quarta-feira, janeiro 09, 2002

O Anel do Tolkien - Parte III

Agora darei meus argumentos para tentar provar porque 'O Senhor dos Anéis' foi a bomba do ano passado.

Os fãs
Em primeiro lugar, vamos deixar uma coisa clara: Não discuto esse filme com nenhum fã inveterado de Tolkien. Estou discutindo esse filme como obra individual, não como adaptação. Até mesmo porque um fã não tem o que reclamar, o plot básico foi mantido, as caracterizações dos personagens estão convincentes, os cenários também e eu acho que esses seriam os elementos importantes para a grande maioria de fãs do escritor. Mas como já disse estou discutindo o filme como filme.

O livro
Quem me conhece sabe que eu não gosto do Tolkien. Não gosto de seus livros, acho tudo muito chato. Apesar disso não estou sendo implicante nessas minhas impressões, fui ver o filme com a maior boa vontade, sério. Qual nao foi minha decepção quando descobri que o rapaz funcionava ainda pior na tela do que no papel.

O Roteiro
Nesse ponto o filme provavelmente sofre do mesmo mal que Harry Potter: A legião ensandecida de fãs. Essa legião iria entrar em pânico e mui provavelmente boicotar o filme se mudanças menores fossem feitas no roteiro. O resultado é grande e desengonçado, cheio de 'gorduras' e de pulos enormes no tempo da ação, com dialogos repetivivos e redundantes. 'Eu tenho que resistir ao poder do anel', 'O anel é mal, cuidado.', 'Resista ao poder maligno do anel.', 'Resista ao anel', 'Resista ao poder do anel', 'Não seja corrompido pelo poder maligno do anel, resista!'. Joguem logo o anel de volta no rio e parem de torrar meu saco.


Os Close-ups
Outra coisa que me irritou bastante foram os closes. A direção parece seguir a cartilha da Rede Globo para direção de folhetins diários. Todas as cenas eram closes, provavelmente pra disfarçar o tamanho dos hobbits. O resultado é uma atmosfera claustrofóbica e um conhecimento intímo de todos os poros da cara do Ian McKellen e da falta de poros maquiados do Elijah Wood. Sem contar que o close perde qualquer efeito dramático, se tornando um lugar-comum.

O problema dos Hobbits
A existência no filme de seres que deveriam ter a metade do tamanho de uma pessoa normal sem verba para criar o corpo da criatura sempre com cgis leva a uma série de ângulos malucos pra posicionar sempre os Hobbits no fundo do campo e deixar os outros personagens na frente. Irrita bastante a longo prazo.

Os Travelings
Um traveling é quando a câmera vem voando fazendo 'fuish' e dá uma volta pra mostrar toda a paisagem. Tudo que não é um close é um traveling nesse filme. Talvez pra torna-lo um 'épico'. Paisagens bonitas não fazem um épico, definitivamente.


As cenas de ação
Entre os vários outros elementos que me faziam lembrar o tempo inteiro da obra prima do Monty Python, as cenas de ação foram as mais parecidas. Todas elas são uma confusão só, com a câmera pulando e correndo, deixando você completamente sem noção do que está realmente acontecendo. Enquanto no Cálice sagrado elas funcionavam por serem toscas, no 'Senhor dos anéis' elas não funcionam exatamente por causa disso. Os orcs nunca apareciam direito, tem neguinho dizendo que elas foram filmadas assim pra disfarçar a maquiagem dos bichos. Eu não sei, mas o fato é que elas são enervantes.

Titanic na terra-média
A trilha sonora consegue ser a coisa mais irritante desde o blockbuster de James Cameron. E ela simplesmente não para durante o filme inteiro, com direito até mesmo a créditos embalados pela Enya. Fala sério. Talvez seja a tentativa de fazer o épico de novo.

A Banalização do Fantástico
Tudo é tão fantástico e irreal desde o primeiro minuto de filme que todos os monstros e aventuras da sociedade do anal, opa, anel só te dão sono. Ah, um demônio gigante? Beleza. Um exército de orcs? Tranquilo. Águia do tamanho de um elefante que leva o Gandalf nas costas? Ok. Nada surpreende, tudo é completamente apagado, sem drama.


Cafonice
Entramos em um ponto mais pessoal da minha crítica, mas é uma coisa que eu não posso deixar de apontar. O filme inteiro, dos pés a cabeça e englobando direção, cenários, letreiros de abertura, conceito é de uma cafonice tremenda. Brega, brega, brega.

O Bem vence o mal, espanta o temporal
Eu juro que nunca vi uma luta de bem x mal tão maniqueísta assim. O mau é mau porque nasceu assim, o bom idem. Parece desenho do He-man, sem espaço para nenhuma discussão. Culpa do livro? Não me interessa, está no filme do mesmo jeito. E eu disse que ia discutir o filme.

