Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Longa Metragem 2
My Life as McDull é um belo e sensível filme sobre a infância de um menino, sua mãe, panturrilhas fortes e bolinhos de arroz. A narrativa e o senso de humor incomun e a mistura pouco tradicional entre animação em acetato e 3d fizeram muita gente torcer o nariz, mas eu recomendo enfaticamente.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Curtas cinema 15
Fuja! O único curta interessante é o brasileiro "Velha História", feito em stop motion. É a única peça inspirada da sessão. O resto se resume a portfolios em 3D (Mantis e Eternal Gaze), filmecos insuportáveis (L.A.T., Kampf Dem Kino) e um absolutamente sem graça (La Duerra D´amore). Fiquem em casa dormindo.
terça-feira, julho 15, 2003
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : curtas metragens 11
Essa sessão começa com um curta de computação gráfica abstrato chamado Butterfly, o que te dá dez minutos pra um atraso básico. O filme ficaria ótimo em um telão de alguma loja de roupas hypada ou salão de beleza. E só. Tem esse "l´odeur de chien mouillé" que é interessante e bizarrinho. Tem tambem o "Manipai", muito interessante, um dos poucos curtas de computação gráfica realmente interessantes até agora. "O Mímico e a caixa" é mais um portfólio, e poderia se chamar "Mamãe, olha o que eu sei fazer no 3D!". Devia estar em uma das sessões portfolio, com desconto para diretores de arte de grandes agências. De preferência com distribuição de cartões de visita no final, pra agilizar a coisa. E o "The God" é divertido. E é isso.
Essa sessão começa com um curta de computação gráfica abstrato chamado Butterfly, o que te dá dez minutos pra um atraso básico. O filme ficaria ótimo em um telão de alguma loja de roupas hypada ou salão de beleza. E só. Tem esse "l´odeur de chien mouillé" que é interessante e bizarrinho. Tem tambem o "Manipai", muito interessante, um dos poucos curtas de computação gráfica realmente interessantes até agora. "O Mímico e a caixa" é mais um portfólio, e poderia se chamar "Mamãe, olha o que eu sei fazer no 3D!". Devia estar em uma das sessões portfolio, com desconto para diretores de arte de grandes agências. De preferência com distribuição de cartões de visita no final, pra agilizar a coisa. E o "The God" é divertido. E é isso.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : curtas metragens 6
Uma bela porcaria de sessão, com duas ótimas exceções: Le Chou e Stirtwalkers. O primeiro, francês, é simples e altamente simpático. Stirwalkers, canadense (como existem curtas de animação canadense, putz), e feito em stop motion, mostra um pescador que encontra algumas criaturas estranhas no alto mar e eventualmente descobre sua terrível origem. Ou não. Existe um curta brasileiro feito na Alemanha também, Dirigindo sozinho, que é vergonhoso, besta e feito pra Alemão ver.
Os ChubbChubbs é mais um daqueles trabalhos pra encher os olhos dos diretores da Pixar ou da Dreamworks. Um portfólio inofensivo, cheio de piadas nerds e fofinho. É só bater o olho que você percebe porque ele levou o Oscar de animação. O público adora, óbvio.
Uma bela porcaria de sessão, com duas ótimas exceções: Le Chou e Stirtwalkers. O primeiro, francês, é simples e altamente simpático. Stirwalkers, canadense (como existem curtas de animação canadense, putz), e feito em stop motion, mostra um pescador que encontra algumas criaturas estranhas no alto mar e eventualmente descobre sua terrível origem. Ou não. Existe um curta brasileiro feito na Alemanha também, Dirigindo sozinho, que é vergonhoso, besta e feito pra Alemão ver.
Os ChubbChubbs é mais um daqueles trabalhos pra encher os olhos dos diretores da Pixar ou da Dreamworks. Um portfólio inofensivo, cheio de piadas nerds e fofinho. É só bater o olho que você percebe porque ele levou o Oscar de animação. O público adora, óbvio.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : curtas metragens 5
O grande destaque dessa sessão é "La Femme Papillon", de cair o queixo. De cair o queixo também é "Consulta médica", curta brasileiro que começa bem e se transforma no pior desperdício de tempo de rendering jamais visto. "Noche de ronda" é bem legal. De um modo geral, é uma sessão bem boa.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : curtas metragens 17
Acho que o destaque dessa sessão seria o stop-motion "Age of ignorance", que é o responsável por deixar a exibição imprópria para menores. É um filme tão bobo e geniunamente besta que fica divertido. Um pouco longo, mas vale a pena. O "Black and White and Red all over" também é ótimo, uma história sobre dois pinguins detetives que tentam desvendar um assassino serial no polo norte. Animação tradicional, mas com um traço aerodinâmico belíssimo e.... higiênico.
O grande destaque dessa sessão é "La Femme Papillon", de cair o queixo. De cair o queixo também é "Consulta médica", curta brasileiro que começa bem e se transforma no pior desperdício de tempo de rendering jamais visto. "Noche de ronda" é bem legal. De um modo geral, é uma sessão bem boa.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : curtas metragens 17
Acho que o destaque dessa sessão seria o stop-motion "Age of ignorance", que é o responsável por deixar a exibição imprópria para menores. É um filme tão bobo e geniunamente besta que fica divertido. Um pouco longo, mas vale a pena. O "Black and White and Red all over" também é ótimo, uma história sobre dois pinguins detetives que tentam desvendar um assassino serial no polo norte. Animação tradicional, mas com um traço aerodinâmico belíssimo e.... higiênico.
Longe do Paraíso

Não fui assistir desavisado, já tendo devidamente sido apresentado a "Veneno", "À salvo" e "Velvet Goldmine", os filmes anteriores de Todd Haynes. Dessa maneira não me surpreendi quando descobri que "Longe do Paraíso" é um filme absolutamente bom. Em uma década de 50 de sonho (designers, seus vermes, atenção a direção de arte desse filme, ATENÇÂO!) aonde uma dona de casa modelo descobre um segredo e junto com seu marido e seu jardineiro se torna um excluída de uma utópica sociedade americana. Quem conhece o diretor já sabe que esse é um tema recorrente dele, em especial em uma das histórias de "Veneno".
E é lugar comum elogiar Juliana Moore e até o Dennis Quaid, mas o grande bizu é Dennis Haysbert que reprisa sem papel de homem bom e justo que ele fazia como o presidente Palmer na também ótima série 24 horas. O ex-astro da série de tv K-9000 deve ser a melhor relação custo-benefício do cinema americano atualmente, sem dúvida.
Aproveita porque na sala escura, ninguém vai te chamar de frutinha quando rolar aquela lagriminha tímida - É só um cisco, porra!

Não fui assistir desavisado, já tendo devidamente sido apresentado a "Veneno", "À salvo" e "Velvet Goldmine", os filmes anteriores de Todd Haynes. Dessa maneira não me surpreendi quando descobri que "Longe do Paraíso" é um filme absolutamente bom. Em uma década de 50 de sonho (designers, seus vermes, atenção a direção de arte desse filme, ATENÇÂO!) aonde uma dona de casa modelo descobre um segredo e junto com seu marido e seu jardineiro se torna um excluída de uma utópica sociedade americana. Quem conhece o diretor já sabe que esse é um tema recorrente dele, em especial em uma das histórias de "Veneno".
E é lugar comum elogiar Juliana Moore e até o Dennis Quaid, mas o grande bizu é Dennis Haysbert que reprisa sem papel de homem bom e justo que ele fazia como o presidente Palmer na também ótima série 24 horas. O ex-astro da série de tv K-9000 deve ser a melhor relação custo-benefício do cinema americano atualmente, sem dúvida.
Aproveita porque na sala escura, ninguém vai te chamar de frutinha quando rolar aquela lagriminha tímida - É só um cisco, porra!
sexta-feira, julho 11, 2003
Esqueci de dizer, o meu texto sobre Matrix Reloaded está publicado nacontracampo edição 51, na parte de plano geral. Quem não conheçe, é a melhor revista de cinema brasileira. Principalmente depois da publicação do meu texto, melhorou 100%!
Brincadeira, eles já mandavam bem antes do meu texto.
Brincadeira, eles já mandavam bem antes do meu texto.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Sessão Janet Pearlman
A primeira sessão da mostra no Odeon não podia ser mais decepcionante. Depois de um atraso de 10 minutos, um funcionário informa que o primeiro curta que seria exibido não chegou, notícia triste que logo iria se transformar em motivo de festa. Porque? Porque a obra da canadense Janet Pearlman é aquilo que os especialistas costumam chamar de "Um grandessissimo pé no saco". Animação chata, pouco inspirada em conjunto com enredos imbecis que não divertiriam uma criança de 6 anos e uma falta de humor assustadora. "Bully Dance", a saideira é a única peça interessante pelo menos estéticamente. Porque em termos de roteiro é rasa e com uma moral da história assustadora que prega que a justiça é feita quando criminosos provam de seu próprio remédio.
O mais assustador é descobrir que "Bully dance" teve patrocínio da Unicef e do Ministério da Justiça Canadense.
A primeira sessão da mostra no Odeon não podia ser mais decepcionante. Depois de um atraso de 10 minutos, um funcionário informa que o primeiro curta que seria exibido não chegou, notícia triste que logo iria se transformar em motivo de festa. Porque? Porque a obra da canadense Janet Pearlman é aquilo que os especialistas costumam chamar de "Um grandessissimo pé no saco". Animação chata, pouco inspirada em conjunto com enredos imbecis que não divertiriam uma criança de 6 anos e uma falta de humor assustadora. "Bully Dance", a saideira é a única peça interessante pelo menos estéticamente. Porque em termos de roteiro é rasa e com uma moral da história assustadora que prega que a justiça é feita quando criminosos provam de seu próprio remédio.
O mais assustador é descobrir que "Bully dance" teve patrocínio da Unicef e do Ministério da Justiça Canadense.
quinta-feira, julho 10, 2003
Da coluna Ooops, de Ricardo Feltrin:
O programa "Late Show" (Rede TV) decidiu comprar a briga com a Prefeitura de São Paulo, que está promovendo vivissecção em animais capturados. Vivissecção é o ato de dissecar animais vivos, para estudo de alguns fenômenos anatômicos e fisiológicos, além da pesquisa de doenças...
O fato é que a vivissecção é uma técnica arcaica, retrógrada e, pior de tudo, extremamente cruel. Países como Inglaterra deixaram de praticá-la há mais de 30 anos. O secretário municipal da Saúde, Gonçalo Vecina, aceitou discutir o "problema" no programa da Rede TV!
Morra Marta Suplicy, socialite de merda. Leva teu ex-marido chorão e teus filhos mimados junto, se não for dar muito trabalho.
O programa "Late Show" (Rede TV) decidiu comprar a briga com a Prefeitura de São Paulo, que está promovendo vivissecção em animais capturados. Vivissecção é o ato de dissecar animais vivos, para estudo de alguns fenômenos anatômicos e fisiológicos, além da pesquisa de doenças...
O fato é que a vivissecção é uma técnica arcaica, retrógrada e, pior de tudo, extremamente cruel. Países como Inglaterra deixaram de praticá-la há mais de 30 anos. O secretário municipal da Saúde, Gonçalo Vecina, aceitou discutir o "problema" no programa da Rede TV!
Morra Marta Suplicy, socialite de merda. Leva teu ex-marido chorão e teus filhos mimados junto, se não for dar muito trabalho.
Conversa na fila do cinema ontem, infelizmente não é primeira nem vai ser a última vez que eu vou ter que ouvir idiotices desse tipo:
- Annn... (Olhando os cartazes dos filmes) o que a gente vai ver amor?
- Não sei. O Nemo já esgotou?
- Já. E esse Longe do Paraíso, sabe sobre o que é?
- Não.
- An. E esse O Homem que copiava.
- Ah, esse é nacional.
- Sério? Vamos ver o Longe do Paraíso então.
- Annn... (Olhando os cartazes dos filmes) o que a gente vai ver amor?
- Não sei. O Nemo já esgotou?
- Já. E esse Longe do Paraíso, sabe sobre o que é?
- Não.
- An. E esse O Homem que copiava.
- Ah, esse é nacional.
- Sério? Vamos ver o Longe do Paraíso então.
quarta-feira, julho 09, 2003
Waiting for the moon

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas essa foto do Stuart Staples, vocalista e main man do Tindersticks abraçando uma mula não é suficiente para expressar toda a admiração que estou sentindo nesse exato momento pelo novo trabalho da banda, chamado Waiting for the moon. É um disco... atenção que eu vou usar um adjetivo altamente esquisitão agora... sublime.
Pronto, falei. Não adianta me sacanearem, estou seguro da minha masculinidade. E se essa boiolagem não te convenceu, olhe o que o crítico Alexis Petridis disse sobre a voz do amante de animais de carga ai em cima:
"Sua voz é um gosto curtido, como a carne de tubarão islandesa, enterrada por um ano e exumada quando podre."
Ah, confessa que você ficou curioso.

