terça-feira, julho 31, 2001
segunda-feira, julho 30, 2001
Pro povo bloggeiro que nao identificou o empregador misterioso no final do segundo volume das aventuras da liga extraordinaria (the league of extraordinary gentleman no original): o empregador nao e o Mycroft Holmes, irmao mais velho do Sherlock, e sim o arqui inimigo do mesmo, James Moriarty. Ou nao?
(Esse post esta sem acentos por motivo de forca maior.)
(Esse post esta sem acentos por motivo de forca maior.)
quinta-feira, julho 26, 2001
O dono de uma companhia que fornece guindastes e veículos longos aqui do Rio nomeou sua empresa "Carvalhão" e do dia pra noite transformou toda sua frota em um símbolo fálico.
Era uma vez no Oeste (C'era una volta il West), do Sergio Leone é o maior, o melhor, o mais perfeito faroeste espagueti já feito. Charles Bronson encarna o pistoleiro sem nome que deveria ter sido do Clint, que na época estava impossibilitado de pegar o papel. Mas não se desesperem, nem mesmo o Bronson consegue estragar o filme! No caminho da sua vingança ele encontra Claudia Cardinalle que também procura vingança pela morte de sua família e com Peter Fonda, em um papel inédito de vilão. A música do Ennio Morricone, que sempre foi forte nos filmes de Leone dessa vez se tornou mais importante ainda. Como sempre, cada personagem principal tem seu tema, mas em Era uma vez no Oeste a música foi composta antes do próprio filme, que mais tarde foi dirigido e editado para se encaixar nela milimetricamente. Mesmo com o diretor não conseguindo realizar algumas das idéias que tinha (como colocar o Eastwood no papel principal e reunir novamente o bom, o mau e o feio na belíssima seqüência de abertura) esse é o melhor faroeste do diretor e se tio clint fosse o protagonista provavelmente seria o melhor faroeste de toda a história.
quarta-feira, julho 25, 2001
A obsessão de faroestes está em sua reta final, mas não é por isso que vamos parar com as dicas de filmes que provavelmente não interessam nenhuma das 7 pessoas que acessam esse site. Aqui vão dois essenciais com o John Wayne, o brucutu mais importante do cinema americano.
Rio Vermelho (Red River), foi dirigido pelo Howard Hawks em 1948 e tem nos papéis principais o Wayne e o Montgomery Clift (seu primeiro filme). Um fazendeiro (Wayne) resolve levar 10 mil cabeças de gado por um percurso perigoso e infestado de índios, contando com a ajuda de dois amigos e mais uns capangas contratados. No caminho o Wayne pira na batatinha e começa a ficar obcecado com sua missão, colocando a vida de todos em perigo. Ótimo filme com os dois protagonistas dando um show. Sobre o Wayne, o John Ford disse que esse filme havia mostrado que "the sonuvabitch could act".
Rastros de ódio (The Searchers) saiu em 1956, dirigido por John Ford. Wayne volta a seu papel de brucutu maluco feito no filme de cima: dessa vez ele é um veterano de guerra que tem a família massacrada por índios e tem que encontrar sua sobrinha que foi a única sobrevivente, levada pelos comanche. Pra isso ele tem que se unir com seu meio-sobrinho meio-comanche (na verdade Martin Pawley pintado de vermelho), que tem que agüentar o ódio que seu meio-tio nutre por índios. E meio-índios. Pior ainda se for meio-comanche e meio-bunda mole como seu meio-sobrinho. Bom, no caminho o brucutu vai se tornando cada vez mais neurótico e selvagem até que o Pawley tem que botar um pouco de juízo na cabeça dele. Saiu em dvd a pouco tempo, com versão restaurada.
E essa foto aí em cima não é de nenhum dos dois filmes, e sim do bravura indômita que eu vi a muito tempo e não lembro pra indicar aqui. Atenção na boquinha.
terça-feira, julho 24, 2001
Filmes pra você pegar (ou não) no vídeo:
Cowboys do espaço (DVD)
Iiiiiiihaaa! Tio Clint volta pra lembrar que além de ser galã da terceira idade e um ator bom pra cacete também é um diretor de respeito. Quatro astronautas velhinhos tem que voltar a ativa pra consertar um satélite defeituoso. Filme belo e de alguma maneira triste sobre a velhice. Imperdível pra quem é fã e pra quem não é.
As Virgens suicidas (DVD)
Primeiro filme da filha do Coppola, com trilha sonora suave do air. Conta a histórias das irmãs Lisbon e seu trágido suicídio. Direitinho, nostálgico, um filme feito com amor. Se é que você me entende.
Garotos incríveis (DVD)
Esse é pra você não alugar. Chato, pelassaco e com forçações de barra bizarras no roteiro. O Tobey Homem Aranha Maguire está especialmente enervante. O único mérito do filme é mostrar um Michael Douglas com a idade que ele realmente tem. De resto, só serve pra provar que o único filme bom que o Curtis Hanson dirigiu na vida inteira foi o L.A. Confidential. Deve ter sido inspiração divina sei lá.
Cowboys do espaço (DVD)
Iiiiiiihaaa! Tio Clint volta pra lembrar que além de ser galã da terceira idade e um ator bom pra cacete também é um diretor de respeito. Quatro astronautas velhinhos tem que voltar a ativa pra consertar um satélite defeituoso. Filme belo e de alguma maneira triste sobre a velhice. Imperdível pra quem é fã e pra quem não é.
As Virgens suicidas (DVD)
Primeiro filme da filha do Coppola, com trilha sonora suave do air. Conta a histórias das irmãs Lisbon e seu trágido suicídio. Direitinho, nostálgico, um filme feito com amor. Se é que você me entende.
Garotos incríveis (DVD)
Esse é pra você não alugar. Chato, pelassaco e com forçações de barra bizarras no roteiro. O Tobey Homem Aranha Maguire está especialmente enervante. O único mérito do filme é mostrar um Michael Douglas com a idade que ele realmente tem. De resto, só serve pra provar que o único filme bom que o Curtis Hanson dirigiu na vida inteira foi o L.A. Confidential. Deve ter sido inspiração divina sei lá.
segunda-feira, julho 23, 2001
Reichenbach confirma: Wilson Grey é de fato o ator com a maior carreira cinematográfica do brasil, tendo no currículo 250 filmes.
De volta após suspeita de dengue e molho de 5 dias. Mas pode ficar calmo, ainda não foi dessa vez peregrino.
Sincronicidade bizarra de domingo: Os reis do iê-iê-iê no cinema e o tumor de Geoge Harrison nos noticiários.
Sincronicidade bizarra de domingo: Os reis do iê-iê-iê no cinema e o tumor de Geoge Harrison nos noticiários.
terça-feira, julho 17, 2001
segunda-feira, julho 16, 2001
sexta-feira, julho 13, 2001
Saiu o trailer do novo filme do aranhoso, que estréia em maio do ano que vem. Parece bom, mas como uma das poucas coisas que os americanos sabem fazer como ninguém são trailers de cinema, só nos resta esperar. O Sam Raimi tem uns filmes legaizinhos, tipo o Darkman que é o filme que usa melhor a estética história em quadrinhos que eu já vi. Vejemos, vejemos.
Já perceberam que com raras exceções (como o ótimo Toy Story) a maioria dos curtas e longas de animação feitos com computação gráfica se preocupam muito mais em exibir seus movimentos quase humanos e texturas quase reais do que em dizer qualquer coisa ? A técnica quase sempre vem antes do filme. É como se procurassem uma desculpa pra mostrar como esse tipo de coisa está avançada.
quinta-feira, julho 12, 2001
A guerra Gravadoras x Mp3 está por fora, a nova onda é a porradaria Artistas x Mp3. E ao contrário da primeira, essa não se realiza em coletivas de imprensa ou tribunais, dessa vez os artistas resolveram sujar as mãos e foram pro campo de batalha mesmo: A Web. O grupo americano chatinho Violente Femmes algum tempo atrás colocou online uma mp3 com o nome de um hit da banda. Quando você baixava o bichinho era agraciado com uma mensagem do vocalista da banda “Hey man, we are violent femmes, PLEASE DON’T DOWNLOAD OUR MUSIC (...)” . A dupla eletrônica e reis da coolness franceses Air foi mais perverso. Nas mp3s de seu ótimo último cd eles colocaram um presentinho para os pobres criminosos como nós. Você está lá amarradão ouvindo o 10,000 Hz Legend quando no meio da música acontece um fade bizarro por uns dois segundos e depois a música volta ao normal. Dá vontade de partir o cd com os dentes, na verdade só não o fiz por que meu plano de saúde não cobre tratamento odontológico. Nenhum problema com o aparelho de som, nem com o gravador de cd. Você vai na internet bufando e descobre que vários outros meliantes caíram no mesmo conto do vigário. Quem é o culpado pela traquinagem, a banda ou algum rapaz espirituoso da gravadora?
