A Mardita da Cachaça
Exibição de curtas. Cachaça grátis. Festinha. Dois Reais. E digo mais! Os curtas eram bons e a platéia da exibição surpreendentemente educada pra quem está esperando uma festa com cachaça grátis logo depois. Uhu. O Cachaça Cinemaclube acontece toda quarta feira no Odeon, aqui no Rio. O problema é que tinha muita gente. Tipo, tanta gente que no fim da sessão foi impossível entrar no segundo andar do estabelecimento.
E fui apresentado ao majestoso, fantástico, absurdo trabalho do Telefone Colorido e Pajé Limpeza, chamado `Resgate Cultural´ que uma das coisas mais engraçadas que eu já vi. Muito bom mesmo, coisa de gênio. Merecia o Oscar.
quinta-feira, março 20, 2003
quarta-feira, março 19, 2003
Texto requentado
Na foto acima: Bush, Collin Powel, Blair e Saddam.
Se eles vão, que vão com estilo:
Then it’s war!
Then it’s war!
Gather the forces!
Harness the horses!
Then it’s war!
Freedonia’s going to war!
Each native son will grab a gun.
And run away to war!
Feet will beat along the street to…
War!
We’re going to war!
At last the country’s going to war
It seems the country’s going to war.
At last the country’s going to war.
We’re going to war!
Vale notar que é uma vergonha eu ter de requentar esse post tão cedo.
Na foto acima: Bush, Collin Powel, Blair e Saddam.
Se eles vão, que vão com estilo:
Then it’s war!
Then it’s war!
Gather the forces!
Harness the horses!
Then it’s war!
Freedonia’s going to war!
Each native son will grab a gun.
And run away to war!
Feet will beat along the street to…
War!
We’re going to war!
At last the country’s going to war
It seems the country’s going to war.
At last the country’s going to war.
We’re going to war!
Vale notar que é uma vergonha eu ter de requentar esse post tão cedo.
sexta-feira, março 14, 2003
Eu sei que você também ficou decepcionado com a origem do filé a francesa. Mas que porcaria, né? Nenhum mistério, nada pitoresco ou mesmo levemente interessante. E sinceramente isso aí tem a maior pinta de ser historinha. K-ô. Balela. Conversa pra boi dormir. Cadê o francês? Quem era o rapaz que atendia ele? Eu quero fatos, fatos!
Se você era um usuário dos testes inúteis, me desculpem mas o endereço do bicho mudou. Eu estou pagando uma taxa absurda de transferência adicional e algumas áreas vão ser transplantadas. Clica aqui pra visitar a nova casa dos testes inuteis. Foi mal pro pessoal que já tinha linkado as imagens, mas eu sou uma pessoa pobre pra sustentar esses links todos.
O Rio Show desvenda um dos grandes mistérios da humanidade, a origem do Filé à francesa. Segue:
A casa (O Nova capela, primeiro e lendário restaurante da Lapa) tinha o formato de uma nave e por isso ganhou o nome. Contam também que ali foi o berço do filé à francesa: um assíduo cliente (francês, óbvio) só pedia seu filé — de frango — acompanhado de batata palha com presunto, cebola e petit pois . Ele chegava e o garçom avisava à cozinha: “Solta o filé à francesa!” Difícil mesmo é comer filé à francesa na França. Não existe. O prato é coisa nossa, ou melhor, do Capela.
A casa (O Nova capela, primeiro e lendário restaurante da Lapa) tinha o formato de uma nave e por isso ganhou o nome. Contam também que ali foi o berço do filé à francesa: um assíduo cliente (francês, óbvio) só pedia seu filé — de frango — acompanhado de batata palha com presunto, cebola e petit pois . Ele chegava e o garçom avisava à cozinha: “Solta o filé à francesa!” Difícil mesmo é comer filé à francesa na França. Não existe. O prato é coisa nossa, ou melhor, do Capela.
quinta-feira, março 13, 2003
George Bush you’re looking like Zoolander
Trying to play tough for the camera
Bestie Boys contra a guerra. No Showbizz são poucos que dizem o contrário, como Tom Cruise e Steven Spielberg que já deixaram claro que acham a guerra bem razoável. Há quem goste de uma massacrezinho zuper básico.
Trying to play tough for the camera
Bestie Boys contra a guerra. No Showbizz são poucos que dizem o contrário, como Tom Cruise e Steven Spielberg que já deixaram claro que acham a guerra bem razoável. Há quem goste de uma massacrezinho zuper básico.
terça-feira, março 11, 2003
sexta-feira, março 07, 2003
Menos dois
Os cinemas da Galeria Condor, no Largo do Machado foram vendidos a igreja universal por 2 milhão. Tudo bem, tudo bem, os cinemas eram uma merda mesmo. Só não vale vender a Rotisseria árabe (o melhor árabe do Rio, sem discussão) pros bíblias. Aí fica difícil.
Se você quiser se despedir do Largo do Machado 1, ainda pode pegar Gangues de Nova Iorque por lá. O filme é bom pra dedéu. Melhor do ano até agora. Tipo, obra prima. Depois eu falo mais sobre isso, ou não.
Os cinemas da Galeria Condor, no Largo do Machado foram vendidos a igreja universal por 2 milhão. Tudo bem, tudo bem, os cinemas eram uma merda mesmo. Só não vale vender a Rotisseria árabe (o melhor árabe do Rio, sem discussão) pros bíblias. Aí fica difícil.
Se você quiser se despedir do Largo do Machado 1, ainda pode pegar Gangues de Nova Iorque por lá. O filme é bom pra dedéu. Melhor do ano até agora. Tipo, obra prima. Depois eu falo mais sobre isso, ou não.
Caridade
Vamos dar um tempinho nos comentários espirtuosos e engraçadinhos para tratar de um assunto sério. Um dos diretores mais conhecidos e festejados do cinemão americano, Steven Spielberg está passando por necessidades. Venho por meio desse post, iniciar um movimento de apoio ao homem. Explico. Como pode-se perceber por toda a obra cinematográfica desenvolvida por ele ao longo de sua vida, Spielberg é um homem amargurado com o mundo, que entre seu desprezo pelo sexo, sua misoginia e sua síndrome de Peter Pan aguçada deixa transparecer uma disfunção grave no que se tange a relações familiares.

Sugiro uma vaquinha para arrecadar fundos e pagar algumas sessões de terapia para o grande diretor. Quem sabe desse jeito ele volta a fazer filmes divertidos ao invés de se tornar um autor sociopata em seus tratados sobre a família americana? Dessa maneira não vamos mais ter filmes que poderiam ter sido absolutamente simpáticos e divertidos como o `Pegue-me se for capaz´ destruídos por essa constante e incômoda obsessão autoral.
Veje bem. Ao invés do filme ser `Jovem consegue enganar o FBI e a polícia e se torna o maior vigarista de todos os tempos´ ele é: ´Jovem sofre uma grande tragédia na família (um divórcio, o pior dos males do mundo de Spielberg) pois sua mãe deixa o pai que empobreceu. Para tentar reatar os dois ele foge de casa e enriquece ilicitamente, tentando impressionar seu pai e fornecer a eles os meios (econômicos) para reconquistar sua mãe. Assim o mundo ficaria perfeito. Um agente do FBI o persegue porque também foi atingido por uma tragédia terrível (adivinha... um divórcio) e como não tem mais uma família volta sua vida para o trabalho. Na verdade o que ele quer é sua família de volta. Com a morte do pai do vigarista e o nascimento de uma meia-irmã do segundo casamento de sua mãe tudo que era mais sagrado em sua existência é jogado na lata do lixo e ele perde a razão de viver. Mas volta a cena quando o agente do FBI o ´adota´ sob custódia e os dois viram uma família novamente. E todos vivem felizes para sempre.´
E aí você desperdiça uma direção rapidinha, atores esforçados, e todo um clima de filme sofisticado e rapidinho a lá ´Onze homens e um segredo´. Até o John Willians deixou de ser John Willians um pouquinho e emulou um Henry Mancini.
Vamos lá gente, eu estou apelando para a boa vontade de vocês.
E po, se quiserem uma crítica séria sobre o filme, leiam o texto do Fernando Veríssimo, na Contra. Não, não é esse veríssimo. É o outro.
Vamos dar um tempinho nos comentários espirtuosos e engraçadinhos para tratar de um assunto sério. Um dos diretores mais conhecidos e festejados do cinemão americano, Steven Spielberg está passando por necessidades. Venho por meio desse post, iniciar um movimento de apoio ao homem. Explico. Como pode-se perceber por toda a obra cinematográfica desenvolvida por ele ao longo de sua vida, Spielberg é um homem amargurado com o mundo, que entre seu desprezo pelo sexo, sua misoginia e sua síndrome de Peter Pan aguçada deixa transparecer uma disfunção grave no que se tange a relações familiares.

