sentirem lisonjeados. Isso é ridículo. Todo mundo sabe que esse tipo de exposição (pelo menos nos EUA) é realizado em convenções de nerds de todo o país aonde você pode encontrar neguinho fantasiado de homem aranha ao lado de fãs do Crumb ou do Art Spielgman. Provavelmente o egípcio safado quis dizer “Olha, quadrinhos são arte também” porque arte é aquilo que você encontra em uma galeria ou em um museu não é? Hein?

Outra coisa que quase me fez vomitar no infeliz que sentava na cadeira da frente do cinema foram as análises “artísticas” dos desenhos que o Jackson colecionava. Pérolas como “Olhem como o vilão tem a cabeça levemente maior que o corpo. Eles sempre tem a cabeça maior.” ou “Olhe como seus olhos são grandes, isso representa sua visão distorcida do mundo”. Vamos lá pessoal, que porra é essa?

O que me parece é que o egípcio safado resolver fazer um filme sobre quadrinhos. Então pediu referências e jogaram em cima dele vários livros sobre o gênero e as principais obras, então o infeliz leu. E entendeu tudo errado.

Só isso explica o Samú contando como que os quadrinhos são uma ligação com a forma antiga de contar histórias. Sim, porque de acordo com ele as histórias eram contadas com hieróglifos antigamente. É... Cultura oral? O que é isso?

Todo livro sobre quadrinhos começa com uma introdução aonde quase sempre se fala sobre hieróglifos. Isso por causa da narrativa visual da esquerda pra direita e devido a algumas inscrições babilônicas, se eu não me engano, que possuíam balões para indicar o que o personagem dizia. Mas o egípcio safado deve ter lido isso correndo.

Outra coisa. A trama básica, o plot, me lembra muito Watchmen. Toda a coisa de “como seria se um super-herói existisse no mundo real?” Mas enquanto em Watchmen o Alan Moore mostra como o conceito de super herói é ridículo na realidade, o egípcio safado esquece isso e continua achando que ele pode fazer o mesmo e parecer sofisticado. Não consegue, óbvio.

E sobre o final revelador, não esperem muita coisa. Como disse o Tom Leão na resenha do globo, o fim do filme prova que ler muito quadrinho faz mal a saúde. E olha que eu odeio as críticas do Tom Leão.

Nota 2.

quarta-feira, janeiro 17, 2001

Porra. Quantas vezes vocês já viram esse cabecalho em outros sites mudernos ? Nova versão do surfstation.
O Cristiano Dias ressurgiu das trevas ontem, via web. Confiram o blog dele, o cara é um camaradinha antigo dos tempos do grupo de rpg. Alias, o Maron apareceu também, via mail. Esses dois tinham uma loja de quadrinhos e rpg na ilha aonde eu passei várias tardes da minha adolescencia espinhenta, maneiro! :)
Enquanto eu fico o dia inteiro sob a chibata cruel do Hiro no Ivox, o pessoal do prédio aqui em frente passa as tardes de uma maneira... digamos... mais relaxada. Confira em Meus Vizinhos Maconheiros.

segunda-feira, janeiro 15, 2001

Ang Lee vai dirigir o Hulk.
Carlinhos Brown mandou : "Feio é não gostar de música brasileira.". Lindo isso hein? Exatamente a mesma atitude de quem diz que "Feio é gostar de música brasileira". E não, eu não sou a favor de jogar lata na cabeça de ninguém.

Minha teoria é de que estrelas do rock tem um guarda roupa igual ao da mônica do Maurício de Souza. Só isso pode explicar casos como o do homem forte do R.E.M. que subiu ao palco com a mesma camisa que usou em um ensaio pra a Shift a uns dois meses atrás. Se vocês prestarem atenção, vão perceber que isso acontece muito. Aliás, a camisa em questão dizia "I would change anything for you, but myself". Eu sugiro uma "I would change anything for you, but my shirt.".

sábado, janeiro 13, 2001

Voltando com Juju a alguns minutos do Lamas (Bar, Catete, Comida boa, garçons atenciosos) entrei automaticamente na saída que leva pra linha vermelha, no trajeto que faço todos os dias de casa ao trabalho. Normalmente durante a madrugada eu uso a Av. Brasil que é mais segura, não dessa vez.