A troca de arquivos via web não tem volta, os artistas tem de se conscientizar disso. Acabou, já era, finito, arranjem meios alternativos de distribuição. As gravadoras estão mortas, viva o AG.
A troca de arquivos via web não tem volta, os artistas tem de se conscientizar disso. Acabou, já era, finito, arranjem meios alternativos de distribuição. As gravadoras estão mortas, viva o AG.
terça-feira, julho 10, 2001
segunda-feira, julho 09, 2001

Umas das coisas que eu nunca consegui entender é o ódio que meio mundo nutre contra a série animada Pokémon . Inclusive eu acredito piamente que 90% das pessoas que metem o pau no desenhinho nunca assistiram a um episódio do começo ao fim ou se assistiram não prestaram atenção. A verdade, peregrino, é que Pokémon talvez seja o desenho infantil mais bem bolado do fim dos anos 90 e dos início dos 2000.
Calma, calma! Não feche o browser ou escreva um hate mail! Deixe eu me explicar antes! Meus argumentos são variados, mas vamos por partes.
Pra quem nunca assistiu, Pokémon conta a história de um moleque chamado Ash que vive em um mundo aonde os animais são criaturas com poderes especiais e inteligentes, chamadas de Pokémons porque podem ser capturadas com uma engenhoca chamada Poke-bola que permite que sejam carregadas no bolso. Pra quem também não sabe Pokémon é o ingrish pra Poket Monsters, ok? Então o ponto de partida é esse, Ash, alguns amigos e seu Pokémon de estimação, um Pikachu viajam de cidade em cidade procurando mestres Pokémons que possam ensinar a Ash como treinar seus bichinhos.
A história é comum em obras japonesas: um protagonista extremamente jovem que tem que enfrentar as vicissitudes da vida e se tornar o melhor do seu meio. No caminho ele enfrenta provas terríveis, mas o que pra nós ocidentais pode parecer um absurdo de crueldade com um pirralho de 10 anos pros japas é completamente normal, esse tipo de coisa está entranhado no imaginário coletivo nipônico a anos.
Os episódios do desenho estão cheios de referências completamente surpreendentes. Já presenciei episódios que parodiam Casablanca ou mesmo um que brincava com os faroestes do Sergio Leone, inclusive com a participação de um personagem que tinha a cara e a voz áspera do Clint Eastwood, vestido com o poncho tradicional do “estranho sem nome”. Outro ponto que eu considero muito positivo é que o desenho nunca se leva muito a sério. Existem piadas completamente nonsense (como a gangue Yakuza de Pokémon s que faz parte do passado negro do Bulbassaur) e outras sacadinhas metalingüísticas interessantes. Em um episódio, por exemplo, o membro de um grupo inimigo pensa em uma tática nova para caputrar Pikachu e se pergunta, “Porque não usamos isso logo no princípio?”. A resposta que recebe de seu companheiro de equipe é algo como “Seu imbecil! O episódio tem meia hora, temos que enrolar um pouco!”
Artisticamente Pokémon também não deixa nada a desejar. Todos os personagens são desenhados com cuidado, a animação é nos trinques e os bichinhos são desenhados no melhor estilo kawaii japonês, que é o nome desse modo de desenho “bunitinho” que todo mundo conhece. Faço uma pausa para uma citação de Walbercy Ribas, diretor do desenho “Grilo Feliz” que é um longa de animação brasileiro em vias de ser lançado. Ainda não vi, mas parece emular qualquer coisa produzida pela Disney.
“— A TV exibe desenhos com absoluta falta de qualidade. “Pokémon” é banal, com cenários pobres e poucos movimentos. Não há como competir com a China, lá a mão-de-obra é baratíssima.”
Pokémon é um desenho produzido no japão, mas vamos ignorar isso. Banal não é, de jeito maneira. Economia de celulóide acontece várias vezes em quase todos os desenhos japoneses feitos para a tv, eu particulamente não me importo com isso o resultado final sempre me parece bastante agradável. Nada que possa se comparar a economia dos desenhos da Hanna Barbera dos anos 60, aonde um personagem SEMPRE aparecia no mesmo ângulo e só mexia a boca. Mesmo porque essa economia nos desenhos japoneses acontecem com a utilização de desenhos estáticos para representar cenas que tomariam muito tempo, como multidões e coisas do tipo. Não me incomoda mesmo e ainda podem se defender dizendo que é apenas um estilinho. E os movimentos não são pobres, muito pelo contrário. Esse doente nunca assistiu o desenho, pode apostar peregrino.
E agora o aspecto mais perverso mas não menos genial: O Marketing. Pokémon é o produto perfeito. O pior pesadelo dos pais incautos. Desde a identidade visual muito bem trabalhada até o desenho de cada monstrinho tudo é feito de maneira a ser vendido da melhor maneira possível. Você pode colocar Pokémons em qualquer lugar, lancheiras, mclanches, videogames (o desenho nasceu de um), tudo pode ser adaptado a marca. O aspecto colecionável dos 500 bichinhos é levado aos extremos. Como, por exemplo, fazer a criança decorar o nome de cada um deles? Simples: Pokémons só conseguem falar seu próprio nome, repetindo ele pelo menos umas 50 vezes por episódio, cada espécie com sua própria língua baseada na pronuncia repetida de uma única palavra com entonações diferentes. É por isso que eu fico feliz por cada centavos que eles ganham. Os japas merecem, mandaram muito bem.
Pra finalizar: Qualquer desenho que provoque ataques epiléticos em criancinhas de idade pré-escolar merece todo meu respeito.
sexta-feira, julho 06, 2001
quinta-feira, julho 05, 2001
quarta-feira, julho 04, 2001

Filmaço o Atlantis da Disney. Apesar das milhares de críticas contra o bichinho eu achei bem legal, divertido, extremamente bem produzido, e com poucos furos no roteiro, ao contrário do que tinha ouvido. E muito melhor que o Shrek, que é um filmeco cheio de figurantes que se movem como playmobils, indeciso ser uma paródia a Disney ou uma emulação da Disney e com uma "moral da história" muito duvidosa, senão facista. O Atlantis, como o próprio diretor do filme disse, ele é uma volta aos filmes que a Disney produzia nos anos 70, aventuras destinadas aos adolescentes de 13, 14 anos, um tipo de filme que não se vê por aí, já que o gênero "aventura" foi infelizmente fagocitado pelo "ação". Isso significa: Menos humor, nenhum número musical ou "moral da história" e cenas de ação dignas dos saudosos Indiana Jones.
Pra quem não sabe o desenho de produção foi realizado pelo Mike Mignola, quadrinhista conhecido pelo seu trabalho no Hellboy, aonde também era dublê de escritor. O resultado é um traço que não é nem 100% Disney nem 100% Mignola, um híbrido extremamente simplificado e quadradão, refrescante dentro do estilo da companhia. Os mecanismos e veículos do filme seguem a risca a estética do steampunk, que também é refrescante na telona e se não me falha a memória só tinha sido utilizada por Terry Gillian em alguns de seus filmes.
Agora, sobre o plágio de que a comunidade nerd internetica está acusando a Disney: Pra começar o roteiro não tem absolutamente nada a ver com o anime. Absolutamente. Essa matéria do newgrounds força a barra várias vezes, que tal dar uma olhadinha aqui e ver como que a história do segundo se desenrola? O desenho dos personagens secundários realmente é parecido com o primo nipônico, mas resta saber se a culpa é da Disney ou do Mike Mignola. Acredito que tenha rolado uma... aham... inspiração aí sim, já que os desenhos são realmente muito parecidos. Processo neles. Pra finalizar: A lenda de Atlantis existe a pelo menos 2000 anos e o Duas mil léguas submarinas a mais de um século. E os dois são essencialmente ocidentais. Seria mais correto acusar os japinhas de terem nos copiado do que o contrário. De qualquer maneira isso reduz em nada o mérito do desenho.
