segunda-feira, abril 01, 2002




E lá vai Seu Wilder pra um descanso merecido.

eu sou mussum!
Qual trapalhão você é ?
O grande Jampa manda sua interpretação para o enigma Lynch x Altman:

- jacaré no seco anda?
- se aqui nevasse usava ski?
- você daria pro schawznegger pra depois comer a nicole kidman?
- nessa festa só faltou o motumbo.

quinta-feira, março 28, 2002

O Enigma Lynch x Altman

Durante uma das piadas mais engraçadas do Oscar, a entrega do prêmio de melhor diretor, os perdedores Davi Lins e Roberto Homem-Alto que estavam sentados quase lado a lado trocaram uma frase e começaram a rir. O que você acha que foi dito nesse instante?

- ...então o português entrou na padaria e disse...
- Olha isso aqui, você acha que é uma cárie?
- Já viu o penteado da Jennifer Lopes?
- Aí, você guardou um pouco daquele bagulho que a gente fumou ali atrás?


Mande sua interpretação desse momento memorável para aovencedorasbatatas@tiagoteixeira.com.br.

segunda-feira, março 25, 2002

Mulheres do meu brasil varonil, tremei!



Só o Sganzerla reconheceu o potencial do Jorge Loredo, o Zé bonitinho. Agora ele está velho e vivendo de seu trabalho paralelo de advogado, porque a miséria que ganha do SBT não dá pro gasto. Tem dois filmes geniais do homem com o bonitinho, "Abismu" (tem na locadora do estação aqui no rio e é AbismU mesmo) e "Sem essa aranha" que é bem mais difícil de ser achado e eu só consegui assitir na mostra marginal do CCBB.
Nos EUA, eu sou um vagabundo, na Inglaterra, um diretor de filmes de terror, na Alemanha, um diretor de filmes de ficção científica, na França, eu sou um artista.

John Carpenter.
Ahn?

Uma mente brilhante melhor que Gosford Park? Shrek melhor que Monstros S.A. ? Ron Howard melhor que David Lynch ? A fotografia de senhor dos anéis é melhor que a do Homem que não estava lá? O Planeta do Burton nem foi indicado para 'melhor maquiagem' ? E eu pensando que a academia não tinha senso de humor !

O Oscar só faz sentido se você o encarar como um prêmio da industria do cinema.

quinta-feira, março 21, 2002

Outro dia eu estava aqui reclamando (pra variar) do Spielberg e dessa ideia imbecil que ele teve de alterar seus poucos filmes bons pra tentar deixar tudo mais PC. Aqui tem um texto da Slate com algumas sugestões para as próximas alterações digitais. Dica do Cris Dias.
Uhu! Eu sou muito hypado, saí no Memepool!
Dane-se o Daniel Pearl

Ha uma semana o icq vem anunciando que o Larry King vai entrevistar a mãe do Daniel Pearl. Realmente foi uma surpresa quando descobriram (pasmem!) que o pobre jornalista foi sequestrado e morto. Quem podia imaginar isso quando ele revolveu viajar pro meio de uma guerra no oriente médio?
O Artista covarde.

Se você está andando alegremente e ve um sujeito matando um porco com requintes de crueldade (começando com chutes, socos e depois partindo pra abrir o bicho aos pouquinhos com um objeto cortante) você não vai ter vontade de tacar um tijolo na cabeça do sujeito? Agora, se tem um imbecil filmando isso tudo pra fazer arte, mostrar ao mundo a crueldade intrínseca ao ser humano, a falta de sentido da existência em um conceito auto-referente e onanista isso muda o fato de que tem um imbecil matando um bicho com requintes de crueldade?

Não existe desculpa para a tortura de animais, seja em um filme ou em qualquer outro lugar. É uma grande covardia, pra começo de conversa. Um sujeito só mata um bicho porque ele não tem força pra reagir, chamar a polícia ou empunhar um revólver. No próximo filme boçal que forem filmar com uma cena dessas que tal colocarmos um ator para torturar um leão? Talvez dessa maneira consigamos compensar o fato do bicho em questão ser irracional, sem polegar opositores e desamparado por um sistema judiciário.

Quando você mata um bicho pura e simplesmente, como um animal pro abate, eu não vejo problema. Pensa no boi de apocalypse now. É só uma machadada, tchuns, e estamos prontos para um churrascão. Tem gente que acha que o título de artista transforma um ato covarde em 'um ato de contestação sobre o que pode e o que não pode ser feito no cinema'. Fala sério, peregrino.

Nota explicativa: A cena do porco existe, no curta brasileiro chamado 'o roteiro do gravador', escarrado por Sylvio Lanna em exibição na ótima mostra de Cinema Marginal no CCBB que já foi mencionada aqui. O filme é um lixo não só pela cena do porco, mas pelo conjunto da obra.

quarta-feira, março 20, 2002

Relembrar é viver.



Eu acho toda essa onda nostalgica que infesta periodicamente a internet um porre, confesso. Mas hoje acabei esbarrando em um troço genial que já tirou várias horas produtivas da minha juventude. Um joguinho simples pra burro chamado Bubble Bobble, aonde dois jogadores controlavam dragões que cuspiam bolas de sabão em seus inimigos. Esse jogo com um nome bobo era, a meu ver, um exemplo de jogo eletrônico perfeito. Simples, rápido, podendo ser jogado por 37 horas seguidas sem que você percebesse o que estava acontecendo. Depois dele apareceram uma série de similares, com o mesmo conceito (ou quase) e às vezes estrelando os dois monstrinhos. O mais parecido é o Snow Brothers, que é quase identico, só mais bem acabado.