E aqui termino meus comentários sobre essa obra claramente superestimada. Mande as ameaças de morte para info@tiagoteixeira.com.br ou use o formulário ao lado. Agradeço a paciência de quem acompanhou, obrigado peregrinos.

terça-feira, janeiro 08, 2002

O Anel do Tolkien - Parte II

Ontem falamos sobre os heróis, hoje enfocaremos os vilões da fita:


O Um Anel
Nenhum erro de digitação aqui, a arma definitiva do filme é chamada de 'um anel' mesmo. Seu poder corrompe a gramática inclusive. Esse anel é plágio de um mito platônico sobre o anel de Giges. Giges encontra um anel que o faz invisível e aos poucos o corrompe. Esse aí deve ser neto desse primeiro, que provavelmente se chamava 'zero anel' ou 'meio anel', quem vai saber? Toda a Terra-média quer o anel de Frodo, de qualquer jeito. Devem ser aqueles pés peludos chamosos.


Sauron
Antes de morrer era uma figura imponente e poderosa que podia arremessar seus adversários como o Asterix. Depois de morto se manifesta na forma de uma vagina flamejante enorme que assusta mortalmente todos que põe os olhos sobre ele, dizendo "Venha para mim Frodo, veeeem...".


Saruman
Não, não é o Sauronman mas é quase. Ele é o mestre de Obi-wan, ops, Gandalf, que é corrompido pelo lado negro, ops, Sauron. Cria uma estrela da morte, ops, fortaleza para ele e planeja dominar o mundo. Como você pode perceber os magos mais poderosos são apresentados aos pentes, shampoos e ao sabão em pó.


O Troll das Cavernas
O Troll é uma das criaturas que os heróis enfrentam no filme, grande e poderosa. Apesar de burra como uma porta ela consegue pregar até algumas peças na mente brilhante do Frodo. Esse monstro horroroso e destruidor serve pra mostrar como a sociedade do anel é um poço de incompetência quase sendo destruida por um bicho que o Harry Potter matou com uma varinha de condão no nariz.


O meio-orc
Mau como o pica-pau, é uma cruza mágica entre os orcs e os humanos, sendo o único personagem negro do filme, com rastafaris inclusive. Pra piorar a situação o raparigo se pinta como um aborígene. Como o filme é completamente assexuado (sem contar a temática gay que permeia toda a película, porque na realidade ninguém come ninguém.) o bicho nasce de um buraco no chão.


Balrog
Monstro flamejante que é morto de forma inteligentíssima por Gandalf, que corre até o meio de uma ponte que provavelmente já iria se partir com o peso do monstro. Também é conhecido por lutar no Street Fighter.

Amanhã, na última parte desse texto, analisaremos o filme em si.

segunda-feira, janeiro 07, 2002

O Anel do Tolkien. - Parte I

E agora o momento que todos vocês esperavam: Minhas impressões (*) sobre O Senhor dos Anéis:

* - Quando eu digo minhas impressões quero dizer minhas impressões. Logo, todas as impressões que você lerão aqui serão minhas e vocês não lerão nenhuma impressão que não seja minha. Entenderam, seu bando de pelassacos que ficam me acusando de não colocar um 'eu acho que...' antes de cada linha que eu escrevo aqui? Se está escrito no meu site PESSOAL se subentende que são opiniões PESSOAIS e não verdades absolutas. Tendo dito isso, prossigo com meu comentário definitivo sobre o filme de Peter Jackson. E passar bem.



Como todos devem saber o filme 'O Senhor dos Anéis' é uma adaptação do clássico nerd com o mesmo nome para a tela grande. O livro em questão deu origem ao tipo de cenário mais conhecido nos jogos de RPG, o mundo de fantasia, que é uma espécie de idade média limpa onde seres mitológicos aboiolados realmente existem. A história trata da trajetória da Sociedade do Anel, grupo formado para destruir o anel do Frodo, que poderia dar ao Darth Vader o poder de controlar o mundo. Primeiro, vamos examinar os heróis do filme, para situar melhor os leitores.


Frodo
Frodo Bolseiro pertence a uma raça chamada Hobbits, que são conhecidas pro terem tamanhos variáveis (de acordo com a verba pros CGIs), pés peludos de unhas encravadas e uma tendência homosexual latente. A maioria se parece com anões de verdade, desses que você vê por aí, menos os personagens principais que são produzidos com efeitos especiais e angulos de câmeras bizarros. Parte para a aventura acompanhado de seu grande amor Sam, que depois de uma tentativa frustada de esquecer Frodo correndo atrás de uma Hobita no começo do filme decide aceitar o amor por seu companheiro.