E esse é um ponto interessante. É comum acusarem o ocidente de copiar técnicas de animação e até mesmo estilísticas do Japão, mas ninguém se lembra de quanto que os animes já copiaram o ocidente, em seus temas, seus roteiros, seus clichês e tudo mais. E falando sério aqui, quem inventou o longa metragem animado foi a Disney, ou seja, o ocidente.
Não que eu seja contra os animes, adoro animes. Só não entendo a razão de endeusar esse gênero sem enxergar suas falhas, assim como o os desenhos ocidentais que são cheios de erros, mas cheios de acertos também. E pra finalizar, quando eu vou ver um desenho da Disney eu não estou esperando um mar de sangue, questionamentos metafísicos, sociais ou morais, eu estou esperando um desenho da Disney, com seus finais felizes, produção e direção de arte impecáveis, comic reliefs e tudo mais. Se eu não tivesse esperando isso ia assistir Evangelion, Cowboy Bebop ou qualquer um do Katsuhiro Otomo. Cada macaco no seu galho, peregrino.
segunda-feira, julho 02, 2001
sexta-feira, junho 29, 2001
Da série: Papo daquele velho chato e bêbado no fundo do ônibus:
Só mesmo um povo que não lutou pela sua independência, não lutou pela abolição da escravatura, não lutou por seu território, não lutou nem nunca vai lutar por porra nenhuma pode acordar de manhã e ler a manchete "STF APROVA CORTES E SOBRETAXAS" sacudir os ombros e continuar com a vida como se nada tivesse acontecido. Esse mesmo povo agora acha que a crise energética tem orgiem divina, diz que devia ter votado no Lula na última eleição e dá 50% de aprovação pro candidato mas na hora do vamos ver vai eleger o Ciro Gomes que é inofensivo, limpinho e tem uma namorada global. E tudo vai continuar como sempre. Sempre.
Só mesmo um povo que não lutou pela sua independência, não lutou pela abolição da escravatura, não lutou por seu território, não lutou nem nunca vai lutar por porra nenhuma pode acordar de manhã e ler a manchete "STF APROVA CORTES E SOBRETAXAS" sacudir os ombros e continuar com a vida como se nada tivesse acontecido. Esse mesmo povo agora acha que a crise energética tem orgiem divina, diz que devia ter votado no Lula na última eleição e dá 50% de aprovação pro candidato mas na hora do vamos ver vai eleger o Ciro Gomes que é inofensivo, limpinho e tem uma namorada global. E tudo vai continuar como sempre. Sempre.
quinta-feira, junho 28, 2001
quarta-feira, junho 27, 2001

Pensou que estava livre, Peregrino? Não mesmo:
Quando explode a vingança (A fistfull of dynamite) : Dirigido pelo Sergio Leone e estrelado pelo James Cogburn. No México revolucionário do começo do século bandoleiro se une a ex-dinamitador do IRA para lutar pela liberdade do país. Tem seus momentos engraçados, mas o problema é que em algumas horas o filme perde a linha na panfletagem, fica meio irritante às vezes. De qualquer maneira o James Cogburn é um cara simpático que compensa a falta de carisma do Rod Steiger. Até a trilha do Morricone é meio esquisitona. Mas diverte, de qualquer maneira.
O Cavaleiro Solitário (Pale Rider) : Clint Eastwood Dirige e estrela esse aqui. Se no Estranho sem Nome uma cidade em perigo recebia uma ajuda do quintos dos infernos, dessa vez o vingador misterioso vem do céu para ajudar sua antiga família e uma comunidade de mineiros. Desnecessário dizer que Tio Clint é o rei do velho oeste: o cara é o bicho. É ótimo como ator E como diretor, ainda mais quando seus personagens são máquinas de matar, como nesse filme aqui. Dá-lhe Eastwooood!
Os Imperdoáveis (Unforgiven) : Esse aqui você conhece, certo? Quatro Oscars a quase dez anos atrás, incluindo o de melhor filme. Ex-pistoleiro psicótico aposentado volta a ativa pra arrumar um dinheiro para sustentar os filhos, contando com a ajuda do Morgan Freeman. Eu tinha visto na época do lançamento e revi essa semana, é um filminho impecável e talvez o faroeste definitivo do tio Clint (que pra quem não lembra protagoniza e dirige). O velho oeste nunca foi tão amargo. Melhor frase: “Deserve’s got nothing to do with it.". E o Boechat lembra: esse filme é dedicado a Sergio Leone.
terça-feira, junho 26, 2001

Boechat, com uns vídeos imperdíveis dos trapalhões. Podem chorar do filme do Lupa, eu finjo que não estou olhando. E se quiser mais, pega aqui.
Pensamendo aleatório: Seria o Dedé o Zeppo dos trapalhões? Tipo, aquele membro que podia sumir e ninguem ia sentir falta?
Não gostei do Shrek, na boa. É um filme feito pra crianças que estão naquela fase aonde pum, xixi e coco são as coisas mais engraçadas do planeta. Existem algumas piadas inteligentes, mas elas são pouco exploradas e algumas (como a piada com matrix) um tanto óbvias. Outra: o filme se gaba o tempo inteiro de ser anti-Disney, com seu vilão inspirado no homem forte da empresa e seu reino igual ao Magic Kingdom, e ironiza as musiquinhas temas características dos desenhos da mesma de cinco em cinco minutos. Só que eles também usam as musiquinhas tema, só trocando as melodias neo-broadway da Disney por bandinhas-punk-rock-adolescentes americanas. Só gostaria muito que alguém me explicasse por que existe uma música do John Cale na trilha. Mais deslocado impossível.
Também, não se podia esperar muito da Dreamworks depois de "O Principe do Egito". Esperem até sexta e assistam Atlantis, que é uma cópia de um anime mas deve ser muito mais divertido. E bem feito, porque Shrek é muito, mas muito mal-feitinho.
Também, não se podia esperar muito da Dreamworks depois de "O Principe do Egito". Esperem até sexta e assistam Atlantis, que é uma cópia de um anime mas deve ser muito mais divertido. E bem feito, porque Shrek é muito, mas muito mal-feitinho.
Tem um programinha no Multishow, Ensaio Geral, que pega um artista e vai esmiucando seu passado, mostrando imagens de arquivo e entrevistando pessoas relacionadas. Pois bem, ontem assisti um que falava dos mutantes e cheguei a conclusão de que o Arnaldo Batista foi o único membro que continuou fazendo música boa depois que a banda acabou. Rita Lee virou aquilo que todo mundo conhece e o Sérgio Dias virou um troço meio esquisito com um trabalho chatinho pacas, meio politizado com um ranço hippie. Arnaldo continuou genial, seus discos solo podem provar isso. O problema é que o cara resolveu se atirar do alto de um edifício e cair de cabeça no chão. Não morreu, mas perdeu massa encefálica e o diabo. Hoje ele está meio lesado, e foi muito triste ouvir ele dando uma entrevista de poucos segundos antes da apresentação com o Sean Lennon no último Free Jazz. O rapaz está visívelmente devagar, com uma voz assustadora de criança, falando como um moleque. E quem pode conferir o show antológico dos dois no MAM pode verificar como o Arnaldo não consegue nem cantar Panis et Circenses direito. É peregrino, a vida é muito injusta.
sexta-feira, junho 22, 2001
Poucos posts? Mea culpa. Rola um desânimo e uma falta de coisas pra falar aqui. Por que se alguém ainda não entendeu o rumo que esse blog tomou eu explico: Não é um diário, não é uma espécie de catarse para o ódio acumulado em meu coraçãozinho diariamente, é um site de indicação. Tudo que eu acho interessante de alguma maneira é citado aqui, pra ver se alguém também acha legal ou não. Sacou, peregrino? Pra quem é novo, dando uma olhada na coluna da esquerda, no item "sob investigação", você pode ter uma idéia do que eu vou falar por aqui nos próximos dias... no momento é faroeste, mas em breve mudaremos de assunto, ok? Mais por falta de material, estou penando pra encontrar alguns faroestes que eu adoraria assistir nas locadoras do rio de janeiro, ficar esperando pela boa vontade dos canais de tv a cabo é um problema.