Sugiro uma vaquinha para arrecadar fundos e pagar algumas sessões de terapia para o grande diretor. Quem sabe desse jeito ele volta a fazer filmes divertidos ao invés de se tornar um autor sociopata em seus tratados sobre a família americana? Dessa maneira não vamos mais ter filmes que poderiam ter sido absolutamente simpáticos e divertidos como o `Pegue-me se for capaz´ destruídos por essa constante e incômoda obsessão autoral.
Veje bem. Ao invés do filme ser `Jovem consegue enganar o FBI e a polícia e se torna o maior vigarista de todos os tempos´ ele é: ´Jovem sofre uma grande tragédia na família (um divórcio, o pior dos males do mundo de Spielberg) pois sua mãe deixa o pai que empobreceu. Para tentar reatar os dois ele foge de casa e enriquece ilicitamente, tentando impressionar seu pai e fornecer a eles os meios (econômicos) para reconquistar sua mãe. Assim o mundo ficaria perfeito. Um agente do FBI o persegue porque também foi atingido por uma tragédia terrível (adivinha... um divórcio) e como não tem mais uma família volta sua vida para o trabalho. Na verdade o que ele quer é sua família de volta. Com a morte do pai do vigarista e o nascimento de uma meia-irmã do segundo casamento de sua mãe tudo que era mais sagrado em sua existência é jogado na lata do lixo e ele perde a razão de viver. Mas volta a cena quando o agente do FBI o ´adota´ sob custódia e os dois viram uma família novamente. E todos vivem felizes para sempre.´
E aí você desperdiça uma direção rapidinha, atores esforçados, e todo um clima de filme sofisticado e rapidinho a lá ´Onze homens e um segredo´. Até o John Willians deixou de ser John Willians um pouquinho e emulou um Henry Mancini.
Vamos lá gente, eu estou apelando para a boa vontade de vocês.
E po, se quiserem uma crítica séria sobre o filme, leiam o texto do Fernando Veríssimo, na Contra. Não, não é esse veríssimo. É o outro.
quinta-feira, março 06, 2003
Utilidade Pública
Reproduzo aqui, e-mail enviado para este blog após o desfile de sábado. Espero que essa atitude sirva de alerta as autoridades, que despudoradamente viram os olhos para esse tipo de desrespeito com o público. Segue:
Caro Tiago Teixeira Ponto Com Ponto Bê-erre,
Tendo em vista tanto o vasto alcance nacional e internacional como a seleta audiência desse seu absolutamente genial (mas modesto) site lhe envio esse relato de um fato acontecido no último sábado, no Sambódromo do Rio de Janeiro, por volta das 22:00.
Poucos minutos após o início do desfile, eu estando localizado em um dos setores superiores do local, notei uma comoção estranha entre as pessoas a minha volta. Certo momento, todos eles se olharam e voltaram sua atenção para um local distante, como se esperando um sinal. Apertando a vista consegui ver um homem que acenava de dentro de um camarote no outro lado da pista. Imediatamente cerca de 50 ou mais pessoas ao meu redor sacaram painéis de papel branco e os colocaram acima de suas cabeças. Levei um grande susto e minha visão do espetáculo foi imediatamente prejudicada. Tentando entender o que acontecia ali, olhei para cima e graças a luz dos refletores consegui ver que as placas que as pessoas erguiam sobre suas cabeças possuiam os dizeres: CASAS BAHIA.
Minha revolta foi imediata. Eu, cidadão pagador dos meus impostos, adevogado, que comprei um ingresso superfaturado para o carnaval de 2003 como qualquer um ali presente estava tendo a minha visão do desfile obstruida por uma conspiração claramente ilegal visando promover uma loja de eletrodomésticos que vende sofás horrorosos.
Comuniquei aos portadores dos cartazes, em altos brados, como eu me sentia em relação a aquela situação. Mas antes que eu pudesse obter uma resposta senti um peso enorme em cima da minha cabeça. Alguma coisa empurrava as placas por cima, e os anunciantes disfarçados de público pagante faziam um esforço hercúleo para não serem esmagados. Olhei para cima em pânico e percebi a abominação que tentava nos transformar em pasta: Um imenso fedelho com chapéu de cangaceiro sambava em cima de nós. Graças ao meu bom Deus o terror durou pouco, e em alguns segundos a criatura se dissipou no ar, tão misteriosamente como havia aparecido.
Não consegui assistir o desfile, mas no dia seguinte amigos que acompanharam o show pela televisão me relataram que o demônio abestalhado apareceu em cima da cabeça do público durante toda a madrugada.
Já tentei contatos nos jornais e não fui atentido. O mesmo aconteceu no rádio e nas tvs. Tento agora pela internet ser ouvido, já que estou obviamente sendo censurado pelos meios de comunicação. Pois acredito piamente que o homem que acenou para o grupo com as placas no começo dessa tragédia vestia um uniforme da rede globo.
Conto com você Tiago.
Reproduzo aqui, e-mail enviado para este blog após o desfile de sábado. Espero que essa atitude sirva de alerta as autoridades, que despudoradamente viram os olhos para esse tipo de desrespeito com o público. Segue:
Caro Tiago Teixeira Ponto Com Ponto Bê-erre,
Tendo em vista tanto o vasto alcance nacional e internacional como a seleta audiência desse seu absolutamente genial (mas modesto) site lhe envio esse relato de um fato acontecido no último sábado, no Sambódromo do Rio de Janeiro, por volta das 22:00.
Poucos minutos após o início do desfile, eu estando localizado em um dos setores superiores do local, notei uma comoção estranha entre as pessoas a minha volta. Certo momento, todos eles se olharam e voltaram sua atenção para um local distante, como se esperando um sinal. Apertando a vista consegui ver um homem que acenava de dentro de um camarote no outro lado da pista. Imediatamente cerca de 50 ou mais pessoas ao meu redor sacaram painéis de papel branco e os colocaram acima de suas cabeças. Levei um grande susto e minha visão do espetáculo foi imediatamente prejudicada. Tentando entender o que acontecia ali, olhei para cima e graças a luz dos refletores consegui ver que as placas que as pessoas erguiam sobre suas cabeças possuiam os dizeres: CASAS BAHIA.
Minha revolta foi imediata. Eu, cidadão pagador dos meus impostos, adevogado, que comprei um ingresso superfaturado para o carnaval de 2003 como qualquer um ali presente estava tendo a minha visão do desfile obstruida por uma conspiração claramente ilegal visando promover uma loja de eletrodomésticos que vende sofás horrorosos.
Comuniquei aos portadores dos cartazes, em altos brados, como eu me sentia em relação a aquela situação. Mas antes que eu pudesse obter uma resposta senti um peso enorme em cima da minha cabeça. Alguma coisa empurrava as placas por cima, e os anunciantes disfarçados de público pagante faziam um esforço hercúleo para não serem esmagados. Olhei para cima em pânico e percebi a abominação que tentava nos transformar em pasta: Um imenso fedelho com chapéu de cangaceiro sambava em cima de nós. Graças ao meu bom Deus o terror durou pouco, e em alguns segundos a criatura se dissipou no ar, tão misteriosamente como havia aparecido.
Não consegui assistir o desfile, mas no dia seguinte amigos que acompanharam o show pela televisão me relataram que o demônio abestalhado apareceu em cima da cabeça do público durante toda a madrugada.
Já tentei contatos nos jornais e não fui atentido. O mesmo aconteceu no rádio e nas tvs. Tento agora pela internet ser ouvido, já que estou obviamente sendo censurado pelos meios de comunicação. Pois acredito piamente que o homem que acenou para o grupo com as placas no começo dessa tragédia vestia um uniforme da rede globo.
Conto com você Tiago.
quinta-feira, fevereiro 27, 2003
Neguinho não tem vergonha
Atenção na nova propaganda automobilística embalada por música modernosa e concreta de Arnaldo Antunes em veiculação (sentiu o trocadilho - 'veiculação') nas redes de tv aberta e cinemas este mês. Em um momento, vemos uma cena aonde uma garotinha devora avidamente pequenas frutas vermelhas (amoras?) que estão nas pontas de seus dedos. Eu podia dizer que essa cena se parece com um momento daquele videoclipe "O Fabuloso Destino de Amelie Poulin", mas estaria mentido. Ela não se parece. Ela é idêntica. Da feição da pirralha até o filtro fotográfico utilizado. Qualé gente. Escolham uns filmes mais obscuros pra copiar descaradamente, já que é só isso que 99% dos publicitários sabe fazer mesmo.
Atenção na nova propaganda automobilística embalada por música modernosa e concreta de Arnaldo Antunes em veiculação (sentiu o trocadilho - 'veiculação') nas redes de tv aberta e cinemas este mês. Em um momento, vemos uma cena aonde uma garotinha devora avidamente pequenas frutas vermelhas (amoras?) que estão nas pontas de seus dedos. Eu podia dizer que essa cena se parece com um momento daquele videoclipe "O Fabuloso Destino de Amelie Poulin", mas estaria mentido. Ela não se parece. Ela é idêntica. Da feição da pirralha até o filtro fotográfico utilizado. Qualé gente. Escolham uns filmes mais obscuros pra copiar descaradamente, já que é só isso que 99% dos publicitários sabe fazer mesmo.
quarta-feira, fevereiro 26, 2003
segunda-feira, fevereiro 24, 2003
Momento facistóide
Nesse momento, estou tendo um ataque da sindrome de Sivuca, mal diagnosticado por mim mesmo e descrito extensivamente nesse espaço. Desejo uma morte lenta e cruel a qualquer mancebo capaz de atear fogo em um ônibus cheio de pessoas que estão indo para o trabalho as 8:30 de uma segunda-feira. Não existe nenhuma, repito, nenhuma justificativa pra isso. Nem a fome, nem uma vida de injustiça, nem a exclusão social, nem nada.
Pensando bem, a morte é um péssimo castigo. Uma existência de trabalhos forçados para o bem comum seria melhor. Que tal construir uns hospitais carregando pedra no lombo, como o que nesse momento abriga a senhora de 70 anos que não conseguiu sair do coletivo e está internada em estado grave? Era justo!
Pronto, passou.
Nesse momento, estou tendo um ataque da sindrome de Sivuca, mal diagnosticado por mim mesmo e descrito extensivamente nesse espaço. Desejo uma morte lenta e cruel a qualquer mancebo capaz de atear fogo em um ônibus cheio de pessoas que estão indo para o trabalho as 8:30 de uma segunda-feira. Não existe nenhuma, repito, nenhuma justificativa pra isso. Nem a fome, nem uma vida de injustiça, nem a exclusão social, nem nada.
Pensando bem, a morte é um péssimo castigo. Uma existência de trabalhos forçados para o bem comum seria melhor. Que tal construir uns hospitais carregando pedra no lombo, como o que nesse momento abriga a senhora de 70 anos que não conseguiu sair do coletivo e está internada em estado grave? Era justo!
Pronto, passou.
sexta-feira, fevereiro 21, 2003
Uma opinião valiosa sobre os anos 80
Vou fazer uma coisa nova agora. Traduzirei um post de um outro site para vocês. Eu sei que quase nunca faço isso, mas esse texto é uma obra prima. É uma coisa que eu gostaria muito de ter escrito, pois ele diz tin-tin por tin-tin tudo que eu sempre quiz dizer sobre os anos 80.
And so it goes...
Sim, eu lembro dos anos 80. Muito legal. Noto que você também se lembra. Que ótimo. Talvez agora podemos colocar de lado a idéia de que fazer referência a coisas com as quais crescemos te da um ar de esperteza, hein? E talvez possamos para de participar de conversas que consistem mais ou menos inteiramente de mencionar programas de tv que acompanhavamos acompanhados de observações de que como eles eram "geniais!". Falando sério, pessoal. Se eu mais uma vez estiver em um grupo de pessoas que comecem com "Cara, se lembra dos Thundercats? Eu adorava! Lembra do He-man? He-man era muito bom! Lembra do Danger Mouse? Eu lembro! Ótimo! Cara, Silverhawks! Cara, Transformers e Comandos em ação e TODO DESENHO MAL-ANIMADO DE MERDA QUE ASSISTIAMOS QUANDO FICAVAMOS SENTADOS O DIA INTEIRO NA FRENTE DA TV E NÃO TINHAMOS QUE PAGAR ALUGUEL, TER EMPREGOS OU MENSTRUAR" eu irei subir em um lugar alto não com o propósito de atirar nas cabeças das pessoas, e sim de defecar nelas. Eu não tenho uma mira tão boa, mas por Deus, eu tentarei.
Quem escreveu isso foi o JSP, do sixsixfive, meu vício a uma semana. Ainda termino de ler todos os textos um dia.
Vou fazer uma coisa nova agora. Traduzirei um post de um outro site para vocês. Eu sei que quase nunca faço isso, mas esse texto é uma obra prima. É uma coisa que eu gostaria muito de ter escrito, pois ele diz tin-tin por tin-tin tudo que eu sempre quiz dizer sobre os anos 80.
And so it goes...
Sim, eu lembro dos anos 80. Muito legal. Noto que você também se lembra. Que ótimo. Talvez agora podemos colocar de lado a idéia de que fazer referência a coisas com as quais crescemos te da um ar de esperteza, hein? E talvez possamos para de participar de conversas que consistem mais ou menos inteiramente de mencionar programas de tv que acompanhavamos acompanhados de observações de que como eles eram "geniais!". Falando sério, pessoal. Se eu mais uma vez estiver em um grupo de pessoas que comecem com "Cara, se lembra dos Thundercats? Eu adorava! Lembra do He-man? He-man era muito bom! Lembra do Danger Mouse? Eu lembro! Ótimo! Cara, Silverhawks! Cara, Transformers e Comandos em ação e TODO DESENHO MAL-ANIMADO DE MERDA QUE ASSISTIAMOS QUANDO FICAVAMOS SENTADOS O DIA INTEIRO NA FRENTE DA TV E NÃO TINHAMOS QUE PAGAR ALUGUEL, TER EMPREGOS OU MENSTRUAR" eu irei subir em um lugar alto não com o propósito de atirar nas cabeças das pessoas, e sim de defecar nelas. Eu não tenho uma mira tão boa, mas por Deus, eu tentarei.
Quem escreveu isso foi o JSP, do sixsixfive, meu vício a uma semana. Ainda termino de ler todos os textos um dia.
quinta-feira, fevereiro 20, 2003
Passa o Sal?
Mui provavelmete vossa senhoria já ouviu falar de Al Pacino. Esse mesmo. Ator ítalo-americano que despontou nos anos 70 e que junto com os grandes da sua geração (Jack Nicholson e Robert de Niro) hoje em dia se tornou uma caricatura de si mesmo e que vai continuar interpretando o mesmo personagem pelo resto de seus dias.

Ai é que eu te digo, nobre leitor. Al Pacino não é nada, nada mesmo, perto do homem a quem deve sua vida. O glorioso SAL PACINO.
Sim, Sal Pacino, como vocês já devem ter desconfiado, tambem atende pelo nome de ´Pai do Al Pacino´. Self-made man, Sal começou como engraxate ainda quando era ("um menino excepcionalmente bonito"). Mais tarde entrou no exército. Mudando de ramo variadas vezes, Sal Pacino desenvolveu uma grande gama de habilidades. No seu currículo podemos descobrir que ele é capaz de cantar, dançar, jogar golf, levantar pesos, e é claro, tocar maracas.
Sua carreira não vai muito bem, tendo debutado no vídeo de ginástica para a terceira idade ´Silver Foxes´ Sal só tem conseguido papéis pequenos. Certa vez chegou até a apresentar um especial do Tom Jones. Também foi o dançarino principal de ´Younger and Younger´. O seu ápice artístico provavelmente foi quando figurou em uma campanha publicitária fotografada pelo David LaChapelle para a revista Esquire (a foto que ilustra esse texto é dele).
Mas sem esmorecer, Sal continua sua busca pelo successo. "Para perseverar um homem deve sonhar." ele diz. Acompanhe sua saga, em seu próprio Website. E atentem por favor para o logotipo inspirado em `O Poderoso Chefão´, filme que lançou a carreira do filho. Também vale grifar a área de fotos, que é inigualavel. Acho que é isso. Obrigado pelo seu tempo.
Mui provavelmete vossa senhoria já ouviu falar de Al Pacino. Esse mesmo. Ator ítalo-americano que despontou nos anos 70 e que junto com os grandes da sua geração (Jack Nicholson e Robert de Niro) hoje em dia se tornou uma caricatura de si mesmo e que vai continuar interpretando o mesmo personagem pelo resto de seus dias.

Sim, Sal Pacino, como vocês já devem ter desconfiado, tambem atende pelo nome de ´Pai do Al Pacino´. Self-made man, Sal começou como engraxate ainda quando era ("um menino excepcionalmente bonito"). Mais tarde entrou no exército. Mudando de ramo variadas vezes, Sal Pacino desenvolveu uma grande gama de habilidades. No seu currículo podemos descobrir que ele é capaz de cantar, dançar, jogar golf, levantar pesos, e é claro, tocar maracas.
Sua carreira não vai muito bem, tendo debutado no vídeo de ginástica para a terceira idade ´Silver Foxes´ Sal só tem conseguido papéis pequenos. Certa vez chegou até a apresentar um especial do Tom Jones. Também foi o dançarino principal de ´Younger and Younger´. O seu ápice artístico provavelmente foi quando figurou em uma campanha publicitária fotografada pelo David LaChapelle para a revista Esquire (a foto que ilustra esse texto é dele).
Mas sem esmorecer, Sal continua sua busca pelo successo. "Para perseverar um homem deve sonhar." ele diz. Acompanhe sua saga, em seu próprio Website. E atentem por favor para o logotipo inspirado em `O Poderoso Chefão´, filme que lançou a carreira do filho. Também vale grifar a área de fotos, que é inigualavel. Acho que é isso. Obrigado pelo seu tempo.
segunda-feira, fevereiro 17, 2003
Sábado último, sessão Cineclube de cinema.

A exibição do excepcional Touro Indomável foi um acontecimento ímpar. Três horas antes do início do filme uma fila de dois quilometros havia se formado na frente do cinema. Faltando duas horas os ingressos tinham terminado e a única maneira de se conseguir um era apelar para os cambistas que estavam cobrando por volta de 50 reais pelas entradas e mesmo assim tiveram sua mercadoria esgotada em minutos. A fúria da turba enlouquecida que não conseguiu entrar na sala se alastrou por toda a cinelândia, forçando os bares e comércio local a fecharem as portas. A guarda municipal foi acionada e camelôs que faziam ponto por perto prepararam uma vigorosa saudação com pedras portuguesas importadas do Alemtejo. A chegada do batalhão de choque não desanimou os revoltosos e mesmo sob uma chuva de balas de borracha e bombas de efeito moral, dois pipoqueiros e uma bilheteira foram queimados em um protesto contra a guerra do iraque organizado de improviso por membros do PSTU que perderam o Scorcese. Dentro do cinema, a sessão foi interrompida repetidas vezes por brigas entre o público que disputava pelos melhores lugares da casa e que fez algumas poltronas voarem ante a tela prateada do tradicional cinema. Groupies da contracampo tiraram a roupa e correram pelos corredores. Lanterninhas pediram as contas e se trancaram no banheiro.
Tá, eu posso ter exagerado, mas o fato é que foi muita gente lá. Foi super divertido.