Gandalf
Um mago poderosíssimo, com grande habilidade para produzir fogos de artifícios e o fantástico dom de acender a ponta de seu cetro como uma lanterna. Apesar disso tudo ele ainda não descobriu as capacidades peculiares de um pente ou do Omo dupla ação que o transformaria de Gandalf, o cinza para Gandalf o branco muito mais rápido. Gandalf tem uma atração especial por criaturinhas como Hobbits e apesar de seu poderio mágico fantástico ele se borra de medo na hora de tomar qualquer decisão, deixando que o Frodo faça as escolhas. Adora uma erva e chás de cogumelos Hobbits.


Aragorn
Filho de um herói mítico, Aragorn é o nobre do grupo. Aragorn também é o único personagem que se sente atraído por uma mulher, mesmo que ela seja de outra espécie. Provavelmente vão ter filhos deformados, mas e daí? Mas lembrem que mesmo assim o personagem com mais testosterona do grupo ainda sente uma quedinha pelo seu amigo Borimir e quase tasca um beijo molhado naquela boca cheia de barba nos seus últimos instantes de vida.


Boromir
É o Borra-botas do grupo. Fica o tempo inteiro tentando arrumar uma saída mais fácil e tem uma quedinha pelo Aragorn. Também se sente atraído pela carinha de bebê do Frodo, querendo possuir o anel dele de qualquer jeito.


Gimli
Herói destemido, pertence a raça dos anões, que são chamados de anões mesmo tentdo apenas uns vinte centímetros a menos que qualquer humano adulto. Carrega um machado (que os anões usam para cortar as árvores das cavernas aonde vivem) e adora um bom churrasco (provavelmente de minhoca, que deve ser o único bicho que mora lá com eles).


Legolas
Como todo elfo, Legolas é uma pessoa meiga, sensível e delicada. Faz escova no cabelo, anda sempre alinhado e tem um estoque infinito de flechas, todas pintadas de forma bem linda. Elfos são imortais, não sendo afetados pelo passar dos anos. Já que eles só conseguem se preocupar com o anel dos outros, não existe uma superpopulação da espécie.


Arwen
É uma elfa também, e tem que andar com o cabelo atrás das orelhas de spock pra deixar isso bem claro. Só aparece dois minutos de filme, e olha que tiveram que aumentar a participação dela em relação ao livro hein. É apaixonada por Aragorn e provavelmente vai ter problemas em casa por causa do amor interracial. Pode provocar uma troma d'agua, sendo muito mais útil que o Gandalf, por exemplo. Não seguiu com a sociedade porque estava ocupada fazendo as unhas.


Galadriel
Grande bruxa élfica, vive em um clipe da Enya cercadas de drag queens por todos os lados. Com claras tendências pedófilas, tenta aliciar o Frodo, mas ele está tão concetrado em proteger seu anel de tudo e de todos que nem dá bola. Assim como Arwen, tem uns dois minutos de texto no filme.


Bilbo
É o tio de Frodo, que encontrou o anel pela primeira vez, e se tornou obsecado. Só falava de seu anel dia e noite e não conseguia tirar a mão dele. Mas quando de fato resolve enfiar o dedo no seu anel, traz a ira de Sauron para sua pequena vila. Como aparentemente a técnica antiga chamada 'sutiliza' não existe mais no cinema, Bilbo tem que se deformar toda vez que fala do anel, ficando com olhos e dentes monstruosos.

Esses são nossos heróis. Amanhã falaremos sobre os vilões da película.

sexta-feira, janeiro 04, 2002

Acha que andar de avião hoje em dia está cada vez mais perigoso? Se una ao armedpassengers.com!

quinta-feira, janeiro 03, 2002

Os filmes das minhas férias de 4 dias:



A Pixar hoje em dia é a única firma que consegue fazer filmes realmente bons com computação gráfica. Shrek é um troço horrível e facista (tem um post sobre o assunto aqui). Sem contar a animação podrona. Final Fantasy... ah, façam-me o favor... Munido de uma experiência muito boa com os dois Toy Storys e alguns curtas desse pessoal fui assistir o Monstros S.A. e não me decepcionei.



Um dia quando eu estiver um velho acabado e decrépito (provavelmente ano que vem) eu vou poder contar pros meus netos que assisti o Apocalypse Now Redux no Odeon, com cortininha e gongo pra anunciar a sessão. Me sinto honrado, bicho, do fundo do coração. Ótimo filme, no melhor cinema do Rio. Levem umas fraldas geriatricas tá, o bichinho tem 3h40m. E vão correndo, porque já é um milagre esse filme não ter ido direto pro vídeo e muito provavelmente é a última vez que ele rola pela tela grande.