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas essa foto do Stuart Staples, vocalista e main man do Tindersticks abraçando uma mula não é suficiente para expressar toda a admiração que estou sentindo nesse exato momento pelo novo trabalho da banda, chamado Waiting for the moon. É um disco... atenção que eu vou usar um adjetivo altamente esquisitão agora... sublime.
Pronto, falei. Não adianta me sacanearem, estou seguro da minha masculinidade. E se essa boiolagem não te convenceu, olhe o que o crítico Alexis Petridis disse sobre a voz do amante de animais de carga ai em cima:
"Sua voz é um gosto curtido, como a carne de tubarão islandesa, enterrada por um ano e exumada quando podre."
Ah, confessa que você ficou curioso.
sexta-feira, julho 04, 2003
quinta-feira, julho 03, 2003
Graças ao Blogger, alguns posts do mês de maio sumiram, coisa que já foi resolvida enquanto vocês leêm essa frase. Algumas pessoas já estavam reclamando do desaparecimento do Matrix reloaded em 5 minutos e só queria informar que o texto voltou, aqui.
quarta-feira, julho 02, 2003
E pra ninguém me acusar de só existir como entidade virtual chata pra caramba, podem perguntar a Cora e ao Millôr se eu não existo. Muito prazer!
Trabalha nego
Pra ninguém me acusar de vagabundagem, quero deixar claro aqui que quando eu não estou escrevendo nesse blog eu estou trabalhando pra caramba. É isso aí, eu trabalho horrores. Querem provas? Essa semana por exemplo eu dei alguns últimos retoques no meu novo portfólio (que se encontra aqui). Agora tem até versão em ingrish. Deve estar cheio de erro de ortografia, deêm uma força aí que eu fiz correndo.
Pra ninguém me acusar de vagabundagem, quero deixar claro aqui que quando eu não estou escrevendo nesse blog eu estou trabalhando pra caramba. É isso aí, eu trabalho horrores. Querem provas? Essa semana por exemplo eu dei alguns últimos retoques no meu novo portfólio (que se encontra aqui). Agora tem até versão em ingrish. Deve estar cheio de erro de ortografia, deêm uma força aí que eu fiz correndo.
segunda-feira, junho 30, 2003
O Mistério do Homem Borboleta

Arthur, o companheiro do super-herói The Tick. Ele começou como uma HQ, passou por uma ótima adaptação para os desenhos animados e finalmente se transformou um sitcom mais ou menos de curtíssima duração. The Tick (o carrapato) contava com a ajuda de seu fiel escudeiro, Arthur, que se vestia de mariposa e usava o grito de guerra "Na cara não!". A foto é da última encarnação, antes dele pintar sua roupa de azul e laranja para estrelar a nova campanha da microsoft. Ah, não é ele? Mas a roupa é idêntica! Caramba, que coincidência, puxa vida!

Arthur, o companheiro do super-herói The Tick. Ele começou como uma HQ, passou por uma ótima adaptação para os desenhos animados e finalmente se transformou um sitcom mais ou menos de curtíssima duração. The Tick (o carrapato) contava com a ajuda de seu fiel escudeiro, Arthur, que se vestia de mariposa e usava o grito de guerra "Na cara não!". A foto é da última encarnação, antes dele pintar sua roupa de azul e laranja para estrelar a nova campanha da microsoft. Ah, não é ele? Mas a roupa é idêntica! Caramba, que coincidência, puxa vida!
sexta-feira, junho 27, 2003
O Ronin e o Samurai
Lá no comecinho da carreira do Frank Miller, quando ele ainda não era considerado o autor mais melhor de bom do mundo todo em termos de hq, ele fez uma mini série chamada Ronin. Como de praxe, ela é boa pra cacete. Agora, olha que legal, se você levantar esse seu traseiro gordo e se arrastar até a banca de jornal mais próxima, você descobrirá que a editora Opera Gráfica está reeditando essa maravilhosa obra. Ela vem em formato americano, fechada com plástico que nem revistas pornôs, e com uma frase linda na capa, que diz "O PRIMEIRO MANGÁ AMERICANO". Um dia ainda farei um post para refletir sobre essa frase e sua completa falta de sentido, mas nesse momento nos concentremos na revista.
O Jornaleiro vai te cobrar seis bagarotes e cinquenta centavos por ela, o que é um preço muito bom. É uma mini série em 3 edições, a primeira já saiu a algum tempo, mas como esse tipo de coisa não vende muito com um pouco de sorte você encontra a mesma com facilidade. Leve a revista para casa e leia. É muito legal, não é? Então.

Agora depois de ler a revista, você tem 3 opções. Você pode ligar sua TV a cabo no Cartoon Network; você pode ir a uma locadora e alugar o dvd ou ainda baixar episódios na web via kaaza ou genérico. Em qualquer uma delas você deve procurar pelo desenho animado que leva a graça de "Samurai Jack". É um projeto do Gendy Tartakovsky ou Deus sabe lá como se escreve seu nome. Assista. É uma beleza, não? Que cores, que simplicidade de narrativa e de design, que trilha sonora, que minimalismo sublime, ó Gloria, Gloria.
Agora, que você já leu e assistiu essas duas obras absolutamente geniais, eu lhe apresentarei algumas curiosidades sobre as duas.
Ronin
Um Ronin (dã), no japão medieval, tem seu mestre morto por um demônio transmorfo com apêndices do lado da cabeça.
Samurai Jack
Um menino tem sua cidade e seu pai destruídos por um demônio transmorfo com apêndices do lado da cabeça.
Ronin
O Ronin aprisiona o demônio dentro da lâmina de uma espada mágica, mas da mole e é mandado pra dentro da espada junto com seu algoz.
Samurai Jack
O menino treina pra burro, se torna um samurai e com a ajuda de uma espada mágica de seu pai, enfrenta o demônio. Acuado, ele envia o samurai para o futuro para se salvar.
Ronin
Em um futuro distante, a espada é descoberta e os dois são libertados. O demônio arquiteta um plano para a dominação mundial e o Ronin deve dete-lo.
Samurai Jack
No futuro, o demônio domina o mundo, e o samurai luta para voltar a seu tempo e destruir o vilão antes que ele domine a terra.
E o que eu quero dizer com isso? Nada, só estou apontando as referências. Não acho que seja plágio ou coisa assim, pois o criador do Samurai é um cara batuta e deve ser fã do Miller. É que relendo a hq, deu vontade de falar isso tudo. Acharam interessante? Não? E eu com isso?
Lá no comecinho da carreira do Frank Miller, quando ele ainda não era considerado o autor mais melhor de bom do mundo todo em termos de hq, ele fez uma mini série chamada Ronin. Como de praxe, ela é boa pra cacete. Agora, olha que legal, se você levantar esse seu traseiro gordo e se arrastar até a banca de jornal mais próxima, você descobrirá que a editora Opera Gráfica está reeditando essa maravilhosa obra. Ela vem em formato americano, fechada com plástico que nem revistas pornôs, e com uma frase linda na capa, que diz "O PRIMEIRO MANGÁ AMERICANO". Um dia ainda farei um post para refletir sobre essa frase e sua completa falta de sentido, mas nesse momento nos concentremos na revista.
O Jornaleiro vai te cobrar seis bagarotes e cinquenta centavos por ela, o que é um preço muito bom. É uma mini série em 3 edições, a primeira já saiu a algum tempo, mas como esse tipo de coisa não vende muito com um pouco de sorte você encontra a mesma com facilidade. Leve a revista para casa e leia. É muito legal, não é? Então.

Agora depois de ler a revista, você tem 3 opções. Você pode ligar sua TV a cabo no Cartoon Network; você pode ir a uma locadora e alugar o dvd ou ainda baixar episódios na web via kaaza ou genérico. Em qualquer uma delas você deve procurar pelo desenho animado que leva a graça de "Samurai Jack". É um projeto do Gendy Tartakovsky ou Deus sabe lá como se escreve seu nome. Assista. É uma beleza, não? Que cores, que simplicidade de narrativa e de design, que trilha sonora, que minimalismo sublime, ó Gloria, Gloria.
Agora, que você já leu e assistiu essas duas obras absolutamente geniais, eu lhe apresentarei algumas curiosidades sobre as duas.
Ronin
Um Ronin (dã), no japão medieval, tem seu mestre morto por um demônio transmorfo com apêndices do lado da cabeça.
Samurai Jack
Um menino tem sua cidade e seu pai destruídos por um demônio transmorfo com apêndices do lado da cabeça.
Ronin
O Ronin aprisiona o demônio dentro da lâmina de uma espada mágica, mas da mole e é mandado pra dentro da espada junto com seu algoz.
Samurai Jack
O menino treina pra burro, se torna um samurai e com a ajuda de uma espada mágica de seu pai, enfrenta o demônio. Acuado, ele envia o samurai para o futuro para se salvar.
Ronin
Em um futuro distante, a espada é descoberta e os dois são libertados. O demônio arquiteta um plano para a dominação mundial e o Ronin deve dete-lo.
Samurai Jack
No futuro, o demônio domina o mundo, e o samurai luta para voltar a seu tempo e destruir o vilão antes que ele domine a terra.
E o que eu quero dizer com isso? Nada, só estou apontando as referências. Não acho que seja plágio ou coisa assim, pois o criador do Samurai é um cara batuta e deve ser fã do Miller. É que relendo a hq, deu vontade de falar isso tudo. Acharam interessante? Não? E eu com isso?
sexta-feira, junho 20, 2003
O amiguinho David na Istoé Gente. A casa agradece o link e aguarda ansiosamente seu début no Castelo de Caras.
Trailer do novo filme do Clint Eastwood online, com narração do próprio. Segundo testemunhas oculares o filme chuta traseiros.
terça-feira, junho 17, 2003
Da série "A Humanidade é uma merda mesmo." (REDUX)
Deu no Ancelmo Gois e na CBN, mas não custa nada lembrar. A direção do Jockey Club do Rio de Janeiro prendeu dentro de um porão dezenas de gatos sexta feira passada. A intenção era conter a população felina do local matando boa parte de fome e sede. Morra direção do Jockey Club.
Essa é a versão sem ironia pra quem não entendeu o primeiro. A mensagem era essa. Ok?
Aproveito pra deixar algumas convicções pessoais claras aqui:
1. Eu adoro animais.
2. Para mim a vida de um gato e a vida de uma criancinha bochechuda valem a mesma coisa. Talvez a do gato valha mais. Por exemplo, você nunca vai ver um gato criando uma bomba atômica, matando outros gatos inocentes por dinheiro, discriminando seus semelhantes ou defendendo a moral e os bons costumes.
3. Desculpem se ofendi alguém sendo irônico com um assunto sério. Mas atentem que eu só usei de ironia no post para mostrar como a situação era absurda. Pelo jeito funcionou.
Deu no Ancelmo Gois e na CBN, mas não custa nada lembrar. A direção do Jockey Club do Rio de Janeiro prendeu dentro de um porão dezenas de gatos sexta feira passada. A intenção era conter a população felina do local matando boa parte de fome e sede. Morra direção do Jockey Club.
Essa é a versão sem ironia pra quem não entendeu o primeiro. A mensagem era essa. Ok?
Aproveito pra deixar algumas convicções pessoais claras aqui:
1. Eu adoro animais.
2. Para mim a vida de um gato e a vida de uma criancinha bochechuda valem a mesma coisa. Talvez a do gato valha mais. Por exemplo, você nunca vai ver um gato criando uma bomba atômica, matando outros gatos inocentes por dinheiro, discriminando seus semelhantes ou defendendo a moral e os bons costumes.
3. Desculpem se ofendi alguém sendo irônico com um assunto sério. Mas atentem que eu só usei de ironia no post para mostrar como a situação era absurda. Pelo jeito funcionou.
Putz. Pela última vez. O post sobre os gatos do Jockey possui uma qualidade que os cientistas chamam de "Ironia". Se você ainda não é qualificado para ler textos com esse tipo de elemento, não o faça. Talvez assim vocês parem de mandar e-mails pra Cora Ronái me acusando de odiar gatos e incentivar seu extermínio.
Por exemplo, isso aí em cima foi um parágrafo irônico, ok. Não se assustem.
Para terminar, uma imagem da minha gata Anabel Lee (Tenho duas. A outra é a Eleonora da Cunha.) expressando sua opinião sobre vocês, pessoas que não conseguem identificar aquilo que os cientistas chamam de "Ironia".

