terça-feira, setembro 11, 2001




Foi um prazer conhecer todos vocês hein. Bom inverno nuclear pra todo mundo.

segunda-feira, setembro 10, 2001

O "Dom da Premonição" dirigido pelo Sam Raimi e em exibição nos cinemas desde a semana retrasada é uma bomba sem tamanho. O maior culpado na minha opinião é o Sr. Angelina Jolie, Billy Bob Thornton, que foi o responsável pelo vômito impresso que é o roteiro desse filme. A idéia é uma bem batida: Cartomante de cidadezinha americana cheia de white trashs tem sonhos que a levam ao responsável por um assassinato. Quantas veses você já viu isso? Mas até aí normal, Hollywood é a maior recicladora de idéias do mundo. O problema é que tudo na história é um lixo sem tamanho. O personagem principal é o pior, tendo que constantemente agir como uma imbecil pra história poder fluir ou então mudando rápidamente de personalidade, como todos os outros do filme. O personagem do maluquinho (personagem que o pseudo roteirista adora) tem umas cenas feitas cuidadosamente para chocar o público e causar aquela impressão de "Ah, como o pequeno Billy trata de temas tabus!", algo como o primeiro filme do Tim Roth, "Zona de Conflito". O final usa um dos clichês mais batidos e sem graça de toda história do cinema de horror ocidental, pra fechar com chave de ouro toda essa bobajada.

Tava revendo o Sam Raimi aqui e acho que cheguei a conclusão que o único filme dele que me diverte mesmo é o Darkman. E ele que vai dirigir o filme do aranhoso que estréia ano que vem. Sei lá, bicho.
Quem encontrar as duas luas marcianas desaparecidas favor entrar em contato com a NASA.

quinta-feira, setembro 06, 2001

O globo anuncia: Mudança em gene torna vírus da gripe mortal. É o que eu digo, os noticiários cada vez mais parecem saídos de filmes americanos de segunda.
Se você tiver 10 minutos, dê uma lida no texto integral do conto Memento Mori de Jonathan Nolan, irmão do diretor do "Amnésia" que óbviamente é baseado nele. O conto não é um Whodunnit como o filme e é muito, muito melhor. Mesmo.

O texto inteiro foi publicado na Folha a alguns dias e eu estou reproduzindo aqui.

quarta-feira, setembro 05, 2001

Continuando a série iniciada pelo Sérgio Dias, apresentamos um livro do senhor Suruba. Dica do Dadá.


Primeiro expliquemos o conceito de Whodunnit. Whodunnit é um filme, livro ou qualquer outra coisa aonde o espectador passa toda a duração do espetáculo tentando resolver um problema, que no caso clássico se resume a algo como "quem matou Odete Roitman?". Sacaram? Pois bem.

Memento (Amnésia) não é mais que isso, um Whodunnit com pinta de noir contado de trás pra frente. É um pouco modernoso, mas não tão afetado quanto o David Fincher e seus clones, bem feitinho, coisa e tal. Os problemas são algumas bobagens sobre a relação entre a realidade-fatos-memória que o protagonista desmemoriado fala (tipo, a realidade é a memória e não os fatos, sacam? "O mundo continua lá quando eu fecho os olhos", não continua, bicho! Ele só está la quando você abre os olhos. Mas passemos ao próximo ponto.) e o fato de ser um Whodunnit. O ponto fraco desse tipo de obra é o seguinte: Quando você descobre o segredo final a obra perde a graça. Se você reler o livro ou rever o filme nunca você vai ter o mesmo impacto, percebem? Também tem o lance do filme inteiro ser um jogo aonde o espectador luta contra o diretor querendo descobrir a solução antes do fim.

Vou te dizer, não achei ruim não, achei divertido, mas eu sou suspeito pra dar opinião sobre filmes policiais. O problema é que esse filme tinha um potencial bizarro, a idéia de um narrador que perde a memória de 10 em 10 minutos é muito boa e podia ter sido muito melhor aproveitada. E prum filme que trata dessa confusão mental da memória e do tempo a narrativa é completamente linear. Linear demais. E no fim acaba sendo somente isso: um whodunnit contado de trás pra frente, nada de mais.

Agora um ponto que merece ser discutido a parte. É impressionante a preguiça (ou incapacidade) mental dos que vão assistir esse filme e não entendem nada. Fala sério. É só um filme ao contrário, a história é explicada quase nos mínimos detalhes. Não entender alguma coisinha ou outra que ficou perdida é normal, mas não entender nada? Necas? Fala sério. Se você vai ver, sei lá, o Rei Lear do Godard e não entende eu acho normal. Mesmo porque eu mesmo não entendo. E é normal, eu não tenho todas as referências necessárias pra entender esse filme. Se você vai ver o A Estrada Perdida (um dos filmes da minha vida) e não entende eu acho normal. Não porque você não tem as referências, mas porque é um filme com uma história não linear, esquisita e principalmente: não existe o que ser entendido. Tudo no padrão David Lynch de qualidade e estranheza. Normal. Agora você vai ver Memento e não entende porque é um filme ao contrário? Faça-me o favor.

Como Juju disse, o público não quer só uma coisa mastigada, o público quer uma coisa mastigada e cuspida na sua cara. O que é bem verdade.

terça-feira, setembro 04, 2001

O jornal carioca O Dia anunciou que estará dando uma nova versão da bíblia, com "a linguagem dos dias de hoje". Aqui, em primeira mão, uma prévia:

Os Dez Mandamentos, na linguagem dos dias de hoje.

1) Não pratique artesanato.
2) Não arrume outro Deus. Ou então tenta a sorte que meu corpo é esse.
3) Não fale meu nome a toa.
4) Não fará hora extra aos sábados.
5) Respeite os mais velhos.
6) Não encherá ninguém de azeitona.
7) Mulher do vizinho pra você é homem.
8) Não serás trombadinha.
9) Não será X9.
10) A inveja é uma merda.

Aqui, um link de suporte para essa piada, com o texto original.

sexta-feira, agosto 31, 2001

E pra fechar o dia, que tal conversar com o John Lennon recriado em inteligência artificial? Não tá afim de encarar o Lennon? Tenta o Jack o estripador.
Quote do dia:

"I'm disgusted by what we've become in America. I truly believe there is brain death in this country."
John Carpenter
E a série oportunista inescrupuloso. Volta patrão!
Brincadeira perfeita para sociopatas de plantão. Eu adorei.

quinta-feira, agosto 30, 2001

Se o mundo fosse um lugar realmente justo o Roberto Marinho iria estar no lugar do Silvo Santos nesse exato momento.

quarta-feira, agosto 29, 2001


Por sorte hoje consegui ler um numero da nova X-force escrito por Peter Milligan e desenhado pelo criador do Madman, Mike Alfred. Pra quem não conhece o histórico da revista um breve resumo. No início existiam os Novos Mutantes, que foi um dos primeiros spin offs da revista dos X-men. Era um grupo de mutantes mais novos (dã!) em fase de treinamento para substituir os X-men no futuro. Com o tempo a revista se tornou X-force, sendo escrito e desenhado pelo câncer da industria de hqs que se chama Rob Liefield. Depois alguns outros autores tentaram salvar o título, outros pioraram ainda mais a situação.