'Eu como arame farpado, mijo napalm e posso acertar um tiro no rabo de uma mosca a 300 metros de distância.'

É assim que o singelo personagem de Clint Eastwood se apresenta nos primeiros minutos de Heartbreak Ridge (ou se prefirir 'O Destemido Senhor da Guerra'), já deu pra sacar o jeito meigo da criatura não é? O ator-diretor-cantor-compositor-piloto de helicóptero-ex-prefeito é tão carismático, mas tão carismático que se ele só ficasse dando respostas engraçadinhas e grosseiras, hostilizando soldados rasos e enchendo neguinho de porrada pelas duas horas da fita já daria um filme muito divertido. Peguem no vídeo.

quarta-feira, janeiro 02, 2002

Lord of the Ringos!

segunda-feira, dezembro 24, 2001

De férias, peregrino, volta lá pelo dia dois...

quarta-feira, dezembro 19, 2001

Já aconteceram duas sessões de pré-estréia do Senhor dos Anéis: Uma no Rio e outra em São Paulo. Adivinha em qual o público foi vestido a caráter?

Apesar de não gostar do livro, estou botando fé nesse filme. O diretor tem um histórico bom ('Almas gêmeas' e 'Fome Animal'), esperemos...

terça-feira, dezembro 18, 2001

Ae, tem trailer novo do aranhoso na área. Clica aqui. Interessante é que ele usa uma das músicas instrumentais do Matrix. E isso é prática comum em trailers, vai ver que eles não pagam direitos autorais já que o filme é da mesma produtora. E esse Toby Maguire é meio canastra, né não?
Se você for comprar algum dvd, não compre na DVD world. Se ele vier com defeito por exemplo, eles não se dignificam a responder seus mails ou atender telefonemas.
Só pra constar: Silvo Santos é rei.

quinta-feira, dezembro 13, 2001

Depois do fiasco do Ginger, é lançado um meio de transporte revolucionário de verdade. Conheça Megway!

terça-feira, dezembro 11, 2001

Dirty Harry Potter. O Dapieve tem seus momentos.



Belo filme o Hedwig hein? Tudo muito maneiro, até as músicas que são um Frankenstein de Lou, Bowie e Iggy. Viva o Roque!

segunda-feira, dezembro 10, 2001

If I was an Autobot, I'd be:

Click to see what Autobot you could be!
Opa, cidade submersa pintando na área...
Entrevista com Frank Miller no Onion...

sexta-feira, dezembro 07, 2001




Pô Rafinha! Tu é um cara maneiro, mas plagiar o Emotion Eric é sacanagem!
A única coluna social que presta no mundo dos blogs finalmente engrenou.



Só pra deixar claro: esse aí é o melhor disco do mundo e ponto final. Desculpem-me Beatles.

quarta-feira, dezembro 05, 2001




Isso aí Brasil! Vai fundo! Morte as leis trabalhistas, uhuuuuu! Quem precisa de FGTS, férias, aviso prévio?!? Agora pra ficar fechar com chave de ouro vamos todos nos esforcar pra eleger esse monte de bosta ai em cima "presidenta" como ela quer ser chamada!

Tem uma frase que nunca me saiu da cabeça. Era de uma das camisas da Casseta Popular, quando eles era mais anárquicos. Ela mostrava a bandeira do brasil e no lugar do ordem e progresso mandava: "Ê POVINHO BUNDA!". Simples e preciso.

segunda-feira, dezembro 03, 2001




A Rolling Stone está com uma sessão com algumas fotos bem boas do George, vale a visita.
25% EMO




Emo é o escambau!

sexta-feira, novembro 30, 2001



Meu último post sobre Harry Potter, em 4 partes:



1. O Livro
Não li o livro, pra começar. Minha opiniões são baseadas em pré-conceitos. Não li porque não me interessei (menos ainda depois que vi o filme), e sinceramente, eu tenho outras coisas na minha lista de prioridades. O pessoal que defende o livro usa como argumento o fato de que as crianças são atraídas para o mundo da leitura, e que é melhor elas perderem tempo lendo um livro do que vendo TV, jah que a partir dos livros da inglesa elas podem pular para outras obras. Acho até que pode ser verdade, mas no meu íntimo eu acho que isso é jogar a responsabilidade dos pais que deviam invcentivar seus filhos a ler para os gênios de marketing. Minha opinião, óbvio, como tudo mais que você já leu ou vai ler aqui.