Por exemplo, isso aí em cima foi um parágrafo irônico, ok. Não se assustem.
Para terminar, uma imagem da minha gata Anabel Lee (Tenho duas. A outra é a Eleonora da Cunha.) expressando sua opinião sobre vocês, pessoas que não conseguem identificar aquilo que os cientistas chamam de "Ironia".

Não é maneiro que quando acessa tiagoteixeira.com você descobre um site dedicado a barmans? Achei super.
segunda-feira, junho 16, 2003
MEDO EM CHERRY FALLS (“Cherry Falls”)
TV GLOBO — Canal 4 (22h25m, em cores). Produção americana de 2000. Direção: Geoffrey Wright. Elenco: Brittany Murphy, Michael Biehn, Gabriel Mann, Jesse Bradford, Jay Mohr.
Terror. Assassino começa a atacar moças virgens de um colégio de uma pequena cidade americana. Para escapar dele, a garotada local promove um bacanal. Inédito. Som original com a tecla SAP.
Tá no Globo On, em Filmes de Hoje. É ou não é uma maneira inventiva de fugir de um assassino serial?
TV GLOBO — Canal 4 (22h25m, em cores). Produção americana de 2000. Direção: Geoffrey Wright. Elenco: Brittany Murphy, Michael Biehn, Gabriel Mann, Jesse Bradford, Jay Mohr.
Terror. Assassino começa a atacar moças virgens de um colégio de uma pequena cidade americana. Para escapar dele, a garotada local promove um bacanal. Inédito. Som original com a tecla SAP.
Tá no Globo On, em Filmes de Hoje. É ou não é uma maneira inventiva de fugir de um assassino serial?
segunda-feira, junho 09, 2003
Ulha, eu to lá no Newswire do Design Thread. Ainda devo uma versão gringa do porftolio, mas eles que se virem por enquanto.
quinta-feira, junho 05, 2003
Salvem as criancinhas!

Hoje o programa do Leão vai alertar a família brasileira sobre o perigo mortal do jogo de cartas chamado Yu-Gi-Oh. Por trás da fachada de joguinho inofensivo com monstros que brigam entre si está um perigoso mecanismo de manipulação de mentes infantis que vai transformar seu filho em um feitceiro satânista violento. O próprio Leão vai contar o caso de seu sobrinho que parou de falar depois que se entregou ao vício. Tudo isso e mais no horário nobre da Band, não percam! Especial Yu-Gi-Oh! Salvem seus filhos das garras nefastas do cramulhão!
Acima, um assustador demônio do joguinho.

Hoje o programa do Leão vai alertar a família brasileira sobre o perigo mortal do jogo de cartas chamado Yu-Gi-Oh. Por trás da fachada de joguinho inofensivo com monstros que brigam entre si está um perigoso mecanismo de manipulação de mentes infantis que vai transformar seu filho em um feitceiro satânista violento. O próprio Leão vai contar o caso de seu sobrinho que parou de falar depois que se entregou ao vício. Tudo isso e mais no horário nobre da Band, não percam! Especial Yu-Gi-Oh! Salvem seus filhos das garras nefastas do cramulhão!
Acima, um assustador demônio do joguinho.
Tem entrevista com a minha pessoa aqui no Banana Design. Se você ainda não se encheu de me ouvir falar besteira aqui pode ser uma boa pedida.
quarta-feira, junho 04, 2003
Da série "A Humanidade é uma merda mesmo."
Deu no Ancelmo Gois e na CBN, mas não custa nada lembrar. A direção do Jockey Club do Rio de Janeiro prendeu dentro de um porão dezenas de gatos sexta feira passada. A intenção era conter a população felina do local matando boa parte de fome e sede. Uma gentalha inconveniente se reuniu e conseguiu que a direção soltasse as pragas lá de dentro, (dois dias depois) para que eles pudessem voltar a infernizar o local. Uma barbaridade. Como que os apostadores vão poder jogar dinheiro fora sem ser importunados por gatos agora? Alguém tem que tomar uma providência rápida, e não me venham com esse papo de esterelizar os sacos de pulga não, isso é um costume selvagem. Que seja uma forma de exermínio lenta e dolorosa, como esse quase emparedamento que estava em curso e foi interrompido por gente que não tem nada melhor a fazer. Vão andar de cavalo ou almoçar do Antiquarios e deixem de importunar os membros do Jockey! AFE!
Só a bomba H salva, na boa. Tamanho GG.
Deu no Ancelmo Gois e na CBN, mas não custa nada lembrar. A direção do Jockey Club do Rio de Janeiro prendeu dentro de um porão dezenas de gatos sexta feira passada. A intenção era conter a população felina do local matando boa parte de fome e sede. Uma gentalha inconveniente se reuniu e conseguiu que a direção soltasse as pragas lá de dentro, (dois dias depois) para que eles pudessem voltar a infernizar o local. Uma barbaridade. Como que os apostadores vão poder jogar dinheiro fora sem ser importunados por gatos agora? Alguém tem que tomar uma providência rápida, e não me venham com esse papo de esterelizar os sacos de pulga não, isso é um costume selvagem. Que seja uma forma de exermínio lenta e dolorosa, como esse quase emparedamento que estava em curso e foi interrompido por gente que não tem nada melhor a fazer. Vão andar de cavalo ou almoçar do Antiquarios e deixem de importunar os membros do Jockey! AFE!
Só a bomba H salva, na boa. Tamanho GG.
segunda-feira, junho 02, 2003
Para o presidente da Associação dos Moradores do Leblon, João Fontes, a ousadia dos bandidos mostra que o bairro não é mais uma tranqüilo:
— A violência está cada vez mais perto de nós. Estamos horrorizados. O Leblon, como o resto da cidade, está sendo cercado pelos bandidos. O que nos deixa mais indignados é que não vemos solução para isso.
Meu Deus! A violência chegou ao Leblon! AO LEBLON! Será que nada mais é sagrado? Nem as classes A e B podem ser sossego agora? Quando é que a justiça vai conseguir limitar a violência aos logradouros das classes C, D e E?
— A violência está cada vez mais perto de nós. Estamos horrorizados. O Leblon, como o resto da cidade, está sendo cercado pelos bandidos. O que nos deixa mais indignados é que não vemos solução para isso.
Meu Deus! A violência chegou ao Leblon! AO LEBLON! Será que nada mais é sagrado? Nem as classes A e B podem ser sossego agora? Quando é que a justiça vai conseguir limitar a violência aos logradouros das classes C, D e E?
sexta-feira, maio 30, 2003
Pedido
Deixe eu comunicar uma coisa a vocês peregrinos. A empresa que hospeda esse site é controlada por porcos capitalistas que me cobram taxas exorbitantes cada vez que meu ridículo limite de kbytes é estourado. Ou seja, quando muita gente acessa esse site eu entro pelo cano. Não que eu esteja pedindo pra vocês irem para outro lugar, mas se for possível evitar de copiar imagens desse site nos seus respectivos usando o próprio link delas aqui eu agradeço. Se vocês puderem mesmo, por favor copiem a imagem para vocês, subam para os seus servidores e então linkem. Já tive que tirar o banner da odete por causa disso, mas juro que ele volta.
Obregado. A casa agradece. Deus lhe pague em dobro.
Deixe eu comunicar uma coisa a vocês peregrinos. A empresa que hospeda esse site é controlada por porcos capitalistas que me cobram taxas exorbitantes cada vez que meu ridículo limite de kbytes é estourado. Ou seja, quando muita gente acessa esse site eu entro pelo cano. Não que eu esteja pedindo pra vocês irem para outro lugar, mas se for possível evitar de copiar imagens desse site nos seus respectivos usando o próprio link delas aqui eu agradeço. Se vocês puderem mesmo, por favor copiem a imagem para vocês, subam para os seus servidores e então linkem. Já tive que tirar o banner da odete por causa disso, mas juro que ele volta.
Obregado. A casa agradece. Deus lhe pague em dobro.
quinta-feira, maio 29, 2003
Matrix Reloaded em 5 minutos
Em mais uma iniciativa beneficiente da Tiago Teixeira LTDA, apresento aqui um resumo do filme Matrix Reloaded para que você possa economizar o abusivo preço do ingresso. Mas infelizmente, esse texto é recomendado pra quem já se deu mal pagando pra assistir ao filme.
Trinity está jogando uma moto altamente inflamável em alguma instalação, e matando alguns policiais inocentes. Seus golpes continuam com a habilidade de produzir câmeras lentas e acelerações fazendo fuiiiche. Então ela morre, em uma queda interminável, na sua primeira chance de ir no banheiro sem perder nada do filme. Dez minutos depois ela chega ao chão e Neo acorda, oh, era um sonho, que horrível.
Rola então uma reunião na matrix. Todos eles se vestem como clubbers malvados dos anos 90 e usam óculos escuros de noite. Inclusive só conseguem lutar usando eles, porque no mundo virtual ninguém soca a sua cara e as lentes não furam suas córneas. Os atores estão todos trabalhando muito bem, olhando reto, fitando o nada e falando como se fossem operadores de telemarketing.
Depois Nabuco chega a Zion, a fortaleza rebelde. O lugar é cheio de árabes e com uns robôs gigantes que nem os dos animes, porque os irmão Wachosky gostam muito de animes e queriam poder botar um robozinho desses no filme. Cool. O conselho Jedi acaba deixando a Millenium Falcon partir sozinha em uma missão para impedir que o império destrua Tatooine, mas antes disso eles dançam em um clipe do Lenny Kravitz, com várias mulheres com roupas transparentes, dançando suadas em câmera lenta. Neo e Trinity tem a cena de sexo mais sem sexo do cinema e zum, lá vão eles.