Mas como hoje em dia o fantástico mundo dos video games só existe espaço para jogos que usam o último engine em 3D e que colocam claramente o apuro visual na frente da jogabilidade, o futuro desse tipo de jogo é incerto. Basicamenteo o que importa é um visual fantástico, som em 154 canais diferentes, controles que tremem, pulam, esquentam, esfriam, jatos que sangue que espirram do console para deixar tudo mais realista. E acabamos nos esquecendo que um jogo é um jogo e não um videoclip.
Um meteoro do tamanho de um boeing quase se chocou com a terra no começo de março. Não dou um mês pros EUA culparem o Bin Laden.

segunda-feira, março 18, 2002

Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama SUCESSO.

Quase tive uma embolia cerebral de tanto rir! Preciso de mais spams assim!
Maior coincidência o Binho estrear seu novo layout junto com a aparição do panhaço!

sexta-feira, março 15, 2002

Pinte o paNhaço!



Ajude o Rafael Capanema a divulgar o novo hype da internet!
Não! O Dedé não!



Porra, pobre criança!
Teste de DNA On

Line


terça-feira, março 12, 2002



Palito roliço de madeira é Gina.
Bath her and bring her to me!



As noivas de ming!

segunda-feira, março 11, 2002

Não, não fui eu que fiz esse curso de Photoshop.
"o e-commerce perdeu força por causa do design ruim. considere minha lista de 207 diretrizes para o e-commerce voltado para o usuário final. ao analisar um grupo de sites de porte médio, descobrimos que eles seguiam apenas 37% das sugestões, aproximadamente."

Alguém ainda leva o Jacob Nielsen a sério?
Depropaganda

Olha, comecei mais um subsite chamado depropaganda. Minha intenção era lancar ele com mais material, mas estou meio desanimado e não sei quanto tempo vai demorar pra lancar uma nova campanha. Então por enquanto ele fica assim mesmo. O mesmo vale para o CTI e tudo mais que está espalhado por este site, talvez role uma demora pros updates. O blog deve continuar com a periodicidade normal: o horror, o horror.
Da época em que eleição era uma coisa mais séria



Eu votava pra presidente.
Quando não se pode fazer mais nada, a gente avacalha.



A mostra de cinema marginal que o CCBB está exibindo durante esse mês é uma daquelas coisas (não tão raras assim) que me fazem desejar não ter que passar 8 horas do meu dia dentro de um escritório. É aquela hora em que eu queria viver de renda, pra poder acompanhar todos os filmes, palestras e até mesmo um 'happening' que estão programados. O Cinema marginal, em uma explicação tosca, curta e incompleta é um movimento dos anos 60 e 70 batizado pelo filme "A Margem" de Candeias e caraceterizado principalmente pela rebeldia e subverssão. Interessou? Se interessou corre, porque a maioria dos filmes são bem difíceis de se arrumar por aí, e mui provavelmente vai demorar muito pra termos outra chance de ver os dito cujos na tela grande.

As minha palavras chaves são: Sganzerla, Bressane, Sganzerla, Reichembach, Sganzerla, Candeias, Sganzerla, Mojica, Sganzerla e o Glauber (que apesar de pertencer ao cinema novo tem um filme que se encaixa no marginal, 'Câncer'). Ah! Não podemos esquecer do Sganzerla também. O 'Bandido da luz vermelha' não vai passar na telona, mas vários outros filmes dele estão na mostra.

E entre uma sessão e outra você pode ir visitar a ótima exposição 'Gráfica utópica russa' no primeiro andar, pra se deliciar com as belas crias do construtivismo russo. Procura nas etiquetinhas pelos irmãos Stenberg, na sessão de cartazes de cinema. Não posso dizer que não fiquei emocionado vendo um cartaz daquele original na minha frente. Coisa de designer viadinho, vai saber...



Qual Serial Killer é você?


sexta-feira, março 08, 2002

E a Wella está tomando um processo da DC nas costas por ter nomeado seu novo shampoo de Kryptonite. Provavelmente só coincidência.
E o Pentágono liberou ontem um vídeo esquisitão que teoricamente mostra a queda do avião. Eu não vi xongas. Quer tentar? Use a imaginação.

quinta-feira, março 07, 2002

Papai Noel informa

Você pode explicar como é que um Boeing 757-200, pesando aproximadamente 100 toneladas e viajando a uma velocidade mínima de 250 milhas por hora (quando descendo, já que a velocidade de cruzeiro é de 600 milhas por hora) destruiu somente o lado de fora do Pentágono?



Olha, provavelmente é caô, mas o pior é que faz sentido depois que você lê o artigo. Mesmo com toda a credibilidade internacionalmente reconhecida do Relatório Alfa.

quarta-feira, março 06, 2002

O mundo está perdido.