Até que sob a nova direção de Joe Quesada a marvel resolveu dar a moribunda revista pra dupla de doentes Milligan e Alfred. E o resultado é que agora o X-force é uma espécie de N'sync mutante, com seus membros famosos mundialmente, recebendo milhares de dólares para atuar como super-heróis e ter sua imagem transformada em produto pela mídia. Como uma boa banda pré-fabricada o grupo é completamente disfuncional com brigas constantes para decidir quem vai ser o lider e a mais alta taxa de mortalidade do universo marvel. Seus personagens homosexuais, violência realista e alto teor político fizeram com que a editora abandonasse o nefasto selo "aproved by de comics code" e iniciasse uma classificação própria para seus títulos.

Não consegui achar uma imagem da capa do título desse mês na internet, mas era uma paródia com a foto mais famosa do caso Elian: o líder atual do grupo disputanto uma criança mutante no braço com Fidel. Esse tipo de coisa é que faz a gente lembrar que ainda existe vida inteligente no mundo das cuecas por cima das calças.

Falando nisso, o Grant Morrison está escrevendo uma mini série do quarteto fantástico chamada 1,2,3,4 aonde ele volta as raízes de "família esquisitona" do grupo. E tá bem bom.
Depois de ameacar o Hiro com um processo de meus adevogados ele reconheceu publicamente que a piada ruim sobre o caminhoneiro morto-vivo é minha.


Depois do clone da revista americana Wallpaper, já mencionado aqui, a indústria de clonagem brasileira anuncia seu mais novo experimento: Weblogger, o clone brasileiro do Blogger. Praticamente identico a não ser por uma pequena variação cromática.

sexta-feira, agosto 24, 2001

Pro pessoal que reclamou das minhas críticas aos críticos que malharam o Planeta dos Macacos do Burton: Em primeiro lugar obrigado pelo feedback, é bom saber que alguém lê este blog. Em segundo, vocês tem todo o direito de odiar o filme, cada um é cada um. O que eu reclamava nos posts que falavam do filme é da crítica sem fundamento. A mais comum que eu tenho ouvido é a de que o filme é lindo e o roteiro uma merda. "O roteiro é uma merda" é muito vago, porque é uma merda? Manda um mail, peregrino! A melhor resposta ganha uma banana!

quarta-feira, agosto 22, 2001

Consegui ver o trailer do From Hell, que é o filme baseado na hq de Alan Moore e Eddie Cambpell que eu já mencionei aqui umas 3 vezes. Bem, eu não estou esperando que fique a mesma coisa do quadrinho, obvio, afinal o filme é outra coisa, só baseada no original, certo? O próprio tio Moore já falou outro dia que não dá a minima pro que fizerem com o filme, afinal a hq é dele o filme é dos irmãos Hughes. De qualquer maneira, a diferença mais bizarra que se pode perceber pelo trailer é a de que agora o inspetor encarregado do caso é um paranormal, que pode sonhar com a solução dos mistérios. Bizarro? Pode apostar peregrino.

E o trailer é infestado de efeitos de câmera que eram modernosos a uns dois anos atrás e agora ficaram completamente bregas e um tecnho imundo que lembra muito as piores músicas do já ruim Enigma. Mas esperemos.

segunda-feira, agosto 20, 2001

Ana Maria Bahiana deu a notícia no domingo: Kevin Smith colocou o rabo entre as pernas entre bom diretor medícore que é e pediu desculpas ao grande mestre Tim Burton. Disse que não vai tentar o processo (saiba a história toda aqui) e que todo o estardalhaço foi só uma brincadeirinha. É bom ver que algumas pessoas ainda sabem qual é o seu lugar.

quinta-feira, agosto 16, 2001

"Anos atrás, minha mãe me deu uma bala... uma bala, e eu a coloquei no meu bolso da camisa. Dois anos depois, eu estava andando pela rua, quando um evangélico enlouquecido atirou uma bíblia por uma janela de hotel, me atingindo no peito. A bíblia teria atravessado meu coração se não fosse pela bala."

Woody Allen, Stand-up comic. Eu sei que saiu no NO, só estou reforçando a informação.
Editores brasileiros conseguem a primeira clonagem de revistas no país:


O clone tupiniquim da Wallpaper é praticamente idêntico (salvos pequenos detalhes) e passa bem. Mas estudiosos mais pessimistas não dão mais 2 números de vida para o experimento, como acontece com a maioria das novas revistas lançadas em nosso mercado. E convenhamos, dessa vez vai ser bem feito.
Tem edição nova da Contracampo no ar, com textos da Juju e de todos os outros escritores regulares da revista. A pauta desse mês inclui um especial Tim Burton, imperdível. E só pra constar, ainda não entendi a razão do ódio geral ao Planeta dos Macacos do Burton. Qualé, macacada? Porque vocês odiaram? É o ódio incontrolável aos blockbusters? É o ódio de não conseguir entender o final dentro da lógica cartesiana? É o ódio de comparar o filme com o antigo, mesmo quando o diretor já repitiu um milhão de vezes que esse filme é uma releitura do primeiro e não tem absolutamente nada a ver com o primeiro? É o ódio de não prestar atenção no subtexto político (que não é tão sub, convenhamos)? Hein? Hein? Respondam.

terça-feira, agosto 14, 2001

O Crater Kid é uma boa pedida de hq online, com tiras atualizadas diariamente. Um satélite terráqueo cai em um planeta distante, recebendo ondas de TV da terra com 50 anos de defasagem. O planeta então constrói toda sua cultura baseada nas emissões do aparelho e quando uma ameaça perigosa põe em risco sua principal cidade, eles recrutam o filho de um herói televisivo de uma série humana dos anos 50 para ajudar. Qualidade dífícil de ser encontrada grátis na web, ainda mais diariamente.
Então você gosta de House? Tudo bem, mas cuidado pra não ficar impotente.

segunda-feira, agosto 13, 2001

Da série: Comercias de TV sem imaginação:

Toda a verdade sobre o comercial de automóveis que estrela um anão de jardim.
A MGM lançou os dois últimos filmes da trilogia Sergio Leone + Clint Eastwood em DVD (Por mais um punhado de dólares e Três homens em conflito), e a continental filmes lançou o primeiro (Por um punhado de dólares). O da Continental eu ainda não consegui assitir, mas os discos da MGM estão com uma qualidade muito boa, desde a imagem até a embalagem, tudo muito bem cuidado. E o Três homens em conflito ainda tras um bônus muito interessante: 7 cenas completas que só aparecem em uma versão alternativa do filme, deixando o conjunto da obra com mais ou menos 3 horas de duração. Cada minuto melhor que o outro.