Neo vai encontrar a oráculo. Ele entra por um bairro chinês, porque chineses estão na moda, e tem uma luta chata e gratuita com um deles. Pula em cima de umas mesas, mas nada demais. Nessa hora você pode ir ao banheiro novamente, porque todos os personagens ficam repetindo a mesma informação um milhão de vezes e falando do jeito mais complicado possível pra você achar que está vendo um filme inteligente. Ok, ok, finalmente a oráculo vai embora e temos o agente Smith. Até ele sofre da Sindrome de Yoda, mas rapidamente os dois se engalfinham e temos uma cena de ação que deve durar um 20 minutos. Nessa hora você pode apreciar os detalhes arquitetônicos do cinema, preparar mentalmente sua lista de compras ou pensar - não é interessante que o personagem que demonstra mais emoção no filme seja um programa? A luta acaba quando Neo sai voando, para o alto e avante e mais rápido que uma speeding bullet. É uma cena completamente irreal e boba, como todos os voôs dele, que ficariam ótimos em um filme do super-homem mas parecem patéticas lá.
Em algum momento eles vão se encontrar com um bug de computador francês, que como todo francês só quer saber de comer, beber e fazer sexo sem compromisso. Mais papo de Yoda e uma cena altamente constrangedora com uma frequentadora do restaurante aonde eles estão. O outro bug francês, a Monica Belluci, troca uma informação por um beijo de Neo e deixa a Trinity realmente furiosa! Que menina ciumenta! Nessa hora eu pensei que estava vendo um filme pra crianças de seis anos, mas logo depois temos uma luta de meia hora com várias armas e tudo mais, tempo que você pode usar para esticar as pernas e contar o número de frequentadores no cinema. Opa, acabou, vamos lá. Mais um personagem chinês! E uma perseguição de carros!
A perseguição de carros é muito comprida, mas tem uma coisa muito interessante: o momento em que Triiny anda com uma moto na contra-mão em uma autoestrada é ótimo para você perceber exatamente quanto vale a vida de um dublê em Hollywood. Realmente impressionante. Bum! Morpheus explode tudo, Neo voa e salva geral. Viva!

Nosso novo personagem chinês dá as informações para o grupo de Jedis invadirem a estrela da morte, e novamente tem uma conversa à lá Yoda para explicar a mesma coisa que é repetida o filme inteiro, "O Acaso não existe, leia Kardec". Todos invadem o prédio, e temos uma grande surpresa... mais agentes Smiths! Ah, pode confessar, você queria ver mais um portfólio do pessoal de efeitos especiais hein? Então! Os soldados Idler conseguem fazer Neo perder mais tempo, o que alias é sua única função no filme, mas isso não dura muito. O chinês morre porque ele é um personagem chato. Não se veste de vinil, nem tem uns peitão ou sabe fazer o golpe da gaivota do Daniel San.
Nosso protagonista encontra Deus, e ele conta que sua luta foi pré-programada, e que o acaso não existe, leia Kardec. Nessa cena você pode calcular quantas balas juquinha você podia ter comprado com o ingresso do cinema, mas se você quer prestar atenção eu te dou umas dicas. O que o imperador diz é simples, só que os diretores ficam tentando tirar sua atenção dele com umas telas animadinhas, um palavreado técnico sem propósito e um monte de Neo gritando e fazendo gestos feios. Tudo isso pra você se sentir super inteligente quando entender a conversa e seu amigo não. Aí você pode dizer, áááá seu burro!
Neo voa e destrói a cidade toda, matando vários inocentes. Ele salva Trinity, mas ela morre assim mesmo, porque o Acaso não existe, leia Kardek e o universo é pré-determinado. Mas como um bom Jesus Cristo, Neo ressucita a mulher e todos voltam para a realidade, aonde suas roupas são muito menos cafonas e eles possuem expressões faciais.
Mas então, robôs gigantes! Com tentáculos e bombas! Todos correm mas tchan! Neo mata todos! Aí você pode ficar pensando nos próximos 3 meses, até o próximo filme: Neo é um super-herói ou o mundo fora da Matrix é outra Matrix? TCHANRAAAAAN!
Provavelmente é sim, porque eles não vou conserguir pensar em alguma outra reviravolta pra fazer outro filme e faturar vários milhôes de espectadores incautos. Mas eu proponho outro plot. Se no primeiro filme Neo volta dos mortos e no segundo ele traz Trinity de volta a vida, eu acho justo que no último ele seja crucificado! E depois lutasse kung fu atirando os pregos nos seus opositores! Isso claro, depois de descobrir que o agente Smith é o seu pai.
Em mais uma iniciativa beneficiente da Tiago Teixeira LTDA, apresento aqui um resumo do filme Matrix Reloaded para que você possa economizar o abusivo preço do ingresso. Mas infelizmente, esse texto é recomendado pra quem já se deu mal pagando pra assistir ao filme.
Trinity está jogando uma moto altamente inflamável em alguma instalação, e matando alguns policiais inocentes. Seus golpes continuam com a habilidade de produzir câmeras lentas e acelerações fazendo fuiiiche. Então ela morre, em uma queda interminável, na sua primeira chance de ir no banheiro sem perder nada do filme. Dez minutos depois ela chega ao chão e Neo acorda, oh, era um sonho, que horrível.
Rola então uma reunião na matrix. Todos eles se vestem como clubbers malvados dos anos 90 e usam óculos escuros de noite. Inclusive só conseguem lutar usando eles, porque no mundo virtual ninguém soca a sua cara e as lentes não furam suas córneas. Os atores estão todos trabalhando muito bem, olhando reto, fitando o nada e falando como se fossem operadores de telemarketing.
Depois Nabuco chega a Zion, a fortaleza rebelde. O lugar é cheio de árabes e com uns robôs gigantes que nem os dos animes, porque os irmão Wachosky gostam muito de animes e queriam poder botar um robozinho desses no filme. Cool. O conselho Jedi acaba deixando a Millenium Falcon partir sozinha em uma missão para impedir que o império destrua Tatooine, mas antes disso eles dançam em um clipe do Lenny Kravitz, com várias mulheres com roupas transparentes, dançando suadas em câmera lenta. Neo e Trinity tem a cena de sexo mais sem sexo do cinema e zum, lá vão eles.

Neo vai encontrar a oráculo. Ele entra por um bairro chinês, porque chineses estão na moda, e tem uma luta chata e gratuita com um deles. Pula em cima de umas mesas, mas nada demais. Nessa hora você pode ir ao banheiro novamente, porque todos os personagens ficam repetindo a mesma informação um milhão de vezes e falando do jeito mais complicado possível pra você achar que está vendo um filme inteligente. Ok, ok, finalmente a oráculo vai embora e temos o agente Smith. Até ele sofre da Sindrome de Yoda, mas rapidamente os dois se engalfinham e temos uma cena de ação que deve durar um 20 minutos. Nessa hora você pode apreciar os detalhes arquitetônicos do cinema, preparar mentalmente sua lista de compras ou pensar - não é interessante que o personagem que demonstra mais emoção no filme seja um programa? A luta acaba quando Neo sai voando, para o alto e avante e mais rápido que uma speeding bullet. É uma cena completamente irreal e boba, como todos os voôs dele, que ficariam ótimos em um filme do super-homem mas parecem patéticas lá.
Em algum momento eles vão se encontrar com um bug de computador francês, que como todo francês só quer saber de comer, beber e fazer sexo sem compromisso. Mais papo de Yoda e uma cena altamente constrangedora com uma frequentadora do restaurante aonde eles estão. O outro bug francês, a Monica Belluci, troca uma informação por um beijo de Neo e deixa a Trinity realmente furiosa! Que menina ciumenta! Nessa hora eu pensei que estava vendo um filme pra crianças de seis anos, mas logo depois temos uma luta de meia hora com várias armas e tudo mais, tempo que você pode usar para esticar as pernas e contar o número de frequentadores no cinema. Opa, acabou, vamos lá. Mais um personagem chinês! E uma perseguição de carros!
A perseguição de carros é muito comprida, mas tem uma coisa muito interessante: o momento em que Triiny anda com uma moto na contra-mão em uma autoestrada é ótimo para você perceber exatamente quanto vale a vida de um dublê em Hollywood. Realmente impressionante. Bum! Morpheus explode tudo, Neo voa e salva geral. Viva!

Nosso novo personagem chinês dá as informações para o grupo de Jedis invadirem a estrela da morte, e novamente tem uma conversa à lá Yoda para explicar a mesma coisa que é repetida o filme inteiro, "O Acaso não existe, leia Kardec". Todos invadem o prédio, e temos uma grande surpresa... mais agentes Smiths! Ah, pode confessar, você queria ver mais um portfólio do pessoal de efeitos especiais hein? Então! Os soldados Idler conseguem fazer Neo perder mais tempo, o que alias é sua única função no filme, mas isso não dura muito. O chinês morre porque ele é um personagem chato. Não se veste de vinil, nem tem uns peitão ou sabe fazer o golpe da gaivota do Daniel San.
Nosso protagonista encontra Deus, e ele conta que sua luta foi pré-programada, e que o acaso não existe, leia Kardec. Nessa cena você pode calcular quantas balas juquinha você podia ter comprado com o ingresso do cinema, mas se você quer prestar atenção eu te dou umas dicas. O que o imperador diz é simples, só que os diretores ficam tentando tirar sua atenção dele com umas telas animadinhas, um palavreado técnico sem propósito e um monte de Neo gritando e fazendo gestos feios. Tudo isso pra você se sentir super inteligente quando entender a conversa e seu amigo não. Aí você pode dizer, áááá seu burro!
Neo voa e destrói a cidade toda, matando vários inocentes. Ele salva Trinity, mas ela morre assim mesmo, porque o Acaso não existe, leia Kardek e o universo é pré-determinado. Mas como um bom Jesus Cristo, Neo ressucita a mulher e todos voltam para a realidade, aonde suas roupas são muito menos cafonas e eles possuem expressões faciais.
Mas então, robôs gigantes! Com tentáculos e bombas! Todos correm mas tchan! Neo mata todos! Aí você pode ficar pensando nos próximos 3 meses, até o próximo filme: Neo é um super-herói ou o mundo fora da Matrix é outra Matrix? TCHANRAAAAAN!
Provavelmente é sim, porque eles não vou conserguir pensar em alguma outra reviravolta pra fazer outro filme e faturar vários milhôes de espectadores incautos. Mas eu proponho outro plot. Se no primeiro filme Neo volta dos mortos e no segundo ele traz Trinity de volta a vida, eu acho justo que no último ele seja crucificado! E depois lutasse kung fu atirando os pregos nos seus opositores! Isso claro, depois de descobrir que o agente Smith é o seu pai.
segunda-feira, maio 26, 2003
quarta-feira, maio 21, 2003
A carroça do Clint
CANNES - A Carroça de Ouro, prêmio concedido pelos diretores a um de seus pares, será entregue na sexta-feira a Clint Eastwood pelo conjunto de sua obra e por sua qualidade, inovação e independência.
O prêmio, uma escultura em bronze, foi criada por Lili de Gouvello como uma homenagem a Jean Renoir.
CANNES - A Carroça de Ouro, prêmio concedido pelos diretores a um de seus pares, será entregue na sexta-feira a Clint Eastwood pelo conjunto de sua obra e por sua qualidade, inovação e independência.
O prêmio, uma escultura em bronze, foi criada por Lili de Gouvello como uma homenagem a Jean Renoir.
terça-feira, maio 20, 2003
segunda-feira, maio 19, 2003
Mugshots

Provavelmente a foto de fichamento na polícia mais cretina de todos os tempos. Gênio.
Tem mais no Smoking Gun.