quarta-feira, junho 20, 2001
terça-feira, junho 19, 2001

Mais alguns faroestes, peregrino:
Por um punhado de dólares (Per un pugno di dollari) : Primeiro filme da trilogia de Sergio Leone com Clint Eastwood. O estranho sem nome de Eastwood chega a uma pequena cidade aterrorizada por uma rixa entre duas façcões criminosas. Ele então resolve ganhar uns trocados e de quebra salvar os pobres moradores criando um conflito entre os bandidões. Claramente inspirado em Yojimbo, do Akira Kurosawa (que por sua vez foi inspirado no livro Safra Vermelha / Red Harvest" do Dashiel Hammet que tinha uma história idêntica, contando inclusive com o Continental Op como o estranho sem nome. Alias, tio Kurosawa negou até o fim a inspiração) o filme tem cenas e diálogos inteiros idênticos ao primeiro filme. Muito Divertido, música já clássica que prepara o terreno para Ennio Morricone, belas cenas, roteiro amarradinho e Clint Eastwood é sempre o Clint Eastwood.
Por mais um punhado de dólares (Per qualche dollaro in più) : Segundo filme da trilogia do estranho sem nome. Dessa vez ele persegue um criminoso mau como o pica-pau com uma alta recompensa pela sua cabeça. O problema é que o Lee Van Cleef também tem a mesma idéia. Mais bem-humorado que o primeiro, com a participação do Klaus Kinsky como o corcunda do bando criminoso. Tem um ou dois momentos geniais, como quando Eastwood tenta expulsar Van Cleef da cidade ou o duelo final entre Cleef e Indio. Antenção vocês que pretendem assistir os filmes: O personagem de Cleef nesse filme não é o "Mau" do último, apesar do ator ser o mesmo, beleza?
O homem que matou o facínora (The Man Who Shot Liberty Valance) : Indo em uma direção completamente diferente dos faroestes italianos do Leone, esse aqui é um filme com uma atmosfera diferente, bem melancólico. James Stewart, homem culto de cidade chega a uma pequena vila aonde encontra John Wayne, cabóizão grosseiro e se apaixona pela sua namorada Vera Miles. Rola um choque cidade grande x velho oeste, óbvio. Stewart e Wayne fazem seus papéis clássicos: O primeiro é o americano simpático e honesto e o segundo o brucutu de bom coração. Um dos melhores filmes do John Ford que eu já vi, e um dos melhores faroestes também. Passa no TC Clássico, presta atenção peregrino! Aliás, o "peregrino" vem do personagem do John Wayne nesse filme.
Lá por volta dos anos 20, o melhor escritor americano de terror (junto com Poe) H.P.Lovecraft inventou um livro chamado necronomicon, parte de seu fantástico mito de Chuthulu. Hoje, se você procurar por aí, pode achar o livrinho pra vender por aí, inclusive escrito pelo autor que o escritor também inventou, Abdul Al-Hazred. Moral da história: Tem idiota pra tudo.
quarta-feira, junho 13, 2001
segunda-feira, junho 11, 2001
A peça de humor involuntário mais impressionante dá semana é o comercial do PSDB aonde eles dizem que a situação vergonhosa do país é culpa da oposição, que faz torcida contra. O grande problema do governo FHC é o mau olhado. Nem o Bozo faria melhor.
Só não é mais engraçado mesmo por que saiu do seu bolso e ainda menos por que o objetivo da campanha é perverso. E tem neguinho que vai cair nessa, o que é ainda mais triste.
Só não é mais engraçado mesmo por que saiu do seu bolso e ainda menos por que o objetivo da campanha é perverso. E tem neguinho que vai cair nessa, o que é ainda mais triste.
quinta-feira, junho 07, 2001
Aê, quem descobriu o plágio do discurso do ACM foi o Sérgio Catarrento, que não está levando crédito nenhum pelo trabalho. Divulguem! A parada vai pra capa do Globo e o Sérgio nem é mencionado.
Entrevista com Frank MIller naCBR, tem alguns meses mas é bem boa. Fala sobre o novo "Cavaleiro das trevas" e sobre o papel do herói nas hqs de hoje em dia.
Eu não comprava uma revista dos X-men a muito tempo, por motivos óbvios. Desde que o Claremont parou de escrever eu pulei fora, e quando ele voltou eu achei o trabalho bem fraquinho, uma releitura besta do que ele já tinha feito antes, e acabei só lendo uma revista. Pois bem.
O Grant Morrison agora é o escritor regular da série, e eu como bom fã fui comprar a hq. Peregrino, deixe eu te dizer uma coisa: Tá bom pra caceta. Tão bom quanto o Claremont, no mínimo. Não existe nenhum resquício de Invisibles, Marvel Boy ou da Liga da Justiça, o cara fez uma coisa completamente nova e refrescante com os personagens. Os diálogos estão ótimos (e verossímeis), toda a narrativa se desenvolve fácil. Os X-men nunca pareceram tão reais.
Morrison tinha anunciado que ia tentar fazer com que a revista se parecece mais com uma história de ficção científica do que com uma de super-heróis. E conseguiu belamente. Lá se foram os uniformes (incluindo uma explicação plausível para sua utilização até então e para seu abandono), lá se foram as pernas quilométricas, os seios gigantes e os homens anabolizados, cortesia do desenhista Frank Quaterly que se encaixa como uma luva: os pupilos do senhor Xavier parecem pessoas normais e, talvez mais importante, aparentem a idade que teoricamente teriam.
Das duas uma: Ou o público vai adorar e talvez o título marque uma reviravolta nos quadrinhos de super-heróis do início desse milênio ou então ele não dura até o fim do primeiro arco de histórias. O que é bem provavel. Por via das dúvidas, leiam logo antes que defenestrem o pobre do Morrison. Ou não.
quarta-feira, junho 06, 2001
terça-feira, junho 05, 2001
O Estranho sem nome (High Plains Drifter): Segundo filme do Clint Eastwood como diretor, considerado um velho oeste cult hoje em dia. Um estranho (dã) sem nome (dãããã) chega a uma pequena cidade e acaba sendo contratado para defender os patéticos moradores contra um bando de criminosos que estão voltando para se vingar. No decorrer da coisa, tio Clint vai humilhando e ridicularizando todos os moradores, mostrando como a cidade é hipócrita e covarde. O filme inteiro tem um clima desconfortante que é sublinhado pela trilha sonora assustadora e pelos flashbacks aterrorizantes. Bonzão.
Meu nome é Tonho: Faroeste brasileiro por Ozualdo Candeias ambientado no sul do país, com vários grileiros maus como o pica-pau. Bando de criminosos aterroriza região até que pisam no calo de um estranho chamado Tonho, que deixa todo mundo pianinho. Sucinto e com uma linda fotografia, cheio de risadas apavorantes. A cena final é especialmente boa pra caceta.
Três homens em conflito (Il Buono, il brutto, il cattivo): Último faroeste da trilogia de Sergio Leone com Clint Eastwood (antes tem "Por um punhado de dólares" e "Por mais um punhado de dólares"). Em um oeste sujo e sem honra três homens disputam um tesouro enterrado. Música fantástica de Ennio Morricone e ótima fotografia também. O ator que faz o feio, Eli Wallach, rouba a cena várias vezes. Essencial do Faroeste à italiana.
Meu nome é Tonho: Faroeste brasileiro por Ozualdo Candeias ambientado no sul do país, com vários grileiros maus como o pica-pau. Bando de criminosos aterroriza região até que pisam no calo de um estranho chamado Tonho, que deixa todo mundo pianinho. Sucinto e com uma linda fotografia, cheio de risadas apavorantes. A cena final é especialmente boa pra caceta.
Três homens em conflito (Il Buono, il brutto, il cattivo): Último faroeste da trilogia de Sergio Leone com Clint Eastwood (antes tem "Por um punhado de dólares" e "Por mais um punhado de dólares"). Em um oeste sujo e sem honra três homens disputam um tesouro enterrado. Música fantástica de Ennio Morricone e ótima fotografia também. O ator que faz o feio, Eli Wallach, rouba a cena várias vezes. Essencial do Faroeste à italiana.
segunda-feira, junho 04, 2001
Pensando bem, eu vi agora o trailer do memento e não gostei muito não. O site é melhor. Sei lá, bicho.