A exibição do excepcional Touro Indomável foi um acontecimento ímpar. Três horas antes do início do filme uma fila de dois quilometros havia se formado na frente do cinema. Faltando duas horas os ingressos tinham terminado e a única maneira de se conseguir um era apelar para os cambistas que estavam cobrando por volta de 50 reais pelas entradas e mesmo assim tiveram sua mercadoria esgotada em minutos. A fúria da turba enlouquecida que não conseguiu entrar na sala se alastrou por toda a cinelândia, forçando os bares e comércio local a fecharem as portas. A guarda municipal foi acionada e camelôs que faziam ponto por perto prepararam uma vigorosa saudação com pedras portuguesas importadas do Alemtejo. A chegada do batalhão de choque não desanimou os revoltosos e mesmo sob uma chuva de balas de borracha e bombas de efeito moral, dois pipoqueiros e uma bilheteira foram queimados em um protesto contra a guerra do iraque organizado de improviso por membros do PSTU que perderam o Scorcese. Dentro do cinema, a sessão foi interrompida repetidas vezes por brigas entre o público que disputava pelos melhores lugares da casa e que fez algumas poltronas voarem ante a tela prateada do tradicional cinema. Groupies da contracampo tiraram a roupa e correram pelos corredores. Lanterninhas pediram as contas e se trancaram no banheiro.
Tá, eu posso ter exagerado, mas o fato é que foi muita gente lá. Foi super divertido.
sexta-feira, fevereiro 07, 2003
Loulou
Amanhã rola a segunda edição do Cineclube do Odeon, iniciativa da Contraponto e do grupo estação. O filme é Loulou, do Pialat, que eu conheci semana passada e achei ótimo. Não sei o horário, acho que é as 20:00. Se informa no JB, porque o Globo boicota a Contrasenso e semana passada nem noticiou o evento no guia de cinemas. Vai rolar toda semana até março isso, comparecam se gostarem de cinema ou se quiserem parecer inteligentes como a grande maioria dos frequentadores dos cinema-bistrôs do estação que compõe 99% do público-alvo (não estou sendo preconceituoso! É alvo no sentido de target, confira no Aurélio!) da rede.
Amanhã rola a segunda edição do Cineclube do Odeon, iniciativa da Contraponto e do grupo estação. O filme é Loulou, do Pialat, que eu conheci semana passada e achei ótimo. Não sei o horário, acho que é as 20:00. Se informa no JB, porque o Globo boicota a Contrasenso e semana passada nem noticiou o evento no guia de cinemas. Vai rolar toda semana até março isso, comparecam se gostarem de cinema ou se quiserem parecer inteligentes como a grande maioria dos frequentadores dos cinema-bistrôs do estação que compõe 99% do público-alvo (não estou sendo preconceituoso! É alvo no sentido de target, confira no Aurélio!) da rede.
quinta-feira, fevereiro 06, 2003
terça-feira, fevereiro 04, 2003
segunda-feira, fevereiro 03, 2003
Cineclube Odeon

Começou nesse sábado (chim, chim, eu esqueci de dar a notícia aqui) as sessões Cineclube, que vão acontecer no Odeon todos os sábados até março. É a retomada de uma prática comum alguns anos atras, quando nego se reunia para exibições de filmes fora de circuito e posterior discussão sobre o mesmo. A retomada dos Cineclubes é uma iniciativa do grupo estação organizada pela Contracampo, e a seleção de filmes está supimpa, como já era de se esperar.
Nesse sábado a abertura foi com Van Gogh, do Pialat, um diretor que eu não conhecia e que me surpreendeu mesmo. O filme é lindo, em todos os sentidos. Se você também é uma besta tapada como eu e não conhece o diretor, não se desespere. As sessões continuam com Lulu, um outro filme do mesmo Pialat, que será exibido sábado que vem as 19 horas. Se eu fosse você eu ia. Garanto que vai ser melhor que ficar em casa fracassando na Internet.
E depois do filme tem um debate com o Ruy, o Valente e mais algum convidado aí. É legal e você ainda pode xingar os palestrantes impunimente.

Começou nesse sábado (chim, chim, eu esqueci de dar a notícia aqui) as sessões Cineclube, que vão acontecer no Odeon todos os sábados até março. É a retomada de uma prática comum alguns anos atras, quando nego se reunia para exibições de filmes fora de circuito e posterior discussão sobre o mesmo. A retomada dos Cineclubes é uma iniciativa do grupo estação organizada pela Contracampo, e a seleção de filmes está supimpa, como já era de se esperar.
Nesse sábado a abertura foi com Van Gogh, do Pialat, um diretor que eu não conhecia e que me surpreendeu mesmo. O filme é lindo, em todos os sentidos. Se você também é uma besta tapada como eu e não conhece o diretor, não se desespere. As sessões continuam com Lulu, um outro filme do mesmo Pialat, que será exibido sábado que vem as 19 horas. Se eu fosse você eu ia. Garanto que vai ser melhor que ficar em casa fracassando na Internet.
E depois do filme tem um debate com o Ruy, o Valente e mais algum convidado aí. É legal e você ainda pode xingar os palestrantes impunimente.
sexta-feira, janeiro 31, 2003
quinta-feira, janeiro 30, 2003
Um tomate atravessava a rua...
Ilha das Flores, um curta metragem de 89 do mesmo diretor de Houve uma vez dois verões, Jorge Furtado, está disponível no site Porta Curtas. Clica aí e vê. É um bom curta. Só não concordo com a divisão de importância entre os animais que possuem um polegar opositor e um sistema nervoso altamente desenvolvido e os que não possume. Como bem li uma vez, e concordo plenamente, uma vida é uma vida. Significando que pra minha pessoa, a sua vida (essa de você aí mesmo, com seu polegar opositor e seu sistema nervoso altamente desenvolvido) tem o mesmo valor existencial do que a vida de um porco. Sim, porque não? Só porque você se acha especial?
Ha ha.
Ilha das Flores, um curta metragem de 89 do mesmo diretor de Houve uma vez dois verões, Jorge Furtado, está disponível no site Porta Curtas. Clica aí e vê. É um bom curta. Só não concordo com a divisão de importância entre os animais que possuem um polegar opositor e um sistema nervoso altamente desenvolvido e os que não possume. Como bem li uma vez, e concordo plenamente, uma vida é uma vida. Significando que pra minha pessoa, a sua vida (essa de você aí mesmo, com seu polegar opositor e seu sistema nervoso altamente desenvolvido) tem o mesmo valor existencial do que a vida de um porco. Sim, porque não? Só porque você se acha especial?
Ha ha.
quarta-feira, janeiro 29, 2003
terça-feira, janeiro 28, 2003
Um Mundo Superior desvendando um mundo inferior. Que se existe esse mundo que nós habitamos, é porque existe o outro que deu causa a este. Se existe este anti-mundo é porque existe um super-mundo, um Mundo Superior, que deu conseqüência a este.
Então, este é um anti-mundo, porque antes desse existiu outro que deu conseqüência a este.
Então, este é um anti-mundo, porque antes desse existiu outro que deu conseqüência a este.
Porque o Lamas é o melhor bar do Rio, parte III : A vingança vem de bife à cavalo
Seu Lamas, o dono do estabelecimento que leva seu nome, aviltado com os outdoors enganosos do Bar Luiz, apresentou seu contra-ataque. Uma campanha na mesma mídia que diz:
Café Lamas - 128 anos de tradição - O melhor Filé da cidade
A peleja tá ficando boa.
Seu Lamas, o dono do estabelecimento que leva seu nome, aviltado com os outdoors enganosos do Bar Luiz, apresentou seu contra-ataque. Uma campanha na mesma mídia que diz:
Café Lamas - 128 anos de tradição - O melhor Filé da cidade
A peleja tá ficando boa.
segunda-feira, janeiro 27, 2003
Tiago Teixeira – O dia-a-dia do moço é mais reflexivo do que narrativo e é uma boa para quem gosta de filmes, música e seriados de TV. Tiago caprichou no visual e no conteúdo: tem até mesmo seções em flash. Veja em Cenas do Crime, o link "Os Maiores Casos". O blog traz sempre uma novidade, como, por exemplo, as peças completas de Millor Fernandes para download. Confira também os bookmarks de Tiago: são úteis.
Ulha. Saiu aqui.
Ulha. Saiu aqui.
Perguntado sobre o foco dos EUA na força militar, e não no “poder suave” representado por valores comuns, como democracia e direitos humanos, o secretário afirmou que os EUA acreditam firmemente nesses valores, mas acrescentou:
— Chega uma hora em que o poder suave ou o diálogo com o mal não resolvem.
Collin Powel. Queria saber quem é esse sujeito aí, o ´o mal´.
— Chega uma hora em que o poder suave ou o diálogo com o mal não resolvem.
Collin Powel. Queria saber quem é esse sujeito aí, o ´o mal´.
sexta-feira, janeiro 24, 2003
quinta-feira, janeiro 23, 2003
Porque o Lamas é o melhor bar do Rio, parte II
O cupincha ranzinza respondeu minhas acusações (com bem menos senso de humor do que eu esperava, mas enfim...) e sinto-me obrigado e refutar seus argumentos. Peço encarecidamente um pouco menos de seriedade de quem lê isso aqui, porque sinceramente acredito que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas se levassem menos a sério. On your marks...
1 - Não farei copy/paste do post do meu amiguinho, leiam aqui.
2 - Eu não gosto de Santa Teresa, então pra mim não é legal ir até Santa Teresa. Quando eu ´passeio pelo Rio´ eu gosto de ir a lugares que eu gosto. Então eu não passeio em Santa Teresa porque não gosto do lugar. Tá claro? Peraí, deixa eu explicar de novo...
3 - Sobre Niterói, leia o post acima, e substitua ´Santa Teresa´ por ´Niterói´.
4 - As instalações não são menos importantes que a comida e a bebida. São tão importantes quanto elas e tão importantes quanto o atendimento também. No lamas só fui maltratado uma vez, por um garçon que é a cara do Chico Marx.
Cara do Chico Marx
Um bar é uma mistura de todos esses quesitos e de um outro chamado ´Ambiente´. Esse é um mais subjetivo, que indica qual eh o mood do lugar. Pra mim o Lamas tem o melhor clima, disparado.
5 - Sim, eu sou velho e chato e nunca escondi isso. Quando eu era adolescente achava o maior barato ficar quem qualquer buraco fedorento e quente que tivesse bebiba barata. Com a idade, o reumatismo e as varizes começei a gostar de lugares diferentes, como explicarei no número 6, a seguir.
6 - ´Eu vou pro bar beber!´. Eu não. Eu vou pra beber, comer, conversar sem ser incomodado, sentar a mesa sem ter uma outra cadeira batendo nas suas costas, poder ir ao banheiro quando puder sem ter que patinar em matéria fecal e não ter as gotas de suor dos garçons caindo no meu chopp.
7 - O que é tão caro no Lamas? Se você realmente ´vai pro bar beber´ vai poder conferir que o preço do chopp no Lamas é mais em conta que no Bracarense por exemplo. Essa eu não entendi.
7 é um bom número. 7 anões, 7 dias da semana, 7 pecados capitais. Parei por aqui.
E se lembra Ranzinza, senso de humor é o tempero da vida. Viu que bonito isso? Perai que eu vou anotar aqui.
O cupincha ranzinza respondeu minhas acusações (com bem menos senso de humor do que eu esperava, mas enfim...) e sinto-me obrigado e refutar seus argumentos. Peço encarecidamente um pouco menos de seriedade de quem lê isso aqui, porque sinceramente acredito que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas se levassem menos a sério. On your marks...
1 - Não farei copy/paste do post do meu amiguinho, leiam aqui.
2 - Eu não gosto de Santa Teresa, então pra mim não é legal ir até Santa Teresa. Quando eu ´passeio pelo Rio´ eu gosto de ir a lugares que eu gosto. Então eu não passeio em Santa Teresa porque não gosto do lugar. Tá claro? Peraí, deixa eu explicar de novo...
3 - Sobre Niterói, leia o post acima, e substitua ´Santa Teresa´ por ´Niterói´.
4 - As instalações não são menos importantes que a comida e a bebida. São tão importantes quanto elas e tão importantes quanto o atendimento também. No lamas só fui maltratado uma vez, por um garçon que é a cara do Chico Marx.
Cara do Chico Marx
Um bar é uma mistura de todos esses quesitos e de um outro chamado ´Ambiente´. Esse é um mais subjetivo, que indica qual eh o mood do lugar. Pra mim o Lamas tem o melhor clima, disparado.
5 - Sim, eu sou velho e chato e nunca escondi isso. Quando eu era adolescente achava o maior barato ficar quem qualquer buraco fedorento e quente que tivesse bebiba barata. Com a idade, o reumatismo e as varizes começei a gostar de lugares diferentes, como explicarei no número 6, a seguir.
6 - ´Eu vou pro bar beber!´. Eu não. Eu vou pra beber, comer, conversar sem ser incomodado, sentar a mesa sem ter uma outra cadeira batendo nas suas costas, poder ir ao banheiro quando puder sem ter que patinar em matéria fecal e não ter as gotas de suor dos garçons caindo no meu chopp.
7 - O que é tão caro no Lamas? Se você realmente ´vai pro bar beber´ vai poder conferir que o preço do chopp no Lamas é mais em conta que no Bracarense por exemplo. Essa eu não entendi.
7 é um bom número. 7 anões, 7 dias da semana, 7 pecados capitais. Parei por aqui.
E se lembra Ranzinza, senso de humor é o tempero da vida. Viu que bonito isso? Perai que eu vou anotar aqui.
quarta-feira, janeiro 22, 2003
Os Niteroienses exaltados já estão me xingando em tempo recorde! Pena que eles são covardes a ponto de não se identificar ou deixar um email pra eu possa responder. Tipo o cara da minha faculdade que tem um acesso via Radnet. Que triste.
Os hippies, moradores de Santa Teresa e gauchos ainda não se manifestaram.
Os hippies, moradores de Santa Teresa e gauchos ainda não se manifestaram.
Qual a diferença ?

Sacaram? A primeira é a original, a segunda é a versão politicamente correta, fornecida pelas companhias fonograficas do US of A (aonde mais?). Chinchila que passou a dica.