Ainda sobre DVDs, parece que mês que vem vão ser lançados por aqui a coleção Stanley Kubrick, incluindo o Barry Lyndon, inédito no Brasil. Vai juntando dinheiro aí peregrino.
A última moda entre o povo indie de São Paulo é usar óculos de aro preto grosso. Seria normal se os óculos não fossem sem grau. Isso mesmo, o grande barato é usar óculos sem precisar de óculos, só pra fazer um estilinho.

E depois ainda querem me convencer que São Paulo é um lugar sério.

sexta-feira, agosto 10, 2001

O site da adaptação pras telonas do From Hell, hq de Alan Moore e Eddie Campbell sobre Jack o estripador, já está online. Por enquanto ainda não consegui ver o trailer mas a programação visual do filme está bem parecida com a da hq. Inclusive a imagem principal do site. O filme vai ter Johnny Depp como o investigador que tenta desvendar os crimes e Heather Graham como Mary Kelly, a última das prostitutas mortas pelo assassino. Pelo que eu sei eles mudaram completamente a história original, transformando o roteiro num whodunit? e a trilha sonora está a cargo do Marylin Manson. Tenham medo, muito medo.

Você pode encontrar mais informações aqui, no site do Eddie Campbell.
Um dos desenhistas de HQ mais famosos e influentes do ramo, John Buscema, está a beira da morte. Matéria completa aqui.
Acha que o Bush faz pouca merda? O que você acha dele ter acabado de liberar pesquisas com embriões humanos?
My new fighting technique is unstoppable!

quarta-feira, agosto 08, 2001

Não entende o que seu cachorrinho late? Que tal comprar um Bow-lingual? Não, não é piada.
Hiro, meu filho, desiste de tentar entender o final do filme. Só funciona se você encarar como metafora. Tipo, nós somos os macacos, saca? E de acordo com a Juju e com o site da Ku Klux Klan for kids (democracia é isso aí), o Lincoln tinha umas idéias escravagistas meio esquisitas. Vai ver que a comparação Thade-Lincoln foi bem certa. Quer ver? Saca só algumas citações do cara:

"I have no purpose, directly or indirectly, to interfere with the institution of slavery in the states where it exists. I believe I have no lawful right to do so, and I have no inclination to do so."

"I agree with Judge Douglas that he (Negroes) is not my equal in many respects, certainly not in color, and perhaps not in moral and intellectual endowment."

"Negro equality! Fudge!! How long, in the government of a God, great enough to make and maintain this Universe, shall there continue knaves to vend, and fools to gulp, so low a piece of demagoguism as this?"

terça-feira, agosto 07, 2001



Essa veio pelo compadre Oswaldo, do Três Redatores:

Director Kevin ("Chasing Amy") Smith says the "surprise" ending of Tim Burton's "Planet of the Apes" comes as no surprise - to anyone who saw it in one of his "Jay and Silent Bob" comic books three years ago. "My jaw hit the ground when I saw that scene," Smith told Post movie critic Lou Lumenick. "I think I got robbed and I'm talking with my lawyers about possibly suing." Smith's Viewaskew web site features a comic-book image bearing a close resemblance to the ending of "Apes." But Burton said, "I have not seen the image and anybody that knows me knows I do not read comic books. And I especially wouldn't read anything that was created by Kevin Smith."

Eu voto no Burton. Sem dúvida o cara nunca ia copiar nada do Kevin Smith. Que alias, só fez um filme bom (o balconista) e um engraçadinho (barrados no shopping). O resto é melhor esquecer.
Não satisfeito em fazer um filme muito, muito ruim com o Episódio I, o George Lucas resolveu tentar se superar, escolhendo o pior título do mundo para a sequência: Episódio II : The Attack of the Clones.
É só alguem ter uma idéia boa que em segundos já aparecem vários palhaços querendo aproveitar as rebarbas.

segunda-feira, agosto 06, 2001

Get your stinking paws off me, you damned dirty critic!

O novo Planeta dos macacos, do Tim Burton é um daqueles filmes que aparecem pra lembrar a você que 90% da crítica cinematgráfica mundial e 99% dos críticos empregados nos grandes jornais brasileiros são um lixo. Apesar das milhares de críticas negativas contra o filme eu realmente não consegui entender o motivo de tanto ódio. O filme é muito bom, muito bom, assistam sem preconceito e sem comparar com o primeiro (que também é um filmão, alias). E prestem atenção em toda a produção, no estilão do Burton, na atuação do Tim Roth e em tudo mais. E não prestem atenção nos problemas de continuidade do epílogo, que mesmo assim é bom, na tradição dos episódios de além da imaginação que foram criados pelo roteirista do filme original. Ah, prestem atenção também no presidente da associação nacional do rifle Charlton Heston fazendo uma ponta e repetindo sua frase mais marcante do primeiro filme.

E sobre o preconceito contra o novo planeta eu tenho uma teoria, que é a do ódio aos blockbusters. O que eu acho que acontece é que pega mal um crítico respeitado (ou que queira ser respeitado) falar bem de um blockbuster. Isso pode explicar essa repulsa ao filme e a outros (infelizmente raros) blockbusters bons, como MI2 ou até mesmo o Matrix que foi malhado por muita gente. É uma teoria, vocês sabem.

Outra coisa que eu queria dizer e que tem um pouco a ver com esse filme é essa dificuldade que as pessoas tem de perceber quando um filme é político e não óbvio. Quando digo óbvio quero dizer alguma coisa na linha de Ken Loach, ok? Vou usar como exemplo um dos meus diretores prediletos, John Carpenter. Dois dos filmes mais políticos do Carpenter, Eles vivem e Fuga de Los Angeles, são geralmente considerados action movies de segunda categoria. Já dei uma pesquisada em críticas sobre os mesmos por aí e é impressionante como não encontrei nenhuma vez uma menção ao aspecto político dos mesmos. No segundo principalmente, ninguém parece perceber que o Fuga de Los Angeles é uma grande piada em cima do american way of life. Não percebem ou não querem perceber. Só isso.

sexta-feira, agosto 03, 2001

Enrevista com Grant Morrison no disinfo...

quinta-feira, agosto 02, 2001

Já perceberam que os Wailers moram no porão do Atl Hall e saem pra tapar um buraco quando eles estão sem nenhuma atração interessante?
Provando que o Estados Unidos é um país doente em um link: Maskon '99 - uma convenção para homens amantes de máscaras e bodysuits femininas.
Polícia russa acusada de torturar fãs de Tolkien vestidos como Hobbits! Tudo bem que o Senhor dos Anéis é um livro tão interessante quanto uma lista telefônica, mas torturar os doentinhos que se vestem como o Frodo? Que absurdo! Leia no Independent.