2. O Filme
Começemos por seus méritos. Os atores estão bem, até mesmo os pirralhinhos estão bem adequados (eu achei o pirralho Potter meio canastrão as vezes, mas pode ser implicância), a direção de arte está bem legal, os cenários lindos e tudo mais. Eu acho que a principal qualidade do filme é criar esses cenários mágicos pra imaginação infantil, como o beco mágico que eu esqueci o nome, o banco dos duendes e a escola de Hogwart. Infelizmente tudo isso é desperdiçado por um roteiro muito bunda mole, bicho.

Os personagens são interessantes e a premissa da história é muito boa, mas quando o pirralho Potter vai de fato para a escola o roteiro cai numa chatice sem tamanho e se transforma numa massa de furos, narrativa truncada e clichês impressionante. Tudo que acontece na escola de Hogwart é esquisito. Os garotos são deixados à própria sorte, os professores são relapsos e não dão a mínima pros moleques que a toda hora caem em situações mortais das quais escapam por mera sorte. Que droga de escola é essa? E o que é o quadribol, jogo perigosíssimo incentivado pelo corpo docente? Todas as situações de perigo parecem uma grande forcação de barra para criar alguma ação para o filme, forcação alias que não funciona, pois Harry Potter é a pedra filosofal é um filme longo, arrastado e muitas vezes simplesmente chato.

Temos ainda uma triste aparição do John Cleese, que em fim de carreira conseguiu ganhar três frases no filme e um personagem que parece criado pelo próprio Monty Pyhton. E a rã de chocolate é uma referência ao crunch frog do conhecido sketch do grupo? Vai saber.

3. O Plágio
Pela última vez enumero aqui as semelhanças entre Harry Potter e Timothy Hunter, criado por Neil Gaiman a uns 10 anos e que teve uma série de revistas mensais na vertigo por John Ney Rieber:

- Os dois começam suas aventuras com a mesma idade.
- Os dois são ingleses.
- Os dois são fisicamente iguais: Óculos, brancos, cabelo preto.
- Os dois moram em um subúrbio londrino com uma família de pessoas normais.
- Os dois tem uma coruja branca de estimação.
- Os dois estão destinados a ser o maior mago do mundo.
- Os dois não conheceram a mãe e o pai verdadeiros.
- Os dois são enviados a uma escola de magia.
- Os dois tem uma amiga descabelada e de personalidade forte.
- Os dois encontram um unicórnio eventualmente.
- Os dois tem um irmão gordo e chato (o de Timothy é de sua mãe de criação, que entra na história mais tarde, justiça seja feita).

I rest my case.

E eu não sou o unico que acho isso, aqui tem uma reportagem da ABCnews sobre o assunto.

4. Como os americanos são burros
Só pra constar: Nos EUA o primeiro livro e filme do personagem foram de renomeados de "Harry Potter e a perda filosofal" para "Harry Potter e a pedra do feiticeiro". Inclusive várias cenas do filme possuem duas versões, com os nomes do objeto trocado. Sabem a razão disso? Nada que tenha a mais leve menção a Filosofia nos EUA vende.



All things must pass, certo? Vai lá, bicho.

quarta-feira, novembro 28, 2001




A coleção Set Cinema, que já tinha lançado o Halloween do Carpenter em DVD nas bancas com uma cópia em widescreen bem boa se superou dessa vez: Saiu essa semana o Edward mão de tesoura do Tim Burton, e além de uma cópia widescreen boa ele vem recheado de extras como comentários do diretor e do Danny Elfman, fotos dos rascunhos de Burton para Edward, Making Of, Entrevistas com os atores, coisa as pencas. Tudo isso por 20 bagarotes! Quem não comprar é cabeça de mamão.
Professor aposentado, o presidente disse que o cientista que não consegue fazer uma grande descoberta e se tornar famoso tem como única saída ser professor. Para ele, os professores apenas “repetem em suas aulas o que outras pessoas fazem”.

Toma vergonha na cara, Brasil. E FHC? Sinceramente...

terça-feira, novembro 27, 2001

O movimento de extinção humana voluntária precisa de você! Junte-se já!

segunda-feira, novembro 26, 2001

Boong-Ga Boong-Ga! A nova sensação dos flippers japoneses é um jogo composto de uma réplica de uma... hmm... região glútea-lombar que você cutuca com um dedo de plástico e o vídeo reage como se uma pessoa presa dentro da máquina tivesse sentindo o cutucão. Os mascotes são uma mão com o indicador em riste e um cocôzinho. Como Juju diz, se um marciano decesse na terra hoje ele não seria tão alienígena pra nós como um japonês. Eu concordo.
Rabbi Phunkiewsky's School of New Communication!
Uhu! A Sociedade Beneficiente Muçulmana do Rio de Janeiro processou a revista Veja! O Blue Bus manda:

A redaçao de Blue Bus recebeu neste fim de semana email da Sociedade Beneficente Muçulmana do RJ que informa a entrada na Justiça contra a revista Veja, "tendo em vista todas as matérias preconceituosas e discriminatórias veiculadas". Diz em comunicado - "A revista Veja liga o Islam a uma mentalidade dogmática, rejeitando a modernizaçao e o novo, como se opusesse aos avanços tecnológicos, responsabilizando a religiao pela situaçao caótica do Afeganistao de hoje. E em geral, denigre a imagem de todos nós muçulmanos, ferindo nossos mais profundos fundamentos, e maculando o exercício de nossa fé".