Assim que entrei na via um carro veio na contra mão. Achei esquisito, mas não havia nenhum barulho suspeito, nenhuma sirene na frente, nada que pudesse indicar que alguma coisa estivesse errada. E eu já tinha visto coisas mais esquisitas no trânsito da madrugada. Um carro passou por mim com o silenciador pendurado, produzindo uma pequena cauda de faíscas a frente do nosso carro. Mesmo assim, nada parecia errado. Comecei a achar aquilo tudo meio bizarro, me senti num filme do David Lynch. Andando mais um pouco passamos por um acidente, alguns carros tinham rodado na pista. Passei rápido, começando a ficar nervoso. Mais a frente uma fileira de cones paralela a pista, não significando nada. Até que viramos uma curva e chegamos ao momento aonde a linha vermelha fica de frente a uma bela favela que cresce a olhos vistos no meio do trajeto. Lá nós encontramos pelo menos uns 30 policiais agachados atrás da mureta de proteção que separa as duas pistas, algumas viaturas, todos prontos para uma troca de tiros. E nós passando por ali, junto com outros carros, idênticos a aqueles patinhos dos parques de diversões de desenho animado, que ficam passado lentamente prontos pra levar uma azeitona na cabeça.

Que tipo de imbecil ordena uma operação dessa e não fecha a entrada para a linha vermelha?

Uma das entradas (a de quem sai da ilha) estava fechada, mas a outra estava completamente aberta, sem nenhum indicativo de que você podia levar uns tiros se entrasse por ali. Super divertido, faz você se sentir superbem. Merda de polícia.

sexta-feira, janeiro 12, 2001

Saiu na Rizhome

MEMORY HAS REPLACED LOGIC in today's world. No one can carry an argument beyond their own position of self interest. We believe only what we remember to be true. We remember very little on our own. We rely on our machines to substantiate the past. Machines have a facility for memory which is precise and extensive. Machines free us from the responsibility of storing and organizing memories. When we forget--and we forget--we simply have to search our machine memories to re-establish what happened. With the aid of our machines, we don't just remember, we re-remember. And in partnership with our machines we establish the truth by comparing records, the documentary evidence of the past. We establish our personal perspective by re-remembering. By re-re-re-remembering... By re-re-re-re-re- re-re-re-remembering. We stack up the records, the weight of documentary evidence, against the present and we get a sense of our personal perspective. We enjoy the consistency of our perspective. We are anchored by our memory, our machine memory. We depend on our machine memory. We are lost without our machine memory. When our systems crash, destroying all or part of our recorded memories, we have to decide to rebuild or to pull the plug.

Não, eu não vou no Rock in Rio. Desisti. Só queria ver o show do Beck e é confusão demais pra ver um show de uma hora aonde o artista vai ficar do tamanho de uma ervilha.

Mas quem falta mesmo nesse Rock in Rio é o Steve Vai. Não, eu não gosto do Steve Vai, pra falar a verdade eu odieo o Steve Vai. Mas seria muito divertido ver os outdoors: "Steve Vai. E você ?".
O primeiroMacaco - Água viva. Quem já acha que estamos passando dos limites?

quinta-feira, janeiro 11, 2001

E é claro, Lego Porn pros maiores de 18 anos.
O Cinema Lego apresenta...Akira.
Ótimo texto do Ruy (de quem eu roubei o livro de roteiro) no Contracampo.

terça-feira, janeiro 09, 2001

Mimi manda avisar: Primeiras fotos do From Hell!
De acordo com o Michaellis, tipografia significa "Exploração disfarçada do lenocínio.". Pra quem não entendeu, temos aqui a descrição de lenocínio:

"Crime que consiste em explorar, provocar ou facilitar a prostituição ou corrupção de qualquer pessoa, haja ou não mediação direta, ou intuito de lucro; alcoviteirice."
Hm. Falando muito de cinema nos últimos dias né? Desculpaê, to assistindo filmes demais. Alias, o festival filme noir no Telecine vai bem, estou assitindo os que ainda não tinha visto a medida que passam. Ia escrever aqui, mas acho que vai sobrecarregar o assunto. Um pouco mais tarde talvez. Além desses filmes aí peguei uns do Fritz Lang e um do Kurosawa e ainda vou afanar uns dvds de anime do Leo Burla, cupincha designer aqui do ivox. É, overdose de filmes.
Os 10 melhores filmes de 2000, nos cinemas brasileiros, sem ordem particular:

Ninguém Escreve ao Coronel (El Coronel no tiene quien lo escriba)
de Arturo Ripstein (MEX,99)

Bossa Nova
de Bruno Barreto (BRA,00)

Ghost Dog (Ghost Dog - The Way of the Samurai)
de Jim Jarmusch (EUA,99)

Velvet Goldmine (Velvet Goldmine)
de Todd Haynes (ING/EUA,98)

A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (Sleepy Hollow)
de Tim Burton (EUA,99)

Vivendo no Limite (Bringing out the Dead)
de Martin Scorsese (EUA,99)

Verão Feliz (Kikujiro)
de Takeshi Kitano (JAP,99)

Missão Impossível 2 (Mission Impossible 2)
de John Woo (EUA,00)

Anjos Caídos (Fallen Angels)
de Wong Kar Wai (HKG,95)

Dançando no Escuro (Dancer in the Dark)
de Lars Von Trier (DIN,00)

Tem mais no site da contracampo desse mês, Contracampo, confiram.

segunda-feira, janeiro 08, 2001

Hm. O design em fatias agora tem um amiguinho chamado à milanesa. Se for uma homenagem eu fico feliz, se for coincidência eu não ligo, mas se não for nem um nem outro...

sexta-feira, janeiro 05, 2001

É pessoal, depois de muito tempo o postal está de volta. Em breve, mais cartões...

quarta-feira, janeiro 03, 2001

X-men, de Bryan Singer
Sem dúvida a melhor adaptação de quadrinhos de super-heróis já vista num telão. Os fãs mais xiitas da hq podem reclamar de alguns detalhes que ficaram diferentes, mas como eu já disse aqui certa vez, um filme, na condição de outra obra, não tem obrigação nenhuma de seguir a risca um livro, hq ou o que quer que tenha inspirado sua história. Puxa, você consegue contar quantas vírgulas eu usei nessa frase?
De qualquer maneira, um filme legal. A direção está boa, sem aqueles ângulos absurdos que a maioria dos diretores não consegue utilizar direito quando querem emular uma hq (existem raras e bem-vindas exceções como o Matrix), a fotografia e a direção de arte estão nos conformes. O Patrick Stewart nasceu pra ser o Xavier, o Ian McKellen faz um Magneto convincente e o Hugh Jackman ficou ótimo como o Wolverine.
Nota 7


A Outra Face, de John Woo
O tio Woo é o melhor diretor de ação vivo. Isso não se discute. E esse filme é provavelmente o melhor dele que eu já vi, acho que melhor que o MI2. Além de todas as peripécias, tiroteios e câmeras lentas as implicações psicológicas do problema do duplo são de deixar qualquer um de cabelo em pé. Alias, o duplo é uma das marcas registradas do diretor e também está presente no MI2 de forma mais diluída eu acho. A juliana está me devendo um artigo que explica isso tudo, vamos ver.
Nota 8
Estou mudando de sistema no servidor e provavelmente esse site vai ficar fora do ar hoje a tarde. Mas não se desesperem, I'll be back.

sexta-feira, dezembro 29, 2000

Por favor, por favor, gastem alguns kbs de conexão e vejam o MediaAttack!. É impagável.
O Miguel tá aqui no Rio e deu pra falar mal da cidade agora. Fala sério Mimi, "not so marvelous city"? Pelassaco, o Rio ainda é sim a cidade maravilhosa e carioca é tudo CB. Pra quem não sabe, Çangue Bom.

Se bem que eu não posso reclamar muito dele por que o cara é maior que eu e como está por perto pode vir aqui me dar uns cascudos.

quinta-feira, dezembro 28, 2000

Terry Gillian fala sobre seu novo filme.
Ok, filmes da última semana:

American Psycho
"Oh, como os yuppies eram maus." é o que o filme grita o tempo inteiro. Maus, misógenos, vazios. Veje, o personagem principal é tão vazio, mas tão vazio que só se sente bem quando comete seus assassinatos. Não sem antes dar a eles uma lição de cultura pop. Até aí tudo bem, é uma crítica meio sem propósito já que estamos nos anos 90 e os yuppies estão mortos, mas nada de mais nisso. O grande problema é que o roteiro do filme é sem graça, sem conflito, te enche de sono nos primeiros vinte minutos. Você já sabe mais ou menos tudo que vai acontecer, a "espiral descendente" do protagonista, os corpos que vão se empilhando, etc, etc, etc. E isso é uma constante no trabalho dessa diretora até aonde eu sei (Alguém se lembra de "Um Tiro Para Andy Warhol?") O psicopatão é até engraçado nos momentos mais caricatos do filme, mas se depender de mim esse aí pode ir praquela pratileira dos filmes que tentam criticar o american way of life e só ficam aí, na tentativa.
Nota 3