Sacaram? A primeira é a original, a segunda é a versão politicamente correta, fornecida pelas companhias fonograficas do US of A (aonde mais?). Chinchila que passou a dica.
Porque o Lamas é o melhor bar do Rio, parte I
O camaradinha ranzinza concorda comigo que o Bar Luiz está viajando e que o Lamas é mais antigo, mas aponta vários estabelecimentos, que em sua esmerada opinião são melhores que meu bar do coração. Ou deveria dizer do fígado? De qualquer maneira, me proponho a desmentir esses mitos, um a um.
Adega do Pimenta
É em Santa Teresa, o que já desqualifica o local. Mesmo assim, sem levar em conta os hippies, os neo hippies, os pseudo hippies que infestam o lugar, o Bar do Mineiro que fica bem perto do local é muito melhor. Próximo!
Caneco Gelado do Mário e o Velho Armazém
Em Nikiti City não vale, eu falei melhor bar do Rio. Mas duvido que alguma coisa de Niterói possa ser melhor que algo no Rio. Só a vista. Próximo!
Bracarense
Não tem nem teto. O Chopp e os acepippes são ótimos, mas são as piores instalações do mundo. Fala sério, sentar em banquinho sem encosto na calçada é só pra nego que segue a linha de raciocínio do ´Quanto mais tosco melhor´. Façam me o favor, já passei da adolescencia. Próximo!
Nova Capela
É um bar muito bom, o Cabrito é uma loucura, o chopp é nos trinques, beleza. Também tem o pior banheiro do rio de janeiro, o maior número de mesas por metro quadrado e os garçons não tem um pingo da simpatia dos do Lamas. A vizinhança também já teve dias melhores, porque vamos falar sério: Aquela Lapa romântica que você vê nas músicas do Moreira da Silva e nas novales das seis não existe a muito tempo. Próximo!
Manuel e Juaquim
Estou falando de boteco, não de um McDonalds da Boemia. Próximo!
Bar do Mineiro
Já foi citado. É bom e tem uma feijoada que não dá espaço pra reclamações. Perde pontos por causa daquela ridícula área VIP (aonde já se viu bar com área vip?) e da localização. Próximo!
Bar Luiz
Ranzina, meu filho, se você está reclamando dos preços do Lamas não deve ter lembrado do Chopp de 3 reais do Bar Luiz né? É um ótimo lugar também, grade candidato ao vice campeonato. Deixa ele instalar um arcondicionado que eu começo a cogitar isso, próximo!
Deixo claro que essas colocações são extremamente pessoais, sendo que eu sou velho e chato, gosto de conforto e de ser bem tratado e definitivamente não vou em bar pra azarar ninguém. E não pensem que isso acaba por aqui, continua no proximo post...
O camaradinha ranzinza concorda comigo que o Bar Luiz está viajando e que o Lamas é mais antigo, mas aponta vários estabelecimentos, que em sua esmerada opinião são melhores que meu bar do coração. Ou deveria dizer do fígado? De qualquer maneira, me proponho a desmentir esses mitos, um a um.
Adega do Pimenta
É em Santa Teresa, o que já desqualifica o local. Mesmo assim, sem levar em conta os hippies, os neo hippies, os pseudo hippies que infestam o lugar, o Bar do Mineiro que fica bem perto do local é muito melhor. Próximo!
Caneco Gelado do Mário e o Velho Armazém
Em Nikiti City não vale, eu falei melhor bar do Rio. Mas duvido que alguma coisa de Niterói possa ser melhor que algo no Rio. Só a vista. Próximo!
Bracarense
Não tem nem teto. O Chopp e os acepippes são ótimos, mas são as piores instalações do mundo. Fala sério, sentar em banquinho sem encosto na calçada é só pra nego que segue a linha de raciocínio do ´Quanto mais tosco melhor´. Façam me o favor, já passei da adolescencia. Próximo!
Nova Capela
É um bar muito bom, o Cabrito é uma loucura, o chopp é nos trinques, beleza. Também tem o pior banheiro do rio de janeiro, o maior número de mesas por metro quadrado e os garçons não tem um pingo da simpatia dos do Lamas. A vizinhança também já teve dias melhores, porque vamos falar sério: Aquela Lapa romântica que você vê nas músicas do Moreira da Silva e nas novales das seis não existe a muito tempo. Próximo!
Manuel e Juaquim
Estou falando de boteco, não de um McDonalds da Boemia. Próximo!
Bar do Mineiro
Já foi citado. É bom e tem uma feijoada que não dá espaço pra reclamações. Perde pontos por causa daquela ridícula área VIP (aonde já se viu bar com área vip?) e da localização. Próximo!
Bar Luiz
Ranzina, meu filho, se você está reclamando dos preços do Lamas não deve ter lembrado do Chopp de 3 reais do Bar Luiz né? É um ótimo lugar também, grade candidato ao vice campeonato. Deixa ele instalar um arcondicionado que eu começo a cogitar isso, próximo!
Deixo claro que essas colocações são extremamente pessoais, sendo que eu sou velho e chato, gosto de conforto e de ser bem tratado e definitivamente não vou em bar pra azarar ninguém. E não pensem que isso acaba por aqui, continua no proximo post...
Bá!

Público médio, ative todos seus preconceitos! Um filme nacional, de baixo orçamento, com atores desconhecidos e com uma história que fala sobre um amor adolescente no sul do país! É uma merda? Muito pelo contrário!
Mancebo de férias em cidade praiana passa sua primeira noite com uma menina que conheceu em um flipperama. Na manhã seguinte ela despareceu. Apaixonado pela guria, ele a procura incansávelmente, mas sem solução volta para casa sozinho. Sim, ele a reencontra. E a perde de novo. E a reencontra de novo. Um caso clássico de Boy Meets Girl.
O Diretor é Jorge Furtado, que já havia trabalhado na Globo e feito o curta ´Ilha das Flores´ que eu ainda não vi mas já me informaram que é batuta. Ele comanda tudo com agilidade e esperteza fazendo de `Houve uma vez dois verões´ um filme simpatissíssimo, sensível e sincero. Não consigo mais pensar em nenhum adjetivo que comece com ´S´. Ah, sim, é um filme SUPIMPA.
De lambuja você recebe o estítulo auditivo de grandes e pequenos nomes do rock gaucho, como Wander Wildner e Frank Jorge. Tem até um Pato Fu (que não é do sul, eu sei), mas passa rápido e nem dá pra perceber.
E temos também que dar valor ao diretor por ter a coragem de produzir um filme de ficção científica no páis! Claro, porque gaucho macho, papai noel e coelhinho da páscoa vocês sabem...

Público médio, ative todos seus preconceitos! Um filme nacional, de baixo orçamento, com atores desconhecidos e com uma história que fala sobre um amor adolescente no sul do país! É uma merda? Muito pelo contrário!
Mancebo de férias em cidade praiana passa sua primeira noite com uma menina que conheceu em um flipperama. Na manhã seguinte ela despareceu. Apaixonado pela guria, ele a procura incansávelmente, mas sem solução volta para casa sozinho. Sim, ele a reencontra. E a perde de novo. E a reencontra de novo. Um caso clássico de Boy Meets Girl.
O Diretor é Jorge Furtado, que já havia trabalhado na Globo e feito o curta ´Ilha das Flores´ que eu ainda não vi mas já me informaram que é batuta. Ele comanda tudo com agilidade e esperteza fazendo de `Houve uma vez dois verões´ um filme simpatissíssimo, sensível e sincero. Não consigo mais pensar em nenhum adjetivo que comece com ´S´. Ah, sim, é um filme SUPIMPA.
De lambuja você recebe o estítulo auditivo de grandes e pequenos nomes do rock gaucho, como Wander Wildner e Frank Jorge. Tem até um Pato Fu (que não é do sul, eu sei), mas passa rápido e nem dá pra perceber.
E temos também que dar valor ao diretor por ter a coragem de produzir um filme de ficção científica no páis! Claro, porque gaucho macho, papai noel e coelhinho da páscoa vocês sabem...
quinta-feira, janeiro 16, 2003
Don´t believe the hype!
Outdoors anunciam a comemoração dos 116 anos do Bar Luiz e anuncia: O Bar mais antigo do Rio. Hoho, you wish meu filho. O Café Lamas, o melhor bar da cidade na minha modesta opinião, tem singelos 129 anos de vida (inagurado em 1874). E sem fazer alarde.
Outdoors anunciam a comemoração dos 116 anos do Bar Luiz e anuncia: O Bar mais antigo do Rio. Hoho, you wish meu filho. O Café Lamas, o melhor bar da cidade na minha modesta opinião, tem singelos 129 anos de vida (inagurado em 1874). E sem fazer alarde.
terça-feira, janeiro 14, 2003
quinta-feira, janeiro 09, 2003
Para desinformados que ainda julgam "Pokémon" um desenho bobo e sem conteúdo: no primeiro episódio do 5º ano da série (exclusividade do canal Cartoon Network), o pokémon Pidgeotto sofre um acidente e cai morto. Na tentativa de salvá-lo, os heróis o colocam numa bomba de oxigênio. Não dá certo. Seu coração parou. Numa reprodução do que ocorre diariamente em prontos-socorros do mundo, Pikachu vira disfibrilador e dá um choque cardíaco. Pidgeotto revive. Tudo acaba bem.
Retrospectiva 2002 : 10 Melhores filmes do ano.
Eu não sou a Rede Globo mas tenho meus momentos de pelassaquice. Filmes vistos em cinemas brasileiros em 2002:
Primeiro Lugar - Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive), de David Lynch (França/EUA, 2001). Com Naomi Watts, Laura Elena Harring, Justin Theroux.

Fácil fácil, o melhor. E fica ainda mais impressionante a cada vez que vejo. Sequências como o show no Club Silencio ou a aparição do mendigo de trás da lanchonete já valiam o primeiro lugar. Pena de quem não conseguiu ver no cinema e vai ter que se contentar com a porcaria do dvd nacional que saiu em fullscreen.
Segundo Lugar - História Real, A (The Straight Story), de David Lynch (EUA/França/Reino Unido, 1999). Com Tichard Farnsworth, Sissy Spacek, Everett McGill.

David Lynch é meu pastor e nada me faltará. Já disseram que esse filme doce lançado pela Disney mostrava um lado do diretor que nunca havia sido mostrado antes, mas olhando atentamente a história do velhinho que cruza o país em um cortador de grama você percebe todas as marcas registradas do diretor. É a obra mais triste e sensível sobre a velhice já filmada.
Terceiro Lugar - Fale Com Ela (Halbe Con Ella), de Pedro Almodóvar (Espanha, 2002). Com Javier Cámara, Dário Grandinette e Leonor Watling.

Almodóvar no seu ápice, com participação especial da Maria Betânia e do Caê. Pode chorar que eu não vou te chamar de viadinho.
E agora, sem ordem de preferência:
Edifício Master, de Eduardo Coutinho (Brasil, 2002).
Coutinho é o maior documentarista brasileiro e ninguém fala mais nisso.
Madame Satã, de Karim Aïnouz (Brasil, 2002). Com Lázaro Ramos, Marcélia Cartaxo, Flávio Bauraqui, Renata Sorrah e Ricardo Blat.
A minha pessoa considera esse filme a melhor surpresa do ano.
Onze Homens e um Segredo (Ocaen’s Eleven), de Steven Soderbergh (EUA, 2001). Com George Clooney, Julia Roberts, Brad Pitt, Matt Damon, Andy Garcia.
Are you in or are you out? Soderbergh fazendo o que sempre deveria fazer: cinema comercial de qualidade. É o mais cool da lista.
Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro (Austin Powers in Goldmember). de Jay Roach (EUA, 2002). Com Mike Myers, Beyoncé Knowles e Michael York.
Melhor que o primeiro, o mais engraçado do ano.
Excêntricos Tenenbaums, Os (The Royal Tenenbaums), de Wes Anderson (EUA, 2001). Com Gene Hackman, Luke Wilson, Gwyneth Paltrow, Anjelica Huston, Owen Wilson.
Apresentando a grande revelação do humor americano, Owen Wilson. (Pelo menos pra mim).
Invasor, O, de Beto Brant (Brasil, 2001). Com Paulo Miklos, Marco Ricca, Malu Mader, Mariana Ximenes, Alexandre Borges.
Como roqueiro fracassado, Paulo Miklos é um ótimo ator.
Lilo e Stitch (Lilo & Stitch), de Dean Deblois e Chris Sanders (EUA, 2002). Com Daveigh Chase e Jason Scott Lee.
Padrão Disney de qualidade, com a fórumla de sempre um pouquinho menos rígida e sem as firulas tecnológicas como as que estão emporcalhando o Planeta do Tesouro.
Eu não sou a Rede Globo mas tenho meus momentos de pelassaquice. Filmes vistos em cinemas brasileiros em 2002:
Primeiro Lugar - Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive), de David Lynch (França/EUA, 2001). Com Naomi Watts, Laura Elena Harring, Justin Theroux.

Fácil fácil, o melhor. E fica ainda mais impressionante a cada vez que vejo. Sequências como o show no Club Silencio ou a aparição do mendigo de trás da lanchonete já valiam o primeiro lugar. Pena de quem não conseguiu ver no cinema e vai ter que se contentar com a porcaria do dvd nacional que saiu em fullscreen.
Segundo Lugar - História Real, A (The Straight Story), de David Lynch (EUA/França/Reino Unido, 1999). Com Tichard Farnsworth, Sissy Spacek, Everett McGill.

David Lynch é meu pastor e nada me faltará. Já disseram que esse filme doce lançado pela Disney mostrava um lado do diretor que nunca havia sido mostrado antes, mas olhando atentamente a história do velhinho que cruza o país em um cortador de grama você percebe todas as marcas registradas do diretor. É a obra mais triste e sensível sobre a velhice já filmada.
Terceiro Lugar - Fale Com Ela (Halbe Con Ella), de Pedro Almodóvar (Espanha, 2002). Com Javier Cámara, Dário Grandinette e Leonor Watling.

