
Dos anos 90 pra cá, você poderia observar um padrão perfeito que acontecia em 90% dos filmes que conseguiam uma continuação. O padrão da queda de qualidade, que se caracterizava pela redução da mesma em progressão geométrica à cada sequência. Se o primeiro filme era bom, inadvertidamente o segundo seria fraco e o terceiro intragável. Se uma quarta sequência fosse produzida ela possuiria uma tendência a se tornar um cult entre os adoradores do cinema bizarro.
Lentamente parece que a tendência está se invertendo, com algumas continuações (raras ainda) que quase conseguem fazer jus ao filme original, como era tão comum na idade de ouro das trilogias, os anos 80. Temos aí, se você lembrar, o MI2 ou o Toy Story 2 por exemplo. Claro que outros realizadores não conseguem se livrar dessa tradição tão cara à Hollywood, como os que produziram pérolas como o segundo MIB, o terceiro Batman e Robin, a saideira do Robocop ou os todos os outros Halloweens.
E Mike Myers estava animadíssimo pra fazer parte do time com seu Austin Powers 2. Bem inferior ao primeiro, o filme anunciava um canto do cisne assustador para o personagem, e eu sinceramente esperava uma bomba maior que Enola Gay. E adivinha só? Errei feio.
Não me pergunte o que aconteceu, peregrino. Mas a verdade é que Austin Powers 3 é um filme muito, muito engraçado. Mais engraçado que o segundo E o primeiro juntos. A sequência de abertura surpreendente (uma piada que já foi estragada por milhares de críticos de jornais de grande circulação que contaram a punchline da mesma.) é só o começo de uma série de piadas que variam entre um humor sofisticado e cheio de referências pro toilet humor mais grosseiro sem perder a graça. Até o Fat Bastard (o Roberto Jefferson do Myers) está engraçado. Não que ele chegue perto do bizarro e políticamente incorreto Goldmember.
Só podia ser melhor se o Sean Connery tivesse feito o papel do pai de Austin, no lugar do Michael Caine. Mas aí seria pedir demais.



























