quinta-feira, outubro 20, 2005
Eu voltei, voltei para ficar...
De volta ao blogger. Cabeça baixa, rabo entre as pernas. Mas ele vai me aceitar, eu sei. A verdade é que esse bobalhão laranja e azul cobalto não consegue viver sem mim. Ah, seu maroto.
Eu voltei, voltei para ficar...
De volta ao blogger. Cabeça baixa, rabo entre as pernas. Mas ele vai me aceitar, eu sei. A verdade é que esse bobalhão laranja e azul cobalto não consegue viver sem mim. Ah, seu maroto.
Eu voltei, voltei para ficar...
De volta ao blogger. Cabeça baixa, rabo entre as pernas. Mas ele vai me aceitar, eu sei. A verdade é que esse bobalhão laranja e azul cobalto não consegue viver sem mim. Ah, seu maroto.
sábado, novembro 22, 2003
Não da pra não achar no mínimo bizarra uma passeata aonde pessoas que defendem a pena de morte em "casos excepcionais" andam vestidas de branco e levam cartazes com os dizeres "paz e amor", como o que aconteceu hoje em São Paulo. Sugiro uns cartazes "Olho por olho! Dente por dente!" ou "Talião estava certo!" ou ainda "Se é bom pros EUA deve ser bom pra gente!".
Que o pai de uma das vítimas do novo popstar Champinha fique alterado e com idéias levemente facistóides depois da tragédia a que foi submetido é normal, o que não é normal é que o homem encontre tanto apoio. É mais um daqueles casos da Sindrome de Sivuca, aquela que faz com que as pessoas se comportem como o político do mesmo nome depois de serém vítimas de alguma violência. Dessa vez, com apoio dos meios de comunicação.
Que o pai de uma das vítimas do novo popstar Champinha fique alterado e com idéias levemente facistóides depois da tragédia a que foi submetido é normal, o que não é normal é que o homem encontre tanto apoio. É mais um daqueles casos da Sindrome de Sivuca, aquela que faz com que as pessoas se comportem como o político do mesmo nome depois de serém vítimas de alguma violência. Dessa vez, com apoio dos meios de comunicação.
terça-feira, novembro 11, 2003
O primeiro transplante de rosto deve sair em breve, assim que debaterem bastante sobre as consequências na psique da vítma e sobre as implícações morais e no final esquecer de tudo e transplantar a fuça do mesmo jeito.
Isso não vai dar certo cara. O John Woo já falou isso.
Isso não vai dar certo cara. O John Woo já falou isso.
Ao que parece ninguém menos que Brian de Palma vai dirigir uma adaptação do ´Dália Negra´, um dos melhores livros de James Ellroy. Graças a deus parece que ele desbancou David Fincher na decisão do estúdio, o que para mim é uma prova definitiva da existência de um poder superior com jurisdição até mesmo em Hollywood.
quinta-feira, novembro 06, 2003
Paixão de Neo
(Se você não viu o Matrix derradeiro volta depois peregrino.)

Uma coisa que você deve saber antes de assistir esse filme é que durante os 40 minutos iniciais os personagens falam. E falam. E falam. Não dizem nada, atuam mal, repetem a mesma filosofia de botequim e conceitos humanistas que já foram explorados amplamente nas séries “Capitão Planeta” e “Ursinhos Carinhosos” um milhão de vezes pra fixar uma mensagem idiota que não significa nada. O roteiro é uma das coisas mais inacreditáveis, sinceramente não consigo pensar que um produtor responsável por uma verba de milhões de bagarotes pega lê uma coisa dessas e diz “Ok, vamos fazer esse filme.”. O que está acontecendo em Hollywood?
Mas talvez eu é que seja o ingênuo e o roteiro seja perfeito comercialmente. Sendo pseudo-confuso e cheio de metáforas rasas o espectador que vai no cinema repetidas vezes só para ver as cenas de ação magníficas ainda pode se sentir inteligente de tabela. Os furos e uma infinidade de pequenos ganchos narrativos que são lançados a esmo com certeza serão utilizados a exaustão em videogames, histórias em quadrinhos, séries animadas, prequels e documentários explicando cada uma das referências do samba do crioulo doido que o Matrix se tornou. Encarando por esse ângulo tudo faz muito sentido. As conversas sem emoção dirigidas como uma novela das oito (plano – contraplano – plano – contraplano) também devem ser consideradas uma coisa muito sofisticada pelo público também. Não sei. Cada vez mais eu acho que eu é que sou o palhaço dessa história e que o Joel Silver é que tem toda a razão. Afinal, quem é que está nadando em dinheiro?
Mas deixemos o roteiro e os diálogos pra lá. Quando os personagens não estão falando merda, estão fugindo, voando e se estabefeando em cenas que são resultado de uma vida debruçada sobre videogames e histórias em quadrinhos. É impossível olhar para a ´logos´ (ai meu Deuso, como eles são espertos) fugindo pelos subterrâneos e não lembrar de river raid. Assim como a infantaria de robôs de anime defendendo Zion é claramente uma releitura de space invaders. E a experiência cinematográfica é quase a mesma de assistir um outro sujeito jogando playstation. Fica aquela impressão de que quem estava se divertindo ali na verdade é outra pessoa. No caso, duas.
Já a seqüência inspirada pelas hqs de super-herói é bem melhor, mesmo que eu acredite que ela está no filme errado. Temos Neo e o agente Silva voando e destruindo a cidade com ondas de choque, e no momento aonde tudo parece perdido e Silva voa sobre o herói emoldurado por raios e trovões eu juro que esperei ele gritar – Ajoelhe-se perante mim, filho de Jor-El! – alguém arrume um roteiro bom pra alguma adaptação de super heróis pra esses caras dirigirem. Um desses que só tenha cenas de ação monumentais e nenhum diálogo. Acho que da samba.
Além disso tenho que reconhecer que os dois patetas foram corajosos em levarem às últimas conseqüências a metáfora de Jesus Cristo e realmente matarem Neo para salvar a humanidade. Claro que eu esperava um apedrejamento seguido de crucificação, mas um cadáver na mesma posição do grande JC já foi suficiente. Mesmo que eles tenham deixado uma chance pra ele ressuscitar no terceiro dia. Mas se o mundo for justo Deus vai fulminar os dois diretores com um raio antes disso. Amem.
(Se você não viu o Matrix derradeiro volta depois peregrino.)
Uma coisa que você deve saber antes de assistir esse filme é que durante os 40 minutos iniciais os personagens falam. E falam. E falam. Não dizem nada, atuam mal, repetem a mesma filosofia de botequim e conceitos humanistas que já foram explorados amplamente nas séries “Capitão Planeta” e “Ursinhos Carinhosos” um milhão de vezes pra fixar uma mensagem idiota que não significa nada. O roteiro é uma das coisas mais inacreditáveis, sinceramente não consigo pensar que um produtor responsável por uma verba de milhões de bagarotes pega lê uma coisa dessas e diz “Ok, vamos fazer esse filme.”. O que está acontecendo em Hollywood?
Mas talvez eu é que seja o ingênuo e o roteiro seja perfeito comercialmente. Sendo pseudo-confuso e cheio de metáforas rasas o espectador que vai no cinema repetidas vezes só para ver as cenas de ação magníficas ainda pode se sentir inteligente de tabela. Os furos e uma infinidade de pequenos ganchos narrativos que são lançados a esmo com certeza serão utilizados a exaustão em videogames, histórias em quadrinhos, séries animadas, prequels e documentários explicando cada uma das referências do samba do crioulo doido que o Matrix se tornou. Encarando por esse ângulo tudo faz muito sentido. As conversas sem emoção dirigidas como uma novela das oito (plano – contraplano – plano – contraplano) também devem ser consideradas uma coisa muito sofisticada pelo público também. Não sei. Cada vez mais eu acho que eu é que sou o palhaço dessa história e que o Joel Silver é que tem toda a razão. Afinal, quem é que está nadando em dinheiro?
Mas deixemos o roteiro e os diálogos pra lá. Quando os personagens não estão falando merda, estão fugindo, voando e se estabefeando em cenas que são resultado de uma vida debruçada sobre videogames e histórias em quadrinhos. É impossível olhar para a ´logos´ (ai meu Deuso, como eles são espertos) fugindo pelos subterrâneos e não lembrar de river raid. Assim como a infantaria de robôs de anime defendendo Zion é claramente uma releitura de space invaders. E a experiência cinematográfica é quase a mesma de assistir um outro sujeito jogando playstation. Fica aquela impressão de que quem estava se divertindo ali na verdade é outra pessoa. No caso, duas.
Já a seqüência inspirada pelas hqs de super-herói é bem melhor, mesmo que eu acredite que ela está no filme errado. Temos Neo e o agente Silva voando e destruindo a cidade com ondas de choque, e no momento aonde tudo parece perdido e Silva voa sobre o herói emoldurado por raios e trovões eu juro que esperei ele gritar – Ajoelhe-se perante mim, filho de Jor-El! – alguém arrume um roteiro bom pra alguma adaptação de super heróis pra esses caras dirigirem. Um desses que só tenha cenas de ação monumentais e nenhum diálogo. Acho que da samba.
Além disso tenho que reconhecer que os dois patetas foram corajosos em levarem às últimas conseqüências a metáfora de Jesus Cristo e realmente matarem Neo para salvar a humanidade. Claro que eu esperava um apedrejamento seguido de crucificação, mas um cadáver na mesma posição do grande JC já foi suficiente. Mesmo que eles tenham deixado uma chance pra ele ressuscitar no terceiro dia. Mas se o mundo for justo Deus vai fulminar os dois diretores com um raio antes disso. Amem.
quarta-feira, novembro 05, 2003
terça-feira, novembro 04, 2003
Saiu no Noite Urbana "Para quem não pode pagar tanto e mesmo assim quer estar na moda, pode optar por comprar roupas de grifes novas. A grife carioca Jujuba Preta vende camisetas com estampas de fazer inveja à Cavalera por preços que não passam de 30 reais, e melhor, você pode comprar pela internet. "
UHU!
UHU!
segunda-feira, novembro 03, 2003
Tim Festival : Dia dois de dois.