quarta-feira, agosto 01, 2001

Gibis remixados! Um aqui e outro aqui. Obra genial do Galo Jones.
Toma aí mais uma notícia bizarra: Chuva colorida apavora indianos. Tem de todas as cores: preta, amarela, vermelha é só escolher. Leia na BBC.
Duas crianças morrem pisoteadas em escola na Indonésia. De acordo com relatos, os alunos fugiram de um grito de mulher "altíssimo e que podia ser ouvido em todas as direções" atribuído a um fantasma. Leia a notícia toda na CNN.
Ajude este pobre designer a ir pro VMB! Votem no meu video clip no site do nescafé! Tá uma beleza, eu sou o novo Spike Jonze! Tá bom, eu não sou. Mas vota assim mesmo! Alias, ficaram umas coisas esquisitas, umas frases que não apareceram e troços assim. Mas não foi culpa minha! Foi alguma bizarrice do sistema!
O novo site do Jorge Ben (sem Jor) tá bonito, apesar da navegação pouquissimo intuitiva. De qualquer maneira, dá uma olhada malandro.

terça-feira, julho 31, 2001


Josey Wales, o fora-da-lei (The outlaw Josey Wales). Dirigido e protagonizado pelo tio Clint. Como em todos seus faroestes, o tema básico é a vingança: um pacato peregrino tem a família morta por um bando de desordeiros e se une a um bando de rebeldes durante a guerra civil americana. Seu personagem é novamente uma máquina de matar (outra marca registrada de seus faroestes), mas dessa vez tio Clint alterna uma atmosfera trágica e um protagonista obssessivo e desajustado com momentos de humor negro da melhor qualidade. Saiu em dvd na coleção Clint Eastwood. Nessa coleção também tem o Bronco Billy, que é uma comédia do ator/diretor/compositor/cantor que eu ainda não assisti. Aguardemos os próximos lançamentos.
Tem uma entrevista do carlão no NO, sobre sua ida ao UTI. O final é mais interessante, mas nada de extremamente novo pra quem já leu algumas de suas colunas no cineclick. O resto é só um relato das dores, cicatrizes e todo o terror característico de um hospital.
Da série "Não estamos passando dos limites?": Suicídio via web.

segunda-feira, julho 30, 2001

Pro povo bloggeiro que nao identificou o empregador misterioso no final do segundo volume das aventuras da liga extraordinaria (the league of extraordinary gentleman no original): o empregador nao e o Mycroft Holmes, irmao mais velho do Sherlock, e sim o arqui inimigo do mesmo, James Moriarty. Ou nao?

(Esse post esta sem acentos por motivo de forca maior.)

quinta-feira, julho 26, 2001

O dono de uma companhia que fornece guindastes e veículos longos aqui do Rio nomeou sua empresa "Carvalhão" e do dia pra noite transformou toda sua frota em um símbolo fálico.


Era uma vez no Oeste (C'era una volta il West), do Sergio Leone é o maior, o melhor, o mais perfeito faroeste espagueti já feito. Charles Bronson encarna o pistoleiro sem nome que deveria ter sido do Clint, que na época estava impossibilitado de pegar o papel. Mas não se desesperem, nem mesmo o Bronson consegue estragar o filme! No caminho da sua vingança ele encontra Claudia Cardinalle que também procura vingança pela morte de sua família e com Peter Fonda, em um papel inédito de vilão. A música do Ennio Morricone, que sempre foi forte nos filmes de Leone dessa vez se tornou mais importante ainda. Como sempre, cada personagem principal tem seu tema, mas em Era uma vez no Oeste a música foi composta antes do próprio filme, que mais tarde foi dirigido e editado para se encaixar nela milimetricamente. Mesmo com o diretor não conseguindo realizar algumas das idéias que tinha (como colocar o Eastwood no papel principal e reunir novamente o bom, o mau e o feio na belíssima seqüência de abertura) esse é o melhor faroeste do diretor e se tio clint fosse o protagonista provavelmente seria o melhor faroeste de toda a história.

quarta-feira, julho 25, 2001

A obsessão de faroestes está em sua reta final, mas não é por isso que vamos parar com as dicas de filmes que provavelmente não interessam nenhuma das 7 pessoas que acessam esse site. Aqui vão dois essenciais com o John Wayne, o brucutu mais importante do cinema americano.

Rio Vermelho (Red River), foi dirigido pelo Howard Hawks em 1948 e tem nos papéis principais o Wayne e o Montgomery Clift (seu primeiro filme). Um fazendeiro (Wayne) resolve levar 10 mil cabeças de gado por um percurso perigoso e infestado de índios, contando com a ajuda de dois amigos e mais uns capangas contratados. No caminho o Wayne pira na batatinha e começa a ficar obcecado com sua missão, colocando a vida de todos em perigo. Ótimo filme com os dois protagonistas dando um show. Sobre o Wayne, o John Ford disse que esse filme havia mostrado que "the sonuvabitch could act".

Rastros de ódio (The Searchers) saiu em 1956, dirigido por John Ford. Wayne volta a seu papel de brucutu maluco feito no filme de cima: dessa vez ele é um veterano de guerra que tem a família massacrada por índios e tem que encontrar sua sobrinha que foi a única sobrevivente, levada pelos comanche. Pra isso ele tem que se unir com seu meio-sobrinho meio-comanche (na verdade Martin Pawley pintado de vermelho), que tem que agüentar o ódio que seu meio-tio nutre por índios. E meio-índios. Pior ainda se for meio-comanche e meio-bunda mole como seu meio-sobrinho. Bom, no caminho o brucutu vai se tornando cada vez mais neurótico e selvagem até que o Pawley tem que botar um pouco de juízo na cabeça dele. Saiu em dvd a pouco tempo, com versão restaurada.

E essa foto aí em cima não é de nenhum dos dois filmes, e sim do bravura indômita que eu vi a muito tempo e não lembro pra indicar aqui. Atenção na boquinha.

terça-feira, julho 24, 2001

Filmes pra você pegar (ou não) no vídeo:

Cowboys do espaço (DVD)
Iiiiiiihaaa! Tio Clint volta pra lembrar que além de ser galã da terceira idade e um ator bom pra cacete também é um diretor de respeito. Quatro astronautas velhinhos tem que voltar a ativa pra consertar um satélite defeituoso. Filme belo e de alguma maneira triste sobre a velhice. Imperdível pra quem é fã e pra quem não é.

As Virgens suicidas (DVD)
Primeiro filme da filha do Coppola, com trilha sonora suave do air. Conta a histórias das irmãs Lisbon e seu trágido suicídio. Direitinho, nostálgico, um filme feito com amor. Se é que você me entende.

Garotos incríveis (DVD)
Esse é pra você não alugar. Chato, pelassaco e com forçações de barra bizarras no roteiro. O Tobey Homem Aranha Maguire está especialmente enervante. O único mérito do filme é mostrar um Michael Douglas com a idade que ele realmente tem. De resto, só serve pra provar que o único filme bom que o Curtis Hanson dirigiu na vida inteira foi o L.A. Confidential. Deve ter sido inspiração divina sei lá.



