Fim de ano é tempo de mudanças e como reza o clichê geminiano, eu as adoro. O problema é que as mudanças dão muito trabalho e não consigo mais tempo pra escrever tanto nesse blog, por exemplo. Mas isso deve mudar no futuro, quem sabe?
Vejemos algumas coisas que mudaram. Ah, sim, agora sou oficialmente freelancer. Meu portfolio está uma caca (tiagoteixeira.com.br), mas assim que tiver tempo vou consertar isso. Enfim, se precisarem de alguma coisa me contratem porque eu preciso alimentar 3 gatos famintos com Royal Canin.
Depois eu desenvolvo isso, porque tenho que trabalhar. Não estou reclamando não hein, atentem. Estou adorando.
Meu nome é trabalho.
terça-feira, dezembro 06, 2005
Enobrece, homem.
Fim de ano é tempo de mudanças e como reza o clichê geminiano, eu as adoro. O problema é que as mudanças dão muito trabalho e não consigo mais tempo pra escrever tanto nesse blog, por exemplo. Mas isso deve mudar no futuro, quem sabe?
Vejemos algumas coisas que mudaram. Ah, sim, agora sou oficialmente freelancer. Meu portfolio está uma caca (tiagoteixeira.com.br), mas assim que tiver tempo vou consertar isso. Enfim, se precisarem de alguma coisa me contratem porque eu preciso alimentar 3 gatos famintos com Royal Canin.
Depois eu desenvolvo isso, porque tenho que trabalhar. Não estou reclamando não hein, atentem. Estou adorando.
Meu nome é trabalho.
Vejemos algumas coisas que mudaram. Ah, sim, agora sou oficialmente freelancer. Meu portfolio está uma caca (tiagoteixeira.com.br), mas assim que tiver tempo vou consertar isso. Enfim, se precisarem de alguma coisa me contratem porque eu preciso alimentar 3 gatos famintos com Royal Canin.
Depois eu desenvolvo isso, porque tenho que trabalhar. Não estou reclamando não hein, atentem. Estou adorando.
Meu nome é trabalho.
Enobrece, homem.
Fim de ano é tempo de mudanças e como reza o clichê geminiano, eu as adoro. O problema é que as mudanças dão muito trabalho e não consigo mais tempo pra escrever tanto nesse blog, por exemplo. Mas isso deve mudar no futuro, quem sabe?
Vejemos algumas coisas que mudaram. Ah, sim, agora sou oficialmente freelancer. Meu portfolio está uma caca (tiagoteixeira.com.br), mas assim que tiver tempo vou consertar isso. Enfim, se precisarem de alguma coisa me contratem porque eu preciso alimentar 3 gatos famintos com Royal Canin.
Depois eu desenvolvo isso, porque tenho que trabalhar. Não estou reclamando não hein, atentem. Estou adorando.
Meu nome é trabalho.
Vejemos algumas coisas que mudaram. Ah, sim, agora sou oficialmente freelancer. Meu portfolio está uma caca (tiagoteixeira.com.br), mas assim que tiver tempo vou consertar isso. Enfim, se precisarem de alguma coisa me contratem porque eu preciso alimentar 3 gatos famintos com Royal Canin.
Depois eu desenvolvo isso, porque tenho que trabalhar. Não estou reclamando não hein, atentem. Estou adorando.
Meu nome é trabalho.
domingo, novembro 27, 2005
Night of the Hunter

Sendo o aficcionado por Filme Noir que sou, sindo uma certa vergonha em dizer que nunca havia assistido 'Night of the Hunter', único filme de Charles Laughton, finalizado em 1955. Ele tem um punhado seleto de seguidores, o mais famoso talvez sendo Almodovar, que diz tê-lo assistido compulsivamente enquanto dirigia 'A Má Educação'. A guisa de tentar diminuir essa tremenda falha no meu caráter, me defendo dizendo que fatores técnicos me impediram de assisti-lo antes. Afinal, eu só tinha o dito cujo em um VHS empoeirado do finíssimo 'Festival Filme Noir' no falecido Telecine Classic. Festival que me permitiu assistir pérolas raras como Blue Dahlia e outras bezinhas. Ah, que saudade do Wilson Cunha na direção dos telecine. Sorte que hoje em dia existem as redes P2P para compensar a falta de uma programação de qualidade. Tais redes, alias, que me trouxeram 'Night of the Hunter' em alta qualidade direto para o conforto do meu lar.