`Dois de dois´ pra mim, anyway, afinal eu só fui quinta e sexta.
E o show do White Stripes foi bom. Foi legal e tal. O repertório teve a intenção de fazer um resumo da carreira da dupla, o que eu não sei se foi bom ou ruim porque aparentemente o público estava mais afiado com as músicas do último disco, o elephant. Eu também estava e realmente ia achar mais legal se eles tivessem tocado mais algumas músicas do disco, mas de qualquer maneira foi bem bom, apesar de muito ensaiado. Uma coisa curiosa foram os roadies, a identidade visual da dupla se estendia até eles e ao invés das clássicas camisas de malha com o nome da banda o pessoal de apoio do show usava ternos pretos com camisas vermelhas e ficavam parados lado a lado nos cantos do palco durante a apresentação. Interessante, mas só piorava a sensação de um show planejado nos mínimos detalhes e ensaiado a exaustão. Não que isso seja ruim, óbvio, mas eu acho que prefiro quando a coisa é um pouco mais espontânea.
Quando aqueles moleques subiram no palco com aquela cara de que tinham viajado sem avisar a seus pais para fugir daquele teste de química eu não tinha idéia de que o Rapture seria a surpresa da noite. Este que vos fala já tinha ouvido o cd e achado ótimo, mas nada havia me preparado pro espetáculo que foi a apresentação da banda. Há muito tempo que eu não via nego tocando com tanta empolgação e força, e vai ver que isso também tirou um pouco da força do show dos stripes, que aconteceu logo depois. Ficou difícil chegar ao nível da banda de abertura.
O tempo do show do Fellini eu aproveitei pra passear e o do Super Furry Animals pra tirar um cochilo. O Whirlwind heat eu perdi por causa da pontualidade britânica do evento (que alias devia ser regra), mas consegui ouvir o último ´Obregadou!´ e me pareceu um agradecimento muito default, com pouco ânimo e imaginação.
`Dois de dois´ pra mim, anyway, afinal eu só fui quinta e sexta.
E o show do White Stripes foi bom. Foi legal e tal. O repertório teve a intenção de fazer um resumo da carreira da dupla, o que eu não sei se foi bom ou ruim porque aparentemente o público estava mais afiado com as músicas do último disco, o elephant. Eu também estava e realmente ia achar mais legal se eles tivessem tocado mais algumas músicas do disco, mas de qualquer maneira foi bem bom, apesar de muito ensaiado. Uma coisa curiosa foram os roadies, a identidade visual da dupla se estendia até eles e ao invés das clássicas camisas de malha com o nome da banda o pessoal de apoio do show usava ternos pretos com camisas vermelhas e ficavam parados lado a lado nos cantos do palco durante a apresentação. Interessante, mas só piorava a sensação de um show planejado nos mínimos detalhes e ensaiado a exaustão. Não que isso seja ruim, óbvio, mas eu acho que prefiro quando a coisa é um pouco mais espontânea.
Quando aqueles moleques subiram no palco com aquela cara de que tinham viajado sem avisar a seus pais para fugir daquele teste de química eu não tinha idéia de que o Rapture seria a surpresa da noite. Este que vos fala já tinha ouvido o cd e achado ótimo, mas nada havia me preparado pro espetáculo que foi a apresentação da banda. Há muito tempo que eu não via nego tocando com tanta empolgação e força, e vai ver que isso também tirou um pouco da força do show dos stripes, que aconteceu logo depois. Ficou difícil chegar ao nível da banda de abertura.
O tempo do show do Fellini eu aproveitei pra passear e o do Super Furry Animals pra tirar um cochilo. O Whirlwind heat eu perdi por causa da pontualidade britânica do evento (que alias devia ser regra), mas consegui ouvir o último ´Obregadou!´ e me pareceu um agradecimento muito default, com pouco ânimo e imaginação.
sábado, novembro 01, 2003
5 minutos atrás, no aconchego do meu lar, o telefone toca:
- Bom dia Sr. Tiago, aqui é o Nilson do JB.
- Hmm...
- Queria conversar com o senhor sobre o novo plano de assinatura do nosso jornal....
- Amigo, é oferta de assinaturas?
- Sim.
- É que eu sou cego.
- Ah... E a sua família?
Dei um telefone falso e ele desligou. Durou menos de 1 minuto, recomendo enfaticamente como técnica para se livrar de operadores de telemarketing, lembrando que você pode mudar o campo "eu sou cego" por "eu sou paralítico" ou "eu sou tetraplégico" dependendo da oferta. É tiro e queda, testado e aprovado.
- Bom dia Sr. Tiago, aqui é o Nilson do JB.
- Hmm...
- Queria conversar com o senhor sobre o novo plano de assinatura do nosso jornal....
- Amigo, é oferta de assinaturas?
- Sim.
- É que eu sou cego.
- Ah... E a sua família?
Dei um telefone falso e ele desligou. Durou menos de 1 minuto, recomendo enfaticamente como técnica para se livrar de operadores de telemarketing, lembrando que você pode mudar o campo "eu sou cego" por "eu sou paralítico" ou "eu sou tetraplégico" dependendo da oferta. É tiro e queda, testado e aprovado.
sexta-feira, outubro 31, 2003
Tim Festival 2003 : Dia um de dois.

Eu tinha dito aqui nesse relegado espaço que só acreditaria no show do White Stripes quando visse aquelas duas velas de natal paradas na minha frente. Ainda não vi, mas depois do primeiro dia da reencarnação do Free Jazz eu estou realmente acreditando que eu não joguei meu rico dinheirinho fora quando comprei o ingresso para o show da banda. Afinal eles gastaram tanta verba pra anunciar e tal - displays gigantes dizendo “White Stripes dia 31 no MAM”, spots televisivos e encartes no globo - que eu acho difícil isso tudo ser uma brincadeira de mal gosto. Mas como a minha vida me ensinou a não duvidar da crueldade humana, ainda estou com um pé atrás e a noite de hoje será decisiva para definir a minha relação de credibilidade com a organização do festival daqui em diante. Não me decepcionem, eu sou um nerd mentalmente instável e vocês lembram o que aconteceu naquela escola em Columbine.
Pois bem, essa primeira noite de shows foi impecável. Beth Gibbons e KD Lang deram shows impecáveis, que podiam ser um pouquinho maiores, mas como dizia Hervé Villechaize, tamanho não é documento. Beth Gibbons surpreendeu o público com uma bela versão de Candy Says pra fechar a apresentação e desfilou todo aquele comportamento cool que só quem durante anos teve uma banda como o Portishead sabe fazer. KD lang por sua vez lembrava um apresentador de espetáculos de Las Vegas, saltando, dançando e levando o público na palma da mão.
E o evento foi organizado, tudo muito bonito, com umas soluções interessantes como os painéis triangulares montados para se encaixarem nas pilastras que seguram os prédios do MAM e os que foram montados no chafariz. Esses últimos não funcionaram muito bem, mas o que vale é a intenção. Também tem todas aquelas besteiras que o Free fazia, como equipes tirando foto do pessoal, cabines de ´realidade virtual´ (ta entre parênteses porque não funciona) aonde você pode assistir um comercial do free jazz e demonstrações dos celulares. Podiam distrubuir uns aparelhos também, acho que ia ser super amigo isso. Mas esses porcos capitalistas só pensam em lucro então acho difícil alguém acatar minha opinião.
Eu tinha dito aqui nesse relegado espaço que só acreditaria no show do White Stripes quando visse aquelas duas velas de natal paradas na minha frente. Ainda não vi, mas depois do primeiro dia da reencarnação do Free Jazz eu estou realmente acreditando que eu não joguei meu rico dinheirinho fora quando comprei o ingresso para o show da banda. Afinal eles gastaram tanta verba pra anunciar e tal - displays gigantes dizendo “White Stripes dia 31 no MAM”, spots televisivos e encartes no globo - que eu acho difícil isso tudo ser uma brincadeira de mal gosto. Mas como a minha vida me ensinou a não duvidar da crueldade humana, ainda estou com um pé atrás e a noite de hoje será decisiva para definir a minha relação de credibilidade com a organização do festival daqui em diante. Não me decepcionem, eu sou um nerd mentalmente instável e vocês lembram o que aconteceu naquela escola em Columbine.
Pois bem, essa primeira noite de shows foi impecável. Beth Gibbons e KD Lang deram shows impecáveis, que podiam ser um pouquinho maiores, mas como dizia Hervé Villechaize, tamanho não é documento. Beth Gibbons surpreendeu o público com uma bela versão de Candy Says pra fechar a apresentação e desfilou todo aquele comportamento cool que só quem durante anos teve uma banda como o Portishead sabe fazer. KD lang por sua vez lembrava um apresentador de espetáculos de Las Vegas, saltando, dançando e levando o público na palma da mão.
E o evento foi organizado, tudo muito bonito, com umas soluções interessantes como os painéis triangulares montados para se encaixarem nas pilastras que seguram os prédios do MAM e os que foram montados no chafariz. Esses últimos não funcionaram muito bem, mas o que vale é a intenção. Também tem todas aquelas besteiras que o Free fazia, como equipes tirando foto do pessoal, cabines de ´realidade virtual´ (ta entre parênteses porque não funciona) aonde você pode assistir um comercial do free jazz e demonstrações dos celulares. Podiam distrubuir uns aparelhos também, acho que ia ser super amigo isso. Mas esses porcos capitalistas só pensam em lucro então acho difícil alguém acatar minha opinião.
quarta-feira, outubro 29, 2003
Wilson, o cinza.