Pacto Sinistro, de Alfred Hichtcock
Presente de Natal da Juju, esse. Filmão, Tio Alfred na melhor forma! E o dvd ainda traz as duas versões do filme (americana e inglesa). A imagem está boa, dentro do possível (considerando que o copião tem uns 50 anos), o som está ok, tudo nos conformes. Algumas cenas clássicas: A perseguição no parque de diversões no início, a platéia do jogo de tennis aonde somente bruno permanece imóvel e o grand finale no carrosel. Uhu! Apesar de tudo é um filme relativamente pouco comentado dentro da obra do diretor. Eu como fã besta do tio Alfred e do tio Chandler que deu uns pitacos no roteiro, continuo achando genial.
Nota 10

A Fuga das Galinhas
A animação é genial, sem duvida. A caracterização visual das galinhas é ótima, a fotografia e a direção de arte funcionam direitinho. O filme é divertido e tem algumas piadas boas, mas o que me irritou um pouco foi a quantidade de clichês. Vários diálogos podem ser completados mentalmente, algumas cenas podem ser encontradas em qualquer desenho animado e alguns personagens parecem ter sido tirados de um manual utilizado por quase todos roteiristas americanos. E outra coisa, se a proposta do filme é fazer longa de animação fora do circuito Disney, deviam pensar um pouco menos em técnica e um pouco mais em roteiro, porque esse aí segue o mesmo modelo. Mas de qualquer maneira, é um filme divertido. Como um desenho da Disney.
Nota 7
O Telecine Classic está preparando para janeiro uma exibição de vários filmes noir, incluindo algumas raridades por aqui como o "the glass key", que aqui no Brasil inexplicavelmente foi chamado de "Capitulou Sorrindo".
sincronicidade do dia:
1. Depois de vários minutos atrás de um carro com a luz de freio esquerda queimada ele finalmente muda de faixa. A sua frente está um carro com a luz de freio direita queimada.
2. Alguns minutos mais tarde, fico atrás de outro carro com a luz de freio esquerda queimada. Um sinal fecha, outro carro na faixa da direita para ao lado do primeiro, e ele tem a luz de freio direita queimada.

quarta-feira, dezembro 27, 2000

Aloísio Magalhães deve estar se revirando na tumba. Apresentamos a nova marca da Petrobrás.

terça-feira, dezembro 26, 2000

É, feliz aquilo tudo pra vocês.

quinta-feira, dezembro 21, 2000

Como eu não descobri isso antes? Grant Morrison.com.

quarta-feira, dezembro 20, 2000

Sobre a introdução do Comic Book de Rogério de Campos. A mini história do quadrinho underground que ele traça é interessante, mas o resto é meio esquisito. Tem uma boa dose de recalque no texto aonde ele acusa todos os quadrinhos de super-heróis de serem um lixo sem criatividade, acusa as revistas mainstreams de "terem vendido a alma em troca de um bilhete pra Hollywood" e o pior, diz que quadrinhos bons são literatura.

Veje bem, todos quadrinhos de super-heróis são ruins? Não, não mesmo. A maioria é ruim sim, mas e daí? Tem muita coisa boa! E Tom Strong do Alan Moore? E o Batman, a Elektra e o Demolidor do Frank Miller? E a Liga da Justiça do Grant Morrison? E os X-men da saudosa época do Chris Claremont (antes dele ficar maluco)? Hein hein hein? Mesma coisa se eu dissesse que todo filme de ação é ruim. Não são, existem uns ruins, outros bons (tipo os do tio woo).

É muita hipocrisia dizer que as hqs venderam a alma pra Hollywood. Fala sério. Não que eu ache as adaptações pro cinema boas, mais qualé? Todo mundo tem que comer e pagar aluguel. E quero ver o que ele me diz agora que o Ghost World do Dan Clowes está sendo adaptado pras telonas. Provavelmente deve estar gritando "A indústria de quadrinhos alternativos se vendeu a Hollywood!". Putz.