Censura digital em filme do Bond. Viva o politicamente correto!
The brothers gonna work it out



Se você prestar atenção nos últimos filmes dos irmãos Cohen vai perceber que eles estavam indo em uma direção perigosa, priorizando muito mais a direção e a fotografia de seus filmes do que a história própriamente dita. No último filme deles, em cartaz no Rio como 'O homem que não estava lá.' os dois estão entrando nos eixos novamente. O filme não só tem uma direção precisa e uma fotografia linda, mas também uma história bem contada e interessante. Tudo uma grande homenagem e releitura dos filmes noir e de seus personagens e situações, com milhões de pequenas referências e filmes e livros chaves do gênero. Eu sou suspeito na minha posição de fã incondicional de Noir, então combinemos uma coisa: Vá ver e tire você mesmo suas conclusões.
Qual Blogueiro famoso Você É?

terça-feira, março 05, 2002

Só o essencial

Dava pra resumir o trailer do novo filme ruim (não vi mas já acho uma merda) do Ridley Scott em duas frases trocadas por soldados americanos no filme:

Soldado 1 : - Você foi treinado para lutar soldado?
Soldado 2 : - Não, fui treinado para mudar o mundo.


Cai o pano.



Que Campanha da Fraternidade és tu?

segunda-feira, março 04, 2002

3 boas e uma péssima



Onze homens e um segredo é divertidíssimo, com diálogos perspicazes, roteiro cheio de sacadinhas engraçadas e muita coolness. Quando eu crescer quero morar no mundo de 'Onze Homens...' e ser sofisticado que nem todos eles. O filme é do irregular Steven Soderbleargh, queridinho da academia que já prometeu fazer o remake de Solaris daqui a um ano. Por este eu não ponho minha mão no fogo não.

Tá todo mundo louco foi uma surpresa. Nem mesmo um final meio PC demais conseguiu estragar o filme que na maior parte do tempo é realmente engraçado. Até o Mister Bean está engraçado, vejam só! Tem também o John Cleese (o melhor ator dali, disparado) fazendo um papel pequeno mas não tão pequeno quanto o de Harry Potter. Vale lembrar que o diretor Jerry Zucker já dirigiu comédias muito boas como Apertem os cintos o piloto sumiu e Top Secret e só depois resolveu ser 'uma pessoa séria' e fazer bobagens como Ghost e Lancelot. Devia continuar nas comédias.



Bicho de sete cabeças é um filmaço. Pena que eu esperei sair no vídeo e não corri pra ver no cinema. Muito bom, muito bom, provavelmente o melhor filme brasileiro do ano passado. O DVD tá nos trinques, com comentários da diretora e do roteirista (que eu achei meio pela. Alias, sempre acho os comentarios dos roteiristas pelas. Rola um ar de diretor frustrado e um certo rancor com cortes nos textos e tudo mais.), bastidores, fotos da produção, uma cópia ótima e clipe do Arnaldo Antunes de brinde. Falando do Arnaldo a trilha sonora dele e do Abujanra filho está muito boa e cai como uma luva.

Já que eu falei bem de 3 filmes deixa eu espinafrar um pra não perder o costume. Passem longe de Swordfish, por favor. É um trocinho afetado e perverso, que tenta ser sofisticado com seus ternos italianos, filtros verdes bregas, nudez gratuita e efeitos de Bullet-time de segunda. Pior que isso tudo junto é a mensagem que o filme prega, a de que usar de terrorismo contra o terrorismo é uma coisa meio feia, mas no fim necessária. E atentem para a piadinha com o Bin Laden pré onze de setembro que rola no fim do filme aonde os terroristas se dão bem.



Uhu!

quinta-feira, fevereiro 28, 2002

Can't you see? The president of the USA is a computer-generated image!



Tem aquelas pessoas que você sabe que pode confiar. Aquelas pessoas que nunca vão te deixar na mão ou te decepcionar. Tipo o tio Frank Miller. DK2 está ótimo. Não, não é a melhor obra do Miller. Caça-níqueis? Pode ser, mas quem liga? O desenho do Miller está esquisitão? Já está assim a tempos, dava pra perceber a evolução com os Sin City e pra ser sincero eu gosto. As cores da patroa do homem estão uma merda? Sim, estão. Ia ser melhor se ela largasse o photshop e voltasse a aquarela ou deixasse P&B mesmo. Mas o Maron disse que no segundo número melhora.

É por essa e por outras que eu já disse e repito: Frank Miller é o cara que mais entende a HQ hoje em dia. E tenho dito.

Quando acabar de ler toda a série eu faço um texto maior sobre o assunto. Por enquanto vai lendo aí peregrino.
He is a suicidal hunchbacked farmboy plagued by the memory of his family's brutal murder. She's a mistrustful motormouth Hell's Angel with someone else's memories. They fight crime!

quarta-feira, fevereiro 27, 2002

Gotta catch them all!