Está rolando uma sessão em homenagem a Wilson Grey no Odeão, e a organização do festival do rio vai entregar 30 mil reais a família do ator pela sua contribuição ao cinema nacional. Tá meio tarde pra isso né?
Anyway, a sessão é beneficiente com renda revertida para a família do ator que pelo jeito não deve estar bem. Antes tarde do que nunca.
Está rolando uma sessão em homenagem a Wilson Grey no Odeão, e a organização do festival do rio vai entregar 30 mil reais a família do ator pela sua contribuição ao cinema nacional. Tá meio tarde pra isso né?
Anyway, a sessão é beneficiente com renda revertida para a família do ator que pelo jeito não deve estar bem. Antes tarde do que nunca.
quinta-feira, outubro 16, 2003
domingo, outubro 12, 2003
De acordo com a Set, o longa do Cowboy Bebop estréia esse mês aqui no Brasil. Tomara que seja verdade porque vou te dizer malandro, é bom pra cacete.
Ah, segundo eles o título brasileiro inexplicavelmente ficou sendo "Esquadrão Bebop". Vai entender.
Ah, segundo eles o título brasileiro inexplicavelmente ficou sendo "Esquadrão Bebop". Vai entender.
terça-feira, outubro 07, 2003
Elefante - *****
Impressionante, vai entrar em cartaz de qualquer maneira mas se eu fosse você ia logo.
Dogville - *
A bomba do festival. O prezepeiro do Lars Von Triers fez um filme abominável cheio de recalque. A sequência dos créditos é pra vomitar na sala de cinema. Muito barulho por nada.
Bom-dia, Noite - ***
Bem legal. O Bellochio deu o bolo e não apareceu.
The Brown Bunny - ****
Vicente Gallo também não apareceu, mas seu filme foi uma surpresa. Eu, que havia odiado o seu anterior (Bufallo 66) achei esse aí ótimo.
domingo, outubro 05, 2003
LAS VEGAS - Um tigre branco atacou o mágico Roy Horn durante um show da famosa dupla "Siegfried e Roy" em Las Vegas na noite de sexta-feira, deixando o ilusionista seriamente ferido - no dia em que ele completou 59 anos.
Testemunhas disseram que o animal, chamado Montecore, primeiro atingiu com a pata o antebraço de Horn. O mágico respondeu batendo no tigre com seu microfone. O tigre rugiu, mostrou os dentes, sendo repreendido outra vez. Em seguida, o animal atacou Horn mordendo seu pescoço, o que provocou uma hemorragia severa, segundo um porta-voz da dupla.
Não sei quanto a vocês mas eu achei bem razoável. Cada um usa o microfone que tem, oras.
Testemunhas disseram que o animal, chamado Montecore, primeiro atingiu com a pata o antebraço de Horn. O mágico respondeu batendo no tigre com seu microfone. O tigre rugiu, mostrou os dentes, sendo repreendido outra vez. Em seguida, o animal atacou Horn mordendo seu pescoço, o que provocou uma hemorragia severa, segundo um porta-voz da dupla.
Não sei quanto a vocês mas eu achei bem razoável. Cada um usa o microfone que tem, oras.
sexta-feira, outubro 03, 2003
Festival do Rio mal e porcamente.
Sem tempo, apelo para o que á de mais baixo em termos de resenha: Estrelinhas. Mas você sabe que não pode esperar muita coisa daqui né? É um blog, pelo amor de Deus. Para críticas decentes, vão na Contracampo.
Traços do dragão - Jackie Chan e a família perdida - ***
Legal, mas bom pra servir de bônus em DVD.
A Captura dos Friedman - ****
Ótimo tema, ótima escolha de imagens e entrevista. É corajoso por não chegar a conclusão nenhuma. Tem uma montagem piegas e se encaixa naquele modelo padrão de documentários, mas faz sentido já que ele foi produzido pela HBO.
Meu nome é ciúme - ***
Divertido.
Tempo de protesto - ***
Quase a mesma coisa dos Friedman em relação a adequação ao modelo default de produção de documentários, mas é bem interessante.
A vida Nova - ****

É um exercício de estilo e clima, mas como eu estou em uma onda de apreciação de construção de climas achei bom. Sem dúvida o filme mais bizarro até agora.
Jogos, Deuses e LSD - ****

Um documentário que relata uma viagem de descobrimento que tenta entender a busca humana por felicidade. Entre outras coisas. O melhor documentário até agora.
Teknolust - *
O pior filme do festival, parece um telefilme feito para o Cine Privê.
Hair - ***
Não me lembrava direito e descobri que é bem divertido.
MacBeth - ****
Bem legal, apesar de ter visto sem legenda por incompetência da firma responsável.
A Borboleta Púrpura - **
Correto e meio grande demais.
Cidade de fantasmas - *
Bela porcaria. Nem o Barry Gifford escrevendo salva.
Demonlover - ***
Me diverti pra caramba. Atenção a trilha sonora hein.
Dogma do Amor - *
Pior que o filme só o nome em português.
Em nome de Deus - *
Sai em meia hora.
Encontros e desencontros - *****

O filme do festival? Leve uma caixa de lenços de papel.
O Grande Ladrão - **
Um bom passatempo, apesar de afetado pra caramba. É um 'onze homens e um segredo' de pobre.
O Jovem Adão - *
Mais uma desculpa pro McGregor aparecer peladão. Não recomendo.
Pinceladas de Fogo - ****
Beeem bom.
Prazeres desconhecidos - ***
Legal, mas eu não curto muito esses filmes de 'geração perdida'. É implicância mesmo.
Shara - *****

O outro filme do festival? Leve outra caixa de lenços.
Violação de Conduta - **
Como comédia (involuntária ou não) é muito bom. A sessão foi um caso à parte, com o pobre Samuel Jackson sendo perseguido pelos membros do conselho Jedi do Rio que ficavam gritando "The force!", "Tell us about star wars!" e mais umas idiotices. Eu fiquei com pena dele, mas depois lembrei de quanto ele ganha por filme e fiquei com pena de mim mesmo.
O Signo do Caos - ***
Bem bom, principalmente pra quem já conhece o Sganzerla e sua obssessão pela viagem do Welles ao Rio. Pra quem não conhece... A sessão foi bem triste, pela presença do diretor que descobriu um tumor no cérebro faz algum tempo.
Filme de Amor - **
Eu definitivamente não sou tocado pelo cinema do Bressane. Eu acho que a mídia está errada e que ele deveria escrever um livro ao invés de filmar. Mas o filme tem umas coisas legais.
Tão de Repente - ***
Um road movie com lésbicas que não cai no clichê indie. Bom.
Por enquanto é só, estou ocupado assistindo os filmes. Beijo nas criança.
Sem tempo, apelo para o que á de mais baixo em termos de resenha: Estrelinhas. Mas você sabe que não pode esperar muita coisa daqui né? É um blog, pelo amor de Deus. Para críticas decentes, vão na Contracampo.
Traços do dragão - Jackie Chan e a família perdida - ***
Legal, mas bom pra servir de bônus em DVD.
A Captura dos Friedman - ****
Ótimo tema, ótima escolha de imagens e entrevista. É corajoso por não chegar a conclusão nenhuma. Tem uma montagem piegas e se encaixa naquele modelo padrão de documentários, mas faz sentido já que ele foi produzido pela HBO.
Meu nome é ciúme - ***
Divertido.
Tempo de protesto - ***
Quase a mesma coisa dos Friedman em relação a adequação ao modelo default de produção de documentários, mas é bem interessante.
A vida Nova - ****

É um exercício de estilo e clima, mas como eu estou em uma onda de apreciação de construção de climas achei bom. Sem dúvida o filme mais bizarro até agora.
Jogos, Deuses e LSD - ****

Um documentário que relata uma viagem de descobrimento que tenta entender a busca humana por felicidade. Entre outras coisas. O melhor documentário até agora.
Teknolust - *
O pior filme do festival, parece um telefilme feito para o Cine Privê.
Hair - ***
Não me lembrava direito e descobri que é bem divertido.
MacBeth - ****
Bem legal, apesar de ter visto sem legenda por incompetência da firma responsável.
A Borboleta Púrpura - **
Correto e meio grande demais.
Cidade de fantasmas - *
Bela porcaria. Nem o Barry Gifford escrevendo salva.
Demonlover - ***
Me diverti pra caramba. Atenção a trilha sonora hein.
Dogma do Amor - *
Pior que o filme só o nome em português.
Em nome de Deus - *
Sai em meia hora.
Encontros e desencontros - *****

O filme do festival? Leve uma caixa de lenços de papel.
O Grande Ladrão - **
Um bom passatempo, apesar de afetado pra caramba. É um 'onze homens e um segredo' de pobre.
O Jovem Adão - *
Mais uma desculpa pro McGregor aparecer peladão. Não recomendo.
Pinceladas de Fogo - ****
Beeem bom.
Prazeres desconhecidos - ***
Legal, mas eu não curto muito esses filmes de 'geração perdida'. É implicância mesmo.
Shara - *****

O outro filme do festival? Leve outra caixa de lenços.
Violação de Conduta - **
Como comédia (involuntária ou não) é muito bom. A sessão foi um caso à parte, com o pobre Samuel Jackson sendo perseguido pelos membros do conselho Jedi do Rio que ficavam gritando "The force!", "Tell us about star wars!" e mais umas idiotices. Eu fiquei com pena dele, mas depois lembrei de quanto ele ganha por filme e fiquei com pena de mim mesmo.
O Signo do Caos - ***
Bem bom, principalmente pra quem já conhece o Sganzerla e sua obssessão pela viagem do Welles ao Rio. Pra quem não conhece... A sessão foi bem triste, pela presença do diretor que descobriu um tumor no cérebro faz algum tempo.
Filme de Amor - **
Eu definitivamente não sou tocado pelo cinema do Bressane. Eu acho que a mídia está errada e que ele deveria escrever um livro ao invés de filmar. Mas o filme tem umas coisas legais.
Tão de Repente - ***
Um road movie com lésbicas que não cai no clichê indie. Bom.
Por enquanto é só, estou ocupado assistindo os filmes. Beijo nas criança.
quarta-feira, outubro 01, 2003
sexta-feira, setembro 26, 2003
terça-feira, setembro 23, 2003
Não se desespere mas nesse exato momento seu gato pode transportando parasitas que alterarão sua personalidade!
Cientistas estão responsabilizando os gatos por infectar metade da população da Grã-Bretanha com um parasita que pode alterar a personalidade das pessoas.
O achado está levando os cientistas também a associar a contaminação endêmica da população de gatos com a cultura de um país. A França, por exemplo, têm mais gatos infectados do que a Grã-Bretanha, o que explicaria por que as mulheres francesas são consideradas mais sensuais do que as britânicas, segundo a pesquisa.
Parece piada mas é o novo meio dos cientístas britânicos justificarem a falta de sal de suas mulheres. Leia na BBC Brasil.
Cientistas estão responsabilizando os gatos por infectar metade da população da Grã-Bretanha com um parasita que pode alterar a personalidade das pessoas.
O achado está levando os cientistas também a associar a contaminação endêmica da população de gatos com a cultura de um país. A França, por exemplo, têm mais gatos infectados do que a Grã-Bretanha, o que explicaria por que as mulheres francesas são consideradas mais sensuais do que as britânicas, segundo a pesquisa.
Parece piada mas é o novo meio dos cientístas britânicos justificarem a falta de sal de suas mulheres. Leia na BBC Brasil.
sexta-feira, setembro 19, 2003
quinta-feira, setembro 18, 2003
quarta-feira, setembro 17, 2003
Hurt