The Dark Knight Strikes Again tá chegando...

segunda-feira, julho 23, 2001

Reichenbach confirma: Wilson Grey é de fato o ator com a maior carreira cinematográfica do brasil, tendo no currículo 250 filmes.
De volta após suspeita de dengue e molho de 5 dias. Mas pode ficar calmo, ainda não foi dessa vez peregrino.

Sincronicidade bizarra de domingo: Os reis do iê-iê-iê no cinema e o tumor de Geoge Harrison nos noticiários.

terça-feira, julho 17, 2001

Finalmente, Juliana Fausto a Sra. Tiago Teixeira estréia seu Blog. Visite, bicho!
Eu sei que todo mundo já falou, mas... Fiat Blog!

segunda-feira, julho 16, 2001

Tentaram consertar a burrada e eis que surge o novo logotipo da globo.com:



Alguém anotou a placa do caminhão?
Dadá indica esse site com uma série de posters de filmes brasileiros. Entre eles, uns meio deslocados como "Brazil" do Terry Gillian e o "007 contra o foguete da morte".

sexta-feira, julho 13, 2001

Saiu o trailer do novo filme do aranhoso, que estréia em maio do ano que vem. Parece bom, mas como uma das poucas coisas que os americanos sabem fazer como ninguém são trailers de cinema, só nos resta esperar. O Sam Raimi tem uns filmes legaizinhos, tipo o Darkman que é o filme que usa melhor a estética história em quadrinhos que eu já vi. Vejemos, vejemos.
Já perceberam que com raras exceções (como o ótimo Toy Story) a maioria dos curtas e longas de animação feitos com computação gráfica se preocupam muito mais em exibir seus movimentos quase humanos e texturas quase reais do que em dizer qualquer coisa ? A técnica quase sempre vem antes do filme. É como se procurassem uma desculpa pra mostrar como esse tipo de coisa está avançada.

quinta-feira, julho 12, 2001

A guerra Gravadoras x Mp3 está por fora, a nova onda é a porradaria Artistas x Mp3. E ao contrário da primeira, essa não se realiza em coletivas de imprensa ou tribunais, dessa vez os artistas resolveram sujar as mãos e foram pro campo de batalha mesmo: A Web. O grupo americano chatinho Violente Femmes algum tempo atrás colocou online uma mp3 com o nome de um hit da banda. Quando você baixava o bichinho era agraciado com uma mensagem do vocalista da banda “Hey man, we are violent femmes, PLEASE DON’T DOWNLOAD OUR MUSIC (...)” . A dupla eletrônica e reis da coolness franceses Air foi mais perverso. Nas mp3s de seu ótimo último cd eles colocaram um presentinho para os pobres criminosos como nós. Você está lá amarradão ouvindo o 10,000 Hz Legend quando no meio da música acontece um fade bizarro por uns dois segundos e depois a música volta ao normal. Dá vontade de partir o cd com os dentes, na verdade só não o fiz por que meu plano de saúde não cobre tratamento odontológico. Nenhum problema com o aparelho de som, nem com o gravador de cd. Você vai na internet bufando e descobre que vários outros meliantes caíram no mesmo conto do vigário. Quem é o culpado pela traquinagem, a banda ou algum rapaz espirituoso da gravadora?

A troca de arquivos via web não tem volta, os artistas tem de se conscientizar disso. Acabou, já era, finito, arranjem meios alternativos de distribuição. As gravadoras estão mortas, viva o AG.

terça-feira, julho 10, 2001

Quer comprar uma revista em quadrinhos novinha e inédita do Batman? Não? Nem por 10 centavos?
Quem assistiu o Manhattan Connection domingo pode conferir a terrível verdade: O Arnaldo Jabor fala "salchicha".

segunda-feira, julho 09, 2001



Umas das coisas que eu nunca consegui entender é o ódio que meio mundo nutre contra a série animada Pokémon . Inclusive eu acredito piamente que 90% das pessoas que metem o pau no desenhinho nunca assistiram a um episódio do começo ao fim ou se assistiram não prestaram atenção. A verdade, peregrino, é que Pokémon talvez seja o desenho infantil mais bem bolado do fim dos anos 90 e dos início dos 2000.

Calma, calma! Não feche o browser ou escreva um hate mail! Deixe eu me explicar antes! Meus argumentos são variados, mas vamos por partes.

Pra quem nunca assistiu, Pokémon conta a história de um moleque chamado Ash que vive em um mundo aonde os animais são criaturas com poderes especiais e inteligentes, chamadas de Pokémons porque podem ser capturadas com uma engenhoca chamada Poke-bola que permite que sejam carregadas no bolso. Pra quem também não sabe Pokémon é o ingrish pra Poket Monsters, ok? Então o ponto de partida é esse, Ash, alguns amigos e seu Pokémon de estimação, um Pikachu viajam de cidade em cidade procurando mestres Pokémons que possam ensinar a Ash como treinar seus bichinhos.

A história é comum em obras japonesas: um protagonista extremamente jovem que tem que enfrentar as vicissitudes da vida e se tornar o melhor do seu meio. No caminho ele enfrenta provas terríveis, mas o que pra nós ocidentais pode parecer um absurdo de crueldade com um pirralho de 10 anos pros japas é completamente normal, esse tipo de coisa está entranhado no imaginário coletivo nipônico a anos.

Os episódios do desenho estão cheios de referências completamente surpreendentes. Já presenciei episódios que parodiam Casablanca ou mesmo um que brincava com os faroestes do Sergio Leone, inclusive com a participação de um personagem que tinha a cara e a voz áspera do Clint Eastwood, vestido com o poncho tradicional do “estranho sem nome”. Outro ponto que eu considero muito positivo é que o desenho nunca se leva muito a sério. Existem piadas completamente nonsense (como a gangue Yakuza de Pokémon s que faz parte do passado negro do Bulbassaur) e outras sacadinhas metalingüísticas interessantes. Em um episódio, por exemplo, o membro de um grupo inimigo pensa em uma tática nova para caputrar Pikachu e se pergunta, “Porque não usamos isso logo no princípio?”. A resposta que recebe de seu companheiro de equipe é algo como “Seu imbecil! O episódio tem meia hora, temos que enrolar um pouco!”

Artisticamente Pokémon também não deixa nada a desejar. Todos os personagens são desenhados com cuidado, a animação é nos trinques e os bichinhos são desenhados no melhor estilo kawaii japonês, que é o nome desse modo de desenho “bunitinho” que todo mundo conhece. Faço uma pausa para uma citação de Walbercy Ribas, diretor do desenho “Grilo Feliz” que é um longa de animação brasileiro em vias de ser lançado. Ainda não vi, mas parece emular qualquer coisa produzida pela Disney.