Hoje sou uma pessoa redimida da negligência quase que criminosa do meu passado e posso dizer de boca cheia que 'Night of the Hunter' é o um dos filmes Noir mais perturbadores, doentios e expressionistas que eu tive o prazer de assistir. Mitchun, em estado de graça, é um pastor psicopata que anda pelos Estados Unidos salvando as almas de mulheres perdidas com a ajuda de um canivete automático. Na prisão, divide a cela com um condenado a morte que escondeu o dinheiro de seu último roubo com seus filhos e descobre um novo objetivo para sua vida. Após cumprir sua pena, o pastor casa com sua viúva, lentamente a transforma em uma maníaca religiosa e passa a aterrorizar seus dois filhos para descobrir aonde está o dinheiro. Isso bem debaixo do nariz da população da cidadezinha, que o adora.

Mitchun disse que o Pastor Harry Powell foi seu personagem preferido e isso é nítido. Cada afetação cruel do psicopata é criada com um cuidado impressionante, de quem além de adorar seu trabalho está se divertindo pra burro com aquilo. E tudo isso realçado com uma fotografia aterrorizante e um clima de conto de fadas embalado por uma trilha sonora bizarra que mistura cantigas religiosas com um coral de criançinhas. E as criançinhas? Meu Deus, como elas sofrem.
E eu só consigo torcer para o pastor. Damm kids.
Night of the Hunter

Sendo o aficcionado por Filme Noir que sou, sindo uma certa vergonha em dizer que nunca havia assistido 'Night of the Hunter', único filme de Charles Laughton, finalizado em 1955. Ele tem um punhado seleto de seguidores, o mais famoso talvez sendo Almodovar, que diz tê-lo assistido compulsivamente enquanto dirigia 'A Má Educação'. A guisa de tentar diminuir essa tremenda falha no meu caráter, me defendo dizendo que fatores técnicos me impediram de assisti-lo antes. Afinal, eu só tinha o dito cujo em um VHS empoeirado do finíssimo 'Festival Filme Noir' no falecido Telecine Classic. Festival que me permitiu assistir pérolas raras como Blue Dahlia e outras bezinhas. Ah, que saudade do Wilson Cunha na direção dos telecine. Sorte que hoje em dia existem as redes P2P para compensar a falta de uma programação de qualidade. Tais redes, alias, que me trouxeram 'Night of the Hunter' em alta qualidade direto para o conforto do meu lar.

Hoje sou uma pessoa redimida da negligência quase que criminosa do meu passado e posso dizer de boca cheia que 'Night of the Hunter' é o um dos filmes Noir mais perturbadores, doentios e expressionistas que eu tive o prazer de assistir. Mitchun, em estado de graça, é um pastor psicopata que anda pelos Estados Unidos salvando as almas de mulheres perdidas com a ajuda de um canivete automático. Na prisão, divide a cela com um condenado a morte que escondeu o dinheiro de seu último roubo com seus filhos e descobre um novo objetivo para sua vida. Após cumprir sua pena, o pastor casa com sua viúva, lentamente a transforma em uma maníaca religiosa e passa a aterrorizar seus dois filhos para descobrir aonde está o dinheiro. Isso bem debaixo do nariz da população da cidadezinha, que o adora.

Mitchun disse que o Pastor Harry Powell foi seu personagem preferido e isso é nítido. Cada afetação cruel do psicopata é criada com um cuidado impressionante, de quem além de adorar seu trabalho está se divertindo pra burro com aquilo. E tudo isso realçado com uma fotografia aterrorizante e um clima de conto de fadas embalado por uma trilha sonora bizarra que mistura cantigas religiosas com um coral de criançinhas. E as criançinhas? Meu Deus, como elas sofrem.
E eu só consigo torcer para o pastor. Damm kids.
Night of the Hunter

Sendo o aficcionado por Filme Noir que sou, sindo uma certa vergonha em dizer que nunca havia assistido 'Night of the Hunter', único filme de Charles Laughton, finalizado em 1955. Ele tem um punhado seleto de seguidores, o mais famoso talvez sendo Almodovar, que diz tê-lo assistido compulsivamente enquanto dirigia 'A Má Educação'. A guisa de tentar diminuir essa tremenda falha no meu caráter, me defendo dizendo que fatores técnicos me impediram de assisti-lo antes. Afinal, eu só tinha o dito cujo em um VHS empoeirado do finíssimo 'Festival Filme Noir' no falecido Telecine Classic. Festival que me permitiu assistir pérolas raras como Blue Dahlia e outras bezinhas. Ah, que saudade do Wilson Cunha na direção dos telecine. Sorte que hoje em dia existem as redes P2P para compensar a falta de uma programação de qualidade. Tais redes, alias, que me trouxeram 'Night of the Hunter' em alta qualidade direto para o conforto do meu lar.