What have I become ?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
Mais importante que fazer uma grande entrada é cuidar para que sua despedida seja perfeita. Para Jhonny Cash o que bastou foi um videoclipe que, segundo afirmam, levou Trent Reznor, autor da música escolhida, as lágrimas.
Aos 70, Cash está ao piano em sua casa em Nashville, rodeado de souvenirs de sua vida e canta sendo entrecortado por imagens de arquivo mostrando um outro Cash jovem e cheio de vida que se veste de caubói e viaja em vagões de carga, pula e faz pose de durão.
O homem está destruído pela idade, pelas drogas e mais importante, pela perda da esposa que o tirou desse mundo e que faleceu a poucos meses. Ele canta, a música termina, o piano é fechado como um caixão. Resta Cash, sozinho na penumbra.
É um adeus sincero. E você entende Trent Reznor quando ele termina.
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way
What have I become ?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
Mais importante que fazer uma grande entrada é cuidar para que sua despedida seja perfeita. Para Jhonny Cash o que bastou foi um videoclipe que, segundo afirmam, levou Trent Reznor, autor da música escolhida, as lágrimas.
Aos 70, Cash está ao piano em sua casa em Nashville, rodeado de souvenirs de sua vida e canta sendo entrecortado por imagens de arquivo mostrando um outro Cash jovem e cheio de vida que se veste de caubói e viaja em vagões de carga, pula e faz pose de durão.
O homem está destruído pela idade, pelas drogas e mais importante, pela perda da esposa que o tirou desse mundo e que faleceu a poucos meses. Ele canta, a música termina, o piano é fechado como um caixão. Resta Cash, sozinho na penumbra.
É um adeus sincero. E você entende Trent Reznor quando ele termina.
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way
terça-feira, setembro 16, 2003
Três thrillers de terror em três tempos.

Parte I – Dog Soldiers
Pra quem nunca ouviu falar esse filme inglês de baixíssimo orçamento ganhou um pequeno culto entre os fanáticos do gênero há algum tempo. Trata-se da história de um grupo de soldados que são atacados por lobisomens durante um treinamento em uma floresta isolada contada como uma releitura da história de cachinhos dourados.
Já falei que o filme é de baixo orçamento né? Então. Durante os primeiros momentos do filme você pode ser ludibriado, pensando que o diretor aprendeu com o Sam Raimi e vai conseguir te dar pelo menos uns dois sustos se utilizando da técnica Lovecraftiana de não mostrar o monstrão, deixando pro seu cérebro criar a imagem da figura por si só. Mas isso passa rápido e lá pelo meio do filme o homem decide mostrar todo o trabalho da equipe que criou fantasias de lobisomens que não seriam aceitas pelo pessoal da TV Colosso.
Isso já tira boa parte do clima do filme, e a direção frouxa, atores medianos e plot previsível não ajudam em nada pra melhorar o erro e eu sinceramente acredito que a produção toda só aconteceu porque o diretor queria muito fazer uma piada com um dos membros do grupo que tem um apelido de um utensílio de cozinha.
Parte I – Dog Soldiers
Pra quem nunca ouviu falar esse filme inglês de baixíssimo orçamento ganhou um pequeno culto entre os fanáticos do gênero há algum tempo. Trata-se da história de um grupo de soldados que são atacados por lobisomens durante um treinamento em uma floresta isolada contada como uma releitura da história de cachinhos dourados.
Já falei que o filme é de baixo orçamento né? Então. Durante os primeiros momentos do filme você pode ser ludibriado, pensando que o diretor aprendeu com o Sam Raimi e vai conseguir te dar pelo menos uns dois sustos se utilizando da técnica Lovecraftiana de não mostrar o monstrão, deixando pro seu cérebro criar a imagem da figura por si só. Mas isso passa rápido e lá pelo meio do filme o homem decide mostrar todo o trabalho da equipe que criou fantasias de lobisomens que não seriam aceitas pelo pessoal da TV Colosso.
Isso já tira boa parte do clima do filme, e a direção frouxa, atores medianos e plot previsível não ajudam em nada pra melhorar o erro e eu sinceramente acredito que a produção toda só aconteceu porque o diretor queria muito fazer uma piada com um dos membros do grupo que tem um apelido de um utensílio de cozinha.
sexta-feira, setembro 12, 2003
O recém-inaugurado steak house ArdePedra, no Rio, não tem lugar para fumantes.
Acreditem, isso é só o começo. Sem esforço posso vislumbrar um futuro aonde os fumantes são caçados nas ruas e executados em vielas escuras ou presos em campos de concentração tabaco-free na sibéria. Suas casas serão apedrejadas, seus bens confiscados e eles terão que usar uma faixa no braço com uma caverinha de navio de pirata indicando que seus pulmões foram conspurcados pelo vício - Nunca mais se esqueça fumante deprimente: Só o governo tem a responsabilidade para decidir o que é bom ou ruim para você!
Acreditem, isso é só o começo. Sem esforço posso vislumbrar um futuro aonde os fumantes são caçados nas ruas e executados em vielas escuras ou presos em campos de concentração tabaco-free na sibéria. Suas casas serão apedrejadas, seus bens confiscados e eles terão que usar uma faixa no braço com uma caverinha de navio de pirata indicando que seus pulmões foram conspurcados pelo vício - Nunca mais se esqueça fumante deprimente: Só o governo tem a responsabilidade para decidir o que é bom ou ruim para você!
Gênio
O modelo MTV fez de tudo para que Zeca fosse menos Zeca. Para se ter uma idéia, o plano macabro inicial previa que ele ficasse sentado durante as 25 músicas, o que, dada a sonoridade da palavra, permite imaginar que haja alguma acepção para ''acústico'' ligada à posição do corpo. Mas como Zeca, felizmente, não consegue deixar muito de ser Zeca, ele subverteu o esquema e se levantou para cantar e sambar em algumas músicas.
O motivo alegado para se levantar pela primeira vez, já na sexta faixa, resume o que ganharam as pessoas que estiveram no Pólo.
- Esse samba tem aquela nota alta, então vou cantar em pé, por causa do negócio da hemorróida - disse ele, constrangendo Rildo Hora ainda mais ao revelar que é o maestro quem costuma fazer essa piada-conselho com ele.
- Mas não é para falar na frente da platéia, Zeca.- Ah, Rildo. Deve ter um monte de gente com hemorróida aí.
O modelo MTV fez de tudo para que Zeca fosse menos Zeca. Para se ter uma idéia, o plano macabro inicial previa que ele ficasse sentado durante as 25 músicas, o que, dada a sonoridade da palavra, permite imaginar que haja alguma acepção para ''acústico'' ligada à posição do corpo. Mas como Zeca, felizmente, não consegue deixar muito de ser Zeca, ele subverteu o esquema e se levantou para cantar e sambar em algumas músicas.
O motivo alegado para se levantar pela primeira vez, já na sexta faixa, resume o que ganharam as pessoas que estiveram no Pólo.
- Esse samba tem aquela nota alta, então vou cantar em pé, por causa do negócio da hemorróida - disse ele, constrangendo Rildo Hora ainda mais ao revelar que é o maestro quem costuma fazer essa piada-conselho com ele.
- Mas não é para falar na frente da platéia, Zeca.- Ah, Rildo. Deve ter um monte de gente com hemorróida aí.
segunda-feira, setembro 08, 2003
Juliana aqui:
Renata, que criou o fotolog dos gatinhos da prefeitura, retifica:
"(...) não jogam pela janela, não. Mas queimam uma ninhada inteira, um monte de bebês..."
Fica cada vez melhor...
Renata, que criou o fotolog dos gatinhos da prefeitura, retifica:
"(...) não jogam pela janela, não. Mas queimam uma ninhada inteira, um monte de bebês..."
Fica cada vez melhor...