Não é feticaria, é bom na veia mesmo, PORRA!

terça-feira, fevereiro 26, 2002

Indiana PC



Com o sucesso da versão com novos efeitos especiais e politicamente correta do ET a Dreamworks já decretou o nome de próxima vítima. É isso mesmo, peregrino, o próximo da lista é o bom e velho Indiana. Podem esperar por um Indiana que não faz piadas racistas, trata suas namoradas bem, um Sean Connery enxertado digitalmente nos dois primeiros filmes, e mui provavelmente um trabuco que vai ser habilmente colocado na mão daquele arabe com uma cimitarra que o Indy mata na covardia. Afinal, que tipo de exemplo é esse pras nossas criancinhas? Provavelmente o resultado final vai ficar tão inofensivo e limpinho como 'A Múmia'. E mais, essa 'restauração' (estão restaurando o que exatamente?) provavelmente vai tornar impossivel comprar as versoes originais do filme em DVD, como aconteceu com o Guerra nas estrelas sem Jaba de CGI. Ou como a versão original da Branca de neve, que incluia riscos de grafite que não eram totalmente apagados no estilo de animação da época e que foram 'limpos' para o lançamento em DVD. A versão original? Nunca mais você vai ver meu filho.

Mas se você pensar bem, isso é uma coisa típica de americano, um povo que não consegue ver filmes legendados e que inventou a colorização por computador de filmes preto & branco. É como considerar que o fato do filme ser preto & branco é somente resultado de uma falta de tecnologia da época, uma falha que pode ser corrigida.
Ramones My Ass

Responda rápido: De quem é 'I Dont Wanna Grow Up' ?

Ramones? Tenta de novo. Gênio, gênio!


Porra! Eu queria ser o André Gonçalves! Sem a viadagem, claro.

segunda-feira, fevereiro 25, 2002

"Tem coisas que o dinheiro não compra..." – esse cínico slogan de cartão de crédito, parece ser uma importante referência para o cinema apresentado por J.P. Jeunet. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é um compêndio de tudo o que há de mais perigoso/desprezível no cinema esteta-pastel de vento que vem fincando pé em grande parte da produção cinematográfica atual... Se você ainda não assistiu ao filme, prepare-se para duas horas de piadinhas e humanismo de botequim, tentando fazer de cada plano uma coisa mais bonitinha/engraçadinha que a outra. Se há mérito para Jeunet, é o de conseguir realmente encaminhar seu filme para seus fins: diluindo todos os eventos da vida de Poulain dentro de seu discurso fabuloso e imbecilizante.

No geral é isso aí mesmo.

sexta-feira, fevereiro 22, 2002

Eu sou um anti-fã de Senhor dos Anéis! Bem tem depoimento meu no Globonews.
Uns testes escrotos aqui.

E Hobbit in the City, aqui.
Trabalho cumprido.

Tio Clint anunciou a umas semanas atrás que pretende se aposentar. Pelo menos como ator. Disse que o filme que está dirigindo atualmente, Blood Work, vai ser seu último como ator e que na verdade queria ter parado de vez em Cowboys do Espaço. Pra amenizar a nota triste, o garotão de 70 anos disse que ainda pode continuar dirigindo.

O Blood Work vai tratar da história de um diretor do FBI aposentado que vai procurar o assassino da mulher que lhe doou o coração para um transplante. Deve ser coisa boa, aguardemos.

segunda-feira, fevereiro 18, 2002

Começando mal

A versão Hellraiser do Pasquim, entitulada Pasquim 21 não vai ter nem o Millôr nem o Jaguar no comando. Só o mais senil da cúpula original: Ziraldo. Em uma entrevista a GloboNews, Millôr (o mais genial dos 3, se você me perguntar) foi enfático:

O senhor foi um dos fundadores do "Pasquim", que está sendo relançado agora, e não faz parte da equipe que está refazendo o jornal. Por que?
Eu, hein?

E aí, vai encarar?

sexta-feira, fevereiro 15, 2002



Cafagestagem com estilo



Apareceu aqui na web um sitezinho chamado The Art of James Bond que simplesmente é o maior repositório de material visual sobre o James Bond que já apareceu. Milhares de Posters. fotos, desenhos e capas dos livros de Ian Fleming sem contar alguns stills das já clássicas apresentações de Maurice Binder. Uma loucura. E vale lembrar que James Bond de verdade só o Connery e o Lazenby. O Moore vale se você encarar seus filmes como grandes piadas de orçamento milionário. Até Austin Powers perde pra ele. Os outros Bonds... bem, se o gato ver, enterra.
Só existe uma coisa mais odienta que 'filme de gênio' : o 'filme de professor redentor', aonde um professor a beira da aposentadoria chega em uma escola detonada para reestabelecer a ordem. E no fim, quando a diretoria resolve expulsar o indivíduo, os alunos que ao princípio o odiaram fazem um protesto na entrada do estabelecimento. Se bobear ainda cantam uma musiquinha de mãos dadas.

sexta-feira, fevereiro 08, 2002

Enquanto o Fantasmas de Marte está no caminho para ficar somente 2 semanas em cartaz no rio de janeiro vale lembra que a película levou milhares aos cinemas na França. Só pra provar que eu não sou louco.

quinta-feira, fevereiro 07, 2002

Bush e Blair indicados para o prêmio Nobel da paz. Porque não indicam o Maguila pra Nobel de Literatura?

segunda-feira, fevereiro 04, 2002





Mais um!
O Mundo x John Carpenter



Como já se tornou praxe, o novo filme de John Carpenter, 'Fantasmas de Marte', já estreou no Rio de Janeiro sendo um fracasso de público e de crítica. Depois de acompanhar durante sexta-feira última os vários segmentos da imprensa não-especializada espinafrando o filme fui assistir o mesmo (mal projetado no cinemark downtown, diga-se de passagem) com a companhia de umas 15 pessoas. Sendo que a metade deixou o filme antes do final. E o pior? O filme é bom, muito bom.