Hm, a atmosfera desse filme e o site lembram muito o estrada perdida, filme do Davi Lins que tinha um site genial. Pena que ficou pouco tempo online.
sexta-feira, junho 01, 2001
quarta-feira, maio 30, 2001
Tá de bobeira? Que tal ver um curta do Wong Kar-wai? Não gosta? E do John Frankenheimer? Não? Do Ang Lee você gosta? De qualquer maneira, vai em BMW Films e escolhe um. Não sabe como ver filmes? Baixa o player do site que ele faz tudo pra você, cavaquinho.
terça-feira, maio 29, 2001
Algum mariquinha enviou uma mensagem anônima mandando eu parar de reclamar do Neil Gaiman e dizendo que ele é muito melhor que o Garth Ennis, do preacher. Três cousas:
Cousa 1: Quem manda mensagem anônima não é sujeito homem.
Cousa 2: O Neil Gaiman só é melhor que o Garth Ennis quando o segundo resolve escrever aqueles troços podres tipo o "Justiceiro massacra o universo marvel". Se bem que o Gaiman também tem seus momentos trashs, alguém aí lembra de "Angela"? Eu sei que esse pessoal também precisa pagar aluguel e comer, mas dá pra fazer isso sendo menos ruim.
Cousa 3: Perseguição não se escreve "perseguicçao" e "enfant-terrible" não é um xingamento, certo? E pra terminar, eu não respeito ninguém que assina "Bob Dylan". A não ser que seja o próprio homem.
Ainda estou pra escrever um texto grande sobre o Preacher mas falta-me a paciência e o tempo. Prometo ainda pra essa semana eu acho.
Cousa 1: Quem manda mensagem anônima não é sujeito homem.
Cousa 2: O Neil Gaiman só é melhor que o Garth Ennis quando o segundo resolve escrever aqueles troços podres tipo o "Justiceiro massacra o universo marvel". Se bem que o Gaiman também tem seus momentos trashs, alguém aí lembra de "Angela"? Eu sei que esse pessoal também precisa pagar aluguel e comer, mas dá pra fazer isso sendo menos ruim.
Cousa 3: Perseguição não se escreve "perseguicçao" e "enfant-terrible" não é um xingamento, certo? E pra terminar, eu não respeito ninguém que assina "Bob Dylan". A não ser que seja o próprio homem.
Ainda estou pra escrever um texto grande sobre o Preacher mas falta-me a paciência e o tempo. Prometo ainda pra essa semana eu acho.
segunda-feira, maio 28, 2001
Sincronicidades de hoje: Com a Bienal consegui quase completar minha coleção de Preacher e fiquei relendo boa parte dela nesse fim de semana. Hoje achei essa entrevista do Gaiman no Brasil aonde ele comenta a ótima piada do Garth Ennis na série, aonde ele coloca um personagem muito parecido com o Gaiman no meio do séquito de um vampiro pelassaco. E pra confirmar a piada, o personagem lê um pequeno poema cretino de sua autoria sobre... sonhos:
"UHQ: Em uma edição especial de Cassidy, o vampiro amigo de Jesse Custer, em Preacher, um personagem foi desenhado à sua imagem...
Gaiman: Fiquei puto com isso. Liguei para o Steve Dillon (o desenhista da série) e disse "Steve, amigo, isso era para ser eu? Está tirando um sarro de mim?". E ele disse: "Não, não se parece com você. Eu te conheço há bastante tempo e, se quisesse te desenhar, se pareceria com você". Então, eu pensei... "Hummmm... até que não se parece comigo".
Quero dizer, Steve me conhece há muitos anos e, se quisesse, não faria apenas alguém com óculos escuros e cabelos negros. Ele desenharia alguém que se parecesse mesmo comigo."
Resultado? O Peter Murphy da hq não tem o mínimo senso de humor. Tsc tsc tsc.
O CD novo da Bjork, Vespertine, ainda não foi lançado, mas já está disponível no Audio Galaxy. Pra você fazer a sua pirataria bem feliz, aí estão as faixas:
1. Aurora (4:44)
2. Blueprint (5:19)
3. New (5:18)
4. Crave (4:08)
5. Harm of Will (4:47)
6. Hidden Place (4:01)
7. Our Hands (4:18)
8. Mouth (4:35)
9. Sun in My Mouth (2:42)
10. Undo (5:43)
11. Unison (6:51)
12. Bjork & Matmos - Crave (Odd Duck Mix) (3:01)
1. Aurora (4:44)
2. Blueprint (5:19)
3. New (5:18)
4. Crave (4:08)
5. Harm of Will (4:47)
6. Hidden Place (4:01)
7. Our Hands (4:18)
8. Mouth (4:35)
9. Sun in My Mouth (2:42)
10. Undo (5:43)
11. Unison (6:51)
12. Bjork & Matmos - Crave (Odd Duck Mix) (3:01)
sexta-feira, maio 25, 2001
Caceta. Boechat da a dica: A Bandeirantes vai exibir o incrível exército de Brancaleone nesse sábado, as 14 horas. Gravem.
quinta-feira, maio 24, 2001
"A prática homossexual, além de atentar contra a própria natureza humana, é um pecado condenado pelas Sagradas Escrituras e atrai a maldição de Deus: "Fez, pois, o Senhor chover sobre Sodoma e Gomorra enxofre e fogo do céu" (Gn. 19,24). Defender o contrário é insurgir-se diretamente contra a lei divina."
E agora, com vocês...TFP online!
E agora, com vocês...TFP online!
quarta-feira, maio 23, 2001
E o PT responde a FH:
"A pecha de fascistas devolvemos a FHC e a muitos de seus aliados que tantos serviços prestaram à ditadura, lembrando que o uso da mentira, da desqualificação dos adversários, da ameaça, da disseminação do medo de ruptura institucional, sempre foram armas dos fascistas."
Quer mais?
"A pecha de fascistas devolvemos a FHC e a muitos de seus aliados que tantos serviços prestaram à ditadura, lembrando que o uso da mentira, da desqualificação dos adversários, da ameaça, da disseminação do medo de ruptura institucional, sempre foram armas dos fascistas."
Quer mais?
Continuando a série comerciais sem imaginaçao:
Novo comercial do Lux Luxo: Carolina Ferraz aparece, mas está fora de foco. Nenhum fotógrafo consegue colocar ela em foco por que ela é uma pessoa fora de foco. Até que toma banho com Lux luxo, e volta a ficar em foco, para a alegria dos fotógrafos. Eu podia dizer que lembra o filme "Desconstruindo Harry" do Allen mas é mentira, não lembra. É exatamente igual, cuspido e escarrado.
Novo comercial do Lux Luxo: Carolina Ferraz aparece, mas está fora de foco. Nenhum fotógrafo consegue colocar ela em foco por que ela é uma pessoa fora de foco. Até que toma banho com Lux luxo, e volta a ficar em foco, para a alegria dos fotógrafos. Eu podia dizer que lembra o filme "Desconstruindo Harry" do Allen mas é mentira, não lembra. É exatamente igual, cuspido e escarrado.
Hoho! teaser do novo filme do David Lynch. Pronto, juro que fico uns dois meses sem falar sobre o cara, ok? Mas ele é rei.
Pobre FHC. Na capa do Globo de hoje podemos ver o coitado do nosso presidente quase aos prantos, acusando a oposição de criar um clima de facismo contra seu governo. Ele nunca abafou nenhuma CPI, nunca liberou verbas para conseguir apoio, nenhum dos membros de sua cúpula esteve envolvido em nenhum escândalo!
"Não posso aceitar o pressuposto de que abafei um crime."
Ele diz. Segundo nosso abalado governante, os ataques da oposição são uma ameaça a democracia:
"Acham que a democracia resistirá até onde? Até onde querem levar o povo a descrer das instituições?"
Não, FHC. Todos nós cremos muito nas intituições! Daonde ele tira essas idéias?
"Não calarei ninguém, não farei um gesto de força. Torçam contra mim, não contra o pais. Não ponham rato a roer a bandeira. Chega de fascismo e de terror moral."