Quadrinhos bons são literatura? Não, nunca vão ser. Nenhum quadrinho vai ser literatura, quer saber por que? POR QUE QUADRINHOS SÃO QUADRINHOS, PORRA. É por isso que volta e meia esses quadrinistas alternativos, com toda a liberdade que eles tem, fazem um trabalho ruim. A primeira regra pra fazer um quadrinho bom, na minha opinião, é entender o meio. Quadrinho não é cinema, quadrinho não é literatura. É outra coisa, outra mídia, e deveria ficar feliz com isso. Ninguém deveria lutar pros quadrinhos serem reconhecidos como gênero literário, deveriam é brigar pros quadrinhos serem reconhecidos como quadrinhos.

Agora uma outra coisa sobre os undergrounds americanos. Parece que boa parte desse pessoal tem uma síndrome de Crumb. Como o próprio Rogério nota, a maioria das histórias é autobiografica e usa o próprio artista como personagem. E fica meio nisso, traumas infantis, desilusões amorosas, casos estranhos que aconteceram com o cara. Tudo bem pronto pra daqui a pouco alguém grudar um selo bem bonito na testa das hqs undergrounds como uma coisa "autobiográfica e instrospectiva". Cadê a variedade de gêneros, cadê?

terça-feira, dezembro 19, 2000

Litorótulos, uma pequena exibição de rótulos litográficos (duh) de minas gerais. Bem intencionado e com um design bom, mas a navegação e a mecânica geral da coisa poderia ser melhor.
Eu não sei por que, mas hoje deu uma sanha de ficar ouvindo todos meus mp3s da Suzanne Vega o dia inteiro. É, são vários. E eu nem gosto muito, acho legal, se bem que tem umas músicas meio pelinhas... Mas tem umas bem boas também.
"Computer games don't affect kids. I mean, if Pac Man affected us as kids, we'd all sit around in a darkened room, munching magic pills and listening to repetitive music.", Dave.

sexta-feira, dezembro 15, 2000

Aprenda a falar como um filme Hollywoodiano.
Proponho mudar o slogan do Rock in Rio de "Por um mundo melhor" para "Por um mundo melhor para o Medina".

quarta-feira, dezembro 13, 2000

Novamente, gostaria de pedir encarecidamente a todas as pessoas que passam os dias escovando todas as frases aqui a procura de erros de português que fossem, sem nenhum respeito dessa vez, praticar o autocoito.
Ah, a entrevista com Alan Moore da Salon, agora em português.
Olha, que legal! Uma reportagem sobre o lixo da minha faculdade! Deprimente.

terça-feira, dezembro 12, 2000

Os impostores, de Stanley Tucci
Taê, gosto bastante desse filme. Simples, despretensioso e honesto. E engraçado, se você entender a piada. Uma grande homenagem de baixo orçamento as comédias clássicas dos anos 20 e 30, com várias referências aos melhores filmes dos Irmãos Marx, Os Três Patetas e outros. Bons atores nos papéis principais, sem contar os que dão uma passadinha pra dizer alô, como Woody Allen, Steve Buscemi e Isabela Rosellini. Desce redondo.
Nota 7
Atenção: Texto meloso a frente.

Ontem cheguei na praia de Ipanema aonde pego o ônibus para o aconchego do meu lar no exato momento em que o sol se punha no horizonte, transformando a praia inteira em um imenso clichê de um fim de tarde típico no Rio de Janeiro. Foi um clichê lindo, o céu, a areia, o mar e os prédios em volta na luz abóbora do sol que já se ia bem devagar, dando um show pros turistas que assistiam ao espetáculo. Aliás, os turistas aplaudiram quando ele finalmente se enterrou no horizonte, acreditam que aplaudam todo dia, não sei. Nunca fui um grande conhecedor de Ipanema, estou me iniciando nesses rituais do bairro a poucos meses. Mas foi legal. Faz você lembrar que apesar de todos a miséria, toda a violência e todo o desleixo, essa cidade continua sendo linda. Chuif.
Ao que parece, acharam um mamute no meu bairro. Lá se vai a vizinhança.
Gostaria de pedir encarecidamente a todas as pessoas que passam os dias escovando todas as frases aqui a procura de erros de português que fossem, com todo o respeito, praticar o autocoito.