Uma das coisas que John Carpenter sabe fazer com louvour é construir um filme que se disfarca de ação ou terror de segunda que na verdade é uma obra de altíssima qualidade, exemplo de cinema comercial inteligente raro de se ver hoje em dia. Tudo isso regado com os ideais políticos de Carpenter, que é um dos diretores mais anarquistas de hoje em dia. E quando eu digo politizado não estou me referindo a aquela besteirada de gente da estirpe do Ken Loach não, nenhum filme do Carpenter é panfletário ou sentimentalóide.

A minha teoria é que esse 'disfarce' que o rapaz cria acaba por funcionar muito bem, enganando a crítica burra que parece não ter se dado ao trabalho de assistir ao filme, ou se o fez foi armada de todos os preconceitos possíveis. Então o público desavisado abre o jornal e vê uma crítica decendo o malho nem um filme chamado 'Fantasmas de Marte' e não pensa duas vezes: Vai assistir Senhor dos Anéis.

Não estou reclamando dos críticos que falam mal do filme (qualquer um tem o direito de achar o filme uma merda, da mesma maneira que eu tenho o de achar ótimo), mas sim dos que falam sem qualquer argumento válido. Quer um exemplo? Leia essa crítica do JB ou então a crítica do Tom Leão no Globo na última sexta. Ambas são um exemplo ótimo.

E o filme? É uma beleza, Carpenter volta novamente a 'Onde começa o inferno', de Howard Hawks pra contar um faroeste em Marte, cheio de ação, humor negro e um subtexto anti-globalizaçao, começando pela tagline: 'Dessa vez, nós somos os alienígenas.'.

quinta-feira, janeiro 31, 2002

Central dos testes inúteis





Isso aí. O mais novo produto da TiagoTeixeira.com.br corporation.

quarta-feira, janeiro 30, 2002

Image Inc.



Coloquei no ar hoje uma hq online que eu fiz, uma espécie de conto de fadas para designers. O nome do bicho é Image Inc., dá uma olhada e manda sua opinião se estiver de bobeira.

terça-feira, janeiro 29, 2002

A História para os americanos

O desenho 'Histeria' exibido no brasil pelo canal warner tem a proposta de ensinar história as crianças de forma divertida. Claro que sendo criado nos EUA e destinado a crianças americanas o ponto de vista do programa é sempre curioso. Em um dia desses o programa tentava explicar a guerra fria e começava dando as definições de capitalismo e comunismo:

Tio Sam - No capitalismo achamos que você tem o direito de ganhar dinheiro e fazer o que quiser com ele.
STALIN - No comunismo achamos que você tem o direito de ganhar dinheiro e que nós podemos fazer o que quisermos com ele.

Tenha medo.
Skylab no Gordo escroto



Em um de seus raros momentos o programa do gordo escroto reprisou na última sexta a antológica entrevista com Rogério Skylab, grande gênio da MPB, que teve chance de falar alguma coisa ainda que o gordo escroto como sempre tentasse se tornar o foco da entrevista (todas as entrevistas do Jô são sobre ele mesmo, já perceberam?). Skylab resistiu bravamente a aquele poço de arrogância e teve chance de cantar alguns hits como Matador de Passarinho e Motoserra. Visitem o site oficial dele, tem alguns mp3s por lá pra você sentir o gostinho.

segunda-feira, janeiro 28, 2002

Michel Gondry



Michel Gondry é um francês de 30 e poucos anos que é considerado um dos papas dos Videos Clips, junto com figurinhas como o Chris Cunninghan e o Spike Jonze. Esse rapaz produziu alguns dos clipes mais geniais que existem por aí, entre eles uma série de trabalhos para a Bjork (Human Behavior, Isobel, Jòga, Bachelorette e outros), Daft Punk (Around the World), Cibo Matto (Sugar Water) e Rolling Stones (Like a Rolling Stone). No momento está produzindo um vídeo para os White Stripes e acabou de lançar mais um clip interessantíssimo para a música 'Star Guitar' dos Xenical Brothers. Ele também está lancando um filme, Human Nature, com o roteirista do Eu quero ser John Malcovich. Pode ser legal, mas nunca se sabe, com aquela mania que diretores de videoclip tem de não manter nenhuma coerência visual e forçar a barra as vezes pra poder criar cenas bunitas. Só esperando pra ver.

Agora veje, toda a genialidade desse último vídeo, o 'Star Guitar' é usar a computação gráfica de uma maneira extremamente sutil. Tão sutil que nos primeiros minutos você pode achar que o Michel está de sacanagem com a sua cara, mas a medida que você vai entendendo a sacada do clipe a coisa se revela no mínimo muito esperta. Deixando o Bla bla bla de lado, confira o clipe de Star Guitar aqui, e o portfólio do cara aqui. Nesse site também está o Portfólio do Cunninghan, dê uma fuçada.

sexta-feira, janeiro 25, 2002

Até tu?