Juju manda avisar: Fotolog dos gatos da prefeitura, pra quem estiver procurando gatos pra adoção. Esses aí são aqui do Rio, vivem no terreno da prefeitura e são vítimas de crueldades quando não estão sendo atirados pelas janelas dos prédios onde entram. Enfim, essas coisas maravilhosas que as pessoas fazem e te deixam cheio de esperança na raça humana como um todo.
sexta-feira, setembro 05, 2003
quarta-feira, setembro 03, 2003
terça-feira, setembro 02, 2003
segunda-feira, setembro 01, 2003
O Café Lamas, altar da boemia carioca, proibiu seus 17 garçons de cobrar 10% da freguesia.
Paga de salário a cada um R$ 246. A turma de lei continua dando a gorjeta. A maldade foi decidida porque um forasteiro criou caso com a taxa estes dias.
Até o Gois já noticiou, que vergonha. Apesar de eu me incluir na ´turma de lei´ continuo achando isso uma bruta safadeza.
Paga de salário a cada um R$ 246. A turma de lei continua dando a gorjeta. A maldade foi decidida porque um forasteiro criou caso com a taxa estes dias.
Até o Gois já noticiou, que vergonha. Apesar de eu me incluir na ´turma de lei´ continuo achando isso uma bruta safadeza.
quinta-feira, agosto 28, 2003
Guess who´s back? Back again?
As expectativas não poderiam ser mais baixas. Nenhum James Cameron, uma Terminatrix (corroborando a tese de que qualquer filme Hollywoodiano atual tem que ter pelo menos uma mulher que possa sair bem nas fotos de publicidade e capas das revistas especializadas), um Swcharzenegger envelhecido e com delírios de grandeza. O plot? Novamente uma viagem no tempo? Novamente a defesa de John Connor como objetivo principal do robozão hell angel? O horror, o horror. Mais uma bela porcaria de caça níquel? Nem brincando.
Como os dois outros Ts, o 3 é um filme pessimista e descrente com uma humanidade cada vez mais bélica e descontrolada, apesar de ter um ótimo senso de humor não notado em nenhum dos outros longas da série. O verdadeiro gênio criminoso do filme não é um super programa de inteligência artificial, e sim o grupo humano que o gera para ter uma avançada arma militar. Connors e sua trupe lutam contra a inevitabilidade da libertação do Skynet e contra um futuro pré-determinado que vem assombrando os personagens desde a primeira aparição do primeiro exterminador.
Exterminador que volta pela terceira vez mais frágil e como ele mesmo diz, obsoleto. O T-800 é um modelo antigo, limitado, mais lento, fraco e com menos recursos que sua nova nêmesis. É um action hero das antigas que é substituído por uma modela de roupa colante tão equipada quanto um canivete suiço e que só deixa aos heróis a opção de fugir constantemente e transformar T3 em um road movie. Parece claramente a saideira do Arnoldão, que agora tenta uma carreira política seguindo uma trilha que Ronald Reagan e Clint Eastwood já exploraram antes.
Jonathan Mostow conseguiu extrair leite de pedra e produziu uma ótima sequência e mais ainda: um filme de ação macho como a muito tempo não se via. Sem firulas, sem slow motions, sem “fuiches”, sem bullet-times. Não que eu não goste dos voôs dos lutadores de kung-fu chineses ou de todos esses elementos que Hollywood está assimilando dos orientais agora, mas acho pouco saudável a dependência que o gênero está desenvolvendo nos cabos de aço e efeitos de última geração. T3 prova que não são as máquinas que fazem uma bela cena de ação, mas sim uma direção acertadíssima e uma edição precisa. Os efeitos computadorizados existem, óbvio, mas eles não são a razão da cena. E isso já é muito. Principalmente quando inserido em uma trama inteligente e que faz uma crítica pouco sutil ao comportamento americano atual.
As expectativas não poderiam ser mais baixas. Nenhum James Cameron, uma Terminatrix (corroborando a tese de que qualquer filme Hollywoodiano atual tem que ter pelo menos uma mulher que possa sair bem nas fotos de publicidade e capas das revistas especializadas), um Swcharzenegger envelhecido e com delírios de grandeza. O plot? Novamente uma viagem no tempo? Novamente a defesa de John Connor como objetivo principal do robozão hell angel? O horror, o horror. Mais uma bela porcaria de caça níquel? Nem brincando.
Como os dois outros Ts, o 3 é um filme pessimista e descrente com uma humanidade cada vez mais bélica e descontrolada, apesar de ter um ótimo senso de humor não notado em nenhum dos outros longas da série. O verdadeiro gênio criminoso do filme não é um super programa de inteligência artificial, e sim o grupo humano que o gera para ter uma avançada arma militar. Connors e sua trupe lutam contra a inevitabilidade da libertação do Skynet e contra um futuro pré-determinado que vem assombrando os personagens desde a primeira aparição do primeiro exterminador.
Exterminador que volta pela terceira vez mais frágil e como ele mesmo diz, obsoleto. O T-800 é um modelo antigo, limitado, mais lento, fraco e com menos recursos que sua nova nêmesis. É um action hero das antigas que é substituído por uma modela de roupa colante tão equipada quanto um canivete suiço e que só deixa aos heróis a opção de fugir constantemente e transformar T3 em um road movie. Parece claramente a saideira do Arnoldão, que agora tenta uma carreira política seguindo uma trilha que Ronald Reagan e Clint Eastwood já exploraram antes.
Jonathan Mostow conseguiu extrair leite de pedra e produziu uma ótima sequência e mais ainda: um filme de ação macho como a muito tempo não se via. Sem firulas, sem slow motions, sem “fuiches”, sem bullet-times. Não que eu não goste dos voôs dos lutadores de kung-fu chineses ou de todos esses elementos que Hollywood está assimilando dos orientais agora, mas acho pouco saudável a dependência que o gênero está desenvolvendo nos cabos de aço e efeitos de última geração. T3 prova que não são as máquinas que fazem uma bela cena de ação, mas sim uma direção acertadíssima e uma edição precisa. Os efeitos computadorizados existem, óbvio, mas eles não são a razão da cena. E isso já é muito. Principalmente quando inserido em uma trama inteligente e que faz uma crítica pouco sutil ao comportamento americano atual.
quarta-feira, agosto 27, 2003
ATENÇÃO
Se você usou o formulário de contato desse site nas últimas duas semanas fique sabendo que eu não recebi a sua mensagem. Esta porcaria está com algum problema e apesar de tudo correr aparentemente bem no envio, eu não recebo porcaria nenhuma.
Qualquer coisa mandem mail pra info@tiagoteixeira.com.br. E se tiverem paciência, me mandem os mails de novo aí. Eu sei que demoro a responder, mas eu sou um cara legal e gosto de receber mail, acreditem.
Se você usou o formulário de contato desse site nas últimas duas semanas fique sabendo que eu não recebi a sua mensagem. Esta porcaria está com algum problema e apesar de tudo correr aparentemente bem no envio, eu não recebo porcaria nenhuma.
Qualquer coisa mandem mail pra info@tiagoteixeira.com.br. E se tiverem paciência, me mandem os mails de novo aí. Eu sei que demoro a responder, mas eu sou um cara legal e gosto de receber mail, acreditem.
terça-feira, agosto 26, 2003
As Listras Brancas
Os outos cds do White Stripes são muito legais. Mas tem esse, o Elephant. Rapaz, vou te dizer uma coisa hein, é bom pra caramba. Mas tipo bom mesmo, vou confessar que eu estou ouvindo esse treco em todos os dias úteis e se eu parar provavelmente vão ter que me dopar pra eu não ter um cold turkey. Porque é tão bom? Sei lá peregrino, desconfio que é porque ele tem uma série de qualidades difíceis de ser encontradas nas bandinhas atuais, como punch sabe, que a gente pode traduzir como atitude, força, culhão, alguma coisa assim. E quando eu digo atitude não estou tentando soar como qualquer DJ da rádio cidade não, estou falando do produto autêntico aqui. Como juju disse, parece os Rollings Stones da época em que a boca do pai de Lucas Gimenez estava menos enrugada.
E ontem vi o clipe de ´Seven Nation Army´ que também é absolutamente genial e bom pra te deixar enjoado. Lá no meio você já está tonto e com vontade de tomar um plazil. Ótimo. E tem uns outros detalhes interessantes, tipo a direção de arte impecável dos discos ou as declarações malucas que eles dão a mídia dizendo as vezes que são irmãos, as vezes que são casados, as vezes que são amigos. Isso é muito interessante, a técnica de dar respostas bizarras para a imprensa, tem poucas pessoas que dominam ou a dominaram tão bem. Como Cary Grant - "Todo mundo quer ser Cary Grant. Até eu gostaria de ser Cary Grant." ou Tom Waits quando inquirido sobre porque a demora para produzir seu último disco - "Fiquei preso em um engarrafamento.", ah que beleza. Pena que a maioria das pessoas se levem tão a sério.
Mas já falei sobre White Stripes? Caramba, é muito bom.
Os outos cds do White Stripes são muito legais. Mas tem esse, o Elephant. Rapaz, vou te dizer uma coisa hein, é bom pra caramba. Mas tipo bom mesmo, vou confessar que eu estou ouvindo esse treco em todos os dias úteis e se eu parar provavelmente vão ter que me dopar pra eu não ter um cold turkey. Porque é tão bom? Sei lá peregrino, desconfio que é porque ele tem uma série de qualidades difíceis de ser encontradas nas bandinhas atuais, como punch sabe, que a gente pode traduzir como atitude, força, culhão, alguma coisa assim. E quando eu digo atitude não estou tentando soar como qualquer DJ da rádio cidade não, estou falando do produto autêntico aqui. Como juju disse, parece os Rollings Stones da época em que a boca do pai de Lucas Gimenez estava menos enrugada.
E ontem vi o clipe de ´Seven Nation Army´ que também é absolutamente genial e bom pra te deixar enjoado. Lá no meio você já está tonto e com vontade de tomar um plazil. Ótimo. E tem uns outros detalhes interessantes, tipo a direção de arte impecável dos discos ou as declarações malucas que eles dão a mídia dizendo as vezes que são irmãos, as vezes que são casados, as vezes que são amigos. Isso é muito interessante, a técnica de dar respostas bizarras para a imprensa, tem poucas pessoas que dominam ou a dominaram tão bem. Como Cary Grant - "Todo mundo quer ser Cary Grant. Até eu gostaria de ser Cary Grant." ou Tom Waits quando inquirido sobre porque a demora para produzir seu último disco - "Fiquei preso em um engarrafamento.", ah que beleza. Pena que a maioria das pessoas se levem tão a sério.
Mas já falei sobre White Stripes? Caramba, é muito bom.
quarta-feira, agosto 20, 2003
terça-feira, agosto 19, 2003
No cruzamento entre a Marquês de Abrantes e o início da Rua do Catete existe um grafitti que mostra um sujeito apontando para o chão com as inscrições: "Não feche os olhos para a miséria". O local para aonde ele aponta fica em uma curva, uma parede reta em uma calçada curta e sem nenhuma cobertura. Isso não impede que diariamente vários pedintes se revezem no local, se aninhando exatamente para aonde a mão acusadora aponta, assim, assim como quem não quer nada. Oque cria um cenário perfeito pra ser fotografado por algum Sebastião Salgado ou similar explorador das mazelas sociais.
Funciona muito melhor que uma placa dizendo "Pedintes fiquem aqui por favor". Como que nenhum desses paisagistas urbanos pensou nisso?
Funciona muito melhor que uma placa dizendo "Pedintes fiquem aqui por favor". Como que nenhum desses paisagistas urbanos pensou nisso?
quinta-feira, agosto 14, 2003
Di another Day
Desde as alterações que a ex-enfant terrible Madonna fez no primeiro clipe de American Life não se via tanta pusilanimidade. O atual manda chuva editorial da Marvel, o ubbernerd Joe Quesada é conhecido por seus factóides e presepadas para criar um burburinho sobre a ´casa das idéias´ na mídia. Com sua falta de noção, o homem também é incidentalmente responsável por algumas audácias que deram certo, como a contratação de roteiristas excepcionais e extremamente originais como Grant Morrison (The New X-Men), Peter Milligan (X-force/X-Statix) e Mark Millar (Ultimate X-Men e The Ultimates) e de outros nomes também saídos dos quadinhos independentes como os competentíssimos desenhistas Frank Quietly, Brian Hitch e Mike Alred.
Falemos aqui de Milligan e Alred. Os dois tinham ficado a cargo da X-Force. Em uma edição eles jogaram anos de continuidade fora e criaram uma das abordagens mais interessantes no que tange os grupos super-heróicos: um bando de jovens egocentricos e arrogantes que lutam entre si e contra seus inimigos por mais espaço na mídia e contratos para estrelar comerciais. Essencialmente uma boy band com uniformes espalhafatosos e habilidades sobre-humanas.
Desde o início a revista manteve um nível altíssimo com essa nova abordagem, e a alguns meses Joe Quesada anunciou a nova empreitada da dupla: Em uma viagem a Londres, um dos membros do grupo com poderes necromanticos iria ressucitar ninguém menos que Lady Di. A idéia era tornar a princesa em uma figura pública morta-viva que iria se juntar ao grupo, em um arco de histórias que seria chamado de “Di Another Day”.
Até que a família real soube disso. E mais rápido do que você possa dizer “Peixe com batata frita” ameaçaram a editora com um mega processo, que fez com que Joe Quesada prontamente se escondesse embaixo da mesa e pedisse... ah... como dizer... arrego?
E lá se vai uma ótima e transgressora idéia engavetada por causa da covardia de um editor mariquinhas. Infelizmente não existem ´director´s cut´ no mundo dos quadrinhos e provavelmente nunca vamos ver essa história. Blame it on Joe Quesada e na Rainha, que ao contrário da maioria do seu país não tem um pingo de senso de humor.
Desde as alterações que a ex-enfant terrible Madonna fez no primeiro clipe de American Life não se via tanta pusilanimidade. O atual manda chuva editorial da Marvel, o ubbernerd Joe Quesada é conhecido por seus factóides e presepadas para criar um burburinho sobre a ´casa das idéias´ na mídia. Com sua falta de noção, o homem também é incidentalmente responsável por algumas audácias que deram certo, como a contratação de roteiristas excepcionais e extremamente originais como Grant Morrison (The New X-Men), Peter Milligan (X-force/X-Statix) e Mark Millar (Ultimate X-Men e The Ultimates) e de outros nomes também saídos dos quadinhos independentes como os competentíssimos desenhistas Frank Quietly, Brian Hitch e Mike Alred.
Falemos aqui de Milligan e Alred. Os dois tinham ficado a cargo da X-Force. Em uma edição eles jogaram anos de continuidade fora e criaram uma das abordagens mais interessantes no que tange os grupos super-heróicos: um bando de jovens egocentricos e arrogantes que lutam entre si e contra seus inimigos por mais espaço na mídia e contratos para estrelar comerciais. Essencialmente uma boy band com uniformes espalhafatosos e habilidades sobre-humanas.
Desde o início a revista manteve um nível altíssimo com essa nova abordagem, e a alguns meses Joe Quesada anunciou a nova empreitada da dupla: Em uma viagem a Londres, um dos membros do grupo com poderes necromanticos iria ressucitar ninguém menos que Lady Di. A idéia era tornar a princesa em uma figura pública morta-viva que iria se juntar ao grupo, em um arco de histórias que seria chamado de “Di Another Day”.
Até que a família real soube disso. E mais rápido do que você possa dizer “Peixe com batata frita” ameaçaram a editora com um mega processo, que fez com que Joe Quesada prontamente se escondesse embaixo da mesa e pedisse... ah... como dizer... arrego?
E lá se vai uma ótima e transgressora idéia engavetada por causa da covardia de um editor mariquinhas. Infelizmente não existem ´director´s cut´ no mundo dos quadrinhos e provavelmente nunca vamos ver essa história. Blame it on Joe Quesada e na Rainha, que ao contrário da maioria do seu país não tem um pingo de senso de humor.
Indo nesse site aprecie o botão indique um amigo. Que ícone lindo, sexy, maravilhoso! Queria eu ter tido essa idéia quando fiz o redesign do Ivox junto com meu compadre Leo Burla.
quarta-feira, agosto 13, 2003
segunda-feira, agosto 11, 2003
Morra Fernanda! Morra Salete! Morra Maneco! E reza pra alguém melhor que você escrever sua cena de morte. Meu Deus do céu alguém me explica que cena foi essa? Sub sub Tarantino de terceira categoria, que só serve pra mostrar que a prefeitura tinha toda a razão em tentar probir essa representação ridícula da violência carioca como um filme de faroeste vagabundo e irreal.
quarta-feira, agosto 06, 2003
ROSEBUD!