“— A TV exibe desenhos com absoluta falta de qualidade. “Pokémon” é banal, com cenários pobres e poucos movimentos. Não há como competir com a China, lá a mão-de-obra é baratíssima.”

Pokémon é um desenho produzido no japão, mas vamos ignorar isso. Banal não é, de jeito maneira. Economia de celulóide acontece várias vezes em quase todos os desenhos japoneses feitos para a tv, eu particulamente não me importo com isso o resultado final sempre me parece bastante agradável. Nada que possa se comparar a economia dos desenhos da Hanna Barbera dos anos 60, aonde um personagem SEMPRE aparecia no mesmo ângulo e só mexia a boca. Mesmo porque essa economia nos desenhos japoneses acontecem com a utilização de desenhos estáticos para representar cenas que tomariam muito tempo, como multidões e coisas do tipo. Não me incomoda mesmo e ainda podem se defender dizendo que é apenas um estilinho. E os movimentos não são pobres, muito pelo contrário. Esse doente nunca assistiu o desenho, pode apostar peregrino.

E agora o aspecto mais perverso mas não menos genial: O Marketing. Pokémon é o produto perfeito. O pior pesadelo dos pais incautos. Desde a identidade visual muito bem trabalhada até o desenho de cada monstrinho tudo é feito de maneira a ser vendido da melhor maneira possível. Você pode colocar Pokémons em qualquer lugar, lancheiras, mclanches, videogames (o desenho nasceu de um), tudo pode ser adaptado a marca. O aspecto colecionável dos 500 bichinhos é levado aos extremos. Como, por exemplo, fazer a criança decorar o nome de cada um deles? Simples: Pokémons só conseguem falar seu próprio nome, repetindo ele pelo menos umas 50 vezes por episódio, cada espécie com sua própria língua baseada na pronuncia repetida de uma única palavra com entonações diferentes. É por isso que eu fico feliz por cada centavos que eles ganham. Os japas merecem, mandaram muito bem.

Pra finalizar: Qualquer desenho que provoque ataques epiléticos em criancinhas de idade pré-escolar merece todo meu respeito.
Tudo que é bom, dura pouco. Surreal isso.

sexta-feira, julho 06, 2001

Meu gato te odeia.

quinta-feira, julho 05, 2001

quarta-feira, julho 04, 2001




Filmaço o Atlantis da Disney. Apesar das milhares de críticas contra o bichinho eu achei bem legal, divertido, extremamente bem produzido, e com poucos furos no roteiro, ao contrário do que tinha ouvido. E muito melhor que o Shrek, que é um filmeco cheio de figurantes que se movem como playmobils, indeciso ser uma paródia a Disney ou uma emulação da Disney e com uma "moral da história" muito duvidosa, senão facista. O Atlantis, como o próprio diretor do filme disse, ele é uma volta aos filmes que a Disney produzia nos anos 70, aventuras destinadas aos adolescentes de 13, 14 anos, um tipo de filme que não se vê por aí, já que o gênero "aventura" foi infelizmente fagocitado pelo "ação". Isso significa: Menos humor, nenhum número musical ou "moral da história" e cenas de ação dignas dos saudosos Indiana Jones.

Pra quem não sabe o desenho de produção foi realizado pelo Mike Mignola, quadrinhista conhecido pelo seu trabalho no Hellboy, aonde também era dublê de escritor. O resultado é um traço que não é nem 100% Disney nem 100% Mignola, um híbrido extremamente simplificado e quadradão, refrescante dentro do estilo da companhia. Os mecanismos e veículos do filme seguem a risca a estética do steampunk, que também é refrescante na telona e se não me falha a memória só tinha sido utilizada por Terry Gillian em alguns de seus filmes.

Agora, sobre o plágio de que a comunidade nerd internetica está acusando a Disney: Pra começar o roteiro não tem absolutamente nada a ver com o anime. Absolutamente. Essa matéria do newgrounds força a barra várias vezes, que tal dar uma olhadinha aqui e ver como que a história do segundo se desenrola? O desenho dos personagens secundários realmente é parecido com o primo nipônico, mas resta saber se a culpa é da Disney ou do Mike Mignola. Acredito que tenha rolado uma... aham... inspiração aí sim, já que os desenhos são realmente muito parecidos. Processo neles. Pra finalizar: A lenda de Atlantis existe a pelo menos 2000 anos e o Duas mil léguas submarinas a mais de um século. E os dois são essencialmente ocidentais. Seria mais correto acusar os japinhas de terem nos copiado do que o contrário. De qualquer maneira isso reduz em nada o mérito do desenho.

E esse é um ponto interessante. É comum acusarem o ocidente de copiar técnicas de animação e até mesmo estilísticas do Japão, mas ninguém se lembra de quanto que os animes já copiaram o ocidente, em seus temas, seus roteiros, seus clichês e tudo mais. E falando sério aqui, quem inventou o longa metragem animado foi a Disney, ou seja, o ocidente.

Não que eu seja contra os animes, adoro animes. Só não entendo a razão de endeusar esse gênero sem enxergar suas falhas, assim como o os desenhos ocidentais que são cheios de erros, mas cheios de acertos também. E pra finalizar, quando eu vou ver um desenho da Disney eu não estou esperando um mar de sangue, questionamentos metafísicos, sociais ou morais, eu estou esperando um desenho da Disney, com seus finais felizes, produção e direção de arte impecáveis, comic reliefs e tudo mais. Se eu não tivesse esperando isso ia assistir Evangelion, Cowboy Bebop ou qualquer um do Katsuhiro Otomo. Cada macaco no seu galho, peregrino.

segunda-feira, julho 02, 2001

Participem da nova campanha IBlog do Nicholas! Inscreva-se já!

sexta-feira, junho 29, 2001

Da série: Papo daquele velho chato e bêbado no fundo do ônibus:

Só mesmo um povo que não lutou pela sua independência, não lutou pela abolição da escravatura, não lutou por seu território, não lutou nem nunca vai lutar por porra nenhuma pode acordar de manhã e ler a manchete "STF APROVA CORTES E SOBRETAXAS" sacudir os ombros e continuar com a vida como se nada tivesse acontecido. Esse mesmo povo agora acha que a crise energética tem orgiem divina, diz que devia ter votado no Lula na última eleição e dá 50% de aprovação pro candidato mas na hora do vamos ver vai eleger o Ciro Gomes que é inofensivo, limpinho e tem uma namorada global. E tudo vai continuar como sempre. Sempre.

quinta-feira, junho 28, 2001



E lá se vai Jack Lemmon... Porra, se tinha que morrer um ator com nome de comida porque não foi o Kevin Bacon ?

quarta-feira, junho 27, 2001



Pensou que estava livre, Peregrino? Não mesmo:

Quando explode a vingança (A fistfull of dynamite) : Dirigido pelo Sergio Leone e estrelado pelo James Cogburn. No México revolucionário do começo do século bandoleiro se une a ex-dinamitador do IRA para lutar pela liberdade do país. Tem seus momentos engraçados, mas o problema é que em algumas horas o filme perde a linha na panfletagem, fica meio irritante às vezes. De qualquer maneira o James Cogburn é um cara simpático que compensa a falta de carisma do Rod Steiger. Até a trilha do Morricone é meio esquisitona. Mas diverte, de qualquer maneira.