Provavelmente a foto de fichamento na polícia mais cretina de todos os tempos. Gênio.
Tem mais no Smoking Gun.
sexta-feira, maio 16, 2003
quinta-feira, maio 15, 2003
Toynbee is dead
Hoje dei uma passeada pela Presidente Vargas com Uruguaiana e foi com tristeza que percebi o fim das placas Toynbee cariocas. As dita cujas não resistiram as pisadas, aos carros e as intempéres. Só sobraram uns pedacinhos tímidos que ainda lembram a forma retangular misteriosa. Triste. Aí está uma das únicas fotos de uma delas, que ficava no meio da Presidente Vargas.

Descance em paz.
Quem não se lembra do fenômeno descoberto pelo Nicholas Frota e por este que vos fala, saiba que relembrar é viver. Mas se bobear você ainda lembra. A gente saiu até no Fantástico, em uma reportagem altamente constrangedora. Mas pelo menos foi apresentada pelo Cid Moreira e na boa eu considero esse dia como o ápice da minha carreira.
Hoje dei uma passeada pela Presidente Vargas com Uruguaiana e foi com tristeza que percebi o fim das placas Toynbee cariocas. As dita cujas não resistiram as pisadas, aos carros e as intempéres. Só sobraram uns pedacinhos tímidos que ainda lembram a forma retangular misteriosa. Triste. Aí está uma das únicas fotos de uma delas, que ficava no meio da Presidente Vargas.
Descance em paz.
Quem não se lembra do fenômeno descoberto pelo Nicholas Frota e por este que vos fala, saiba que relembrar é viver. Mas se bobear você ainda lembra. A gente saiu até no Fantástico, em uma reportagem altamente constrangedora. Mas pelo menos foi apresentada pelo Cid Moreira e na boa eu considero esse dia como o ápice da minha carreira.
O Goldfrapp lançou cd novo, Black Cherry. É muito bom, alto anos 80 sem nostalgia. Musga eletrônica da boa. O site deles, é altamente digno de nota, um dos designs mais doentes que eu já vi. Doente e interessantíssimo. E já que é difícil ver coisas originais e não pasteurizadas no maravilhoso mundo da internet, concentre-se nesse site.
Muito tempo sem posts. Não é que eu tenha enchido o saco de bloggar, a verdade é que eu perdi o ritmo. Muitas coisas ao mesmo tempo, e eu sou uma pessoa facilmente confundível. Então eu esqueço de escrever, e não consigo mais memorizar coisas legais pra escrever aqui. Quando lembro delas já perdi o timing ou outra pessoa já falou o que eu queria ter falado.
Pra piorar o blogger tá um lixo completo. Planejo um outro blog, usando outra ferramenta, provavelmente o Moveable Type. Saco isso.
Pra piorar o blogger tá um lixo completo. Planejo um outro blog, usando outra ferramenta, provavelmente o Moveable Type. Saco isso.
sábado, maio 10, 2003
SÃO PAULO - Depois de muita polêmica e da reclamação de alunos de várias escolas foi retirado hoje pela manhã do centro da capital um painel que mostrava Tom Jobim acendendo um charuto. O painel ficava na fachada de uma escola de música que tem o nome do compositor. Para os alunos de uma escola pública, Tom Jobim estava dando um mau exemplo. A secretária estadual da Cultura, Cláudia Costin, agradeceu o puxão de orelha das crianças e prometeu substituir a foto por outra.
Façam-me o favor.
Façam-me o favor.
sexta-feira, maio 09, 2003
quinta-feira, maio 08, 2003
O Homem que queria ser rainha

Eu já esperava amarguradamente um lançamento direto em vídeo, tanto foi o tempo que esse aí levou para estrear no Rio de Janeiro, mas finalmente Bater ou Correr em Londres faz seu debut sexta-feira nos cinemas que sobraram depois do lançamento do X2.
Jackie Chan e Owen Wilson (interpretando, respectivamente um soldado da guarda imperial da China e um Trapaceiro do velho Oeste) vão até londres no fim dos 1800 para vingar a morte do pai de Chan, assassinado pelo décimo herdeiro da Rainha Vitória, que planeja um atentado para matar os nove parentes que estão na sua frente na linha de sucessão e se tornar rei. Sem dúvida é um plot tão nonsense quanto o resto do roteiro do filme, e isso definitivamente não é uma reclamação. Muito pelo contrário. Eventualmente eles salvam a rainha, vencem malfeitores, destroem o Big Ben e encontram uma série de figuras históricas que vão ser um pesadelo para pessoas que se importam com a veracidade de detalhes históricos em um filme de ação. Pior pra elas.
Um orgulhoso membro do seleto e pequeno grupo de sequências que superam o original, uma das boas idéias de Bater e Correr em Londres foi a de potencializar os dois personagens para que os atores pudessem fazer o que eles sabem melhor, e seu dueto está azeitado a ponto de poderem ser considerados uma versão atual do Gordo e o Magro. Jackie distribui seus costumeiros socos e pontapés da maneira mais engraçada e graciosa possível. Wilson desenvole a persona de conquistador barato e cretinho que criou com primor ao longo de sua curta carreira. O homem é a melhor (se não a unica digna de nota) revelação no campo humorístico dos últimos anos, cortesia de Wes Anderson. E seu cowboy é o primeiro herói de ação que não faz absolutamente nada em momento algum, um conceito absolutamente revolucionário.
Para manter a dupla temos ainda boas piadas com os maiores ícones do modo de vida inglês e sequências de luta fantásticas coreografadas pelo próprio Jackie. A trilha sonora tem momentos tão bem bolados quanto sutis mas as vezes fica indecisa e a direção é levemente frouxa fora das cenas de ação, mas nada que chegue a incomodar. Coisa preocupante é que Jackie Chan está comecando a aparentar os 52 anos que tem e começamos a ficar indecisos de quanto tempo ele ainda vai aguentar as proezas físicas que o fizeram famoso. Se não conseguir pelo menos pode seguir a carreira de humorista sem problema, mesmo sem o Kung-fu o chinezinho ainda é mais carismático que metade de Hollywood. Esperemos.

Eu já esperava amarguradamente um lançamento direto em vídeo, tanto foi o tempo que esse aí levou para estrear no Rio de Janeiro, mas finalmente Bater ou Correr em Londres faz seu debut sexta-feira nos cinemas que sobraram depois do lançamento do X2.
Jackie Chan e Owen Wilson (interpretando, respectivamente um soldado da guarda imperial da China e um Trapaceiro do velho Oeste) vão até londres no fim dos 1800 para vingar a morte do pai de Chan, assassinado pelo décimo herdeiro da Rainha Vitória, que planeja um atentado para matar os nove parentes que estão na sua frente na linha de sucessão e se tornar rei. Sem dúvida é um plot tão nonsense quanto o resto do roteiro do filme, e isso definitivamente não é uma reclamação. Muito pelo contrário. Eventualmente eles salvam a rainha, vencem malfeitores, destroem o Big Ben e encontram uma série de figuras históricas que vão ser um pesadelo para pessoas que se importam com a veracidade de detalhes históricos em um filme de ação. Pior pra elas.
Um orgulhoso membro do seleto e pequeno grupo de sequências que superam o original, uma das boas idéias de Bater e Correr em Londres foi a de potencializar os dois personagens para que os atores pudessem fazer o que eles sabem melhor, e seu dueto está azeitado a ponto de poderem ser considerados uma versão atual do Gordo e o Magro. Jackie distribui seus costumeiros socos e pontapés da maneira mais engraçada e graciosa possível. Wilson desenvole a persona de conquistador barato e cretinho que criou com primor ao longo de sua curta carreira. O homem é a melhor (se não a unica digna de nota) revelação no campo humorístico dos últimos anos, cortesia de Wes Anderson. E seu cowboy é o primeiro herói de ação que não faz absolutamente nada em momento algum, um conceito absolutamente revolucionário.
Para manter a dupla temos ainda boas piadas com os maiores ícones do modo de vida inglês e sequências de luta fantásticas coreografadas pelo próprio Jackie. A trilha sonora tem momentos tão bem bolados quanto sutis mas as vezes fica indecisa e a direção é levemente frouxa fora das cenas de ação, mas nada que chegue a incomodar. Coisa preocupante é que Jackie Chan está comecando a aparentar os 52 anos que tem e começamos a ficar indecisos de quanto tempo ele ainda vai aguentar as proezas físicas que o fizeram famoso. Se não conseguir pelo menos pode seguir a carreira de humorista sem problema, mesmo sem o Kung-fu o chinezinho ainda é mais carismático que metade de Hollywood. Esperemos.
segunda-feira, maio 05, 2003
Trombetas do apocalipse
John Travolta, 49 anos, e Olivia Newton-John, 54, vão estrelar o terceiro filme ''Grease'' como os pais de jovens que se envolvem no universo da dança, só que desta vez da moderna música eletrônica. Travolta e Olivia fizeram o casal de dançarinos Danny Zucco e Sandy Ollson no filme original de 1978 que ajudou a projetá-los ao estrelato. Eles não trabalharam em ''Grease 2'', de 1982, um fracasso de bilheteria estrelado por Maxwell Caulfield e Michelle Pfeiffer. Informações do Hollywood Reporter.
John Travolta, 49 anos, e Olivia Newton-John, 54, vão estrelar o terceiro filme ''Grease'' como os pais de jovens que se envolvem no universo da dança, só que desta vez da moderna música eletrônica. Travolta e Olivia fizeram o casal de dançarinos Danny Zucco e Sandy Ollson no filme original de 1978 que ajudou a projetá-los ao estrelato. Eles não trabalharam em ''Grease 2'', de 1982, um fracasso de bilheteria estrelado por Maxwell Caulfield e Michelle Pfeiffer. Informações do Hollywood Reporter.
Perigoso mesmo.
Assistindo ´Confissões de uma mente perigosa´, filme de estréia de George Clooney na direção, eu cheguei a alguma conclusões:
1) Não aguento mais o roteirista Charlie Kaufman e o modo como ele se acha absolutamente genial.
2) Ou o dérriere de Sam Rockwell tem um ótimo agente ou o Clooney se apaixonou por ele. É a bunda com maior screen time dos últimos anos do cinema comercial americano.
3) Não aguento mais os anos 60 no cinema atual.
4) Não aguento mais as referências a cultura pop americana.
5) É muito maneiro ser ator de Hollywood e fazer um filme com super astros que cobram 10 reais pros amigos.
6) Mas que diabo de filme chato.
Assistindo ´Confissões de uma mente perigosa´, filme de estréia de George Clooney na direção, eu cheguei a alguma conclusões:
1) Não aguento mais o roteirista Charlie Kaufman e o modo como ele se acha absolutamente genial.
2) Ou o dérriere de Sam Rockwell tem um ótimo agente ou o Clooney se apaixonou por ele. É a bunda com maior screen time dos últimos anos do cinema comercial americano.
3) Não aguento mais os anos 60 no cinema atual.
4) Não aguento mais as referências a cultura pop americana.
5) É muito maneiro ser ator de Hollywood e fazer um filme com super astros que cobram 10 reais pros amigos.
6) Mas que diabo de filme chato.
sexta-feira, maio 02, 2003
Depois de meses reclamando do dirigível da Bené e de finalmente enterrarem o projeto nas primeiras semanas de seu governo, o casalzinho que domina o Rio de Janeiro apresenta um projeto completamente novo. A partir de agora cinco helicópteros equipados com câmeras poderosas farão a monitoração da cidade. Nada como uma idéia original para reforçar a segurança da cidade.
quarta-feira, abril 30, 2003
terça-feira, abril 29, 2003
sexta-feira, abril 25, 2003
quinta-feira, abril 24, 2003
terça-feira, abril 22, 2003
Timing perfeito
Só a Dreamworks pra lançar um longa de animação do Simbá um mês depois dos EUA destruirem Bagdá. O vilão podiam bem ter a cara do Saddam.
Falando em cara, dá uma olhada aí e não diz que o protagonista tem a mesma do herói de Eldorado.
Só a Dreamworks pra lançar um longa de animação do Simbá um mês depois dos EUA destruirem Bagdá. O vilão podiam bem ter a cara do Saddam.
Falando em cara, dá uma olhada aí e não diz que o protagonista tem a mesma do herói de Eldorado.
sábado, abril 19, 2003
quarta-feira, abril 16, 2003
Publicidade de guerrilha
Alguém ou algum grupo colou por Laranjeiras uma série de cartazes como esses:

Eles eram impressos em impressora laser ou similar e colados com uma cola muito vagabunda e sem técnica nenhuma (duraram só dois dias) mas a iniciativa em mui buena. Terrorismo poético Hakinbeyziano no seu auge, parabéns a esses moços.
Alguém ou algum grupo colou por Laranjeiras uma série de cartazes como esses:

Eles eram impressos em impressora laser ou similar e colados com uma cola muito vagabunda e sem técnica nenhuma (duraram só dois dias) mas a iniciativa em mui buena. Terrorismo poético Hakinbeyziano no seu auge, parabéns a esses moços.
sexta-feira, abril 11, 2003
Agora que vocês já viram (ou não) um dos maiores horrores de uma guerra pelo futuro das mega corporações do petróleo, é hora de nos divertir! Veja o Simulador Realista de Internet.
quinta-feira, abril 10, 2003
A Humanidade é uma instituição falida.
Por favor, não cliquem nesse link se vocês são mariquinhas que nem eu e se deprimem facilmente.
Por favor, não cliquem nesse link se vocês são mariquinhas que nem eu e se deprimem facilmente.
quarta-feira, abril 09, 2003
Para uma vida melhor
Como estou sem tempo de escrever textos maiores (em breve um com a minhas opiniões sinceras e cheias de bile sobre o Demolidor) vou prosseguir dando dicas curtas e simples que devem ser seguidas a risca para uma vida melhor e mais saudável.
A dica de hoje consisite de uma url, essa. Essa url te leva até o site do filme Matrix e continuações. Saiba que os diretores do mesmo, os irmão Wackowisky ou sei lá como isso se escreve, inciaram um projeto chamado Animatrix. Ele consiste de um dvd com alguns curtas animados por figurões do anime. Os três primeiros já estavam online, todos bem interessantes. O último, que entrou essa semana, se chama Detective Story e é dirigido por Shinichiro Watanabe, o notável responsável pelo inacreditável (e formidável) Cowboy Bebop.
Vale notar, que o download é privilégio de quem tem uma conexão rápida ou paciência zen. Ele nasceu pesando um pouco mais de 100 megas. Coisa linda do papai.
Como estou sem tempo de escrever textos maiores (em breve um com a minhas opiniões sinceras e cheias de bile sobre o Demolidor) vou prosseguir dando dicas curtas e simples que devem ser seguidas a risca para uma vida melhor e mais saudável.
A dica de hoje consisite de uma url, essa. Essa url te leva até o site do filme Matrix e continuações. Saiba que os diretores do mesmo, os irmão Wackowisky ou sei lá como isso se escreve, inciaram um projeto chamado Animatrix. Ele consiste de um dvd com alguns curtas animados por figurões do anime. Os três primeiros já estavam online, todos bem interessantes. O último, que entrou essa semana, se chama Detective Story e é dirigido por Shinichiro Watanabe, o notável responsável pelo inacreditável (e formidável) Cowboy Bebop.
Vale notar, que o download é privilégio de quem tem uma conexão rápida ou paciência zen. Ele nasceu pesando um pouco mais de 100 megas. Coisa linda do papai.
terça-feira, abril 08, 2003
LONDRES - O casal-estrela Jennifer Lopez e Ben Affleck podem ter assinado um acordo para refilmar o clássico "Casablanca", de 1942. O par estaria feliz da vida com o contrato multi-milionário e em negociações com produtores americanos. A respeito do novo trabalho juntos, um amigo do casal teria dito ao canal de TV britânico Skynews: "Eles estão radiantes com a oportunidade de mostrar o quanto se amam através da química nas telas". As informações são do Peoplenews.com.
O que esse pessoal tem na cabeça?
O que esse pessoal tem na cabeça?
sexta-feira, abril 04, 2003
Peregrinos! Agora este que vos fala está escrevendo na sessão de críticas de trailers, da Contracampo. Fica dentro da sessão Plano Geral, olhem lá se rolar um interesse. Se bobear daqui a pouco eu colo uns textos de lá nesse espaço pra encher uma linguiça e fingir que eu atualizo bastante esse blog.
quinta-feira, abril 03, 2003
Negada, o babado é o seguinte. Esse sábado é crucial para o Cineclube. Como o verão odeon está terminando, se o público da sessão desse fim de semana for bom, o projeto pode ser prorrogado por mais tempo. Então se você gosta de cinema, faça uma força e apareca por lá. Se não curte mas conhece alguém que poderia se interessar, passe a informação a diante. Toda ajuda é bem-vinda. O filme é esse:
TRÊS REIS, de David O. Russell (EUA, 1999)
Dentro da embalagem de um grande filme de ação com astros hollywoodianos (George Clooney, Mark Wahlberg, Ice Cube), o diretor Russell lança um olhar crítico sobre uma guerra que foi muito pouco discutida ou questionada nas artes - a Guerra do Golfo de 1991. Especialmente por se passar no Iraque, e tratar de desertores e da resistência a Saddam, o filme mostra-se impressionantemente atual.
TRÊS REIS, de David O. Russell (EUA, 1999)
Dentro da embalagem de um grande filme de ação com astros hollywoodianos (George Clooney, Mark Wahlberg, Ice Cube), o diretor Russell lança um olhar crítico sobre uma guerra que foi muito pouco discutida ou questionada nas artes - a Guerra do Golfo de 1991. Especialmente por se passar no Iraque, e tratar de desertores e da resistência a Saddam, o filme mostra-se impressionantemente atual.
O jornalismo de guerra presume uma rapidez sem igual na produção de notícias. Essa rapidez faz com que os jornalistas que roubam suas matérias em similares estrangeiros utilizem toda a sua inabilidade profissional na tarefa de criar novas expressões traduzidas ao pé da letra dos ianques, como ´A mãe de todas as guerras´ ou ´O pai de todos os bunkers´.
Onu, por favor, inclua isso na lista de crimes de guerra.
Onu, por favor, inclua isso na lista de crimes de guerra.
segunda-feira, março 31, 2003
Midnight Eye é uma revista sobre cinema oriental, com um design a altura do seu conteúdo. Eu gostei.
O Pudim de cachaça mais mortífero do mundo

Já a algum tempo sairam no mercado brasileiro alguns dvds do Renato Aragão chinês, Jackie Chan. Ainda não assisti a todos os lançamentos, mas gostaria de recomendar enfaticamente o que atende pela graça de "Mestre Invencível", tradução pouco criativa para "Drunken Master" que é algo como "O Mestre Bêbado".
Jackie Chan é Wong Fei Hung, o mitológico lutador chinês, que sendo um estudante indisciplinado e encrenqueiro do Kung Fu, é enviado para ser treinado por um ancião que desenvolveu uma técnica de luta baseada na cachaça. Bom, cachaça não, vinho branco. De qualquer maneira. O mestre cachaceiro (com direito a um nariz vermelho de pinguço e uma tremedeira que aparece quando ele é privado de seu mé) ensina ao jovem Chan o segredo dos oito deuses bêbados e ele se torna um lutador imbatível. Principalmente depois de entornar uma cumbuca inteira de vinho.
O "Drunkem Master" é um filme importantíssimo para o gênero, se eu não me engano foi a primeira comédia de ação e é a película que impulsionou a carreira do Jackie Chan. O dvd é imperdível, apesar de alguns bugs bizarros, como a alternância entre a dublagem chineza e americana no meio do filme. Mas nada que incomode muito.
Uma nota sobre o assunto. Sempre frequentei o mercado popular da Uruguaiana no centro do Rio quando estava atrás de vhs antigas. O preço geralmente é ridículo e o material não é pirateado, e sim comprado de locadoras que vão à falência. E o que venho notado é que a grande massa descobriu o filão dos filmes de artes marciais de Honk Kong, e que qualquer fita do Jackie Chan sai pelo menos por 15 bagarotes. O que é um absurdo, visto que já comprei coisas geniais por apenas 3. Só pra vocês notarem que eu não estou sozinho nas minhas preferências, hein, hein!