A revista, que por mais um ano se consagra como a publicação mais preconceituosa e reacionária do país, merece cada centavo que vai perder com esse processo. Queimem no inferno, cães imundos!



Nicholas dando um insight bom preu xiitismo, leiam!

sexta-feira, novembro 23, 2001


quinta-feira, novembro 22, 2001





Essencial.



Se alguém ainda não percebeu, deixa eu explicar: Vivemos atualmente em uma ditadura escrachada e todo mundo acha isso normal. Não acredita? Um exemplo claro é a greve dos professores das faculdades federais. Só em uma ditatura o governo pode decidir que uma greve é ilegal e se recusar a pagar o salário dos grevistas. Então, quando o Supremo Tribunal de Justiça decreta que o governo deve pagar os professores o nosso presidente-rei baixa uma medida provisória (que tem sido sua principal estratégia de governo até agora) que diz que só ele pode decidir se paga ou não. Sabe o que isso significa não é? É verdade, bonitão, você não tem mais direito a greve. E vai se despedindo dos seus outros direitos trabalhistas, daqui a pouco eles somem também junto com esse que já era e ninguém vai perceber porque estão preocupados demais com a casa dos artistas (alias, VAI SUPLA!). Nosso presidente-rei governa abertamente com MPs a torto e a direito, distribuindo verbas pro congresso aprovar suas sugestões e ai de você se abrir a boca pra falar alguma coisa, porque ele vai correndo pro Globo fazer biquinho e dizer que estão desmoralizando o governo. A imagem acima não tem nada a ver não, é só uma série que eu planejo desenvolver.

quarta-feira, novembro 21, 2001




É fato: O pela-saco do Steven Soderbergh resolveu refilmar o Solaris do diretor russo Andrei Tarkovsky, usando o George Clooney como ator principal. Mas tudo tem um lado bom não é? Quem sabem não se interessam pelo Tarkovsky e relançam seus filmes? Ai em cima temos a foto de um personagem do filme ao saber da notícia.

terça-feira, novembro 20, 2001


Sabe o que é uma merda? Você compra um livro bom, barato, de um autor legal, muito bem escrito, muito bem diagramado, uma edição toda bonita e bem cuidada. Aí você está lendo lá amarradão quando dá aquele estalo na cabeça. Tem alguma coisa errada. Alguma coisa no fundo do seu útero te diz que tem alguma coisa muito errada no livro que você ainda não percebeu. Aí a revelação. Você fecha o volume lentamente e vê na capa o texto que já tinha lido e ignorado "Tradução de Diogo Mainardi". Diogo Mainard, o imbecil que destruiu a sessão de crítica cultural daquela revista fétida, a Veja. Irmão do outro Mainardi que fez aquele troço chamado "Mater Dei" que está nos cinemas, e responsável pelo roteiro mongol do mesmo. Aquele que dá entrevistas a revistas Italianas e diz que é um grande escritor no Brasil. Esse mesmo. Morte ao verme que chamou esse traste pra traduzir um livro tão bom.
Bom, acharam o Tourist Guy de verdade. Cadê o palhaço de Campinas agora?
Sessão recordar é viver:

Responda rápido: Quem é o Harry Potter e quem é o Timothy Hunter?



Não vou me alongar no assunto uma segunda vez, só queria lembrar que ainda acho que o Harry Potter é plágio do Timothy Hunter, criado pelo Neil Gaiman anos antes e que possui não uma, mas várias características em comum com o outro pirralho mágico.
Nos cinemas do Rio de Janeiro rolam:



Os Outros é o Terceiro filme do diretor Alejandro Amenábar, sobre uma mulher que vive sozinha em um casarão com seus dois filhos que sofrem de uma alergia a luz solar e precisam ser mantidos na escuridão quase completa. Alguns empregados novos chegam ao lugar e coisa estranhas começam a acontecer. Belo filme hein, uma homenagem aos grandes filmes de horror góticos, principalmente os sobre casas mal-assombradas. Bem assustador sem pirotecnias, o que é bom pra lembrar aos diretores americanos que um filme não precisa da ILM pra assustar alguém. O fim, apesar de lembrar uma outra película que fez sucesso a algum tempo, não perde força nem diminui o filme.