Almodóvar no seu ápice, com participação especial da Maria Betânia e do Caê. Pode chorar que eu não vou te chamar de viadinho.
E agora, sem ordem de preferência:
Edifício Master, de Eduardo Coutinho (Brasil, 2002).
Coutinho é o maior documentarista brasileiro e ninguém fala mais nisso.
Madame Satã, de Karim Aïnouz (Brasil, 2002). Com Lázaro Ramos, Marcélia Cartaxo, Flávio Bauraqui, Renata Sorrah e Ricardo Blat.
A minha pessoa considera esse filme a melhor surpresa do ano.
Onze Homens e um Segredo (Ocaen’s Eleven), de Steven Soderbergh (EUA, 2001). Com George Clooney, Julia Roberts, Brad Pitt, Matt Damon, Andy Garcia.
Are you in or are you out? Soderbergh fazendo o que sempre deveria fazer: cinema comercial de qualidade. É o mais cool da lista.
Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro (Austin Powers in Goldmember). de Jay Roach (EUA, 2002). Com Mike Myers, Beyoncé Knowles e Michael York.
Melhor que o primeiro, o mais engraçado do ano.
Excêntricos Tenenbaums, Os (The Royal Tenenbaums), de Wes Anderson (EUA, 2001). Com Gene Hackman, Luke Wilson, Gwyneth Paltrow, Anjelica Huston, Owen Wilson.
Apresentando a grande revelação do humor americano, Owen Wilson. (Pelo menos pra mim).
Invasor, O, de Beto Brant (Brasil, 2001). Com Paulo Miklos, Marco Ricca, Malu Mader, Mariana Ximenes, Alexandre Borges.
Como roqueiro fracassado, Paulo Miklos é um ótimo ator.
Lilo e Stitch (Lilo & Stitch), de Dean Deblois e Chris Sanders (EUA, 2002). Com Daveigh Chase e Jason Scott Lee.
Padrão Disney de qualidade, com a fórumla de sempre um pouquinho menos rígida e sem as firulas tecnológicas como as que estão emporcalhando o Planeta do Tesouro.
quarta-feira, janeiro 08, 2003
O melhor capacho do homem
É comum você ouvir alguém dizer que gatos são traíras, não gostam do dono e só se importam com a casa. São intrinsicamente maus, violentos, ´cavalo´ pra espíritos ruins, provocam a seca, a peste e a fome. Companheiro mesmo é o cachorro. A verdade é que o gato não é um bicho sem dignidade e orgulho como um cachorro, que pode ser enxotado sem problemas que já esqueceu 5 minutos depois. Um gato tem que ser tratado como igual, e reage quando você lhe desce o cacete sem motivo. Não me entendam mal, eu adoro cães. E gatos. Pra falar a verdade, acho que agora gosto mais dos gatos mesmo. Um pouco de orgulho não faz mal a ninguém. (No último parágrafo do processo, quando Joseph K. é finalmente morto por seus perseguidores: - COMO UM CÃO! COMO UM CÃO!)
Esses preconceitos a respeito dos gatos só pioram se o gato for preto. Eles dão azar se cruzarem seu caminho e na idade média davam boa lenha pra fogueira. Então, se redima da sua culpa histórica pelo tratamento que a sua espécie dava aos bichinhos adotando uma gata preta! Um exemplar do animal mais discriminado em toda a existência humana pode ser seu! Foto lá embaixo ou uma só dela em breve.
O gato cinza? Ele acabou de achar uma casa, ainda bem.
É comum você ouvir alguém dizer que gatos são traíras, não gostam do dono e só se importam com a casa. São intrinsicamente maus, violentos, ´cavalo´ pra espíritos ruins, provocam a seca, a peste e a fome. Companheiro mesmo é o cachorro. A verdade é que o gato não é um bicho sem dignidade e orgulho como um cachorro, que pode ser enxotado sem problemas que já esqueceu 5 minutos depois. Um gato tem que ser tratado como igual, e reage quando você lhe desce o cacete sem motivo. Não me entendam mal, eu adoro cães. E gatos. Pra falar a verdade, acho que agora gosto mais dos gatos mesmo. Um pouco de orgulho não faz mal a ninguém. (No último parágrafo do processo, quando Joseph K. é finalmente morto por seus perseguidores: - COMO UM CÃO! COMO UM CÃO!)
Esses preconceitos a respeito dos gatos só pioram se o gato for preto. Eles dão azar se cruzarem seu caminho e na idade média davam boa lenha pra fogueira. Então, se redima da sua culpa histórica pelo tratamento que a sua espécie dava aos bichinhos adotando uma gata preta! Um exemplar do animal mais discriminado em toda a existência humana pode ser seu! Foto lá embaixo ou uma só dela em breve.
O gato cinza? Ele acabou de achar uma casa, ainda bem.
Resultado: Introvertido-Intuitivo-Sentimental-Assimilador
É propriamente um "free-lancer", que geralmente faz bem o que faz. Sua vida é seu trabalho (que sempre tem uma aparência artística). É alguém para quem o trabalho é simplesmente uma arte e a arte, trabalho. A sua maior habilidade é a de saber expressar-se criativamente como poucos. É até capaz de seguir diretrizes alheias, enquadrar o que faz dentro de critérios alheios. Porém, não conseguiria ficar fazendo sempre assim, já que o trabalho que faça tem de estar em harmonia com suas próprias crenças e valores.
Áreas favoráveis: trabalho artístico em geral. Papel de instrutor em solução de conflitos interpessoais. Trabalho em desenvolvimento de criatividade, condução de seminários, palestras com finalidades educativas e instrutivas, role-playings, grupos de discussão.
Teste vocacional do grobo.
É propriamente um "free-lancer", que geralmente faz bem o que faz. Sua vida é seu trabalho (que sempre tem uma aparência artística). É alguém para quem o trabalho é simplesmente uma arte e a arte, trabalho. A sua maior habilidade é a de saber expressar-se criativamente como poucos. É até capaz de seguir diretrizes alheias, enquadrar o que faz dentro de critérios alheios. Porém, não conseguiria ficar fazendo sempre assim, já que o trabalho que faça tem de estar em harmonia com suas próprias crenças e valores.
Áreas favoráveis: trabalho artístico em geral. Papel de instrutor em solução de conflitos interpessoais. Trabalho em desenvolvimento de criatividade, condução de seminários, palestras com finalidades educativas e instrutivas, role-playings, grupos de discussão.
Teste vocacional do grobo.
Play it again, Sam
Senhor dos anéis versão Noir, com Humphrey Borgat, Marlene Dietrich, Orson Welles, Peter Lore e dirigido por Howard Hawks. Dica do Hiro. Haja tempo livre.
Senhor dos anéis versão Noir, com Humphrey Borgat, Marlene Dietrich, Orson Welles, Peter Lore e dirigido por Howard Hawks. Dica do Hiro. Haja tempo livre.
Quer um gatinho?

Na boa, os gatos são bonitinhos, legais, uns doces. Mas eu não posso ficar com 4 deles em casa. Nenhuma alma caridosa vai me ajudar a arranjar um lar pros bichos? Uma fêmea preta e um macho rajado, dois meses, vermifugados, da raça pelo curto brasileiro, se é que vocês me entendem. Também, gato de raça só coçando o bolso, malandrão. Quer moleza senta no pudim.
Só assim eu vou ter sossego para postar e divertir vocês. Ou não!

Na boa, os gatos são bonitinhos, legais, uns doces. Mas eu não posso ficar com 4 deles em casa. Nenhuma alma caridosa vai me ajudar a arranjar um lar pros bichos? Uma fêmea preta e um macho rajado, dois meses, vermifugados, da raça pelo curto brasileiro, se é que vocês me entendem. Também, gato de raça só coçando o bolso, malandrão. Quer moleza senta no pudim.
Só assim eu vou ter sossego para postar e divertir vocês. Ou não!
quinta-feira, janeiro 02, 2003
NOVA ZELÂNDIA - Os produtores do próximo filme de Tom Cruise, 'The last samurai' estão tendo a maior dificuldade para cumprir uma cláusula contratual que determina que a equipe não pode manter contato visual com o ator.
Segundo o site especializado em cinema, Imdb.com, ninguém sabe o motivo do pedido, mas, de acordo com uma fonte, os produtores estão paranóicos com isso e a segurança tem se esforçado ao máximo para evitar que a equipe local troque olhares com o astro de Hollywood.
Simples, é só dar um Rayban da Uruguaiana pra cada pessoa no set.
Segundo o site especializado em cinema, Imdb.com, ninguém sabe o motivo do pedido, mas, de acordo com uma fonte, os produtores estão paranóicos com isso e a segurança tem se esforçado ao máximo para evitar que a equipe local troque olhares com o astro de Hollywood.
Simples, é só dar um Rayban da Uruguaiana pra cada pessoa no set.
As pernas do ET
Steven Spielberg é um cara estranho. Qualquer análise fria de sua obra pode constatar isso, principalmente nos seus últimos filmes "sérios" aonde ele deixa transparecer mais claramente sua visão de mundo. Acho que talvez A.I. seja o melhor exemplo, mas eu não vou me alongar nisso, visto que já escrevi a algum tempo um post enorme sobre esse filme. Pois bem, não é que, sem aviso, chega até nós o dvd comemorativo dos 20 anos de ET, paramentado com vários documentarios e extras variados que nos revelam um fato que dá uma nova ótica para examinarmos essa mente doentia. A história da criançinha sem pernas que fazia o ET.

O alien era feito por 3 pessoas. Dois anões à la mini-me e uma criança sem pernas. Que era, tipo, uma criança. Só que sem as pernas. O documentário não explica o que aconteceu com a criança, nem ao menos dá seu nome, mas um dos anões (Pat Bilon, que também era Hostess e Xerife. Mais tarde trarei um post especial com todas as piadas que me vem a cabeça nesse exato momento. Foco, Tiago, Foco.) sofreu um acidente com a roupa que lhe causou várias queimaduras e coincidentemente morreu de pneumonia dois meses depois. Parece que depois do acidente, o rapaz continuou trabalhando normalmente, fato que contribuiu para seu enfraquecimento e posteiror falecimento.

Não importa, eu não ligo, o anão provalemente tinha direitos trabalhistas e a família deve ter recebido uma pensão. Mas e a criancinha sem pernas? O que aconteceu com a sua carreira? Será que ele conseguiu mas alguns papel de alienígena sem pernas em outro filme? Ninguém sabe. O menino sem nome está fadado ao esquecimento.
Pelo menos agora você já conhece uma boa maneira de horrorizar qualquer criancinha que esteja encantada assistindo ao filme.
Steven Spielberg é um cara estranho. Qualquer análise fria de sua obra pode constatar isso, principalmente nos seus últimos filmes "sérios" aonde ele deixa transparecer mais claramente sua visão de mundo. Acho que talvez A.I. seja o melhor exemplo, mas eu não vou me alongar nisso, visto que já escrevi a algum tempo um post enorme sobre esse filme. Pois bem, não é que, sem aviso, chega até nós o dvd comemorativo dos 20 anos de ET, paramentado com vários documentarios e extras variados que nos revelam um fato que dá uma nova ótica para examinarmos essa mente doentia. A história da criançinha sem pernas que fazia o ET.

O alien era feito por 3 pessoas. Dois anões à la mini-me e uma criança sem pernas. Que era, tipo, uma criança. Só que sem as pernas. O documentário não explica o que aconteceu com a criança, nem ao menos dá seu nome, mas um dos anões (Pat Bilon, que também era Hostess e Xerife. Mais tarde trarei um post especial com todas as piadas que me vem a cabeça nesse exato momento. Foco, Tiago, Foco.) sofreu um acidente com a roupa que lhe causou várias queimaduras e coincidentemente morreu de pneumonia dois meses depois. Parece que depois do acidente, o rapaz continuou trabalhando normalmente, fato que contribuiu para seu enfraquecimento e posteiror falecimento.

Não importa, eu não ligo, o anão provalemente tinha direitos trabalhistas e a família deve ter recebido uma pensão. Mas e a criancinha sem pernas? O que aconteceu com a sua carreira? Será que ele conseguiu mas alguns papel de alienígena sem pernas em outro filme? Ninguém sabe. O menino sem nome está fadado ao esquecimento.
Pelo menos agora você já conhece uma boa maneira de horrorizar qualquer criancinha que esteja encantada assistindo ao filme.
Viva o bom humor
A governadora Rosinha Matheus tomou posse ontem elegendo a ex-governadora Benedita da Silva, agora ministra da Ação Social, sua maior adversária. Rosinha chegou a dizer em discurso que foi um erro escolher a petista para vice na chapa de seu marido, o ex-governador Anthony Garotinho. A governadora acusou Benedita de estar lhe entregando, nove meses depois, um estado falido, com apenas R$ 20 milhões em caixa, R$ 4 bilhões de dívidas e R$ 655 milhões a serem pagos da folha de pessoal de dezembro.
— O estado parou. Faliu — afirmou Rosinha em seu discurso na Assembléia Legislativa.
4 anos disso vai ser dose. Cade a justiça divina?
A governadora Rosinha Matheus tomou posse ontem elegendo a ex-governadora Benedita da Silva, agora ministra da Ação Social, sua maior adversária. Rosinha chegou a dizer em discurso que foi um erro escolher a petista para vice na chapa de seu marido, o ex-governador Anthony Garotinho. A governadora acusou Benedita de estar lhe entregando, nove meses depois, um estado falido, com apenas R$ 20 milhões em caixa, R$ 4 bilhões de dívidas e R$ 655 milhões a serem pagos da folha de pessoal de dezembro.
— O estado parou. Faliu — afirmou Rosinha em seu discurso na Assembléia Legislativa.
4 anos disso vai ser dose. Cade a justiça divina?
sábado, dezembro 28, 2002
Gatinhos para adoção

Amigos, ajudem a encontrar um lar para essas duas belezinhas da foto. Eles têm dois meses, aproximadamente, e estão vermifugados. São brincalhões e muito doces. A pretinha é fêmea e o tigrado, macho. Aqui quem fala é Juliana, a esposa do Tiago. Nós moramos no Rio, e quem quiser entrar em contato, por favor envie um email para ju@tiagoteixeira.com.br