Eu já entendi a morte do Roberto Marinho. Saquei tudo. É parte da competição sem fim com o Silvio Santos. Um declara que vai morrer e o outro morre de fato. O Abravanel deve estar se mordendo de inveja.
Agora sério, até porque o corpo do cara nem esfriou. Não posso deixar de ficar preocupado com o que vai acontecer agora. A Globo vai se disolver de vez? O SBT vai dominar a tv brasileira? Quando vai morrer o ACM? Quem a gente vai culpar de todas as mazelas do mundo? O Roberto Marinho vai ressucitar no sétimo dia?
Eu já entendi a morte do Roberto Marinho. Saquei tudo. É parte da competição sem fim com o Silvio Santos. Um declara que vai morrer e o outro morre de fato. O Abravanel deve estar se mordendo de inveja.
Agora sério, até porque o corpo do cara nem esfriou. Não posso deixar de ficar preocupado com o que vai acontecer agora. A Globo vai se disolver de vez? O SBT vai dominar a tv brasileira? Quando vai morrer o ACM? Quem a gente vai culpar de todas as mazelas do mundo? O Roberto Marinho vai ressucitar no sétimo dia?
domingo, agosto 03, 2003
sexta-feira, agosto 01, 2003
Ei, peregrino!
Uma nova biografia de John Wayne (1907-79) revela que o ditador soviético (1879-1953), irritado com o anticomunismo do ator norte-americano, teria planejado seu assassinato entre o final dos anos 40 e começo dos anos 50. O livro relata que dois assassinos russos, disfarçados de agentes do FBI, teriam tentado matar Wayne em um estúdio de Hollywood. Os planos teriam sido suspensos com a morte de Stálin, já que seu sucessor, Nikita Kruschov, era fã do ator.
Uma nova biografia de John Wayne (1907-79) revela que o ditador soviético (1879-1953), irritado com o anticomunismo do ator norte-americano, teria planejado seu assassinato entre o final dos anos 40 e começo dos anos 50. O livro relata que dois assassinos russos, disfarçados de agentes do FBI, teriam tentado matar Wayne em um estúdio de Hollywood. Os planos teriam sido suspensos com a morte de Stálin, já que seu sucessor, Nikita Kruschov, era fã do ator.
quinta-feira, julho 31, 2003
terça-feira, julho 29, 2003
Elvis Presley (Bruce Campbell) troca de lugar com um imitador barato, sofre um acidente durante um show e acorda do coma nos dias de hoje em um asilo. Lá encontra um homem negro que acredita ser JFK. Juntos, eles terão que batalhar uma antiga entidade egípcia que habita o terreno. BUBBA HO-TEP.
domingo, julho 27, 2003
Na publicidade da promoção do jornal O Globo que dá clássicos da literatura em edições mal diagramadas por um preço razoável junto com o jornal de domingo está anunciando 'O Processo' do Kafka como "A enlouquecida maratona vivida por Joseph K". Não falta muito pra criarem um texto no modelo das chamadas televisivas da emissora de mesmo nome e dono, algo como "Joseph K encontra uma galerinha muito doida e vivem as mais esquisitas aventuras! Muita ação e aventura junto com o seu jornal de domingo!".
sexta-feira, julho 25, 2003
Ninguém pediu, mas ai vão os três últimos posts sobre o Anima Mundi. Mas uma vez, o site do Daniel tem comentários maiores e com menos bilis sobre o evento. E fotinhas!
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Phil Muloy
Se me perguntarem, está no meu top 3 do evento. A obra do inglês Phil Muloy é das mais ácidas e seu estilo de animação reflete bem isso. Seu mundo é feito de personagens tortos e enegrecidos cheios de preconceito e intolerância que mais de uma vez destroem e ridicularizam aqueles que não fazem parte de sua visão de mundo. Ou seja, são um reflexo fiel disso que você vê da sua janela. Obviamente não é todo mundo que gosta.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Longa Metragem 2
My Life as McDull foi para mim a estrela do festival. O longa japonês sem orçamento de blockbuster e usando técnicas de animação variadas conta a história de um menino e da sua relação com sua mãe em um subúrbio de Honk Kong. É sensível, bonito, melancólico e engraçado e te informa sobre tópicos interessantes como métodos para se desenvolver uma panturrilha forte e as melhores maneiras de se agarrar bolinhos de arroz.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Longa Metragem 6
O francês "As trigêmeas de Bellevillle" foi divertidíssimo, com um traço original e uma crítica altamente francesa aos americanos. Também é interessante o fato do filme inteiro passar sem um diálogo e tal.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Phil Muloy
Se me perguntarem, está no meu top 3 do evento. A obra do inglês Phil Muloy é das mais ácidas e seu estilo de animação reflete bem isso. Seu mundo é feito de personagens tortos e enegrecidos cheios de preconceito e intolerância que mais de uma vez destroem e ridicularizam aqueles que não fazem parte de sua visão de mundo. Ou seja, são um reflexo fiel disso que você vê da sua janela. Obviamente não é todo mundo que gosta.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Longa Metragem 2
My Life as McDull foi para mim a estrela do festival. O longa japonês sem orçamento de blockbuster e usando técnicas de animação variadas conta a história de um menino e da sua relação com sua mãe em um subúrbio de Honk Kong. É sensível, bonito, melancólico e engraçado e te informa sobre tópicos interessantes como métodos para se desenvolver uma panturrilha forte e as melhores maneiras de se agarrar bolinhos de arroz.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Longa Metragem 6
O francês "As trigêmeas de Bellevillle" foi divertidíssimo, com um traço original e uma crítica altamente francesa aos americanos. Também é interessante o fato do filme inteiro passar sem um diálogo e tal.
quinta-feira, julho 24, 2003
O próximo filme a ser lançado pela Disney, Hidalgo, que é baseado na história de um cowboy que em 1890 derrotou os melhores corredores árabes e beduínos em uma corrida através do deserto. Nada como um bom filme de verão para lembrar aos ianques quem é que manda no mundo!
quarta-feira, julho 23, 2003
O sujeito, motorista de Kombi, consegue a duras penas um autógrafo no seu poster central da Sexy retratando sua musa Viviane Araújo. Ele o pendura na parede de seu quarto, mas não é o suficiente. Cola na porta de sua casa para impressionar os vizinhos, mas mesmo assim não consegue exatamente o efeito que desejava. De repente, a idéia. Pega o papel e o exibe no vidro traseiro do seu veículo de trabalho. Agora sim.
quinta-feira, julho 17, 2003
Se você quer opiniões menos ranzinzas e mau humoradas sobre o anima mundi, acompanhe o Motocontínuo que vai ser melhor pra sua úlcera.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Koji Yamamura
E lá estava eu, desanimado e prestes a desistir da mostra como um todo por causa da péssima seleção das exibições de curtas (média de um curta bom em cada uma) quando me aparece a mostra Yamamura. Cacilda. Yamamura is the man, rapaz. Bom pra cacete em virtualmente todas as técnicas de animação. Fora o premiado Mt. head, os outros curtas são infantis e estão entre as coisas mais simples e singelas que eu vi em muito tempo. Minto, existe um pouco disso em My life as McDull também. E falo isso sem desmerecer o Mt. Head que mereceu cada prêmio. Sem dúvida acho que foi a melhor sessão até agora, junto com McDull.
E lá estava eu, desanimado e prestes a desistir da mostra como um todo por causa da péssima seleção das exibições de curtas (média de um curta bom em cada uma) quando me aparece a mostra Yamamura. Cacilda. Yamamura is the man, rapaz. Bom pra cacete em virtualmente todas as técnicas de animação. Fora o premiado Mt. head, os outros curtas são infantis e estão entre as coisas mais simples e singelas que eu vi em muito tempo. Minto, existe um pouco disso em My life as McDull também. E falo isso sem desmerecer o Mt. Head que mereceu cada prêmio. Sem dúvida acho que foi a melhor sessão até agora, junto com McDull.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Curtas cinema 8
Não entendi o porque de alguém fazer o Ridind with Harv, mas tudo bem, já estou me acostumando com os filmes sem propósito. O brasileiro Engolervilha é engraçado por ser só um apanhado de vinhetas feitas por animadores diferentes juntadas de um modo nonsense. É bom ver um filme que não se leva a sério nesse mar de pretensão que essa mostra infelizmente se torna às vezes. Torkenhekken é legalzinho e El Negre Es el Color Dels Deus é bem engraçado. E o coreano com um nome esquisito é ótimo.
Não entendi o porque de alguém fazer o Ridind with Harv, mas tudo bem, já estou me acostumando com os filmes sem propósito. O brasileiro Engolervilha é engraçado por ser só um apanhado de vinhetas feitas por animadores diferentes juntadas de um modo nonsense. É bom ver um filme que não se leva a sério nesse mar de pretensão que essa mostra infelizmente se torna às vezes. Torkenhekken é legalzinho e El Negre Es el Color Dels Deus é bem engraçado. E o coreano com um nome esquisito é ótimo.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Curtas cinema 4
De antepasto temos Marrow, uma bobagem wicca. Le peur de Loup e Les Ramoneurs Cerebraux são os dois mais interessantes, coincidentemente feitos em stop motion e falados em francês. Mother tongue é bonitinho e desprovido de interesse e Wedding expresso é detestável apesar de inofensivo. Eu estou com a impressão que os melhores filmes que tenho visto são feitos em stop motion, e os piores em 3d, não sei exatamente porque. Não que eu ache que a técnica tenha alguma coisa a ver com o resultado final, mas ainda vou pensar mais sobre isso quando a mostra acabar e eu tiver vida novamente.
De antepasto temos Marrow, uma bobagem wicca. Le peur de Loup e Les Ramoneurs Cerebraux são os dois mais interessantes, coincidentemente feitos em stop motion e falados em francês. Mother tongue é bonitinho e desprovido de interesse e Wedding expresso é detestável apesar de inofensivo. Eu estou com a impressão que os melhores filmes que tenho visto são feitos em stop motion, e os piores em 3d, não sei exatamente porque. Não que eu ache que a técnica tenha alguma coisa a ver com o resultado final, mas ainda vou pensar mais sobre isso quando a mostra acabar e eu tiver vida novamente.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Longa Metragem 2
My Life as McDull é um belo e sensível filme sobre a infância de um menino, sua mãe, panturrilhas fortes e bolinhos de arroz. A narrativa e o senso de humor incomun e a mistura pouco tradicional entre animação em acetato e 3d fizeram muita gente torcer o nariz, mas eu recomendo enfaticamente.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Curtas cinema 15
Fuja! O único curta interessante é o brasileiro "Velha História", feito em stop motion. É a única peça inspirada da sessão. O resto se resume a portfolios em 3D (Mantis e Eternal Gaze), filmecos insuportáveis (L.A.T., Kampf Dem Kino) e um absolutamente sem graça (La Duerra D´amore). Fiquem em casa dormindo.
My Life as McDull é um belo e sensível filme sobre a infância de um menino, sua mãe, panturrilhas fortes e bolinhos de arroz. A narrativa e o senso de humor incomun e a mistura pouco tradicional entre animação em acetato e 3d fizeram muita gente torcer o nariz, mas eu recomendo enfaticamente.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Curtas cinema 15
Fuja! O único curta interessante é o brasileiro "Velha História", feito em stop motion. É a única peça inspirada da sessão. O resto se resume a portfolios em 3D (Mantis e Eternal Gaze), filmecos insuportáveis (L.A.T., Kampf Dem Kino) e um absolutamente sem graça (La Duerra D´amore). Fiquem em casa dormindo.
terça-feira, julho 15, 2003
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : curtas metragens 11
Essa sessão começa com um curta de computação gráfica abstrato chamado Butterfly, o que te dá dez minutos pra um atraso básico. O filme ficaria ótimo em um telão de alguma loja de roupas hypada ou salão de beleza. E só. Tem esse "l´odeur de chien mouillé" que é interessante e bizarrinho. Tem tambem o "Manipai", muito interessante, um dos poucos curtas de computação gráfica realmente interessantes até agora. "O Mímico e a caixa" é mais um portfólio, e poderia se chamar "Mamãe, olha o que eu sei fazer no 3D!". Devia estar em uma das sessões portfolio, com desconto para diretores de arte de grandes agências. De preferência com distribuição de cartões de visita no final, pra agilizar a coisa. E o "The God" é divertido. E é isso.
Essa sessão começa com um curta de computação gráfica abstrato chamado Butterfly, o que te dá dez minutos pra um atraso básico. O filme ficaria ótimo em um telão de alguma loja de roupas hypada ou salão de beleza. E só. Tem esse "l´odeur de chien mouillé" que é interessante e bizarrinho. Tem tambem o "Manipai", muito interessante, um dos poucos curtas de computação gráfica realmente interessantes até agora. "O Mímico e a caixa" é mais um portfólio, e poderia se chamar "Mamãe, olha o que eu sei fazer no 3D!". Devia estar em uma das sessões portfolio, com desconto para diretores de arte de grandes agências. De preferência com distribuição de cartões de visita no final, pra agilizar a coisa. E o "The God" é divertido. E é isso.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : curtas metragens 6
Uma bela porcaria de sessão, com duas ótimas exceções: Le Chou e Stirtwalkers. O primeiro, francês, é simples e altamente simpático. Stirwalkers, canadense (como existem curtas de animação canadense, putz), e feito em stop motion, mostra um pescador que encontra algumas criaturas estranhas no alto mar e eventualmente descobre sua terrível origem. Ou não. Existe um curta brasileiro feito na Alemanha também, Dirigindo sozinho, que é vergonhoso, besta e feito pra Alemão ver.
Os ChubbChubbs é mais um daqueles trabalhos pra encher os olhos dos diretores da Pixar ou da Dreamworks. Um portfólio inofensivo, cheio de piadas nerds e fofinho. É só bater o olho que você percebe porque ele levou o Oscar de animação. O público adora, óbvio.
Uma bela porcaria de sessão, com duas ótimas exceções: Le Chou e Stirtwalkers. O primeiro, francês, é simples e altamente simpático. Stirwalkers, canadense (como existem curtas de animação canadense, putz), e feito em stop motion, mostra um pescador que encontra algumas criaturas estranhas no alto mar e eventualmente descobre sua terrível origem. Ou não. Existe um curta brasileiro feito na Alemanha também, Dirigindo sozinho, que é vergonhoso, besta e feito pra Alemão ver.
Os ChubbChubbs é mais um daqueles trabalhos pra encher os olhos dos diretores da Pixar ou da Dreamworks. Um portfólio inofensivo, cheio de piadas nerds e fofinho. É só bater o olho que você percebe porque ele levou o Oscar de animação. O público adora, óbvio.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : curtas metragens 5
O grande destaque dessa sessão é "La Femme Papillon", de cair o queixo. De cair o queixo também é "Consulta médica", curta brasileiro que começa bem e se transforma no pior desperdício de tempo de rendering jamais visto. "Noche de ronda" é bem legal. De um modo geral, é uma sessão bem boa.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : curtas metragens 17
Acho que o destaque dessa sessão seria o stop-motion "Age of ignorance", que é o responsável por deixar a exibição imprópria para menores. É um filme tão bobo e geniunamente besta que fica divertido. Um pouco longo, mas vale a pena. O "Black and White and Red all over" também é ótimo, uma história sobre dois pinguins detetives que tentam desvendar um assassino serial no polo norte. Animação tradicional, mas com um traço aerodinâmico belíssimo e.... higiênico.
O grande destaque dessa sessão é "La Femme Papillon", de cair o queixo. De cair o queixo também é "Consulta médica", curta brasileiro que começa bem e se transforma no pior desperdício de tempo de rendering jamais visto. "Noche de ronda" é bem legal. De um modo geral, é uma sessão bem boa.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : curtas metragens 17
Acho que o destaque dessa sessão seria o stop-motion "Age of ignorance", que é o responsável por deixar a exibição imprópria para menores. É um filme tão bobo e geniunamente besta que fica divertido. Um pouco longo, mas vale a pena. O "Black and White and Red all over" também é ótimo, uma história sobre dois pinguins detetives que tentam desvendar um assassino serial no polo norte. Animação tradicional, mas com um traço aerodinâmico belíssimo e.... higiênico.
Longe do Paraíso