E o Abismo de um sonho, segundo filme do Fellini, que está sendo relançado pelo grupo estação. A sala estava lotada na sessão em que eu assisti e na que veio a seguir, será que eles se empolgam pra trazer o resto? De qualquer maneira também é um ótimo filme, engraçadíssimo. Pra compensar estão exibindo um curta muito ruim antes, o "coisinha mais bonitinha do pai" ou qualquer outro nome. Não lembro, de fato. Só lembro que é muito ruim... e grande. Se atrasem uns 15 minutos que não vão perder nada.

segunda-feira, novembro 19, 2001

Pato de Borracha de volta na área! Já estava na hora...



Já que estamos falando sobre a postura política dos quadrinhos mainstream, a DC botou no ar um hotsite sobre o Dark Knight Strikes Back 2 com direito a rascunhos e tudo mais. Quem conhece o Frank Miller sabe o que está vindo por aí deve ser político acima de qualquer coisa (como era a primeira série). Só a cor que me parece meio esquisita, é o primeiro trabalho com computadores da colorista Lynn Varley e pelo menos a capa tá bem estranha. Esperemos.



A nova direção da Marvel, liderada pelo editor Joe Quesada vem dando um gás na indústria dos quadrinhos mainstream, com projetos inovadores e arriscados como os Novos X-men e a linhas de quadrinhos adultos Marvel Knights e Max. Dentro dessa nova postura empresarial foi acordado que o universo Marvel não iria ignorar os acontecimentos de 11 de setembro, mostrando como os heróis iriam reagir a essa nova ordem mundial que surgiu depois do atentado. Nessa semana saiu a edição de Homem-Aranha que está sendo considerada a declaração oficial da Marvel sobre o assunto. Como é de praxe foram liberadas as 4 primeiras páginas da edição como um teaser. O problema é que na leitura dessa míseras 4 páginas você já pode perceber o tom de voz que a revista está usando e, peregrino, não é um tom nada bonito.

O texto é extremamente simplista e parece seguir a linha de raciocínio de qualquer Novaiorquinho na manhã fatítica: Os que sequestraram os aviões são loucos (e não fundamentalistas) e fizeram um ato que NUNCA pode ser perdoado. E isso é uma coisa muito perigosa, ainda mais em um veículo que vai definir as opiniões de muitas crianças e pré-adolescentes no país e quem sabe mesmo dos adultos mais lesados que lerem a revista. Esse tipo de atitude corajosa devia promover uma reflexão um pouquinho mais aprofundada, whatever. Mas pô, eu só li 4 páginas da revista, quem sabe a linha de pensamento ia mudando ao longo da história? Ou não? Bom, tirem suas próprias conclusões, as imagens estão aqui.

quarta-feira, novembro 14, 2001



Quer ter um desse no teu site? Copia aí:


Tem outros aqui.

terça-feira, novembro 13, 2001

A editora Conrad está mandando bem lançando no Brasil a coleção Baderna, que compreende vários volumes revoltados como o TAZ do Hakim Bey. Comprae se quiser, se não quiser baixa o texto integral aqui.

A primeira regra que você tem que aprender quando se fala de Takeshi Kitano é a seguinte: Ignore as traduções dos títulos e capas das versões brasileiras de seus filmes. Se você não prestar atenção pode achar que se trata de qualquer filme de ação nipônico mas a verdade é que por debaixo das capas cheias de mau gosto e dos títulos estapafurdios se esconde quem mui provavelmente é o melhor diretor japonês do momento. Tio Takeshi é um rapaz baixo, que anda esquisito, tem uma cicatriz no lado esquerdo do rosto e um tique nervoso resultante de um acidente motociclistico. Esse tipinho esquisito é responsável por umas pérolas como Hana-Bi (fogos de artifício), Kikujiro (verão feliz) e outros filmes sensíveis (mesmo envolvendo yakusas na maior parte do tempo) e muito bem feitos. No Brasil está saindo em DVD e VHS o seu último trabalho, Brother, que apesar de não ser tão bom quanto esses dois que eu mencionei continua sendo BEM bom e merecia mais respeito da distribuição. No Rio por exemplo, Brother ficou uma semana no cinema, em algum lugar longuínquo de Miami, quer dizer, da Barra da Tijuca. Pelo menos saiu em DVD, oque ja é muito bom. O título em português ficou: Brother - A Máfia Japonesa "Yakusa" em Los Angeles. Culpa dessa merda dessa mania de tentar explicar o filme inteiro no título.
Responda rápido: Quem ganhou a última eleição presidencial dos EUA? Bush? Nananinanããão...

domingo, novembro 11, 2001

Tom Leão, colunista do jornal O Globo, colocou na última edição do Rio Fazine a pérola: Strokes, apesar dos anúncios no ponto de ônibus, AINDA é legal. Ou seja, se uma banda/artista/movimento pretensamente alternativo/underground/cult cai no mainstream ele automáticamente vira uma coisa horrível, que deve ser evitada a todo custo. Prestaram atenção indies? Se vocês gostarem de alguma coisa que aparece fora da indie-mídia vão ser expulsos de sua sociedade secreta e proibidos de usar all-stars ou de dançar olhando pro chão, presta atenção hein!