O Cavaleiro Solitário (Pale Rider) : Clint Eastwood Dirige e estrela esse aqui. Se no Estranho sem Nome uma cidade em perigo recebia uma ajuda do quintos dos infernos, dessa vez o vingador misterioso vem do céu para ajudar sua antiga família e uma comunidade de mineiros. Desnecessário dizer que Tio Clint é o rei do velho oeste: o cara é o bicho. É ótimo como ator E como diretor, ainda mais quando seus personagens são máquinas de matar, como nesse filme aqui. Dá-lhe Eastwooood!

Os Imperdoáveis (Unforgiven) : Esse aqui você conhece, certo? Quatro Oscars a quase dez anos atrás, incluindo o de melhor filme. Ex-pistoleiro psicótico aposentado volta a ativa pra arrumar um dinheiro para sustentar os filhos, contando com a ajuda do Morgan Freeman. Eu tinha visto na época do lançamento e revi essa semana, é um filminho impecável e talvez o faroeste definitivo do tio Clint (que pra quem não lembra protagoniza e dirige). O velho oeste nunca foi tão amargo. Melhor frase: “Deserve’s got nothing to do with it.". E o Boechat lembra: esse filme é dedicado a Sergio Leone.
Finalmente encontrei o carro dos meus sonhos. Super útil em engarrafamentos.

terça-feira, junho 26, 2001




Boechat, com uns vídeos imperdíveis dos trapalhões. Podem chorar do filme do Lupa, eu finjo que não estou olhando. E se quiser mais, pega aqui.

Pensamendo aleatório: Seria o Dedé o Zeppo dos trapalhões? Tipo, aquele membro que podia sumir e ninguem ia sentir falta?
Não gostei do Shrek, na boa. É um filme feito pra crianças que estão naquela fase aonde pum, xixi e coco são as coisas mais engraçadas do planeta. Existem algumas piadas inteligentes, mas elas são pouco exploradas e algumas (como a piada com matrix) um tanto óbvias. Outra: o filme se gaba o tempo inteiro de ser anti-Disney, com seu vilão inspirado no homem forte da empresa e seu reino igual ao Magic Kingdom, e ironiza as musiquinhas temas características dos desenhos da mesma de cinco em cinco minutos. Só que eles também usam as musiquinhas tema, só trocando as melodias neo-broadway da Disney por bandinhas-punk-rock-adolescentes americanas. Só gostaria muito que alguém me explicasse por que existe uma música do John Cale na trilha. Mais deslocado impossível.

Também, não se podia esperar muito da Dreamworks depois de "O Principe do Egito". Esperem até sexta e assistam Atlantis, que é uma cópia de um anime mas deve ser muito mais divertido. E bem feito, porque Shrek é muito, mas muito mal-feitinho.
Tem um programinha no Multishow, Ensaio Geral, que pega um artista e vai esmiucando seu passado, mostrando imagens de arquivo e entrevistando pessoas relacionadas. Pois bem, ontem assisti um que falava dos mutantes e cheguei a conclusão de que o Arnaldo Batista foi o único membro que continuou fazendo música boa depois que a banda acabou. Rita Lee virou aquilo que todo mundo conhece e o Sérgio Dias virou um troço meio esquisito com um trabalho chatinho pacas, meio politizado com um ranço hippie. Arnaldo continuou genial, seus discos solo podem provar isso. O problema é que o cara resolveu se atirar do alto de um edifício e cair de cabeça no chão. Não morreu, mas perdeu massa encefálica e o diabo. Hoje ele está meio lesado, e foi muito triste ouvir ele dando uma entrevista de poucos segundos antes da apresentação com o Sean Lennon no último Free Jazz. O rapaz está visívelmente devagar, com uma voz assustadora de criança, falando como um moleque. E quem pode conferir o show antológico dos dois no MAM pode verificar como o Arnaldo não consegue nem cantar Panis et Circenses direito. É peregrino, a vida é muito injusta.

sexta-feira, junho 22, 2001

Poucos posts? Mea culpa. Rola um desânimo e uma falta de coisas pra falar aqui. Por que se alguém ainda não entendeu o rumo que esse blog tomou eu explico: Não é um diário, não é uma espécie de catarse para o ódio acumulado em meu coraçãozinho diariamente, é um site de indicação. Tudo que eu acho interessante de alguma maneira é citado aqui, pra ver se alguém também acha legal ou não. Sacou, peregrino? Pra quem é novo, dando uma olhada na coluna da esquerda, no item "sob investigação", você pode ter uma idéia do que eu vou falar por aqui nos próximos dias... no momento é faroeste, mas em breve mudaremos de assunto, ok? Mais por falta de material, estou penando pra encontrar alguns faroestes que eu adoraria assistir nas locadoras do rio de janeiro, ficar esperando pela boa vontade dos canais de tv a cabo é um problema.
Esse site saiu nesse site de design brasileiro aqui.

quarta-feira, junho 20, 2001

Sonho de consumo do momento: Poncho igual ao do estranho sem nome do Clint Eastwood. Nessa foto aí ele jogou por cima do ombro, mas dá pra ter uma noção.

terça-feira, junho 19, 2001




Mais alguns faroestes, peregrino:

Por um punhado de dólares (Per un pugno di dollari) : Primeiro filme da trilogia de Sergio Leone com Clint Eastwood. O estranho sem nome de Eastwood chega a uma pequena cidade aterrorizada por uma rixa entre duas façcões criminosas. Ele então resolve ganhar uns trocados e de quebra salvar os pobres moradores criando um conflito entre os bandidões. Claramente inspirado em Yojimbo, do Akira Kurosawa (que por sua vez foi inspirado no livro Safra Vermelha / Red Harvest" do Dashiel Hammet que tinha uma história idêntica, contando inclusive com o Continental Op como o estranho sem nome. Alias, tio Kurosawa negou até o fim a inspiração) o filme tem cenas e diálogos inteiros idênticos ao primeiro filme. Muito Divertido, música já clássica que prepara o terreno para Ennio Morricone, belas cenas, roteiro amarradinho e Clint Eastwood é sempre o Clint Eastwood.

Por mais um punhado de dólares (Per qualche dollaro in più) : Segundo filme da trilogia do estranho sem nome. Dessa vez ele persegue um criminoso mau como o pica-pau com uma alta recompensa pela sua cabeça. O problema é que o Lee Van Cleef também tem a mesma idéia. Mais bem-humorado que o primeiro, com a participação do Klaus Kinsky como o corcunda do bando criminoso. Tem um ou dois momentos geniais, como quando Eastwood tenta expulsar Van Cleef da cidade ou o duelo final entre Cleef e Indio. Antenção vocês que pretendem assistir os filmes: O personagem de Cleef nesse filme não é o "Mau" do último, apesar do ator ser o mesmo, beleza?