Amigos, ajudem a encontrar um lar para essas duas belezinhas da foto. Eles têm dois meses, aproximadamente, e estão vermifugados. São brincalhões e muito doces. A pretinha é fêmea e o tigrado, macho. Aqui quem fala é Juliana, a esposa do Tiago. Nós moramos no Rio, e quem quiser entrar em contato, por favor envie um email para ju@tiagoteixeira.com.br
sexta-feira, dezembro 27, 2002
O mais nerd
Ao que parece a contratação de Ian McKellen para substituir o finado Richard Harris na 3a. parte de Harry Potter é iminente. Pelo menos é o que dizem os sites de fofoca. Se isso acontecer, esse blog eleje o senhor McKellen como o ator mais nerd de toda a história do cinema. O cara interpretou, nos ultimos anos: Magneto, em X-men; Gandalf, no Senhor dos Anéis e agora Dumbledore no Harry Potter. Pra coroar só falta descolarem um papelzinho no episódio 3.
Ao que parece a contratação de Ian McKellen para substituir o finado Richard Harris na 3a. parte de Harry Potter é iminente. Pelo menos é o que dizem os sites de fofoca. Se isso acontecer, esse blog eleje o senhor McKellen como o ator mais nerd de toda a história do cinema. O cara interpretou, nos ultimos anos: Magneto, em X-men; Gandalf, no Senhor dos Anéis e agora Dumbledore no Harry Potter. Pra coroar só falta descolarem um papelzinho no episódio 3.
Tong, Jimmy Tong

Filme do Jackie Chan, como apontou Juju, é que nem pizza. Mesmo quando é ruim, é bom. Taxista é contratado como motorista de um agente secreto inglês, que abatido em combate deixa instruções para que o fiel escudeiro use seu bem mais precioso: Um smoking biônico que dá a seus usuários super reflexos, velocidade e a habilidade de realizar proezas como acender o isqueiro de qualquer dama que ponha um cigarro na boca.
Algumas piadas são bem boas (a melhor, sem dúvida é a que conta com James Brown e só aparece nos créditos finais - Hit me!) mas a maior parte do tempo quem segura a barra é Jackie Chan, cansado de guerra, que ainda pula, cai e se move como se tivesse 20 anos. O Renato Aragão das artes marciais continua o mesmo. Mas o grande problema não é nem esse e sim a maneira como Chan é filmado, suas proezas físicas são editadas e montadas de uma maneira que a impressão que se tem é de que ele não realizou as cenas. Vício do cinema americano, que depois de anos filmando seus atores dessa maneira, tentando enganar o público mostrando figuras empedernidas de Hollywod fazendo estripulias com efeitos especiais de última geração, ainda não consegue filmar de maneira honesta, para mostrar um ator que dispensa o uso de computação gráfica para surpreender o público.
Gostando mesmo de Chan, corra atrás de seus filmes antigos, da fase chinesa (Vi o Police Story ontem, dirigido por ele próprio e fiquei impressionado) ou mesmo do americano "Bater ou Correr" com o Owen Wilson, que já tem uma continuação pintando em breve por aí.

Filme do Jackie Chan, como apontou Juju, é que nem pizza. Mesmo quando é ruim, é bom. Taxista é contratado como motorista de um agente secreto inglês, que abatido em combate deixa instruções para que o fiel escudeiro use seu bem mais precioso: Um smoking biônico que dá a seus usuários super reflexos, velocidade e a habilidade de realizar proezas como acender o isqueiro de qualquer dama que ponha um cigarro na boca.
Algumas piadas são bem boas (a melhor, sem dúvida é a que conta com James Brown e só aparece nos créditos finais - Hit me!) mas a maior parte do tempo quem segura a barra é Jackie Chan, cansado de guerra, que ainda pula, cai e se move como se tivesse 20 anos. O Renato Aragão das artes marciais continua o mesmo. Mas o grande problema não é nem esse e sim a maneira como Chan é filmado, suas proezas físicas são editadas e montadas de uma maneira que a impressão que se tem é de que ele não realizou as cenas. Vício do cinema americano, que depois de anos filmando seus atores dessa maneira, tentando enganar o público mostrando figuras empedernidas de Hollywod fazendo estripulias com efeitos especiais de última geração, ainda não consegue filmar de maneira honesta, para mostrar um ator que dispensa o uso de computação gráfica para surpreender o público.
Gostando mesmo de Chan, corra atrás de seus filmes antigos, da fase chinesa (Vi o Police Story ontem, dirigido por ele próprio e fiquei impressionado) ou mesmo do americano "Bater ou Correr" com o Owen Wilson, que já tem uma continuação pintando em breve por aí.
quinta-feira, dezembro 26, 2002
O Transportador da Carga Explosiva

O Luc Besson todo mundo conhece. Francês, fazia filmes e agora só produz (alguns poderiam dizer ´graças a Deus!´, mas de qualquer maneira...). Corey Yuen é um cara menos conhecido. Contribui com a arte milenar da produção de filmes de ação chineses, mesmo porque é chinês e dirige filmes de ação. Pro cinema ocidental, dirigiu as cenas de ação de filmes como X-men, O confronto e O Beijo do Dragão e fez um belo trabalho. Jason Staham é um inglês canastrão e carismático que também atuou no O Confronto, alem de protagonizar o Snatch e faz um suporting role no faroeste Fantasmas de Marte, do John Carpenter. Eu sempre achei que o sujeito merecia um longa. Então.
Besson produz e escreve, Yuen dirige e Statham protagoniza. `The Transporter´ é o nome do filme, `Carga Explosiva´ em português. Ele conta a história de um ex-militar que ganha a vida transportando cargas, pessoas ou qualquer outra coisa para criminosos, vivendo pelo seu código de ética pessoal, sem se importar com mais nada. Até que um dia ele quebra suas regras e se envolve com uma gatchenha chinesa, um malandrão traiçoeiro e um esquema de contrabando de chineses. Mas o roteiro é o que menos importa no filme, mesmo porque poderia ter sido escrito por uma criança de 9 anos. 8 talvez.
Deve ser uma bomba não é? Não, não é. Mas você vai achar isso se for daquele tipo de pessoa que liga para furos no roteiro, que se sente pessoalmente ofendido com mentiras absurdas ou com claras abominações as mais básicas leis da física. A minha dica é relaxar, peregrino. Vêje, você está assistindo um filme de ação dirigido por um diretor chinês, do mesmo pais que já gerou experts no assunto como Jackie Chan, John Woo ou Tsui Hark, o roteiro ou o realismo são as coisas que menos importam agora. O que realmente importa é o balé das coreografias, os stunts elaboradíssimos e as soluções para criar cenas de ação originais e instigantes. Aprecie a vista, peregrino, não precisa ter vergonha.
A única coisa que eu tenho pra reclamar do filme é a falta de uma cena presente no trailer que desapareceu. Consistia em uma sequência aonde o Staham desviava um míssel com uma bandeja de cozinha. Aguardo ansiosamente as cenas deletadas do dvd.

O Luc Besson todo mundo conhece. Francês, fazia filmes e agora só produz (alguns poderiam dizer ´graças a Deus!´, mas de qualquer maneira...). Corey Yuen é um cara menos conhecido. Contribui com a arte milenar da produção de filmes de ação chineses, mesmo porque é chinês e dirige filmes de ação. Pro cinema ocidental, dirigiu as cenas de ação de filmes como X-men, O confronto e O Beijo do Dragão e fez um belo trabalho. Jason Staham é um inglês canastrão e carismático que também atuou no O Confronto, alem de protagonizar o Snatch e faz um suporting role no faroeste Fantasmas de Marte, do John Carpenter. Eu sempre achei que o sujeito merecia um longa. Então.
Besson produz e escreve, Yuen dirige e Statham protagoniza. `The Transporter´ é o nome do filme, `Carga Explosiva´ em português. Ele conta a história de um ex-militar que ganha a vida transportando cargas, pessoas ou qualquer outra coisa para criminosos, vivendo pelo seu código de ética pessoal, sem se importar com mais nada. Até que um dia ele quebra suas regras e se envolve com uma gatchenha chinesa, um malandrão traiçoeiro e um esquema de contrabando de chineses. Mas o roteiro é o que menos importa no filme, mesmo porque poderia ter sido escrito por uma criança de 9 anos. 8 talvez.
Deve ser uma bomba não é? Não, não é. Mas você vai achar isso se for daquele tipo de pessoa que liga para furos no roteiro, que se sente pessoalmente ofendido com mentiras absurdas ou com claras abominações as mais básicas leis da física. A minha dica é relaxar, peregrino. Vêje, você está assistindo um filme de ação dirigido por um diretor chinês, do mesmo pais que já gerou experts no assunto como Jackie Chan, John Woo ou Tsui Hark, o roteiro ou o realismo são as coisas que menos importam agora. O que realmente importa é o balé das coreografias, os stunts elaboradíssimos e as soluções para criar cenas de ação originais e instigantes. Aprecie a vista, peregrino, não precisa ter vergonha.
A única coisa que eu tenho pra reclamar do filme é a falta de uma cena presente no trailer que desapareceu. Consistia em uma sequência aonde o Staham desviava um míssel com uma bandeja de cozinha. Aguardo ansiosamente as cenas deletadas do dvd.
quarta-feira, dezembro 25, 2002
segunda-feira, dezembro 23, 2002
quinta-feira, dezembro 19, 2002
quarta-feira, dezembro 18, 2002
Versão Condensada.
Atentendo a pedidos, uma versão condensada dos últimos 3 posts:
Vistem o Portal Literal, tem Rubem Fonseca que é muito maneiro. E tem link pra cá também!
Atentendo a pedidos, uma versão condensada dos últimos 3 posts:
Vistem o Portal Literal, tem Rubem Fonseca que é muito maneiro. E tem link pra cá também!
...e o nome dessa joça. (3)
O que finalmente me leva ao último assunto do dia. O blog está linkado como "Tiago Teixeira". Lá em cima se lê "O Pensamento Vivo de Tiago Teixeira". Mas nunca, salvo uns 3 gatos pingados, ninguem usa esse nome pra falar do site. É porque é muito grande, bobo e feio ou é porque o meu nome é sonoro e fantásticamente atraente e isso deixa o resto do título invisível?
Reconheço que minha graça é boa de lembrar pelo menos. Mesmo porque usando meu primeiro e último nome (pra desespero da minha mãe) consigo uma nomeclatura que lembra a de vários personagens conhecidos como Peter Parker, Clark Kent ou Roger Rabbit, é uma beleza não é? Mesmo que não seja original, porque procurando por Tiago Teixeira no icq você encontra uns 1340 xarás.
Na verdade isso tudo é falta de assunto não acho meu nome genial. Foi só uma digressão na minha reflexão sobre o nome do blog. Porque ninguém me linka com o dito cujo completo, preferindo somente o meu nome? Responda a essa mais nova enquete usando o box a esquerda, ou a direita, já esqueci.
Pra quem não sabe, a coleção `O pensamento vivo` é uma série de livros curtos, com citações e um texto explicativo sobre uma personalidade famosa. Existem volumes como Einstein, Isaac Newton e Borges, mas o supra sumo é o dedicado a grande pensadora Marilyn Monroe.
O que finalmente me leva ao último assunto do dia. O blog está linkado como "Tiago Teixeira". Lá em cima se lê "O Pensamento Vivo de Tiago Teixeira". Mas nunca, salvo uns 3 gatos pingados, ninguem usa esse nome pra falar do site. É porque é muito grande, bobo e feio ou é porque o meu nome é sonoro e fantásticamente atraente e isso deixa o resto do título invisível?
Reconheço que minha graça é boa de lembrar pelo menos. Mesmo porque usando meu primeiro e último nome (pra desespero da minha mãe) consigo uma nomeclatura que lembra a de vários personagens conhecidos como Peter Parker, Clark Kent ou Roger Rabbit, é uma beleza não é? Mesmo que não seja original, porque procurando por Tiago Teixeira no icq você encontra uns 1340 xarás.
Na verdade isso tudo é falta de assunto não acho meu nome genial. Foi só uma digressão na minha reflexão sobre o nome do blog. Porque ninguém me linka com o dito cujo completo, preferindo somente o meu nome? Responda a essa mais nova enquete usando o box a esquerda, ou a direita, já esqueci.
Pra quem não sabe, a coleção `O pensamento vivo` é uma série de livros curtos, com citações e um texto explicativo sobre uma personalidade famosa. Existem volumes como Einstein, Isaac Newton e Borges, mas o supra sumo é o dedicado a grande pensadora Marilyn Monroe.
...e o portal literal... (2)
Eis que... Eis que é muito bom hein? EIS QUE a conspira.com lança aí o Portal Literal, que tem entre seus colabores o recluso e misterioso
Rubem Fonseca, com direito a fragmentos de contos, uns poucos textos inéditos, bibliografia e mais umas coisinhas. O link é esse, a dica está dada. Os livros do Rubem são ótimos (pelo menos os dois que eu li), e eu estou empolgadíssimo com o cara. Principalmente com os contos e romances policiais, vocês sabem que tenho um apreço todo especial pelo gênero.
Então, fuçando as outras áreas do site fui visitar a seção de links para blogs e não é que me deparo com um link pra essa perda de tempo aqui? Muito legal, uma loucura. Mais um argumento pra você visitar o site, qualquer um que me indica não pode ser de todo ruim.
Eis que... Eis que é muito bom hein? EIS QUE a conspira.com lança aí o Portal Literal, que tem entre seus colabores o recluso e misterioso
Rubem Fonseca, com direito a fragmentos de contos, uns poucos textos inéditos, bibliografia e mais umas coisinhas. O link é esse, a dica está dada. Os livros do Rubem são ótimos (pelo menos os dois que eu li), e eu estou empolgadíssimo com o cara. Principalmente com os contos e romances policiais, vocês sabem que tenho um apreço todo especial pelo gênero.
Então, fuçando as outras áreas do site fui visitar a seção de links para blogs e não é que me deparo com um link pra essa perda de tempo aqui? Muito legal, uma loucura. Mais um argumento pra você visitar o site, qualquer um que me indica não pode ser de todo ruim.
Rubão no coletivo... (1)
23 anos de vida em um bairro que fica a no mínimo uma hora de qualquer um dos lugares aonde já trabalhei na vida me fizeram acostumar a ler dentro de ônibus sem problema algum. Descolamento de retina é lenda. Quando me mudei para um lugar mais central os tempos das viagens diminuiram e minhas leituras ficaram reduzidas a hqs de segunda (as de primeira eu preferia ler em casa), contos e a romances de capítulos curtos. Ao menor sinal de umla viagem tediosa pela frente, eu sempre agarrava o livro ou revista mais próximo e me enfiava no coletivo sem problemas.
Esse hábito talvez tenha sido agravante pra ligeira (ou não) síndrome da desordem de atenção que eu tenho, presente dos anos trabalhando em um PC. Mais especificamente, com Internet. Mais especificamente, fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Eu estou tentando reverter isso, aos poucos. O lado bom disso é que na sanha pra arranjar uma leitura pro ônibus eu acabei descobrindo algumas coisas bem legais que talvez não encontraria procurando com mais calma.
O último achado foi o Rubem Fonseca. Afanei da biblioteca da minha mãe uma coletânea não muito comum dele, chamada ´O Homem de Fevereiro ou Março´, que é composta de uma seleção de contos feita pelo próprio autor nos anos 60, o que dava uma boa noção da obra do homem. Foi batata.
A coletânea era relativamente grande, e quando finalmente terminei o livro engatei em um romance do mesmo, A Grande Arte. Nunca vi o filme do Waltinho, e prefiro assim. É um belo livro, que ainda não terminei, mas está me divertindo horrores. Filme eu só vi o Bufo e Spalanzani, que tem um roteiro bom do Rubem, mas uma direção meia-boca e dois dos maiores canastrões do cinema brasileiro no elenco, a saber, Gracindo Junior e José Mayer.
23 anos de vida em um bairro que fica a no mínimo uma hora de qualquer um dos lugares aonde já trabalhei na vida me fizeram acostumar a ler dentro de ônibus sem problema algum. Descolamento de retina é lenda. Quando me mudei para um lugar mais central os tempos das viagens diminuiram e minhas leituras ficaram reduzidas a hqs de segunda (as de primeira eu preferia ler em casa), contos e a romances de capítulos curtos. Ao menor sinal de umla viagem tediosa pela frente, eu sempre agarrava o livro ou revista mais próximo e me enfiava no coletivo sem problemas.
Esse hábito talvez tenha sido agravante pra ligeira (ou não) síndrome da desordem de atenção que eu tenho, presente dos anos trabalhando em um PC. Mais especificamente, com Internet. Mais especificamente, fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Eu estou tentando reverter isso, aos poucos. O lado bom disso é que na sanha pra arranjar uma leitura pro ônibus eu acabei descobrindo algumas coisas bem legais que talvez não encontraria procurando com mais calma.
O último achado foi o Rubem Fonseca. Afanei da biblioteca da minha mãe uma coletânea não muito comum dele, chamada ´O Homem de Fevereiro ou Março´, que é composta de uma seleção de contos feita pelo próprio autor nos anos 60, o que dava uma boa noção da obra do homem. Foi batata.
A coletânea era relativamente grande, e quando finalmente terminei o livro engatei em um romance do mesmo, A Grande Arte. Nunca vi o filme do Waltinho, e prefiro assim. É um belo livro, que ainda não terminei, mas está me divertindo horrores. Filme eu só vi o Bufo e Spalanzani, que tem um roteiro bom do Rubem, mas uma direção meia-boca e dois dos maiores canastrões do cinema brasileiro no elenco, a saber, Gracindo Junior e José Mayer.
terça-feira, dezembro 17, 2002
Expresso 2222
Apesar da minha torcida contra, não deu outra. Gilberto Gil é o próximo ministro da cultura.
E os próximos 4 anos? Shows nas praias do Rio toda semana, muito mais verbas para a cultura baiana (administradas pelo Toninho Malvadeza), incentivo fiscal para a Conspiração Filmes e discursos abstratos, auto-referentes e conceituais.
Deviam ter aprendido com o Pelé.
Apesar da minha torcida contra, não deu outra. Gilberto Gil é o próximo ministro da cultura.
E os próximos 4 anos? Shows nas praias do Rio toda semana, muito mais verbas para a cultura baiana (administradas pelo Toninho Malvadeza), incentivo fiscal para a Conspiração Filmes e discursos abstratos, auto-referentes e conceituais.
Deviam ter aprendido com o Pelé.
segunda-feira, dezembro 16, 2002
Saiu o primeiro trailer de X-men 2, e o bichinho parece bem maneiro. Até mesmo o Noturno ficou beeem interessante. Vai ver que o Brian Synger realmente engrenou agora.
sexta-feira, dezembro 13, 2002
Anônimos Famosos