Não fui assistir desavisado, já tendo devidamente sido apresentado a "Veneno", "À salvo" e "Velvet Goldmine", os filmes anteriores de Todd Haynes. Dessa maneira não me surpreendi quando descobri que "Longe do Paraíso" é um filme absolutamente bom. Em uma década de 50 de sonho (designers, seus vermes, atenção a direção de arte desse filme, ATENÇÂO!) aonde uma dona de casa modelo descobre um segredo e junto com seu marido e seu jardineiro se torna um excluída de uma utópica sociedade americana. Quem conhece o diretor já sabe que esse é um tema recorrente dele, em especial em uma das histórias de "Veneno".
E é lugar comum elogiar Juliana Moore e até o Dennis Quaid, mas o grande bizu é Dennis Haysbert que reprisa sem papel de homem bom e justo que ele fazia como o presidente Palmer na também ótima série 24 horas. O ex-astro da série de tv K-9000 deve ser a melhor relação custo-benefício do cinema americano atualmente, sem dúvida.
Aproveita porque na sala escura, ninguém vai te chamar de frutinha quando rolar aquela lagriminha tímida - É só um cisco, porra!

Não fui assistir desavisado, já tendo devidamente sido apresentado a "Veneno", "À salvo" e "Velvet Goldmine", os filmes anteriores de Todd Haynes. Dessa maneira não me surpreendi quando descobri que "Longe do Paraíso" é um filme absolutamente bom. Em uma década de 50 de sonho (designers, seus vermes, atenção a direção de arte desse filme, ATENÇÂO!) aonde uma dona de casa modelo descobre um segredo e junto com seu marido e seu jardineiro se torna um excluída de uma utópica sociedade americana. Quem conhece o diretor já sabe que esse é um tema recorrente dele, em especial em uma das histórias de "Veneno".
E é lugar comum elogiar Juliana Moore e até o Dennis Quaid, mas o grande bizu é Dennis Haysbert que reprisa sem papel de homem bom e justo que ele fazia como o presidente Palmer na também ótima série 24 horas. O ex-astro da série de tv K-9000 deve ser a melhor relação custo-benefício do cinema americano atualmente, sem dúvida.
Aproveita porque na sala escura, ninguém vai te chamar de frutinha quando rolar aquela lagriminha tímida - É só um cisco, porra!
sexta-feira, julho 11, 2003
Esqueci de dizer, o meu texto sobre Matrix Reloaded está publicado nacontracampo edição 51, na parte de plano geral. Quem não conheçe, é a melhor revista de cinema brasileira. Principalmente depois da publicação do meu texto, melhorou 100%!
Brincadeira, eles já mandavam bem antes do meu texto.
Brincadeira, eles já mandavam bem antes do meu texto.
Tiago Teixeira no maravilhoso mundo do Anima Mundi : Sessão Janet Pearlman
A primeira sessão da mostra no Odeon não podia ser mais decepcionante. Depois de um atraso de 10 minutos, um funcionário informa que o primeiro curta que seria exibido não chegou, notícia triste que logo iria se transformar em motivo de festa. Porque? Porque a obra da canadense Janet Pearlman é aquilo que os especialistas costumam chamar de "Um grandessissimo pé no saco". Animação chata, pouco inspirada em conjunto com enredos imbecis que não divertiriam uma criança de 6 anos e uma falta de humor assustadora. "Bully Dance", a saideira é a única peça interessante pelo menos estéticamente. Porque em termos de roteiro é rasa e com uma moral da história assustadora que prega que a justiça é feita quando criminosos provam de seu próprio remédio.
O mais assustador é descobrir que "Bully dance" teve patrocínio da Unicef e do Ministério da Justiça Canadense.
A primeira sessão da mostra no Odeon não podia ser mais decepcionante. Depois de um atraso de 10 minutos, um funcionário informa que o primeiro curta que seria exibido não chegou, notícia triste que logo iria se transformar em motivo de festa. Porque? Porque a obra da canadense Janet Pearlman é aquilo que os especialistas costumam chamar de "Um grandessissimo pé no saco". Animação chata, pouco inspirada em conjunto com enredos imbecis que não divertiriam uma criança de 6 anos e uma falta de humor assustadora. "Bully Dance", a saideira é a única peça interessante pelo menos estéticamente. Porque em termos de roteiro é rasa e com uma moral da história assustadora que prega que a justiça é feita quando criminosos provam de seu próprio remédio.
O mais assustador é descobrir que "Bully dance" teve patrocínio da Unicef e do Ministério da Justiça Canadense.
quinta-feira, julho 10, 2003
Da coluna Ooops, de Ricardo Feltrin:
O programa "Late Show" (Rede TV) decidiu comprar a briga com a Prefeitura de São Paulo, que está promovendo vivissecção em animais capturados. Vivissecção é o ato de dissecar animais vivos, para estudo de alguns fenômenos anatômicos e fisiológicos, além da pesquisa de doenças...
O fato é que a vivissecção é uma técnica arcaica, retrógrada e, pior de tudo, extremamente cruel. Países como Inglaterra deixaram de praticá-la há mais de 30 anos. O secretário municipal da Saúde, Gonçalo Vecina, aceitou discutir o "problema" no programa da Rede TV!
Morra Marta Suplicy, socialite de merda. Leva teu ex-marido chorão e teus filhos mimados junto, se não for dar muito trabalho.
O programa "Late Show" (Rede TV) decidiu comprar a briga com a Prefeitura de São Paulo, que está promovendo vivissecção em animais capturados. Vivissecção é o ato de dissecar animais vivos, para estudo de alguns fenômenos anatômicos e fisiológicos, além da pesquisa de doenças...
O fato é que a vivissecção é uma técnica arcaica, retrógrada e, pior de tudo, extremamente cruel. Países como Inglaterra deixaram de praticá-la há mais de 30 anos. O secretário municipal da Saúde, Gonçalo Vecina, aceitou discutir o "problema" no programa da Rede TV!
Morra Marta Suplicy, socialite de merda. Leva teu ex-marido chorão e teus filhos mimados junto, se não for dar muito trabalho.
Conversa na fila do cinema ontem, infelizmente não é primeira nem vai ser a última vez que eu vou ter que ouvir idiotices desse tipo:
- Annn... (Olhando os cartazes dos filmes) o que a gente vai ver amor?
- Não sei. O Nemo já esgotou?
- Já. E esse Longe do Paraíso, sabe sobre o que é?
- Não.
- An. E esse O Homem que copiava.
- Ah, esse é nacional.
- Sério? Vamos ver o Longe do Paraíso então.
- Annn... (Olhando os cartazes dos filmes) o que a gente vai ver amor?
- Não sei. O Nemo já esgotou?
- Já. E esse Longe do Paraíso, sabe sobre o que é?
- Não.
- An. E esse O Homem que copiava.
- Ah, esse é nacional.
- Sério? Vamos ver o Longe do Paraíso então.
quarta-feira, julho 09, 2003
Waiting for the moon