Get a life.

Além disso, esse site tem tanto erro que deve dar um trabalhão procurar tudo.

segunda-feira, dezembro 11, 2000

Cradle Will Rock, de Tim Robbins
Depois do úmido mas também engajado "Os Últimos Passos de Um Homem", o Tim Robbins acertou a mão no seu último filme ainda sem título no Brasil. Bem divertido, uma delícia de assistir. A fotografia está ótima, os atores também, a direção está boa, nenhuma reclamação mesmo. A trilha sonora também é fantástica e a caracterização dos anos 30 não deixa nada a desejar. Além disso tudo o filme não poderia ser lançado em momento melhor, logo quando Hollywood se vê novamente ameaçada pelos sindicatos e pela volta da censura.
Nota 8
O Dadá tá reclamando no motocontínuo que a campanha do site O Site é besta, o que é engraçado, por que eu havia visto o mesmo comercial esse fim de semana e também pensava em escrever sobre isso aqui. Concordo que ele é besta, agora o lance das cenas censuradas não ideia deles, foi algum juiz que mandou censurar, não sei os detalhes. Deve ser parte da mesma medida que proibiu os personagens homosexuais na tv brasileira. Podiam proibir também os judeus, árabes e negros não? E os personagens orientais? Melhor ainda! Juntem todos eles e coloquem em campos de concentração, por que não? Fala sério...

sexta-feira, dezembro 08, 2000

De acordo com o Alan Moore Fan Site, o Terry Gillian disse que tem interesse em dirigir a adaptação de Watchmen para o cinema, mas que não vai dirigir se não deixarem ele produzir um filme de 12 horas. Em compensação, outra notícia diz que o script para o filme da League of extraordinary gentleman está um lixo.
Alta Fidelidade, de Stephen Frears
Eu já andava com raiva desse filme por causa do hype maldito que tinha se formado em volta de sua figura. Já não aguentava mais todo mundo falando em "top fives" ou em como esse filme retratava uma geração ou como a trilha sonora era ótima. Bom, o lance dos top fives enche um pouco o saco depois de algum tempo. Retrata uma geração? Sei lá, acho que retrava algumas pessoas de uma geração. E a trilha sonora tem coisas boas (duas do velvet) e umas outras que eu não gostei, mas isso é pessoal. É divertido, pra ver sem esperar muita cousa eu acho. Mas pra um filme aonde as músicas tem um significado tão importante eles poderiam ter tido um pouquinho mais de cuidado...
Nota 6

quarta-feira, dezembro 06, 2000

O que aconteceria se você cruzasse um lutador de sumô com a Sailor Moon? Tenha medo.
Esse site aqui, o Bublesoap prova o que o flash pode fazer em matéria de animação quando se poe um ilustrador competende segurando o mouse.

terça-feira, dezembro 05, 2000

Outro mal não catalogado causa indivíduos aparentemente normais a achar que um filme é ruim por que não segue rigorosamente um livro ou similar em que haveria baseado sua premissa básica. O estado não permite ao indivíduo perceber que um filme baseado em um livro não é simplesmente uma transposição do livro para o cinema/tv, mas sim a criação de outra obra a partir de um original, uma obra independente deste e que o processo de criação de um é distinto do processo de criação de outro.
Existe um mal ainda não batizado pela medicina moderna que faz com que algumas pessoas achem que um filme é bom por causa de uma ou duas cenas bonitas (estéticamente falando). Esse mal é mais comumente encontrado entre designers e similares. O que acontece no cérebro e no processo cognitivo do indivíduo ainda não foi precisado, mas o sintoma principal é o esquecimento do simples fato de que um filme é feito de vários elementos, como por exemplo: Roteiro, Direções (cena, arte), Edição, Atuações e mais uma série de outras coisinhas. Um filme não é um comercial de tv. Um filme não é um videoclip da MTV (ainda que alguns tentem). Um filme é outra coisa, um pouquinho mais complexa.

segunda-feira, dezembro 04, 2000

O último cd do Tom Zé, "Faça você mesmo", além de ser um dos melhores da carreira do músico na minha opinião, ainda vem com um detalhezinho simplesmente genial: um cd auxiliar com todos os loops e samplers usados em cada faixa, separados individualmente um a um pronto para serem utilizados de qualquer outra maneira.