Pra fechar seu discurso capaz de amoleçer o coração de qualquer carrasco, nosso grande governante ainda tira o corpo fora dos apagões e diz que a culpa não é do governo que só se preocupou em privatizar as distribuidoras de energia e ignorou todos os alarmes de que a crise energética iria acontecer se não fossem feitos os devidos investimentos na área:
"Isso passa, o povo está colaborando, choverá em setembro, haverá muita luz no Natal, se Deus quiser."
A culpa é da chuva, meus filhinhos. Igualzinho à Califórnia. Quase não me conti lendo essas palavras pela manhã e por pouco não deitei as mais profundas e verdadeiras lágrimas sobre o papel jornal. É muita dor para um homem só dar conta, como ele aguenta? Pobre FHC.
"Não posso aceitar o pressuposto de que abafei um crime."
Ele diz. Segundo nosso abalado governante, os ataques da oposição são uma ameaça a democracia:
"Acham que a democracia resistirá até onde? Até onde querem levar o povo a descrer das instituições?"
Não, FHC. Todos nós cremos muito nas intituições! Daonde ele tira essas idéias?
"Não calarei ninguém, não farei um gesto de força. Torçam contra mim, não contra o pais. Não ponham rato a roer a bandeira. Chega de fascismo e de terror moral."
Pra fechar seu discurso capaz de amoleçer o coração de qualquer carrasco, nosso grande governante ainda tira o corpo fora dos apagões e diz que a culpa não é do governo que só se preocupou em privatizar as distribuidoras de energia e ignorou todos os alarmes de que a crise energética iria acontecer se não fossem feitos os devidos investimentos na área:
"Isso passa, o povo está colaborando, choverá em setembro, haverá muita luz no Natal, se Deus quiser."
A culpa é da chuva, meus filhinhos. Igualzinho à Califórnia. Quase não me conti lendo essas palavras pela manhã e por pouco não deitei as mais profundas e verdadeiras lágrimas sobre o papel jornal. É muita dor para um homem só dar conta, como ele aguenta? Pobre FHC.
segunda-feira, maio 21, 2001
É público e notório que um brasileiro lê em média meia bula de remédio por ano. Então por que diabos a Bienal do Livro fica tão cheia? Ninguém lê nada mesmo, catzo! Minha teoria é que as pessoas vão lá pra se sentir um pouco mais inteligentes. É uma espécie de obrigação dar um passeio por lá de dois em dois anos, só por desencargo de consciência.
Outra: Se você gosta de quadrinhos, por favor passa longe do estande da Devir. Isso pode causar sérios danos a sua saúde econômica. Palavra de quem sentiu na pele os efeitos danosos daquelas pratileiras lotadas de várias pérolas quadrinhisticas. Ainda tenho as cicatrizes.
De resto, os preços estão quase os mesmos das livrarias comuns, e de lançamento maneiro mesmo eu só ví o livrinho do Borges e do Casares que eu já tinha mencionado aqui. Ah sim, tinha também a Rê Bordosa do Angeli.
Outra: Se você gosta de quadrinhos, por favor passa longe do estande da Devir. Isso pode causar sérios danos a sua saúde econômica. Palavra de quem sentiu na pele os efeitos danosos daquelas pratileiras lotadas de várias pérolas quadrinhisticas. Ainda tenho as cicatrizes.
De resto, os preços estão quase os mesmos das livrarias comuns, e de lançamento maneiro mesmo eu só ví o livrinho do Borges e do Casares que eu já tinha mencionado aqui. Ah sim, tinha também a Rê Bordosa do Angeli.
Dois indianos já morreram se atirando de terraços assustados com a simples menção de que o Homem Macaco estava pelas redondezas. Cuidado com ele, bicho.
sexta-feira, maio 18, 2001

Uma das grandes decepções da minha vida é a de que o caso entre a PJ Harvey e o Nick Cave não tenha ido mais longe. Os dois são extremamente parecidos, musicalmente, fisicamente, até mesmo em termos de atitude e personalidade. Eu sempre me perguntei como teria saido um filho dos dois, o cara seria o bichinho mais raivoso, visceral e psicótico do Roque. Isto é, se eles tivessem tido o filho antes da Polly Jean se acalmar um pouco mais nos seus últimos cds. Quem quiser saber como que a menina era raivosa antes, ouve aí o 4 track demos, que é um disquinho de demos (dã!) aonde ela quase bota as tripas pra fora gritando e faz percursão batendo os pés no chão. Um clássico do Roque em Roll.
Abre aspas:
Quando o senador José Roberto Arruda fez o discurso confessando que violou o painel, o senhor disse que era um momento importante de uma fase de moralização que o país estava vivendo. Poucas semanas depois, para impedir a CPI da Corrupção, o presidente Fernando Henrique apelou para os setores mais fisiológicos da política. Foi um retrocesso?
JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI: Antes deixe-me resgatar o sentido da ética na política. Senão, vamos imaginar que todos os políticos são santos e que a política é uma espécie de continuação dos atos morais. Sabemos que, na democracia, o político recebe uma delegação para manipular regimentos e pessoas. Nisso, a política é inflexível. Há um jogo político em que uns perdem e outros ganham. Portanto, não há essa relação direta entre moralidade e política. Quando se pede que um político seja moral, não é um pedido moral, mas político. É uma arma política acusar alguém de imoral. O universo da política permite e tolera uma certa imoralidade.
Fecha aspas. Quer mais estupidez?
Quando o senador José Roberto Arruda fez o discurso confessando que violou o painel, o senhor disse que era um momento importante de uma fase de moralização que o país estava vivendo. Poucas semanas depois, para impedir a CPI da Corrupção, o presidente Fernando Henrique apelou para os setores mais fisiológicos da política. Foi um retrocesso?
JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI: Antes deixe-me resgatar o sentido da ética na política. Senão, vamos imaginar que todos os políticos são santos e que a política é uma espécie de continuação dos atos morais. Sabemos que, na democracia, o político recebe uma delegação para manipular regimentos e pessoas. Nisso, a política é inflexível. Há um jogo político em que uns perdem e outros ganham. Portanto, não há essa relação direta entre moralidade e política. Quando se pede que um político seja moral, não é um pedido moral, mas político. É uma arma política acusar alguém de imoral. O universo da política permite e tolera uma certa imoralidade.
Fecha aspas. Quer mais estupidez?
Na Bienal do Livro, que começou ontem, está sendo lançado um livrinho de Jorge Luis Borges e Bioy Casares que merece atenção. Comprem. A coleção Babel precisa de incentivo. Até agora eles tem lançado uma galerinha legal em uns volumes bem cuidados e relativamente baratos e esse aí é meio difícil de arrumar. Toma aí um linkinho sobre o Borges pra quem não conhece o sujeito, que provavelmente é um dos melhores escritores que já apareceram por aí.
quinta-feira, maio 17, 2001
Mais um pra série comerciais sem imaginaçao:
No último comercial do Scenic se não me engano, um anão de jardim foge de casa para viajar pelo mundo com o carro, deixando uma carta aonde explica que pretende criar uma organização para a libertação dos anões de jardim. o problema é que já existe essa organização e sua descoberta foi amplamente discutida na época em que apareceu (à alguns meses). O grupo rouba anões de jardins e os solta no meio do mato, por que segundo eles os pobrezinhos não conseguem se reproduzir em cativeiro. É o que eu digo, essa gente que produz comerciais acha muito difícil exercitar um neurônio pra criar uma coisa nova. Não todos claro, só 90%.
No último comercial do Scenic se não me engano, um anão de jardim foge de casa para viajar pelo mundo com o carro, deixando uma carta aonde explica que pretende criar uma organização para a libertação dos anões de jardim. o problema é que já existe essa organização e sua descoberta foi amplamente discutida na época em que apareceu (à alguns meses). O grupo rouba anões de jardins e os solta no meio do mato, por que segundo eles os pobrezinhos não conseguem se reproduzir em cativeiro. É o que eu digo, essa gente que produz comerciais acha muito difícil exercitar um neurônio pra criar uma coisa nova. Não todos claro, só 90%.