Hoje sou uma pessoa redimida da negligência quase que criminosa do meu passado e posso dizer de boca cheia que 'Night of the Hunter' é o um dos filmes Noir mais perturbadores, doentios e expressionistas que eu tive o prazer de assistir. Mitchun, em estado de graça, é um pastor psicopata que anda pelos Estados Unidos salvando as almas de mulheres perdidas com a ajuda de um canivete automático. Na prisão, divide a cela com um condenado a morte que escondeu o dinheiro de seu último roubo com seus filhos e descobre um novo objetivo para sua vida. Após cumprir sua pena, o pastor casa com sua viúva, lentamente a transforma em uma maníaca religiosa e passa a aterrorizar seus dois filhos para descobrir aonde está o dinheiro. Isso bem debaixo do nariz da população da cidadezinha, que o adora.

Mitchun disse que o Pastor Harry Powell foi seu personagem preferido e isso é nítido. Cada afetação cruel do psicopata é criada com um cuidado impressionante, de quem além de adorar seu trabalho está se divertindo pra burro com aquilo. E tudo isso realçado com uma fotografia aterrorizante e um clima de conto de fadas embalado por uma trilha sonora bizarra que mistura cantigas religiosas com um coral de criançinhas. E as criançinhas? Meu Deus, como elas sofrem.
E eu só consigo torcer para o pastor. Damm kids.
sexta-feira, novembro 25, 2005
Ei, Joey

Biiiicho. Que que é isso, amico!
O filme acabou e eu não conseguia pensar em mais nada. Fiquei olhando pra tela escura dos créditos completamente aparvalhado. Cacilda, peregrino.
Marcas da violência é o melhor Crononberg que eu assito em muito tempo. E o Viggo Mortensen, quem diria, atua like hell.
Na terceira sessão em que eu permaneci congelado na mesma posição, os funcionários do Arteplex tiveram que me carregar pra fora do cinema e me deixaram em um cantinho da lanchonete do lado, aonde eu continuei olhando para o infinito sem pensar em nada. De madrugada uma velhinha me cobriu com um jornal e me deu uma barra de nutry (ela ia me dar um sanduiche de mortadela, mas achou que eu precisava de uma dieta). A humanidade ainda tem solução.
Ei, Joey

Biiiicho. Que que é isso, amico!
O filme acabou e eu não conseguia pensar em mais nada. Fiquei olhando pra tela escura dos créditos completamente aparvalhado. Cacilda, peregrino.
Marcas da violência é o melhor Crononberg que eu assito em muito tempo. E o Viggo Mortensen, quem diria, atua like hell.
Na terceira sessão em que eu permaneci congelado na mesma posição, os funcionários do Arteplex tiveram que me carregar pra fora do cinema e me deixaram em um cantinho da lanchonete do lado, aonde eu continuei olhando para o infinito sem pensar em nada. De madrugada uma velhinha me cobriu com um jornal e me deu uma barra de nutry (ela ia me dar um sanduiche de mortadela, mas achou que eu precisava de uma dieta). A humanidade ainda tem solução.
Ei, Joey