Dois cartunistas espanhóis publicaram esse desenho em um jornal do país durante a onda de saques na Argentina. O Quino, em uma surpreendente falta de humor, meio que subiu nas tamancas e eles tiveram que pedir desculpas publicamente pro homem. Tsc tsc tsc.
Engraçado é que toda vez que ouço falar dessa epidemia de dengue que se alastra pelo Rio de Janeiro eu só consigo lembrar das inúmeras passeatas dos mata-mosquitos que pude presenciar no centro da cidade, quando protestavam contra a demissão de boa parte de seus colegas de trabalho. Mas esquecam, se o próprio governador já disse que a culpa é da população, o que eu estou fazendo reclamando aqui?

quinta-feira, janeiro 24, 2002

Este que voz fala agora também está sendo publicado no Idearo, do Cristiano e do Maron, uhu!
Layout novo! Qualquer erro, manda uma mensagem.
João Carpinteiro



Contracampo especial John Carpenter, UHU! Imperdível, conta inclusive com textos de Juliana Fausto, a sra. Tiago Teixeira.

quarta-feira, janeiro 23, 2002

Entediado? Desiludido com a raça humana? Problemas com cupins? Que tal construir sua bomba atômica caseira? É só seguir as instruções!
Eu sou o Sailor Ripley. Qual personagem do David Lynch é você?

quinta-feira, janeiro 17, 2002

The Big Heat



Dica pra quem gosta de filme noir ou do bom cinema em geral: Acabou de ser lançado pela Columbia o DVD de "Os Corruptos" (The Big Heat), belo filme de Fritz Lang em uma cópia caprichada. Não tem extras, como a maioria dos filmes antigos que não se tornaram clássicos, trazendo apenas o trailer original. No filme, um policial honesto tem a família destruída por criminosos e inicia uma cruzada contra os responsáveis. O mais legal é que esse era um filme bem difícil de ser encontrado, como boa parte dos filmes noirs mais famosos. O Telecine está fazendo um bom trabalho exibindo alguns títulos difíceis também, como o "Capitulou Sorrindo" (The Glass Key) ou o "A Dália Azul" (The Blue Dahlia), fica esperto peregrino.

quarta-feira, janeiro 16, 2002




Galeria de fotos de um show do Tom Waits. Porque não trazem o maluco pro próximo Free Jazz ao invés de coisas como o BS (Não BullShit, Bela e Sebastião) ? O Toninho Espera é muito mais Jazz, catzo.

terça-feira, janeiro 15, 2002




Bruce Timm é rei. O Shane também.
O Alex Ross, que é um ótimo capista mas um desenhista de hq sem ritmo, sem noção narrativa e/ou e de diagramação nenhuma fez o novo poster do Oscar. Só é legal porque faz referência ao Batman do Miller.

segunda-feira, janeiro 14, 2002

Jack Matador

Como diria Chico picadinho, vamos por partes:

De novo, o problema da adaptação
Quando os primeiros planos de transferir a ótima HQ de Alan Moore e Eddie Campbell para a telona apareceram, Moore foi questionado sobre oque esperava do projeto. A resposta dele foi algo assim: "Eu não dou a mínima, minha obra foi a HQ, o filme é obra dos irmão Hughes e eu não tenho nada a ver com isso.". Nada mais certo. Mesmo assim, os fãs da HQ estão revoltadíssimos com o filme e vi algum deles saindo furiosos da sessão de cinema que assisti. A verdade é que não sobrou muita coisa da obra original, fora o plot básico e os personagens principais, e é exatamente por isso que o roteiro desse filme mesmo com todas as suas falhas é muito melhor adequado a seu meio do que o do 'Senhor dos Anais' por exemplo. Comecemos por elas...



Pontas soltas
Na sanha de transferir alguns detalhes da revista para o telão, os roteiristas se enrolaram e deixaram várias pontas soltas pela película, e várias situações importantes para a narrativa original ficam perdidas e gratuitas. Um exemplo é a exibição de Joseph Merrick, o homem elefante para a comunidade médica, que fica completamente desprovida de sentido e parece estar no filme para mostrar como que os maquiadores do filme são competentes e conseguem replicar o trabalho feito no 'Homem Elefante' do Lynch.

O Policial Americano na era Vitoriana
Talvez para transformar uma história pesada e complexa como o 'Do Inferno' original em uma coisa mais digerível para o grande público, foi optado por transformar a estrutura do filme em um policial americano clássico. O detetive principal é 'cool', sofisticado, usa drogas da moda e paranormal. Mesmo assim é um inspetor eficiente e por isso tolerado pelos superiores. Quando se embrenha no caso de Jack, opta por tomar medidas drásticas e quebrar algumas regras, levando seu superior a se enfurecer e o suspender. Ele esvazia sua escrevaninha (!) e tira todas as pistas que havia colado no mural de sua sala. Decidido a continuar no caso de qualquer jeito ele descobre o culpado, é sequestrado por seus capangas e luta dentro de uma carruagem. No fim se sacrifica pela amada, levando uma vida de sofrimento para que ela possa ficar em paz. Johnny Depp é uma espécie de Dirty Harry de suiças, numa era vitoriana saída de um filme da Hammer.

Elegância x Afetação
Enquanto algumas coisas no filme são resolvidas com uma elegância extrema outras são completamente afetadas. Os assassinatos de Jack são realizados com uma finesse tremenda. Faquinha aqui, fuish, fuish, sanguinho, nada muito gore. Nem mesmo as cenas no necrotério são explícitas, tudo fica muito sutil. Pra compensar as visões premonitórias do Inspetor Abberlin Mãe Diná são uma série de pequenos videoclipes do Marylyn Mason enxertados no meio do filme.