Já a algum tempo sairam no mercado brasileiro alguns dvds do Renato Aragão chinês, Jackie Chan. Ainda não assisti a todos os lançamentos, mas gostaria de recomendar enfaticamente o que atende pela graça de "Mestre Invencível", tradução pouco criativa para "Drunken Master" que é algo como "O Mestre Bêbado".
Jackie Chan é Wong Fei Hung, o mitológico lutador chinês, que sendo um estudante indisciplinado e encrenqueiro do Kung Fu, é enviado para ser treinado por um ancião que desenvolveu uma técnica de luta baseada na cachaça. Bom, cachaça não, vinho branco. De qualquer maneira. O mestre cachaceiro (com direito a um nariz vermelho de pinguço e uma tremedeira que aparece quando ele é privado de seu mé) ensina ao jovem Chan o segredo dos oito deuses bêbados e ele se torna um lutador imbatível. Principalmente depois de entornar uma cumbuca inteira de vinho.
O "Drunkem Master" é um filme importantíssimo para o gênero, se eu não me engano foi a primeira comédia de ação e é a película que impulsionou a carreira do Jackie Chan. O dvd é imperdível, apesar de alguns bugs bizarros, como a alternância entre a dublagem chineza e americana no meio do filme. Mas nada que incomode muito.
Uma nota sobre o assunto. Sempre frequentei o mercado popular da Uruguaiana no centro do Rio quando estava atrás de vhs antigas. O preço geralmente é ridículo e o material não é pirateado, e sim comprado de locadoras que vão à falência. E o que venho notado é que a grande massa descobriu o filão dos filmes de artes marciais de Honk Kong, e que qualquer fita do Jackie Chan sai pelo menos por 15 bagarotes. O que é um absurdo, visto que já comprei coisas geniais por apenas 3. Só pra vocês notarem que eu não estou sozinho nas minhas preferências, hein, hein!
quinta-feira, março 27, 2003
Cena imaginária do Oscar III
O presidente da academia está no palco.- Então, senhoras e senhores, encerramos assim essa edição do Oscar... - Um estrondo, chamas, o presidente da academia não está mais sobre o palco, mas sim espalhado pelos ocupantes das dez primeiras fileiras. Um homem vestindo camuflagem militar desce por um dar cortinas: - Vida longa a Saddam! Morte ao demônio imperialista! - Ele puxa um dispositivo amarrado a seu corpo e garante uma hora extra para os bombeiros, policiais e para-médicos por pelo menos duas semanas.
O presidente da academia está no palco.- Então, senhoras e senhores, encerramos assim essa edição do Oscar... - Um estrondo, chamas, o presidente da academia não está mais sobre o palco, mas sim espalhado pelos ocupantes das dez primeiras fileiras. Um homem vestindo camuflagem militar desce por um dar cortinas: - Vida longa a Saddam! Morte ao demônio imperialista! - Ele puxa um dispositivo amarrado a seu corpo e garante uma hora extra para os bombeiros, policiais e para-médicos por pelo menos duas semanas.
quarta-feira, março 26, 2003
Cena imaginária do Oscar II
Michael Moore, diretor de ´Tiros em Columbine´, o controverso documentário vencedor do prêmio sobre no palco. Em 10 segundos seu discurso já passou de agradecimento a uma crítica ferrenha a administração Bush. Nesse instante, um pequeno círculo vermelho aparece sobre a testa do homem. É ouvido um ruído abafado e o corpo avanjado lateralmente de Michael Moore desaba no chão, um charafiz de sangue espirrando do meio de sua cabeça. Dois homens de ternos pretos, óculos escuros e walkie-talkies entram rapidamente e puxam o ex-diretor pra trás do palco. Steve Martin entra em cena, bem humorado.
- Beeeem, por essa vocês não esperavam, hein?
Michael Moore, diretor de ´Tiros em Columbine´, o controverso documentário vencedor do prêmio sobre no palco. Em 10 segundos seu discurso já passou de agradecimento a uma crítica ferrenha a administração Bush. Nesse instante, um pequeno círculo vermelho aparece sobre a testa do homem. É ouvido um ruído abafado e o corpo avanjado lateralmente de Michael Moore desaba no chão, um charafiz de sangue espirrando do meio de sua cabeça. Dois homens de ternos pretos, óculos escuros e walkie-talkies entram rapidamente e puxam o ex-diretor pra trás do palco. Steve Martin entra em cena, bem humorado.
- Beeeem, por essa vocês não esperavam, hein?
terça-feira, março 25, 2003
Cena imaginária do Oscar I
- E o oscar goes to... Roman Polanski, The Pianista.
Aplausos. O apresentador se prepara para deixar o palco com a estatueta, já que o diretor não está presente. Súbito uma senhora da platéia sobre no palco. Arranca seu rosto feito de latéx e rasga seu vestido. Não existe mais senhora e sim um homem baixo vestindo um smoking. Ele anda até o apresentador atônito - Obrigado. - e tira o Oscar de suas mãos. É Roman Polansky, proibido de entrar nos EUA por ter sido condenado pela sedução de uma garota de 13 anos décadas atrás. Grupos de seguranças e agentes federais armados correm em direção ao diretor, prontos para cumprir a ordem de prisão quando a clarabóia do empedernido auditório explode em uma chuva de vidro e metal. Um helicóptero lança uma escada para Polansky, que a agarra rapidamente e é içado do lugar. Silêncio. Os agentes sem. As maquiagens são retocadas.
- No próximo bloco, o Oscar de melhor filme.
- E o oscar goes to... Roman Polanski, The Pianista.
Aplausos. O apresentador se prepara para deixar o palco com a estatueta, já que o diretor não está presente. Súbito uma senhora da platéia sobre no palco. Arranca seu rosto feito de latéx e rasga seu vestido. Não existe mais senhora e sim um homem baixo vestindo um smoking. Ele anda até o apresentador atônito - Obrigado. - e tira o Oscar de suas mãos. É Roman Polansky, proibido de entrar nos EUA por ter sido condenado pela sedução de uma garota de 13 anos décadas atrás. Grupos de seguranças e agentes federais armados correm em direção ao diretor, prontos para cumprir a ordem de prisão quando a clarabóia do empedernido auditório explode em uma chuva de vidro e metal. Um helicóptero lança uma escada para Polansky, que a agarra rapidamente e é içado do lugar. Silêncio. Os agentes sem. As maquiagens são retocadas.
- No próximo bloco, o Oscar de melhor filme.
segunda-feira, março 24, 2003
Pelo amor de Deus, ninguém percebe que o Glauco bateu as botas e que aquelas tiras que ele vem escrevendo são apenas reflexos post-mortem de seu corpo em decomposição? Deêm ao homem um enterro decente pelo bem feito na época em que suas hqs eram realmente boas. Alguém lembra aí do Geraldão de alguns anos atrás, quando ele foi preso por tentar estuprar a mãe e julgado pelas senhoras do Santana? Então. Pergunta se ele consegue fazer alguma coisa remotamente parecida hoje em dia.
E olha, se depois do serviço fúnebre vocês sentirem falta do sujeito, apresento a vocês uma fórmula que permitirá a produção em massa de tiras do Glauco. Serve para o Geraldão, Casal Neuras, Zé do Apocalipse ou os insuportáveis ETs.
Quadro 1
O personagem e apresentado e/ou inicia uma ação.
Quadro 2
O personagem continua e/ou inicia uma ação.
Quadro 3
O personagem é atingido por uma força contrária a essa ação de maneira violenta no pior estilo comédia pastelão.
E olha, se depois do serviço fúnebre vocês sentirem falta do sujeito, apresento a vocês uma fórmula que permitirá a produção em massa de tiras do Glauco. Serve para o Geraldão, Casal Neuras, Zé do Apocalipse ou os insuportáveis ETs.
Quadro 1
O personagem e apresentado e/ou inicia uma ação.
Quadro 2
O personagem continua e/ou inicia uma ação.
Quadro 3
O personagem é atingido por uma força contrária a essa ação de maneira violenta no pior estilo comédia pastelão.
sexta-feira, março 21, 2003
A Mardita da Cachaça
Exibição de curtas. Cachaça grátis. Festinha. Dois Reais. E digo mais! Os curtas eram bons e a platéia da exibição surpreendentemente educada pra quem está esperando uma festa com cachaça grátis logo depois. Uhu. O Cachaça Cinemaclube acontece toda quarta feira no Odeon, aqui no Rio. O problema é que tinha muita gente. Tipo, tanta gente que no fim da sessão foi impossível entrar no segundo andar do estabelecimento.
E fui apresentado ao majestoso, fantástico, absurdo trabalho do Telefone Colorido e Pajé Limpeza, chamado `Resgate Cultural´ que uma das coisas mais engraçadas que eu já vi. Muito bom mesmo, coisa de gênio. Merecia o Oscar.
Exibição de curtas. Cachaça grátis. Festinha. Dois Reais. E digo mais! Os curtas eram bons e a platéia da exibição surpreendentemente educada pra quem está esperando uma festa com cachaça grátis logo depois. Uhu. O Cachaça Cinemaclube acontece toda quarta feira no Odeon, aqui no Rio. O problema é que tinha muita gente. Tipo, tanta gente que no fim da sessão foi impossível entrar no segundo andar do estabelecimento.
E fui apresentado ao majestoso, fantástico, absurdo trabalho do Telefone Colorido e Pajé Limpeza, chamado `Resgate Cultural´ que uma das coisas mais engraçadas que eu já vi. Muito bom mesmo, coisa de gênio. Merecia o Oscar.
quinta-feira, março 20, 2003
quarta-feira, março 19, 2003
Texto requentado
Na foto acima: Bush, Collin Powel, Blair e Saddam.
Se eles vão, que vão com estilo:
Then it’s war!
Then it’s war!
Gather the forces!
Harness the horses!
Then it’s war!
Freedonia’s going to war!
Each native son will grab a gun.
And run away to war!
Feet will beat along the street to…
War!
We’re going to war!
At last the country’s going to war
It seems the country’s going to war.
At last the country’s going to war.
We’re going to war!
Vale notar que é uma vergonha eu ter de requentar esse post tão cedo.
Na foto acima: Bush, Collin Powel, Blair e Saddam.
Se eles vão, que vão com estilo:
Then it’s war!
Then it’s war!
Gather the forces!
Harness the horses!
Then it’s war!
Freedonia’s going to war!
Each native son will grab a gun.
And run away to war!
Feet will beat along the street to…
War!
We’re going to war!
At last the country’s going to war
It seems the country’s going to war.
At last the country’s going to war.
We’re going to war!
Vale notar que é uma vergonha eu ter de requentar esse post tão cedo.
sexta-feira, março 14, 2003
Eu sei que você também ficou decepcionado com a origem do filé a francesa. Mas que porcaria, né? Nenhum mistério, nada pitoresco ou mesmo levemente interessante. E sinceramente isso aí tem a maior pinta de ser historinha. K-ô. Balela. Conversa pra boi dormir. Cadê o francês? Quem era o rapaz que atendia ele? Eu quero fatos, fatos!
Se você era um usuário dos testes inúteis, me desculpem mas o endereço do bicho mudou. Eu estou pagando uma taxa absurda de transferência adicional e algumas áreas vão ser transplantadas. Clica aqui pra visitar a nova casa dos testes inuteis. Foi mal pro pessoal que já tinha linkado as imagens, mas eu sou uma pessoa pobre pra sustentar esses links todos.
O Rio Show desvenda um dos grandes mistérios da humanidade, a origem do Filé à francesa. Segue:
A casa (O Nova capela, primeiro e lendário restaurante da Lapa) tinha o formato de uma nave e por isso ganhou o nome. Contam também que ali foi o berço do filé à francesa: um assíduo cliente (francês, óbvio) só pedia seu filé — de frango — acompanhado de batata palha com presunto, cebola e petit pois . Ele chegava e o garçom avisava à cozinha: “Solta o filé à francesa!” Difícil mesmo é comer filé à francesa na França. Não existe. O prato é coisa nossa, ou melhor, do Capela.
A casa (O Nova capela, primeiro e lendário restaurante da Lapa) tinha o formato de uma nave e por isso ganhou o nome. Contam também que ali foi o berço do filé à francesa: um assíduo cliente (francês, óbvio) só pedia seu filé — de frango — acompanhado de batata palha com presunto, cebola e petit pois . Ele chegava e o garçom avisava à cozinha: “Solta o filé à francesa!” Difícil mesmo é comer filé à francesa na França. Não existe. O prato é coisa nossa, ou melhor, do Capela.
quinta-feira, março 13, 2003
George Bush you’re looking like Zoolander
Trying to play tough for the camera
Bestie Boys contra a guerra. No Showbizz são poucos que dizem o contrário, como Tom Cruise e Steven Spielberg que já deixaram claro que acham a guerra bem razoável. Há quem goste de uma massacrezinho zuper básico.
Trying to play tough for the camera
Bestie Boys contra a guerra. No Showbizz são poucos que dizem o contrário, como Tom Cruise e Steven Spielberg que já deixaram claro que acham a guerra bem razoável. Há quem goste de uma massacrezinho zuper básico.
terça-feira, março 11, 2003
sexta-feira, março 07, 2003
Menos dois
Os cinemas da Galeria Condor, no Largo do Machado foram vendidos a igreja universal por 2 milhão. Tudo bem, tudo bem, os cinemas eram uma merda mesmo. Só não vale vender a Rotisseria árabe (o melhor árabe do Rio, sem discussão) pros bíblias. Aí fica difícil.
Se você quiser se despedir do Largo do Machado 1, ainda pode pegar Gangues de Nova Iorque por lá. O filme é bom pra dedéu. Melhor do ano até agora. Tipo, obra prima. Depois eu falo mais sobre isso, ou não.
Os cinemas da Galeria Condor, no Largo do Machado foram vendidos a igreja universal por 2 milhão. Tudo bem, tudo bem, os cinemas eram uma merda mesmo. Só não vale vender a Rotisseria árabe (o melhor árabe do Rio, sem discussão) pros bíblias. Aí fica difícil.
Se você quiser se despedir do Largo do Machado 1, ainda pode pegar Gangues de Nova Iorque por lá. O filme é bom pra dedéu. Melhor do ano até agora. Tipo, obra prima. Depois eu falo mais sobre isso, ou não.
Caridade
Vamos dar um tempinho nos comentários espirtuosos e engraçadinhos para tratar de um assunto sério. Um dos diretores mais conhecidos e festejados do cinemão americano, Steven Spielberg está passando por necessidades. Venho por meio desse post, iniciar um movimento de apoio ao homem. Explico. Como pode-se perceber por toda a obra cinematográfica desenvolvida por ele ao longo de sua vida, Spielberg é um homem amargurado com o mundo, que entre seu desprezo pelo sexo, sua misoginia e sua síndrome de Peter Pan aguçada deixa transparecer uma disfunção grave no que se tange a relações familiares.