Biiiicho. Que que é isso, amico!
O filme acabou e eu não conseguia pensar em mais nada. Fiquei olhando pra tela escura dos créditos completamente aparvalhado. Cacilda, peregrino.
Marcas da violência é o melhor Crononberg que eu assito em muito tempo. E o Viggo Mortensen, quem diria, atua like hell.
Na terceira sessão em que eu permaneci congelado na mesma posição, os funcionários do Arteplex tiveram que me carregar pra fora do cinema e me deixaram em um cantinho da lanchonete do lado, aonde eu continuei olhando para o infinito sem pensar em nada. De madrugada uma velhinha me cobriu com um jornal e me deu uma barra de nutry (ela ia me dar um sanduiche de mortadela, mas achou que eu precisava de uma dieta). A humanidade ainda tem solução.
quinta-feira, novembro 17, 2005
All work and no play
Então, coisas legais do momento:
Art Brut
Punk Londrino seco, energético e com aquele senso de humor escrotíssimo que só os ingleses tem. O cd Modern Art é divertidíssimo em seus poucos minutos de músicas desesperadas e sem bulshit. O nome da banda vem de um termo que o pintor Jean Debuffet's usava para se referir a arte de doentes mentais ou marginalizados. Daí você já entende o conceito.
Gastr del sol
A inspiração maior do The Books, apesar de ser indie é altos legal.
No direction home soundtrack
Já baixei mas não assisti ao documentário de 3 horas do Scorcese sobre o mito Bob Dylan, mas a trilha sonora já da pra ter um gostinho que vem coisas sinistríssimas por aí. Bizarramente bom. Baixe. Ops, compre.
X-men Legends II
Eu não costumo jogar muito no computador porque simplesemente não tenho tempo. Mas juro que estou tentando terminar esse aí. Fico revivendo a época de ouro da revista e montando grupos com Noturno, Colossus, Ciclope e Vampira. Tudo bem que botaram uma voz de retardado mental no russo, mas fora o detalhe o jogo é batuta.
Sem tempo, sem idéias, sem graça. É o TT fim de ano 2005. SALVE-SE QUEM PUDER.
Art Brut
Punk Londrino seco, energético e com aquele senso de humor escrotíssimo que só os ingleses tem. O cd Modern Art é divertidíssimo em seus poucos minutos de músicas desesperadas e sem bulshit. O nome da banda vem de um termo que o pintor Jean Debuffet's usava para se referir a arte de doentes mentais ou marginalizados. Daí você já entende o conceito.
Gastr del sol
A inspiração maior do The Books, apesar de ser indie é altos legal.
No direction home soundtrack
Já baixei mas não assisti ao documentário de 3 horas do Scorcese sobre o mito Bob Dylan, mas a trilha sonora já da pra ter um gostinho que vem coisas sinistríssimas por aí. Bizarramente bom. Baixe. Ops, compre.
X-men Legends II
Eu não costumo jogar muito no computador porque simplesemente não tenho tempo. Mas juro que estou tentando terminar esse aí. Fico revivendo a época de ouro da revista e montando grupos com Noturno, Colossus, Ciclope e Vampira. Tudo bem que botaram uma voz de retardado mental no russo, mas fora o detalhe o jogo é batuta.
Sem tempo, sem idéias, sem graça. É o TT fim de ano 2005. SALVE-SE QUEM PUDER.
All work and no play
Então, coisas legais do momento:
Art Brut
Punk Londrino seco, energético e com aquele senso de humor escrotíssimo que só os ingleses tem. O cd Modern Art é divertidíssimo em seus poucos minutos de músicas desesperadas e sem bulshit. O nome da banda vem de um termo que o pintor Jean Debuffet's usava para se referir a arte de doentes mentais ou marginalizados. Daí você já entende o conceito.
Gastr del sol
A inspiração maior do The Books, apesar de ser indie é altos legal.
No direction home soundtrack
Já baixei mas não assisti ao documentário de 3 horas do Scorcese sobre o mito Bob Dylan, mas a trilha sonora já da pra ter um gostinho que vem coisas sinistríssimas por aí. Bizarramente bom. Baixe. Ops, compre.
X-men Legends II
Eu não costumo jogar muito no computador porque simplesemente não tenho tempo. Mas juro que estou tentando terminar esse aí. Fico revivendo a época de ouro da revista e montando grupos com Noturno, Colossus, Ciclope e Vampira. Tudo bem que botaram uma voz de retardado mental no russo, mas fora o detalhe o jogo é batuta.