Tirando da Reta
Aqui uma comparação é inevitável. Na HQ Moore tem um cuidado especial pra insultar e incriminar quase todos os grupos que aparecem no filme, desde a realeza, passando pela polícia e principalmente a maçonaria. No filme todos são inocentados, até mesmo a rainha Vitória, que na HQ é a mandante do crime tem seus atos justificados. Tudo é culpa de Willian Gull, um psicopata perigoso, que por sua vez é punido por seus crimes.

A não-importância de fatos históricos
Aqui temos uma coisa curiosa. Vários fatos históricos importantes são distorcidos no filme, o que até é compreensível se você pensar que o que se vê ali é um filme e não um documentário, mas é esquisito mudar completamente acontecimentos e pessoas que existiram em um filme que se baseia em um acontecimento histórico tão estudado como esse (principalmente o desfecho do filme, que é um absurdo histórico muito assustador). Se vocês quiserem mais informações sobre as discrepâncias entre o filme, a HQ e a história real, deêm uma olhada nesse texto do Casebook: Jack the ripper, o site mais completo sobre o assunto.

A Heather Graham pelada
O filme não tem nehuma cena com a Heather Graham pelada, o que é um absurdo.

E é isso. Não é um filme muito ruim, só um pouco ruim. Eu esperava que fosse bem pior, vou ser sincero, o trailer original era horroroso. O lado bom é que agora o Alan Moore vai encher o rabo de dinheiro, com a venda da nova edição da HQ. E isso é sempre bom, o cabeludo merece.
Se vc não gosta do Tolkien é evidente que não foi ver o filme com "boas vontade", visto a crítica estapafúrdia que escreveu. Tenha paciência...

Sabe Tiago, alguma pessoas simplesmente não conseguem admitir que homens sejam amigos de outros homens, que o amor fraterno entre eles seja grande a ponto de fazê-los unidos. Para essas pessoas, que têm uma imensa necessidade de auto-afirmação, qualquer relação entre duas pessoas do mesmo sexo que não seja pai-filho é boiolice. Uma pena que você não leia Tolkien e se livre desse seu preconceito bobo.

Esse cara deeve ser um playboy de merda q adora aparecer...

Mais clientes satisfeitos! Ou não!

sábado, janeiro 12, 2002

a suposta crítica que o moço faz de o senhor dos anéis: a sociedade do anel não passa de um monte de merda pretensamente intelectualóide e anti-mainstream (não ficaria surpreso se o autor fosse mais um desses indieotas que andam infestando a internet com suas "opiniões", já que no mundo real, ninguém dá valor a elas).

Mais um cliente satisfeito!

sexta-feira, janeiro 11, 2002

Uhu! Calvin One informa: Davi Lins vai ser o presidente do próximo festival de Cannes!
E lá se vai o John Buscema...

quinta-feira, janeiro 10, 2002

A semelhança entre John Lennon e Chico Anysio

quarta-feira, janeiro 09, 2002

O Anel do Tolkien - Parte III

Agora darei meus argumentos para tentar provar porque 'O Senhor dos Anéis' foi a bomba do ano passado.

Os fãs
Em primeiro lugar, vamos deixar uma coisa clara: Não discuto esse filme com nenhum fã inveterado de Tolkien. Estou discutindo esse filme como obra individual, não como adaptação. Até mesmo porque um fã não tem o que reclamar, o plot básico foi mantido, as caracterizações dos personagens estão convincentes, os cenários também e eu acho que esses seriam os elementos importantes para a grande maioria de fãs do escritor. Mas como já disse estou discutindo o filme como filme.

O livro
Quem me conhece sabe que eu não gosto do Tolkien. Não gosto de seus livros, acho tudo muito chato. Apesar disso não estou sendo implicante nessas minhas impressões, fui ver o filme com a maior boa vontade, sério. Qual nao foi minha decepção quando descobri que o rapaz funcionava ainda pior na tela do que no papel.

O Roteiro
Nesse ponto o filme provavelmente sofre do mesmo mal que Harry Potter: A legião ensandecida de fãs. Essa legião iria entrar em pânico e mui provavelmente boicotar o filme se mudanças menores fossem feitas no roteiro. O resultado é grande e desengonçado, cheio de 'gorduras' e de pulos enormes no tempo da ação, com dialogos repetivivos e redundantes. 'Eu tenho que resistir ao poder do anel', 'O anel é mal, cuidado.', 'Resista ao poder maligno do anel.', 'Resista ao anel', 'Resista ao poder do anel', 'Não seja corrompido pelo poder maligno do anel, resista!'. Joguem logo o anel de volta no rio e parem de torrar meu saco.


Os Close-ups
Outra coisa que me irritou bastante foram os closes. A direção parece seguir a cartilha da Rede Globo para direção de folhetins diários. Todas as cenas eram closes, provavelmente pra disfarçar o tamanho dos hobbits. O resultado é uma atmosfera claustrofóbica e um conhecimento intímo de todos os poros da cara do Ian McKellen e da falta de poros maquiados do Elijah Wood. Sem contar que o close perde qualquer efeito dramático, se tornando um lugar-comum.