Pra quem não sabe o Strokes é a nova banda que vai salvar o rock com testosterona de acordo com o resto do mundo. Pra mim é só MAIS UMA banda que soa como o inatingível Velvet, mas eu sou muito chato, vocês sabem. Blé.

sexta-feira, novembro 09, 2001

Gosta da operação Liberdade Duradoura? Que tal colecionar os cards?

quarta-feira, novembro 07, 2001


Click here to find out what robot you really are
Nova parada no pedaço! Agora se você olhar embaixo do formulário de deixe seu recado você vai ver um campo para enviar seu mail e entrar na seleta TTSPAM, a lista de Spam da minha digníssima pessoa. Assim você pode ficar antenado com todas as besteiras que eu coloco aqui. Cortesia da Notify List.

terça-feira, novembro 06, 2001




O Jujuba Preta chutando o pau da barraca!

segunda-feira, novembro 05, 2001

16 mil visitas nessa birosca no mês de outubro. Obrigado pela preferência hein, a diretoria agradece.
Impressões após um fim-de-semana chuvoso:

I. A nova montagem de Engraçadinha que acontece no CCBB é 50% boa. Explico. A adaptação do romance foi dividida em duas peças distintas, dirigidas por pessoas distintas e com atores distintos. A primeira é boa, inclusive com uma solução bem legal pra criar um 'narrador' dentro da peça e conseguir com isso manter as observações de Nelson no romance. A segunda eu achei fraca em vários sentidos. Pelo menos Nelson Rodrigues é sempre Nelson Rodrigues, e uma montagem legalzinha por derreau em um teatro bom vale muito a pena.

II. Vi o Réquiem para um sonho e não gostei. Tudo é uma beleza: a direção, a narrativa, fografia, som, tudo direitinho. Só a história que não me apeteceu. 4 fracassados vão se destruindo na sua relação com drogas, cada vez mais e mais até um ápice de destruição que culmina com o fim do filme. Achei entre outras coisas, moralista. Mas esse menino tem jeito pra coisa, esse filme é uma evolução muito grande a partir do Pi, o primeiro filme do diretor, infelizmente o problema é o mesmo: uma história desinteressante.

III. Pela primeira vez assisti uma animação do cultuado Bill Plympton (I Married a Strange Person, antes eu só conhecia a vinheta da MTV) e achei boa. Nada genial, mas bom sem dúvida. Como um comentário no verso da fita dizia "It's like Tex Avery on acid.". Verdade.

IV. A CAVIDEO na cobal do Humaitá aqui no Rio de Janeiro é até aonde eu sei o único lugar aonde você pode alugar vários filmes da época áurea de Paul Morrisey, rapaz que dirigia algumas produções altamente subversivas apresentadas por Andy Warhol e estreladas pelo ex-michê Joe Dallesandro. Todas são muito boas e divertidíssimas. A locadora também tem um acervo legal de produções que ainda não estrearam por aqui, infelizmente poucos em DVD. Eles também tem o maior poster do Veludo Azul que eu já vi.

V. E é isso aí.

quinta-feira, novembro 01, 2001

Só mais um link: The Invisible Library, site com todos os livros imaginários que já apareceram. Essencial pra fãs do Lovecraft e do Borges. Tem até "O Manual do Escoteiro Mirim" do Huguinho, Zezinho e Luizinho, peregrino!
Pensando em comprar um presente praquele pequeno satanista que você tem em casa? Que tal um boneco de pelúcia do Grande Cthulhu ?



Ah, quer dizer que ele já está bem grandinho pra bonecos? Sem problema! Dê a ele esse adesivo de para choque!



Os dois são derivados da obra do rapaz que junto com o Poe é considerado o criador do horror moderno: H.P.Lovecraft. Não se assuste pela orda nerd que cultua o cara, ao contrário do Tolkien (que também tem um culto assustador) esse sim é um escritor de verdade. Estão saindo uns livros novos dele no brasil depois de 80 anos, quem ver por aí e não comprar é feio, bobo e tem cabeça de Deep One.

CTHULHU FTANG!
Não é impressionante como que todo míssil americano desgovernado acabe caindo sem querer em um hospital? Esses afegãos são azarados mesmo.