Sem tempo, sem idéias, sem graça. É o TT fim de ano 2005. SALVE-SE QUEM PUDER.
Art Brut
Punk Londrino seco, energético e com aquele senso de humor escrotíssimo que só os ingleses tem. O cd Modern Art é divertidíssimo em seus poucos minutos de músicas desesperadas e sem bulshit. O nome da banda vem de um termo que o pintor Jean Debuffet's usava para se referir a arte de doentes mentais ou marginalizados. Daí você já entende o conceito.
Gastr del sol
A inspiração maior do The Books, apesar de ser indie é altos legal.
No direction home soundtrack
Já baixei mas não assisti ao documentário de 3 horas do Scorcese sobre o mito Bob Dylan, mas a trilha sonora já da pra ter um gostinho que vem coisas sinistríssimas por aí. Bizarramente bom. Baixe. Ops, compre.
X-men Legends II
Eu não costumo jogar muito no computador porque simplesemente não tenho tempo. Mas juro que estou tentando terminar esse aí. Fico revivendo a época de ouro da revista e montando grupos com Noturno, Colossus, Ciclope e Vampira. Tudo bem que botaram uma voz de retardado mental no russo, mas fora o detalhe o jogo é batuta.
Sem tempo, sem idéias, sem graça. É o TT fim de ano 2005. SALVE-SE QUEM PUDER.
All work and no play
Então, coisas legais do momento:
Art Brut
Punk Londrino seco, energético e com aquele senso de humor escrotíssimo que só os ingleses tem. O cd Modern Art é divertidíssimo em seus poucos minutos de músicas desesperadas e sem bulshit. O nome da banda vem de um termo que o pintor Jean Debuffet's usava para se referir a arte de doentes mentais ou marginalizados. Daí você já entende o conceito.
Gastr del sol
A inspiração maior do The Books, apesar de ser indie é altos legal.
No direction home soundtrack
Já baixei mas não assisti ao documentário de 3 horas do Scorcese sobre o mito Bob Dylan, mas a trilha sonora já da pra ter um gostinho que vem coisas sinistríssimas por aí. Bizarramente bom. Baixe. Ops, compre.
X-men Legends II
Eu não costumo jogar muito no computador porque simplesemente não tenho tempo. Mas juro que estou tentando terminar esse aí. Fico revivendo a época de ouro da revista e montando grupos com Noturno, Colossus, Ciclope e Vampira. Tudo bem que botaram uma voz de retardado mental no russo, mas fora o detalhe o jogo é batuta.
Sem tempo, sem idéias, sem graça. É o TT fim de ano 2005. SALVE-SE QUEM PUDER.
Art Brut
Punk Londrino seco, energético e com aquele senso de humor escrotíssimo que só os ingleses tem. O cd Modern Art é divertidíssimo em seus poucos minutos de músicas desesperadas e sem bulshit. O nome da banda vem de um termo que o pintor Jean Debuffet's usava para se referir a arte de doentes mentais ou marginalizados. Daí você já entende o conceito.
Gastr del sol
A inspiração maior do The Books, apesar de ser indie é altos legal.
No direction home soundtrack
Já baixei mas não assisti ao documentário de 3 horas do Scorcese sobre o mito Bob Dylan, mas a trilha sonora já da pra ter um gostinho que vem coisas sinistríssimas por aí. Bizarramente bom. Baixe. Ops, compre.
X-men Legends II
Eu não costumo jogar muito no computador porque simplesemente não tenho tempo. Mas juro que estou tentando terminar esse aí. Fico revivendo a época de ouro da revista e montando grupos com Noturno, Colossus, Ciclope e Vampira. Tudo bem que botaram uma voz de retardado mental no russo, mas fora o detalhe o jogo é batuta.
Sem tempo, sem idéias, sem graça. É o TT fim de ano 2005. SALVE-SE QUEM PUDER.
terça-feira, novembro 15, 2005
Michael!
Michael Jackson surpreendido num banheiro de mulheres em Dubai
Quem é o jornalista responsável? Esse cara merece o Pulitzer. Melhor manchete do ano, forchrissakes.
Quem é o jornalista responsável? Esse cara merece o Pulitzer. Melhor manchete do ano, forchrissakes.
Michael!
Michael Jackson surpreendido num banheiro de mulheres em Dubai
Quem é o jornalista responsável? Esse cara merece o Pulitzer. Melhor manchete do ano, forchrissakes.
Quem é o jornalista responsável? Esse cara merece o Pulitzer. Melhor manchete do ano, forchrissakes.
Michael!