O problema dos Hobbits
A existência no filme de seres que deveriam ter a metade do tamanho de uma pessoa normal sem verba para criar o corpo da criatura sempre com cgis leva a uma série de ângulos malucos pra posicionar sempre os Hobbits no fundo do campo e deixar os outros personagens na frente. Irrita bastante a longo prazo.

Os Travelings
Um traveling é quando a câmera vem voando fazendo 'fuish' e dá uma volta pra mostrar toda a paisagem. Tudo que não é um close é um traveling nesse filme. Talvez pra torna-lo um 'épico'. Paisagens bonitas não fazem um épico, definitivamente.


As cenas de ação
Entre os vários outros elementos que me faziam lembrar o tempo inteiro da obra prima do Monty Python, as cenas de ação foram as mais parecidas. Todas elas são uma confusão só, com a câmera pulando e correndo, deixando você completamente sem noção do que está realmente acontecendo. Enquanto no Cálice sagrado elas funcionavam por serem toscas, no 'Senhor dos anéis' elas não funcionam exatamente por causa disso. Os orcs nunca apareciam direito, tem neguinho dizendo que elas foram filmadas assim pra disfarçar a maquiagem dos bichos. Eu não sei, mas o fato é que elas são enervantes.

Titanic na terra-média
A trilha sonora consegue ser a coisa mais irritante desde o blockbuster de James Cameron. E ela simplesmente não para durante o filme inteiro, com direito até mesmo a créditos embalados pela Enya. Fala sério. Talvez seja a tentativa de fazer o épico de novo.

A Banalização do Fantástico
Tudo é tão fantástico e irreal desde o primeiro minuto de filme que todos os monstros e aventuras da sociedade do anal, opa, anel só te dão sono. Ah, um demônio gigante? Beleza. Um exército de orcs? Tranquilo. Águia do tamanho de um elefante que leva o Gandalf nas costas? Ok. Nada surpreende, tudo é completamente apagado, sem drama.


Cafonice
Entramos em um ponto mais pessoal da minha crítica, mas é uma coisa que eu não posso deixar de apontar. O filme inteiro, dos pés a cabeça e englobando direção, cenários, letreiros de abertura, conceito é de uma cafonice tremenda. Brega, brega, brega.

O Bem vence o mal, espanta o temporal
Eu juro que nunca vi uma luta de bem x mal tão maniqueísta assim. O mau é mau porque nasceu assim, o bom idem. Parece desenho do He-man, sem espaço para nenhuma discussão. Culpa do livro? Não me interessa, está no filme do mesmo jeito. E eu disse que ia discutir o filme.

E aqui termino meus comentários sobre essa obra claramente superestimada. Mande as ameaças de morte para info@tiagoteixeira.com.br ou use o formulário ao lado. Agradeço a paciência de quem acompanhou, obrigado peregrinos.

terça-feira, janeiro 08, 2002

O Anel do Tolkien - Parte II

Ontem falamos sobre os heróis, hoje enfocaremos os vilões da fita:


O Um Anel
Nenhum erro de digitação aqui, a arma definitiva do filme é chamada de 'um anel' mesmo. Seu poder corrompe a gramática inclusive. Esse anel é plágio de um mito platônico sobre o anel de Giges. Giges encontra um anel que o faz invisível e aos poucos o corrompe. Esse aí deve ser neto desse primeiro, que provavelmente se chamava 'zero anel' ou 'meio anel', quem vai saber? Toda a Terra-média quer o anel de Frodo, de qualquer jeito. Devem ser aqueles pés peludos chamosos.


Sauron
Antes de morrer era uma figura imponente e poderosa que podia arremessar seus adversários como o Asterix. Depois de morto se manifesta na forma de uma vagina flamejante enorme que assusta mortalmente todos que põe os olhos sobre ele, dizendo "Venha para mim Frodo, veeeem...".


Saruman
Não, não é o Sauronman mas é quase. Ele é o mestre de Obi-wan, ops, Gandalf, que é corrompido pelo lado negro, ops, Sauron. Cria uma estrela da morte, ops, fortaleza para ele e planeja dominar o mundo. Como você pode perceber os magos mais poderosos são apresentados aos pentes, shampoos e ao sabão em pó.


O Troll das Cavernas
O Troll é uma das criaturas que os heróis enfrentam no filme, grande e poderosa. Apesar de burra como uma porta ela consegue pregar até algumas peças na mente brilhante do Frodo. Esse monstro horroroso e destruidor serve pra mostrar como a sociedade do anel é um poço de incompetência quase sendo destruida por um bicho que o Harry Potter matou com uma varinha de condão no nariz.


O meio-orc
Mau como o pica-pau, é uma cruza mágica entre os orcs e os humanos, sendo o único personagem negro do filme, com rastafaris inclusive. Pra piorar a situação o raparigo se pinta como um aborígene. Como o filme é completamente assexuado (sem contar a temática gay que permeia toda a película, porque na realidade ninguém come ninguém.) o bicho nasce de um buraco no chão.


Balrog
Monstro flamejante que é morto de forma inteligentíssima por Gandalf, que corre até o meio de uma ponte que provavelmente já iria se partir com o peso do monstro. Também é conhecido por lutar no Street Fighter.

Amanhã, na última parte desse texto, analisaremos o filme em si.