O livro Anônimos Famosos é um inventário das figuras conhecidas mais desconhecidas do Rio de Janeiro. Pessoas que você sempre vê ou ouve falar, mas não sabe realmente nada a respeito. Cada uma delas ganha um pequeno ensaio fotográfico de alto nível e um parágrafo introdutório, tudo embalado do design excelente do meu camaradinha Christiano Menezes. Lendo o livro você pode conhecer pelo menos duas das figuras habitam meu bairro de origem, a Ilha do Governador, como o conhecido como "SIM!" que é um sujeito que desenha motivos religiosos assustadores com giz no chão e grita seu nome com toda a força dos pulmões. Me lembro de uma das diversões do meu grupo de amigos da escola era responder com firmeza "NÂO!" toda vez que ele passava. Por algum motivo eu tinha medo da figura esquálida que andava gritando e praguejando por aí, até que um dia ele se aproximou de mim calmamente e me perguntou com toda a educação que horas eram. Respondi, mesmo sem saber o que ele iria fazer com a informação (talvez o estilo dos desenhos ou o timbre dos gritos fosse influênciados pela hora do dia) e ele aradeceu mui cordialmente e continuou andando e gritando. Como ter medo de um cara tão preocupado com seu schedule?
Tem também a Mama, que é uma senhora que vende rosas e é a cara da personagem dos Goonies. Faltaram alguns outros, como o vendedor de suco de laranja chamado "Biscoito" que a menor menção de seu nome saia correndo atrás do perpretrador do crime armado com a peixeira que usava para descascar as frutas. Ou como o baleiro mais caro do Rio que é a cara do seu Madruga. Se eu fosse enumerar todos os tipos esquisitos da Ilha eu ia precisar de um volume inteiro, uma segunda edição... Anônimos Famosos 2 - Além da linha vermelha ou coisa assim.
E claro que não podiam faltar os anônimos do centro do Rio, como o chato do maluco prateado que fica fingindo de estátua ou o saxofonista da estação carioca. E os dois velhinhos que tocam sanfona (atualmente na sete de setembro). E tem muito mais, o livro é bom e o preço é justo, comprem aí.
Alias, a foto que enfeita o post não é de nenhum desses, mas sim do garçon mais famoso do Bar Lagoa, que teve a petulância de dizer no livro que o mau humor que é atribuído aos solicitos trabalhadores do bar é lenda urbana. Calúnia, calúnia! Os garçons são todos felizes, atenciosos e cheios de boa vontade, como você pode conferir na foto acima.

O livro Anônimos Famosos é um inventário das figuras conhecidas mais desconhecidas do Rio de Janeiro. Pessoas que você sempre vê ou ouve falar, mas não sabe realmente nada a respeito. Cada uma delas ganha um pequeno ensaio fotográfico de alto nível e um parágrafo introdutório, tudo embalado do design excelente do meu camaradinha Christiano Menezes. Lendo o livro você pode conhecer pelo menos duas das figuras habitam meu bairro de origem, a Ilha do Governador, como o conhecido como "SIM!" que é um sujeito que desenha motivos religiosos assustadores com giz no chão e grita seu nome com toda a força dos pulmões. Me lembro de uma das diversões do meu grupo de amigos da escola era responder com firmeza "NÂO!" toda vez que ele passava. Por algum motivo eu tinha medo da figura esquálida que andava gritando e praguejando por aí, até que um dia ele se aproximou de mim calmamente e me perguntou com toda a educação que horas eram. Respondi, mesmo sem saber o que ele iria fazer com a informação (talvez o estilo dos desenhos ou o timbre dos gritos fosse influênciados pela hora do dia) e ele aradeceu mui cordialmente e continuou andando e gritando. Como ter medo de um cara tão preocupado com seu schedule?
Tem também a Mama, que é uma senhora que vende rosas e é a cara da personagem dos Goonies. Faltaram alguns outros, como o vendedor de suco de laranja chamado "Biscoito" que a menor menção de seu nome saia correndo atrás do perpretrador do crime armado com a peixeira que usava para descascar as frutas. Ou como o baleiro mais caro do Rio que é a cara do seu Madruga. Se eu fosse enumerar todos os tipos esquisitos da Ilha eu ia precisar de um volume inteiro, uma segunda edição... Anônimos Famosos 2 - Além da linha vermelha ou coisa assim.
E claro que não podiam faltar os anônimos do centro do Rio, como o chato do maluco prateado que fica fingindo de estátua ou o saxofonista da estação carioca. E os dois velhinhos que tocam sanfona (atualmente na sete de setembro). E tem muito mais, o livro é bom e o preço é justo, comprem aí.
Alias, a foto que enfeita o post não é de nenhum desses, mas sim do garçon mais famoso do Bar Lagoa, que teve a petulância de dizer no livro que o mau humor que é atribuído aos solicitos trabalhadores do bar é lenda urbana. Calúnia, calúnia! Os garçons são todos felizes, atenciosos e cheios de boa vontade, como você pode conferir na foto acima.
Karacol, o shopping brasilero de design. Bonito e funcional, só precisava de mais uns produtos. Mas já da pra você ir enchendo a sua casa da objetos inúteis zuuuper lesgais
quarta-feira, dezembro 11, 2002
quarta-feira, dezembro 04, 2002
O Edifício e a espectativa do Freak Show
Eduardo Coutinho, pra quem não conheçe, é o maior documentarista brasileiro. No currúculo dele estão "Cabra marcado para morrer", "Santo Forte", "Babilônia 2000" e agora "Edifício Master". Esse último, em cartaz nos cinemas agora, é um belo filme sobre os moradores de um imenso prédio em Copacabana. O diretor e sua equipe se mudaram para o lugar por uma semana e colheram depoimentos de vários dos habitantes, em conversas francas que mostram um pouco das pessoas que moram ali.
Voce vê, o grande diferencial do Coutinho é a proximidade que ele tem dos personagens de seu documentário. Não existe ali um approach de experimento antropológico ou uma tentativa de analisar tipos esquisitos ou engraçadinhos sob a lente da câmera. Longe disso. Todos são apresentados como seres humanos, pura e simplesmente. O próprio Coutinho já disse certa vez: "Não encontro o povo, encontro pessoas.".
O problema é que o público não espera isso. As pessoas que estão enchendo as sessões do filme correm as salas a procura de uma coisa muito menos digna do que os filmes do diretor, todos eles querem um Freak Show que mostre como os outros são engraçados ou patéticos. Então qualquer coisa se torna engraçadíssima a seus olhos. O depoimento de uma pessoa que afirma ter medo de sair na rua e evita entrar no elevador com mais alguém, que não olha para o entrevistador porque não se sente confortável é hilário. A história de uma senhora que foi vítima de um assalto e relata o acontecido com os olhos cheios de lágrimas é divertidíssimo. Um homem que canta uma música de Frank Sinatra que ele venera, que considera a música de sua vida é aplaudido, cada desafino ou engasgo seu saudado com uma boa gargalhada.
É como cada espectador fosse o anti-Coutinho, fosse tudo que o filme mais abomina. Era uma idéia boa pra um documentário, uma conversa verdadeira com o público da sessão, pra saber o que eles acham tão engraçado, tão divertido e como conseguem se sentir tão longe ou superiores das pessoas que estão sendo mostradas na tela. Eles, os outros.
Eduardo Coutinho, pra quem não conheçe, é o maior documentarista brasileiro. No currúculo dele estão "Cabra marcado para morrer", "Santo Forte", "Babilônia 2000" e agora "Edifício Master". Esse último, em cartaz nos cinemas agora, é um belo filme sobre os moradores de um imenso prédio em Copacabana. O diretor e sua equipe se mudaram para o lugar por uma semana e colheram depoimentos de vários dos habitantes, em conversas francas que mostram um pouco das pessoas que moram ali.
Voce vê, o grande diferencial do Coutinho é a proximidade que ele tem dos personagens de seu documentário. Não existe ali um approach de experimento antropológico ou uma tentativa de analisar tipos esquisitos ou engraçadinhos sob a lente da câmera. Longe disso. Todos são apresentados como seres humanos, pura e simplesmente. O próprio Coutinho já disse certa vez: "Não encontro o povo, encontro pessoas.".
O problema é que o público não espera isso. As pessoas que estão enchendo as sessões do filme correm as salas a procura de uma coisa muito menos digna do que os filmes do diretor, todos eles querem um Freak Show que mostre como os outros são engraçados ou patéticos. Então qualquer coisa se torna engraçadíssima a seus olhos. O depoimento de uma pessoa que afirma ter medo de sair na rua e evita entrar no elevador com mais alguém, que não olha para o entrevistador porque não se sente confortável é hilário. A história de uma senhora que foi vítima de um assalto e relata o acontecido com os olhos cheios de lágrimas é divertidíssimo. Um homem que canta uma música de Frank Sinatra que ele venera, que considera a música de sua vida é aplaudido, cada desafino ou engasgo seu saudado com uma boa gargalhada.
É como cada espectador fosse o anti-Coutinho, fosse tudo que o filme mais abomina. Era uma idéia boa pra um documentário, uma conversa verdadeira com o público da sessão, pra saber o que eles acham tão engraçado, tão divertido e como conseguem se sentir tão longe ou superiores das pessoas que estão sendo mostradas na tela. Eles, os outros.
segunda-feira, dezembro 02, 2002
quarta-feira, novembro 27, 2002
A Madame e o mecanismo de defesa do homem brasileiro

Mais do que uma revelação no quase sempre apático repertório dos lançamentos de filmes nacionais, o filme de Karim Aïnouz é uma obra forte e refrescante na forma e no conteúdo. Agora, fazendo uma retrospectiva, acho que pode ser um sério candidato ao melhor lançamento nacional do ano. Pros leitores designers, companheiros de tendinite, fiquem atentos a identidade visual do filme. Extremamente consistente e bem cuidada, é uma coisa muito difícil de se ver por aqui e até mesmo nos esteites (pelo menos a consistência).
E agora, em uma consideração sobre o público da sessão (que estava lotada, grata surpresa), explicarei a vocês um dos principais mecanismos de defesa da masculinidade judaico-cristã tupiniquim durante cenas de temática homosexual. Homosexualismo masculino claro, durante o homosexualismo feminino o comportamento é outro. Pois bem. Durante a presença eminente de uma cena de homosexualismo na tela, adote algum dos procedimentos abaixo (podem ser adotados vários ao mesmo tempo, dadas as limitações físicas):
- Produzir em alto e bom som um AN-HAN, tossir ou limpar a garganta.
- Se ajeitar na cadeira, verificar se todos os botões da camisa estão fechados, cruzar as pernas, deixar claro a todos que você está se sentindo realmente incomodado pela cena.
- Desviar o olhar do filme, verificando os detalhes da decoração do teto ou o posicionamento dos extintores de incêndio, de maneira a mostrar que você não deseja olhar para dois homens nús se agarrando.
- Começar a conversar alto com seu companheiro na cadeira do lado, questionando sobre o tempo lá fora, a temperatura do arcondicionado ou assunto semelhante.
- Gritar "BICHA!".
- Produzir um "Tsc, tsc, tsc" em desaprovação.
- Esconder os olhos com a mão, fazendo expressão envergonhada.
Se você não seguir nenhum desses procedimentos, provavelmente a platéia vai considerar que você possui tendências homosexuais ou que aprova esse tipo de comportamento. Pederastas enrustidos podem lhe acusar de ser inseguro da sua própria sexualidade, mas não se abale! Você sabe muito bem que você gosta é de mulher. Ou não?
Sarcasmo à parte, tem uma entrevista ótima com o diretor na contracampo.