Sugiro uma vaquinha para arrecadar fundos e pagar algumas sessões de terapia para o grande diretor. Quem sabe desse jeito ele volta a fazer filmes divertidos ao invés de se tornar um autor sociopata em seus tratados sobre a família americana? Dessa maneira não vamos mais ter filmes que poderiam ter sido absolutamente simpáticos e divertidos como o `Pegue-me se for capaz´ destruídos por essa constante e incômoda obsessão autoral.
Veje bem. Ao invés do filme ser `Jovem consegue enganar o FBI e a polícia e se torna o maior vigarista de todos os tempos´ ele é: ´Jovem sofre uma grande tragédia na família (um divórcio, o pior dos males do mundo de Spielberg) pois sua mãe deixa o pai que empobreceu. Para tentar reatar os dois ele foge de casa e enriquece ilicitamente, tentando impressionar seu pai e fornecer a eles os meios (econômicos) para reconquistar sua mãe. Assim o mundo ficaria perfeito. Um agente do FBI o persegue porque também foi atingido por uma tragédia terrível (adivinha... um divórcio) e como não tem mais uma família volta sua vida para o trabalho. Na verdade o que ele quer é sua família de volta. Com a morte do pai do vigarista e o nascimento de uma meia-irmã do segundo casamento de sua mãe tudo que era mais sagrado em sua existência é jogado na lata do lixo e ele perde a razão de viver. Mas volta a cena quando o agente do FBI o ´adota´ sob custódia e os dois viram uma família novamente. E todos vivem felizes para sempre.´
E aí você desperdiça uma direção rapidinha, atores esforçados, e todo um clima de filme sofisticado e rapidinho a lá ´Onze homens e um segredo´. Até o John Willians deixou de ser John Willians um pouquinho e emulou um Henry Mancini.
Vamos lá gente, eu estou apelando para a boa vontade de vocês.
E po, se quiserem uma crítica séria sobre o filme, leiam o texto do Fernando Veríssimo, na Contra. Não, não é esse veríssimo. É o outro.
Vamos dar um tempinho nos comentários espirtuosos e engraçadinhos para tratar de um assunto sério. Um dos diretores mais conhecidos e festejados do cinemão americano, Steven Spielberg está passando por necessidades. Venho por meio desse post, iniciar um movimento de apoio ao homem. Explico. Como pode-se perceber por toda a obra cinematográfica desenvolvida por ele ao longo de sua vida, Spielberg é um homem amargurado com o mundo, que entre seu desprezo pelo sexo, sua misoginia e sua síndrome de Peter Pan aguçada deixa transparecer uma disfunção grave no que se tange a relações familiares.

Sugiro uma vaquinha para arrecadar fundos e pagar algumas sessões de terapia para o grande diretor. Quem sabe desse jeito ele volta a fazer filmes divertidos ao invés de se tornar um autor sociopata em seus tratados sobre a família americana? Dessa maneira não vamos mais ter filmes que poderiam ter sido absolutamente simpáticos e divertidos como o `Pegue-me se for capaz´ destruídos por essa constante e incômoda obsessão autoral.
Veje bem. Ao invés do filme ser `Jovem consegue enganar o FBI e a polícia e se torna o maior vigarista de todos os tempos´ ele é: ´Jovem sofre uma grande tragédia na família (um divórcio, o pior dos males do mundo de Spielberg) pois sua mãe deixa o pai que empobreceu. Para tentar reatar os dois ele foge de casa e enriquece ilicitamente, tentando impressionar seu pai e fornecer a eles os meios (econômicos) para reconquistar sua mãe. Assim o mundo ficaria perfeito. Um agente do FBI o persegue porque também foi atingido por uma tragédia terrível (adivinha... um divórcio) e como não tem mais uma família volta sua vida para o trabalho. Na verdade o que ele quer é sua família de volta. Com a morte do pai do vigarista e o nascimento de uma meia-irmã do segundo casamento de sua mãe tudo que era mais sagrado em sua existência é jogado na lata do lixo e ele perde a razão de viver. Mas volta a cena quando o agente do FBI o ´adota´ sob custódia e os dois viram uma família novamente. E todos vivem felizes para sempre.´
E aí você desperdiça uma direção rapidinha, atores esforçados, e todo um clima de filme sofisticado e rapidinho a lá ´Onze homens e um segredo´. Até o John Willians deixou de ser John Willians um pouquinho e emulou um Henry Mancini.
Vamos lá gente, eu estou apelando para a boa vontade de vocês.
E po, se quiserem uma crítica séria sobre o filme, leiam o texto do Fernando Veríssimo, na Contra. Não, não é esse veríssimo. É o outro.
quinta-feira, março 06, 2003
Utilidade Pública
Reproduzo aqui, e-mail enviado para este blog após o desfile de sábado. Espero que essa atitude sirva de alerta as autoridades, que despudoradamente viram os olhos para esse tipo de desrespeito com o público. Segue:
Caro Tiago Teixeira Ponto Com Ponto Bê-erre,
Tendo em vista tanto o vasto alcance nacional e internacional como a seleta audiência desse seu absolutamente genial (mas modesto) site lhe envio esse relato de um fato acontecido no último sábado, no Sambódromo do Rio de Janeiro, por volta das 22:00.
Poucos minutos após o início do desfile, eu estando localizado em um dos setores superiores do local, notei uma comoção estranha entre as pessoas a minha volta. Certo momento, todos eles se olharam e voltaram sua atenção para um local distante, como se esperando um sinal. Apertando a vista consegui ver um homem que acenava de dentro de um camarote no outro lado da pista. Imediatamente cerca de 50 ou mais pessoas ao meu redor sacaram painéis de papel branco e os colocaram acima de suas cabeças. Levei um grande susto e minha visão do espetáculo foi imediatamente prejudicada. Tentando entender o que acontecia ali, olhei para cima e graças a luz dos refletores consegui ver que as placas que as pessoas erguiam sobre suas cabeças possuiam os dizeres: CASAS BAHIA.
Minha revolta foi imediata. Eu, cidadão pagador dos meus impostos, adevogado, que comprei um ingresso superfaturado para o carnaval de 2003 como qualquer um ali presente estava tendo a minha visão do desfile obstruida por uma conspiração claramente ilegal visando promover uma loja de eletrodomésticos que vende sofás horrorosos.
Comuniquei aos portadores dos cartazes, em altos brados, como eu me sentia em relação a aquela situação. Mas antes que eu pudesse obter uma resposta senti um peso enorme em cima da minha cabeça. Alguma coisa empurrava as placas por cima, e os anunciantes disfarçados de público pagante faziam um esforço hercúleo para não serem esmagados. Olhei para cima em pânico e percebi a abominação que tentava nos transformar em pasta: Um imenso fedelho com chapéu de cangaceiro sambava em cima de nós. Graças ao meu bom Deus o terror durou pouco, e em alguns segundos a criatura se dissipou no ar, tão misteriosamente como havia aparecido.
Não consegui assistir o desfile, mas no dia seguinte amigos que acompanharam o show pela televisão me relataram que o demônio abestalhado apareceu em cima da cabeça do público durante toda a madrugada.
Já tentei contatos nos jornais e não fui atentido. O mesmo aconteceu no rádio e nas tvs. Tento agora pela internet ser ouvido, já que estou obviamente sendo censurado pelos meios de comunicação. Pois acredito piamente que o homem que acenou para o grupo com as placas no começo dessa tragédia vestia um uniforme da rede globo.
Conto com você Tiago.
Reproduzo aqui, e-mail enviado para este blog após o desfile de sábado. Espero que essa atitude sirva de alerta as autoridades, que despudoradamente viram os olhos para esse tipo de desrespeito com o público. Segue:
Caro Tiago Teixeira Ponto Com Ponto Bê-erre,
Tendo em vista tanto o vasto alcance nacional e internacional como a seleta audiência desse seu absolutamente genial (mas modesto) site lhe envio esse relato de um fato acontecido no último sábado, no Sambódromo do Rio de Janeiro, por volta das 22:00.
Poucos minutos após o início do desfile, eu estando localizado em um dos setores superiores do local, notei uma comoção estranha entre as pessoas a minha volta. Certo momento, todos eles se olharam e voltaram sua atenção para um local distante, como se esperando um sinal. Apertando a vista consegui ver um homem que acenava de dentro de um camarote no outro lado da pista. Imediatamente cerca de 50 ou mais pessoas ao meu redor sacaram painéis de papel branco e os colocaram acima de suas cabeças. Levei um grande susto e minha visão do espetáculo foi imediatamente prejudicada. Tentando entender o que acontecia ali, olhei para cima e graças a luz dos refletores consegui ver que as placas que as pessoas erguiam sobre suas cabeças possuiam os dizeres: CASAS BAHIA.
Minha revolta foi imediata. Eu, cidadão pagador dos meus impostos, adevogado, que comprei um ingresso superfaturado para o carnaval de 2003 como qualquer um ali presente estava tendo a minha visão do desfile obstruida por uma conspiração claramente ilegal visando promover uma loja de eletrodomésticos que vende sofás horrorosos.
Comuniquei aos portadores dos cartazes, em altos brados, como eu me sentia em relação a aquela situação. Mas antes que eu pudesse obter uma resposta senti um peso enorme em cima da minha cabeça. Alguma coisa empurrava as placas por cima, e os anunciantes disfarçados de público pagante faziam um esforço hercúleo para não serem esmagados. Olhei para cima em pânico e percebi a abominação que tentava nos transformar em pasta: Um imenso fedelho com chapéu de cangaceiro sambava em cima de nós. Graças ao meu bom Deus o terror durou pouco, e em alguns segundos a criatura se dissipou no ar, tão misteriosamente como havia aparecido.
Não consegui assistir o desfile, mas no dia seguinte amigos que acompanharam o show pela televisão me relataram que o demônio abestalhado apareceu em cima da cabeça do público durante toda a madrugada.
Já tentei contatos nos jornais e não fui atentido. O mesmo aconteceu no rádio e nas tvs. Tento agora pela internet ser ouvido, já que estou obviamente sendo censurado pelos meios de comunicação. Pois acredito piamente que o homem que acenou para o grupo com as placas no começo dessa tragédia vestia um uniforme da rede globo.
Conto com você Tiago.
Subscrever:
Comentários (Atom)