Mulholand Drive, filme novo do David Lynch, que é na verdade uma tentativa de salvar uma série de tv abortada, foi recebido com estranheza em Cannes. Hugo Sukman, repórter do Globo e imbecil chamou de "trash" e acusou o diretor de ter uma "deficiência narrativa" por criar filmes com tramas circulares. Já o Godard foi bem recebido com seu filme novo e disse que vem ao Brasil pro festival do Rio se o Guga jogar uma partida de tennis com ele.
Já o Carlão acaba de perder vários pontos pela frase "Não discuto com quem gosta de David Lynch" e mais uns outros por achar "Magnólia" (o "shortcuts" do mundo de bizarro) uma pérola. Mesmo assim é a melhor coluna de cinema na internet, fora a Contracampo.
E alguém por favor me explique por que o link www.cannesfilmfestival.com cai num revendedor de Viagra.
quarta-feira, maio 16, 2001

Um rico e excêntrico playboy sul americano reúne uma banda de mambo para produzir versões latinas das músicas do Kraftwerk. Esquisito? Essa é a história que o DJ alemão Atom Heart inventou para justificar sua nova empreitada, a banda de um homem só "Señor Coconut Y Su Conjunto". O primeiro disco, "El Baile Aléman" apresenta ótimas e bem-humoradas versões de clássicos como "The robots", "Home Computer" e "Autobahn" e por mais incrível que pareca teve uma ótima aceitação por aí, o que fez com que Atom lançasse o segundo cd da pseudo banda: "El Gran Baile", dessa vez sem Kraftwerk. Lá fora eles são produzidos pela Emperor Norton, que eu já tinha mencionado por aqui a um tempo. Na minha opinião é o melhor artista do selo, confira você mesmo no site.
terça-feira, maio 15, 2001
segunda-feira, maio 14, 2001

Pô, miguel, nem pra avisar que tá modelando agora? Pronto, o maluco vai me odiar pelo resto da vida. E valeu Pablo.
Leonard Maltin é um resenheiro medíocre. Resenheiro sim, por que é um absurdo chamar isso de crítico de cinema. A única coisa que pode ser louvável na sua pessoa é seu conhecimento enciclipédico sobre filmes. Agora suas criticas são o reflexo da opinião do público médio americano, ou seja: lixo. O que assusta é como o maluco é respeitado por lá.
A citação abaixo é de sua crítica sobre o Duna:
"Elephantine adaptation of Frank Herbert's popular sci-fi novel set in the year 10,991. You know you're in trouble when film's opening narration (setting up the story) is completely incomprehensible! Visually imaginative, well cast, but joyless and oppressive--not to mention long.(...)
*1/2"
Quem viu o filme e não entendeu a explicação na abertura levanta o dedo. Só prova o Q.I. de samambaia do público médio americano. E eu realmente não sabia que "long", "joyless" e "oppressive" eram qualidades essencialmente negativas. Filmez bons são filmes felizes então? E curtos. Deve ser por isso que ele escreveu um livro entitulado "Of Mice and Magic: A History of American Animated Cartoons". De acordo com os parâmetros dele qualquer desenho do Faísca e Fumaça deve ser uma obra de arte.
A dica pra ler as suas cotações de filmes é inverter as notas. Tipo, um e meio ao contrario vira três e meio, que é quase o que o Duna merece. Eu como fã inveterado daria um quatro e meio, mas um quatro já é justo pro resto do pessoal que não idolatra o Davi Lins. Os filmes com nota dois e meio são um problema. Ainda estou desenvolvendo um sistema pra interpretar isso.
A citação abaixo é de sua crítica sobre o Duna:
"Elephantine adaptation of Frank Herbert's popular sci-fi novel set in the year 10,991. You know you're in trouble when film's opening narration (setting up the story) is completely incomprehensible! Visually imaginative, well cast, but joyless and oppressive--not to mention long.(...)
*1/2"
Quem viu o filme e não entendeu a explicação na abertura levanta o dedo. Só prova o Q.I. de samambaia do público médio americano. E eu realmente não sabia que "long", "joyless" e "oppressive" eram qualidades essencialmente negativas. Filmez bons são filmes felizes então? E curtos. Deve ser por isso que ele escreveu um livro entitulado "Of Mice and Magic: A History of American Animated Cartoons". De acordo com os parâmetros dele qualquer desenho do Faísca e Fumaça deve ser uma obra de arte.
A dica pra ler as suas cotações de filmes é inverter as notas. Tipo, um e meio ao contrario vira três e meio, que é quase o que o Duna merece. Eu como fã inveterado daria um quatro e meio, mas um quatro já é justo pro resto do pessoal que não idolatra o Davi Lins. Os filmes com nota dois e meio são um problema. Ainda estou desenvolvendo um sistema pra interpretar isso.
sexta-feira, maio 11, 2001
Retirado do Globo de hoje, sobre o arquivamento da CPI da corrupção:
"Ainda no PFL, Paulo Marinho (MA) tirou a assinatura do requerimento. Marido da prefeita de Caxias, terceira cidade do estado, ele foi convencido por duas mulheres: a mulher Márcia e a governadora Roseana Sarney. As duas lembraram que a manutenção da assinatura represaria a liberação de verbas para a cidade. Marinho está ameaçado de perder o mandato e tem sido preservado graças ao apoio do partido. Ontem, a fatura foi apresentada. Houve promessas de futuros afagos.
- Ele pode ser beneficiado com uma presidência de comissão ou relatoria importante. Vou prestigiar todo mundo que retirar a assinatura do requerimento - disse o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE).
As ameaças de retaliação também valeram para Dino Fernandes (PSDB-RJ):
- Tenho um centro olímpico para construir. Preciso das verbas e sei que, se mantiver a assinatura, o governo será implacável - disse o tucano."
Eu não sei quanto a vocês, mas eu sinceramente não consigo respeitar um congresso aonde o presidente distribui verbas e cargos para bloquear uma investigação de corrupção de seus membros. E o pior, isso não é feito por debaixo dos panos, tudo acontece sem pudor nenhum, tudo televisionado, publicado em jornais e rádios, a vista de todos. Pra que se esconder? Todo mundo sabe que o máximo de rebeldia que o povo brasileiro consegue realizar é juntar uns 10 ou 20 gatos pingados para tomarem uns cacetes da polícia e depois serem ridicularizados pela mídia, como pode ser conferido ontem no Jornal Nacional.
Agora, notícias internacionais:
Depois de serem chutados da cadeira de direitos humanos da Onu por atitudes inofensivas tipo ignorar o tratado de Kioto, os Eua comandados pelo presidente Ronald Reag... a-han...Bush, agora resolveram punir as nações unidas. De volta ao jardin de infância, hein?
Em uma nota mais alegre, as notícias da banca de jornal daqui da esquina:

A revista do dvd está lançando Duna, filme vagamente baseado no romance de Frank Hebert de mesmo nome dirigido pelo Davi Lins, com o Kyle MacLachlan e o Sting, tema de abertura de Brian Eno, trilha sonora mei pela do Toto (nunca entendi isso, o Davi Lins geralmente tem um ótimo gosto musical) e um dos melhores filmes de ficção científica com cérebro pro aí. Ah, eu disse que ele está por 20 bagarotes?
"Ainda no PFL, Paulo Marinho (MA) tirou a assinatura do requerimento. Marido da prefeita de Caxias, terceira cidade do estado, ele foi convencido por duas mulheres: a mulher Márcia e a governadora Roseana Sarney. As duas lembraram que a manutenção da assinatura represaria a liberação de verbas para a cidade. Marinho está ameaçado de perder o mandato e tem sido preservado graças ao apoio do partido. Ontem, a fatura foi apresentada. Houve promessas de futuros afagos.
- Ele pode ser beneficiado com uma presidência de comissão ou relatoria importante. Vou prestigiar todo mundo que retirar a assinatura do requerimento - disse o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE).
As ameaças de retaliação também valeram para Dino Fernandes (PSDB-RJ):
- Tenho um centro olímpico para construir. Preciso das verbas e sei que, se mantiver a assinatura, o governo será implacável - disse o tucano."