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas essa foto do Stuart Staples, vocalista e main man do Tindersticks abraçando uma mula não é suficiente para expressar toda a admiração que estou sentindo nesse exato momento pelo novo trabalho da banda, chamado Waiting for the moon. É um disco... atenção que eu vou usar um adjetivo altamente esquisitão agora... sublime.
Pronto, falei. Não adianta me sacanearem, estou seguro da minha masculinidade. E se essa boiolagem não te convenceu, olhe o que o crítico Alexis Petridis disse sobre a voz do amante de animais de carga ai em cima:
"Sua voz é um gosto curtido, como a carne de tubarão islandesa, enterrada por um ano e exumada quando podre."
Ah, confessa que você ficou curioso.

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas essa foto do Stuart Staples, vocalista e main man do Tindersticks abraçando uma mula não é suficiente para expressar toda a admiração que estou sentindo nesse exato momento pelo novo trabalho da banda, chamado Waiting for the moon. É um disco... atenção que eu vou usar um adjetivo altamente esquisitão agora... sublime.
Pronto, falei. Não adianta me sacanearem, estou seguro da minha masculinidade. E se essa boiolagem não te convenceu, olhe o que o crítico Alexis Petridis disse sobre a voz do amante de animais de carga ai em cima:
"Sua voz é um gosto curtido, como a carne de tubarão islandesa, enterrada por um ano e exumada quando podre."
Ah, confessa que você ficou curioso.
sexta-feira, julho 04, 2003
quinta-feira, julho 03, 2003
Graças ao Blogger, alguns posts do mês de maio sumiram, coisa que já foi resolvida enquanto vocês leêm essa frase. Algumas pessoas já estavam reclamando do desaparecimento do Matrix reloaded em 5 minutos e só queria informar que o texto voltou, aqui.
quarta-feira, julho 02, 2003
E pra ninguém me acusar de só existir como entidade virtual chata pra caramba, podem perguntar a Cora e ao Millôr se eu não existo. Muito prazer!
Trabalha nego
Pra ninguém me acusar de vagabundagem, quero deixar claro aqui que quando eu não estou escrevendo nesse blog eu estou trabalhando pra caramba. É isso aí, eu trabalho horrores. Querem provas? Essa semana por exemplo eu dei alguns últimos retoques no meu novo portfólio (que se encontra aqui). Agora tem até versão em ingrish. Deve estar cheio de erro de ortografia, deêm uma força aí que eu fiz correndo.
Pra ninguém me acusar de vagabundagem, quero deixar claro aqui que quando eu não estou escrevendo nesse blog eu estou trabalhando pra caramba. É isso aí, eu trabalho horrores. Querem provas? Essa semana por exemplo eu dei alguns últimos retoques no meu novo portfólio (que se encontra aqui). Agora tem até versão em ingrish. Deve estar cheio de erro de ortografia, deêm uma força aí que eu fiz correndo.
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