Mais do que uma revelação no quase sempre apático repertório dos lançamentos de filmes nacionais, o filme de Karim Aïnouz é uma obra forte e refrescante na forma e no conteúdo. Agora, fazendo uma retrospectiva, acho que pode ser um sério candidato ao melhor lançamento nacional do ano. Pros leitores designers, companheiros de tendinite, fiquem atentos a identidade visual do filme. Extremamente consistente e bem cuidada, é uma coisa muito difícil de se ver por aqui e até mesmo nos esteites (pelo menos a consistência).
E agora, em uma consideração sobre o público da sessão (que estava lotada, grata surpresa), explicarei a vocês um dos principais mecanismos de defesa da masculinidade judaico-cristã tupiniquim durante cenas de temática homosexual. Homosexualismo masculino claro, durante o homosexualismo feminino o comportamento é outro. Pois bem. Durante a presença eminente de uma cena de homosexualismo na tela, adote algum dos procedimentos abaixo (podem ser adotados vários ao mesmo tempo, dadas as limitações físicas):
- Produzir em alto e bom som um AN-HAN, tossir ou limpar a garganta.
- Se ajeitar na cadeira, verificar se todos os botões da camisa estão fechados, cruzar as pernas, deixar claro a todos que você está se sentindo realmente incomodado pela cena.
- Desviar o olhar do filme, verificando os detalhes da decoração do teto ou o posicionamento dos extintores de incêndio, de maneira a mostrar que você não deseja olhar para dois homens nús se agarrando.
- Começar a conversar alto com seu companheiro na cadeira do lado, questionando sobre o tempo lá fora, a temperatura do arcondicionado ou assunto semelhante.
- Gritar "BICHA!".
- Produzir um "Tsc, tsc, tsc" em desaprovação.
- Esconder os olhos com a mão, fazendo expressão envergonhada.
Se você não seguir nenhum desses procedimentos, provavelmente a platéia vai considerar que você possui tendências homosexuais ou que aprova esse tipo de comportamento. Pederastas enrustidos podem lhe acusar de ser inseguro da sua própria sexualidade, mas não se abale! Você sabe muito bem que você gosta é de mulher. Ou não?
Sarcasmo à parte, tem uma entrevista ótima com o diretor na contracampo.
terça-feira, novembro 26, 2002
Que cuti-cuti
Esse é um blog sem fotos de gatinhos fofinhos, por questões ideolõgicas. Já o da Chinchila não aderiu ao movimento, e lá você pode conferir umas fotos da Eleonora, minha gata sociopata.
Esse é um blog sem fotos de gatinhos fofinhos, por questões ideolõgicas. Já o da Chinchila não aderiu ao movimento, e lá você pode conferir umas fotos da Eleonora, minha gata sociopata.
segunda-feira, novembro 25, 2002
sexta-feira, novembro 22, 2002
quinta-feira, novembro 21, 2002
As Incríveis aventuras de Madonna na Inglaterra, parte 2
Madonna pediu dinheiro em um restaurante em Londres para pagar por um pedaço de bolo para seu filho Rocco, depois de esquecer a carteira em casa. A cantora, que também estava acompanhada por seu marido Guy Ritchie e sua filha Lourdes, pediu a duas irmãs, Mimi e Titi Negussie, que lhe emprestassem 1,25 libra (cerca de R$ 7).
Madonna pediu dinheiro em um restaurante em Londres para pagar por um pedaço de bolo para seu filho Rocco, depois de esquecer a carteira em casa. A cantora, que também estava acompanhada por seu marido Guy Ritchie e sua filha Lourdes, pediu a duas irmãs, Mimi e Titi Negussie, que lhe emprestassem 1,25 libra (cerca de R$ 7).
terça-feira, novembro 19, 2002
As Incríveis aventuras de Madonna na Inglaterra, parte 1
Não é fácil deixar Madonna sem jeito, mas, nesta segunda, durante a première de “Die Another Day” em Londres, a popstar perdeu a pose. Ela não conseguiu segurar o nervosismo quando foi apresentada à rainha Elizabeth – e literalmente tremeu nas bases. Testemunhas garantem que Madonna, quando soube que a chefe da família real britânica estava no evento, ficou treinando com o ator inglês John Cleese o que falar e como agir quando encontrasse com ela. Na hora "H", mal conseguiu falar.
John Cleese, esse aí de dois posts abaixo. Só a Madonna pra treinar com esse tipo de pessoa o que falar e dizer pra rainha da Inglaterra.
Não é fácil deixar Madonna sem jeito, mas, nesta segunda, durante a première de “Die Another Day” em Londres, a popstar perdeu a pose. Ela não conseguiu segurar o nervosismo quando foi apresentada à rainha Elizabeth – e literalmente tremeu nas bases. Testemunhas garantem que Madonna, quando soube que a chefe da família real britânica estava no evento, ficou treinando com o ator inglês John Cleese o que falar e como agir quando encontrasse com ela. Na hora "H", mal conseguiu falar.
John Cleese, esse aí de dois posts abaixo. Só a Madonna pra treinar com esse tipo de pessoa o que falar e dizer pra rainha da Inglaterra.
Super Silly Walk
John Cleese, um dos cabeças do Monty Python vai escrever uma hq para o homem de aço ano que vem, aonde vai responder o que aconteceria se o Super Homem tivesse caído na Inglaterra.
Pra quem não possui minha fantástica habilidade de reconhecer cada Python em qualquer filme eu esclareço pra vocês. O John Cleese é o alto e mais assustador, especializado em figuras autoritárias enlouquecidas, como ele mesmo diz. Fez Lancelot no cálice sagrado, o centurião que captura Brian no filme que conta sua vida e quase sempre aparecia de terno nos episódios televisivos. Fora dos Pythons ele fez O Nick Quase-sem-cabeça do Harry Potter (segundo me dizem o único elemento de humor negro inglês que sobrou na adaptação do livro) e encarna o novo Q nos novos James Bond. Um dia eu ainda ganho dinheiro com isso.
John Cleese, um dos cabeças do Monty Python vai escrever uma hq para o homem de aço ano que vem, aonde vai responder o que aconteceria se o Super Homem tivesse caído na Inglaterra.
Pra quem não possui minha fantástica habilidade de reconhecer cada Python em qualquer filme eu esclareço pra vocês. O John Cleese é o alto e mais assustador, especializado em figuras autoritárias enlouquecidas, como ele mesmo diz. Fez Lancelot no cálice sagrado, o centurião que captura Brian no filme que conta sua vida e quase sempre aparecia de terno nos episódios televisivos. Fora dos Pythons ele fez O Nick Quase-sem-cabeça do Harry Potter (segundo me dizem o único elemento de humor negro inglês que sobrou na adaptação do livro) e encarna o novo Q nos novos James Bond. Um dia eu ainda ganho dinheiro com isso.
segunda-feira, novembro 18, 2002
São loucos esses Gauleses
O segundo filme do Asterix é um exemplo do que pode acontecer quando você dá muito dinheiro e liberdade na mão de um sujeito só. O diretor contratado para produzir o longa fez um amontoado de cenas sem ligação narrativa, estilistica ou temática, que parece uma seleção de sketches irregulares sobre o personagem principal, sobre temas que variam entre metáforas políticas, piadas com a cultura francesa que só um francês pode entender, sátiras de filmes conhecidos, comédia pastelão e até uma ou duas reproduções fiéis de cenas da hq original. Você também tem alguns decotes audaciosos da Monica Belluci, (provalmente por obrigação contratual, uma vez que a atriz aparece nua ou semi em 90% dos filmes em que atua.). Aliás a Belluci está claramente deslocada no filme, junto com o novo Panoramix, que parece estar sob efeito de um certo tipo de entorpecente apreciado pela família Marley durante todo o tempo. O melhor fica sendo o Gerárd Depardieu como o Obelix, engraçadíssimo.
E puxa, como o papel do Idéiafix cresceu. Provavelmente o cachorro arranjou um empresário novo.
O segundo filme do Asterix é um exemplo do que pode acontecer quando você dá muito dinheiro e liberdade na mão de um sujeito só. O diretor contratado para produzir o longa fez um amontoado de cenas sem ligação narrativa, estilistica ou temática, que parece uma seleção de sketches irregulares sobre o personagem principal, sobre temas que variam entre metáforas políticas, piadas com a cultura francesa que só um francês pode entender, sátiras de filmes conhecidos, comédia pastelão e até uma ou duas reproduções fiéis de cenas da hq original. Você também tem alguns decotes audaciosos da Monica Belluci, (provalmente por obrigação contratual, uma vez que a atriz aparece nua ou semi em 90% dos filmes em que atua.). Aliás a Belluci está claramente deslocada no filme, junto com o novo Panoramix, que parece estar sob efeito de um certo tipo de entorpecente apreciado pela família Marley durante todo o tempo. O melhor fica sendo o Gerárd Depardieu como o Obelix, engraçadíssimo.
E puxa, como o papel do Idéiafix cresceu. Provavelmente o cachorro arranjou um empresário novo.
quinta-feira, novembro 14, 2002
terça-feira, novembro 12, 2002
Sugestão para a imprensa brasileira: Porque não tentar passar uma semana inteira sem usar o adjetivo ´Polêmico´ em qualquer meio de comunicação? Só ver se passa a preguiça de tentar interpretar informações de uma maneira diferente e não jogar tudo dentro do mesmo rótulo insosso. Se não conseguirem, pelo menos usem sinônimos ou quase sinônimos, como controverso, instigante ou provocador.
quinta-feira, novembro 07, 2002
Desembucha

Se o Almodovar consegue se superar a cada filme, o que ele vai estar produzindo daqui a 20 anos? Só me desagrada a primeira cena de tourada, mesmo sendo linda, não consigo achar poético um bicho sendo morto com requintes de crueldade. Tourada só é maneiro mesmo quando o Touro vence.
A, é mesmo, tem o Caetano também. Mas podem ficar calmos que ele se limita a cantar quietinho lá no canto dele. Cucuruuuucu...

Se o Almodovar consegue se superar a cada filme, o que ele vai estar produzindo daqui a 20 anos? Só me desagrada a primeira cena de tourada, mesmo sendo linda, não consigo achar poético um bicho sendo morto com requintes de crueldade. Tourada só é maneiro mesmo quando o Touro vence.
A, é mesmo, tem o Caetano também. Mas podem ficar calmos que ele se limita a cantar quietinho lá no canto dele. Cucuruuuucu...
quarta-feira, novembro 06, 2002
Cidade Lagoa
Vou citar de memória meu mantra desde ontem:
Essa cidade que ainda é maravilhosa,
tão cantada em verso e prosa,
desde o tempo da vovó
Tem um problema crônico renitente
qualquer chuva vira enchente
não precisa ser toró
Basta que chova pelo menos meia hora
é batata, não demora
enche tudo por aí
Toda cidade é uma enorme cachoeira
que da praça da bandeira
vou remando ao Catumbi
Por conta disso vou comprar uma canoa
pra andar nessa lagoa
cada vez que a chuva cai.
E se uma boa me pedir uma carona,
com certeza eu levo a dona,
na garupa do papai.
Kid Morangueira.
Vou citar de memória meu mantra desde ontem:
Essa cidade que ainda é maravilhosa,
tão cantada em verso e prosa,
desde o tempo da vovó
Tem um problema crônico renitente
qualquer chuva vira enchente
não precisa ser toró
Basta que chova pelo menos meia hora
é batata, não demora
enche tudo por aí
Toda cidade é uma enorme cachoeira
que da praça da bandeira
vou remando ao Catumbi
Por conta disso vou comprar uma canoa
pra andar nessa lagoa
cada vez que a chuva cai.
E se uma boa me pedir uma carona,
com certeza eu levo a dona,
na garupa do papai.
Kid Morangueira.
sexta-feira, novembro 01, 2002
Códigos de Guerra

"Quem sabe daqui a 50 anos nós estaremos tomando saquê com os japoneses,jogando conversa fora,enquanto procuramos outro povo para dominar".
Deve ser o melhor filme da fase americana de John Woo junto com ´A Outra Face´. Impressionante que ainda exista gente que acha o John Woo apenas mais um diretor de filmes de ação pasteurizados.

"Quem sabe daqui a 50 anos nós estaremos tomando saquê com os japoneses,jogando conversa fora,enquanto procuramos outro povo para dominar".
Deve ser o melhor filme da fase americana de John Woo junto com ´A Outra Face´. Impressionante que ainda exista gente que acha o John Woo apenas mais um diretor de filmes de ação pasteurizados.
Subscrever:
Comentários (Atom)