Eu não sei quanto a vocês, mas eu sinceramente não consigo respeitar um congresso aonde o presidente distribui verbas e cargos para bloquear uma investigação de corrupção de seus membros. E o pior, isso não é feito por debaixo dos panos, tudo acontece sem pudor nenhum, tudo televisionado, publicado em jornais e rádios, a vista de todos. Pra que se esconder? Todo mundo sabe que o máximo de rebeldia que o povo brasileiro consegue realizar é juntar uns 10 ou 20 gatos pingados para tomarem uns cacetes da polícia e depois serem ridicularizados pela mídia, como pode ser conferido ontem no Jornal Nacional.
Agora, notícias internacionais:
Depois de serem chutados da cadeira de direitos humanos da Onu por atitudes inofensivas tipo ignorar o tratado de Kioto, os Eua comandados pelo presidente Ronald Reag... a-han...Bush, agora resolveram punir as nações unidas. De volta ao jardin de infância, hein?
Em uma nota mais alegre, as notícias da banca de jornal daqui da esquina:

A revista do dvd está lançando Duna, filme vagamente baseado no romance de Frank Hebert de mesmo nome dirigido pelo Davi Lins, com o Kyle MacLachlan e o Sting, tema de abertura de Brian Eno, trilha sonora mei pela do Toto (nunca entendi isso, o Davi Lins geralmente tem um ótimo gosto musical) e um dos melhores filmes de ficção científica com cérebro pro aí. Ah, eu disse que ele está por 20 bagarotes?
quinta-feira, maio 10, 2001
Rapaz. É impressionante a lista de artistas que já fizeram cover de músicas do Tom Waits. Também o cara merece. Eu tinha umas paradas pra falar dele, mas hoje já falei demais. Fica pra outro dia. Só digo uma coisa, o maluco é gênio.
O novo Moulin Rouge (não confundir com o do John Huston com o mesmo título) está lentamente se tornando um daqueles filmes que eu não vi e não gostei. Preconceituoso? Com certeza! Veja só: Qual o último filme desse diretor? A versão muderna de Romeo e Julieta. Qual a sinopse do filme? Uma visão pessoal da casa de shows Mouling Rouge com Ewan McGregor como um "decadent rockstar" no século retrasado. Qual a trilha sonora? Beck, Fatboy Slim e "Diamonds are a girl best friend". Fala sério.
A explicação pra toda essa besteirada é mais medíocre ainda. De acordo com o pelassaco do diretor, tudo isso foi utilizado por que seria muito difícil passar para o público de hoje a selvageria que era o Moulin Rouge com can can e tudo mais. Difícil para um diretor cretino como ele. E além do mais o cara usa maria-chiquinha. Não dá pra respeitar diretor de cinema com maria-chiquinha. Tem que comer muito feijão pra poder usar isso e continuar tendo o meu respeito.
E essa porcalhada abriu Cannes!?!? Como é que pode isso abrir um festival que entre outras coisas se gaba de estrear os novos filmes do David Lynch, Godard, dos Coen e de mais uma penca de neguinhos muito mais relevantes que esse cretino??
A explicação pra toda essa besteirada é mais medíocre ainda. De acordo com o pelassaco do diretor, tudo isso foi utilizado por que seria muito difícil passar para o público de hoje a selvageria que era o Moulin Rouge com can can e tudo mais. Difícil para um diretor cretino como ele. E além do mais o cara usa maria-chiquinha. Não dá pra respeitar diretor de cinema com maria-chiquinha. Tem que comer muito feijão pra poder usar isso e continuar tendo o meu respeito.
E essa porcalhada abriu Cannes!?!? Como é que pode isso abrir um festival que entre outras coisas se gaba de estrear os novos filmes do David Lynch, Godard, dos Coen e de mais uma penca de neguinhos muito mais relevantes que esse cretino??
O Too Much Coffee Man é um dos quadrinhos mais cáusticos, cínicos e raivosos da terra do Tio Sam. O site tem todas as histórias já impressas em formato digital, procure na área de arquivos. Não me responsabilizo por ondas de depressão coorporativa ou crises existenciais.
terça-feira, maio 08, 2001
Hmm Juju manda: Novo filme de Jean-Pierre Jeunet, o diretor dos legais "Ladrão de Sonhos" e "Delicatessem" e do "Alien 4" que é um lixo, mas com uma fotografia linda. Foi um parque de diversões pro cara, muito bem pago por sinal.
segunda-feira, maio 07, 2001
Estou jogando fora muito tempo com o joguinho vagamente bvaseado em Alice no País das maravilhas, o American McGee's Alice. A história é mei pela, e o jogo às vezes cai naquele esquema de catacumbas escuras com sangue espirrando pra todo lado, mas tenho que confessar que estou me divertindo bastante. O problema é a culpa que bate depois que você percebe que perdeu horas preciosas na frente de um jogo besta.
E se você gosta de Lewis Carol passe longe. O joguinho subverte tudo que você já leu sobre a Alice, transformando o personagem em uma psicopata que parece a Wandinha Adams. E não só ela, todos os outros, incluindo o chapeleiro, aquela lagarta que fuma ópio, a rainha, os soldados-baralho, tweedledee e tweedledun... Até mesmo o coelho virou um bicho que parece ter sido desenhado pelo H. R. Giger em um dia ruim. Pois é.
E se você gosta de Lewis Carol passe longe. O joguinho subverte tudo que você já leu sobre a Alice, transformando o personagem em uma psicopata que parece a Wandinha Adams. E não só ela, todos os outros, incluindo o chapeleiro, aquela lagarta que fuma ópio, a rainha, os soldados-baralho, tweedledee e tweedledun... Até mesmo o coelho virou um bicho que parece ter sido desenhado pelo H. R. Giger em um dia ruim. Pois é.
sexta-feira, maio 04, 2001
"Como reconhecer um webdesigner? Eles são coloridos, ué. Usam cabelos coloridos, sobrancelhas coloridas, tatuagens coloridas, roupas coloridas, piercings coloridos. Mais ou menos como os clubbers, mas com uma atitude mais cyber, meio Londres, se é que você me entende, mano. Se não entender, azar: você está por fora, unplugged, não ouve MP3, não tem número de ICQ, nunca levou um iBest, não tem página pessoal, é analógico, não existe."
Em que mundo o Luli Bicicleteiro vive?
Em que mundo o Luli Bicicleteiro vive?
quarta-feira, maio 02, 2001
Ontem foi o evento Reboot, que consistia em um redesign geral de todos os sites hypados afiliados ao evento. Só isso. Não tem nenhum conceito, nada, a idéia é: vamos redesignar todos juntos. Pessoalmente acho isso o troço mais sem proposito do mundo. Só serve pra massagear egos já inflado e aumentar o nível de hype. Não ajuda ninguém, não melhora nada, é pura vaidade. Resumindo, um desperdício GIGANTE de potencial. Porque não fazem um evento do tipo: Vamos redesignar sites de ongs sem dinheiro ou produzir banners para movimentos humanitários, sei lá! Qualquer coisa útil!
Eu particularmente nunca entendi por que é imperativo que qualquer jogo lançado nos últimos anos (salvo raras exceções) tem que ser feito utilizando a última tecnologia em renderização 3d disponível. Até entendo que jogos de ação, esporte ou qualquer outro em que o conceito de um ambiente 3D possa ser útil a jogabilidade sejam favorecidos pela tecnologia, mas por que utiliza-la em jogos de plataforma ou adventures?
Veja o caso do último jogo da série Monkey Island, o Escape from Monkey Island. Ao invés dos ótimos desenhos que eram utilizados em todos os jogos anteriores da série, o quarto jogo é feito completamente utilizando um esqueminha 3D que já havia sido utilizado no também divertido Grim Fandango. Resultado? Os personagens se movem muito bem, mas perdem completamente a graça que tinham quando eram desenhados. E bem desenhados, diga-se de passagem. Morte ao 3D! Viva os joguinhos bidimensionais!
Veja o caso do último jogo da série Monkey Island, o Escape from Monkey Island. Ao invés dos ótimos desenhos que eram utilizados em todos os jogos anteriores da série, o quarto jogo é feito completamente utilizando um esqueminha 3D que já havia sido utilizado no também divertido Grim Fandango. Resultado? Os personagens se movem muito bem, mas perdem completamente a graça que tinham quando eram desenhados. E bem desenhados, diga-se de passagem. Morte ao 3D! Viva os joguinhos bidimensionais!
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