O homem que matou o facínora (The Man Who Shot Liberty Valance) : Indo em uma direção completamente diferente dos faroestes italianos do Leone, esse aqui é um filme com uma atmosfera diferente, bem melancólico. James Stewart, homem culto de cidade chega a uma pequena vila aonde encontra John Wayne, cabóizão grosseiro e se apaixona pela sua namorada Vera Miles. Rola um choque cidade grande x velho oeste, óbvio. Stewart e Wayne fazem seus papéis clássicos: O primeiro é o americano simpático e honesto e o segundo o brucutu de bom coração. Um dos melhores filmes do John Ford que eu já vi, e um dos melhores faroestes também. Passa no TC Clássico, presta atenção peregrino! Aliás, o "peregrino" vem do personagem do John Wayne nesse filme.
Lá por volta dos anos 20, o melhor escritor americano de terror (junto com Poe) H.P.Lovecraft inventou um livro chamado necronomicon, parte de seu fantástico mito de Chuthulu. Hoje, se você procurar por aí, pode achar o livrinho pra vender por aí, inclusive escrito pelo autor que o escritor também inventou, Abdul Al-Hazred. Moral da história: Tem idiota pra tudo.

quarta-feira, junho 13, 2001

Da série comerciais sem imaginação:
No novo comercial da close-up vermelha, quando o playba entra na festa, o "tubo" por qual ele passa é chupado do filme dos X-men, da entrada da cela de plástico aonde prendem o Magneto. Exatamente igual, só pra constar.

segunda-feira, junho 11, 2001

Esse blogger também saiu na reportagem (no vídeo) do hiperdia. Não tem link, entra lá e procura "blog". Quem passou foi o cumpadi CalvinOne.
O Daniel voltou, dessa vez azul, olha lá peregrino.
A peça de humor involuntário mais impressionante dá semana é o comercial do PSDB aonde eles dizem que a situação vergonhosa do país é culpa da oposição, que faz torcida contra. O grande problema do governo FHC é o mau olhado. Nem o Bozo faria melhor.

Só não é mais engraçado mesmo por que saiu do seu bolso e ainda menos por que o objetivo da campanha é perverso. E tem neguinho que vai cair nessa, o que é ainda mais triste.

quinta-feira, junho 07, 2001

Aê, quem descobriu o plágio do discurso do ACM foi o Sérgio Catarrento, que não está levando crédito nenhum pelo trabalho. Divulguem! A parada vai pra capa do Globo e o Sérgio nem é mencionado.
Entrevista com Frank MIller naCBR, tem alguns meses mas é bem boa. Fala sobre o novo "Cavaleiro das trevas" e sobre o papel do herói nas hqs de hoje em dia.



Eu não comprava uma revista dos X-men a muito tempo, por motivos óbvios. Desde que o Claremont parou de escrever eu pulei fora, e quando ele voltou eu achei o trabalho bem fraquinho, uma releitura besta do que ele já tinha feito antes, e acabei só lendo uma revista. Pois bem.

O Grant Morrison agora é o escritor regular da série, e eu como bom fã fui comprar a hq. Peregrino, deixe eu te dizer uma coisa: Tá bom pra caceta. Tão bom quanto o Claremont, no mínimo. Não existe nenhum resquício de Invisibles, Marvel Boy ou da Liga da Justiça, o cara fez uma coisa completamente nova e refrescante com os personagens. Os diálogos estão ótimos (e verossímeis), toda a narrativa se desenvolve fácil. Os X-men nunca pareceram tão reais.

Morrison tinha anunciado que ia tentar fazer com que a revista se parecece mais com uma história de ficção científica do que com uma de super-heróis. E conseguiu belamente. Lá se foram os uniformes (incluindo uma explicação plausível para sua utilização até então e para seu abandono), lá se foram as pernas quilométricas, os seios gigantes e os homens anabolizados, cortesia do desenhista Frank Quaterly que se encaixa como uma luva: os pupilos do senhor Xavier parecem pessoas normais e, talvez mais importante, aparentem a idade que teoricamente teriam.

Das duas uma: Ou o público vai adorar e talvez o título marque uma reviravolta nos quadrinhos de super-heróis do início desse milênio ou então ele não dura até o fim do primeiro arco de histórias. O que é bem provavel. Por via das dúvidas, leiam logo antes que defenestrem o pobre do Morrison. Ou não.

quarta-feira, junho 06, 2001

Sérgio Catarrento descobriu a surpreendente verdade por trás do discurso do ACM.
Esse blog também saiu no O Dia de hoje.

terça-feira, junho 05, 2001

O Estranho sem nome (High Plains Drifter): Segundo filme do Clint Eastwood como diretor, considerado um velho oeste cult hoje em dia. Um estranho (dã) sem nome (dãããã) chega a uma pequena cidade e acaba sendo contratado para defender os patéticos moradores contra um bando de criminosos que estão voltando para se vingar. No decorrer da coisa, tio Clint vai humilhando e ridicularizando todos os moradores, mostrando como a cidade é hipócrita e covarde. O filme inteiro tem um clima desconfortante que é sublinhado pela trilha sonora assustadora e pelos flashbacks aterrorizantes. Bonzão.

Meu nome é Tonho: Faroeste brasileiro por Ozualdo Candeias ambientado no sul do país, com vários grileiros maus como o pica-pau. Bando de criminosos aterroriza região até que pisam no calo de um estranho chamado Tonho, que deixa todo mundo pianinho. Sucinto e com uma linda fotografia, cheio de risadas apavorantes. A cena final é especialmente boa pra caceta.

Três homens em conflito (Il Buono, il brutto, il cattivo): Último faroeste da trilogia de Sergio Leone com Clint Eastwood (antes tem "Por um punhado de dólares" e "Por mais um punhado de dólares"). Em um oeste sujo e sem honra três homens disputam um tesouro enterrado. Música fantástica de Ennio Morricone e ótima fotografia também. O ator que faz o feio, Eli Wallach, rouba a cena várias vezes. Essencial do Faroeste à italiana.

segunda-feira, junho 04, 2001

Pensando bem, eu vi agora o trailer do memento e não gostei muito não. O site é melhor. Sei lá, bicho.
Esse blogger saiu no Estadão. Ninguém tem a versão impressa pra escanear pra mim não?
Hm, a atmosfera desse filme e o site lembram muito o estrada perdida, filme do Davi Lins que tinha um site genial. Pena que ficou pouco tempo online.
Where weblogs do to die. Esse aqui vai bem, obrigado.
Quer saber? Apresento o Jujuba Preta.

sexta-feira, junho 01, 2001

Juju descobriu um poeminha em francês. Sou fã desse autor.