Michael Jackson surpreendido num banheiro de mulheres em Dubai
Quem é o jornalista responsável? Esse cara merece o Pulitzer. Melhor manchete do ano, forchrissakes.
Quem é o jornalista responsável? Esse cara merece o Pulitzer. Melhor manchete do ano, forchrissakes.
segunda-feira, novembro 14, 2005
Michkin fingindo ser um gato bom.
Agora eu tenho um flickr. Um luxo. Coisa fina. Pra compensar a falta de palavras por aqui, uma imagem.
Tudo porque eu comprei uma câmera nova do meu amiguinho Darcy. Uhu.
Tudo porque eu comprei uma câmera nova do meu amiguinho Darcy. Uhu.
Michkin fingindo ser um gato bom.
Agora eu tenho um flickr. Um luxo. Coisa fina. Pra compensar a falta de palavras por aqui, uma imagem.
Tudo porque eu comprei uma câmera nova do meu amiguinho Darcy. Uhu.
Tudo porque eu comprei uma câmera nova do meu amiguinho Darcy. Uhu.
Michkin fingindo ser um gato bom.
Agora eu tenho um flickr. Um luxo. Coisa fina. Pra compensar a falta de palavras por aqui, uma imagem.
Tudo porque eu comprei uma câmera nova do meu amiguinho Darcy. Uhu.
Tudo porque eu comprei uma câmera nova do meu amiguinho Darcy. Uhu.
terça-feira, novembro 01, 2005
Omeleta de Ogun
De longe já dava pra perceber que eu ia ter problemas. Haviam três deles. O Zé Pilintra estava encostado no meu carro, que aliás só vê água quando chove, vestindo um terno branco que continuava imaculado apesar do atrito com a sujeira. Ele estava fazendo as unhas com uma navalha, enquanto ouvia um som alto de um aparelho portátil a seus pés - um funk alto que embalava a dança frenética das duas pomba-giras dançando na porta do meu prédio.
Passei olhando reto, para o infinito, avoiding eye contact como reza a cartilha. Não adiantou. - Tá filiz agora, misifio? - O Pilintra mandou, com aquela marra de malandrão que só as entidades do Candomblé sabem fazer. Então era verdade, eles haviam destruído meu blog de propósito. Trincando os dentes, segui meu caminho e entrei no prédio. Do lado de fora, os três gritavam impropérios sobre a minha masculinidade, minha carreira de designer e minha faculdade de cinema. Eles sabiam aonde mirar.
Na manhã seguinte meu carro estava todo grafitado, os vidros quebrados, as rodas não estavam em nenhum lugar a vista. Uma família humilde tinha construído um barraco dentro do meu fiesta 2000. Chamei a polícia mas o César Maia disse ser contra qualquer tipo de remoção de pobres e os PMs ficaram parados do lado do carro olhando o grupo de 7 pessoas que estavam fritando um ovo em cima da minha caixa de câmbio.
Orixás definitivamente não sabem levar uma brincadeira na esportiva.
Passei olhando reto, para o infinito, avoiding eye contact como reza a cartilha. Não adiantou. - Tá filiz agora, misifio? - O Pilintra mandou, com aquela marra de malandrão que só as entidades do Candomblé sabem fazer. Então era verdade, eles haviam destruído meu blog de propósito. Trincando os dentes, segui meu caminho e entrei no prédio. Do lado de fora, os três gritavam impropérios sobre a minha masculinidade, minha carreira de designer e minha faculdade de cinema. Eles sabiam aonde mirar.
Na manhã seguinte meu carro estava todo grafitado, os vidros quebrados, as rodas não estavam em nenhum lugar a vista. Uma família humilde tinha construído um barraco dentro do meu fiesta 2000. Chamei a polícia mas o César Maia disse ser contra qualquer tipo de remoção de pobres e os PMs ficaram parados do lado do carro olhando o grupo de 7 pessoas que estavam fritando um ovo em cima da minha caixa de câmbio.
Orixás definitivamente não sabem levar uma brincadeira na esportiva.
Omeleta de Ogun
De longe já dava pra perceber que eu ia ter problemas. Haviam três deles. O Zé Pilintra estava encostado no meu carro, que aliás só vê água quando chove, vestindo um terno branco que continuava imaculado apesar do atrito com a sujeira. Ele estava fazendo as unhas com uma navalha, enquanto ouvia um som alto de um aparelho portátil a seus pés - um funk alto que embalava a dança frenética das duas pomba-giras dançando na porta do meu prédio.
Passei olhando reto, para o infinito, avoiding eye contact como reza a cartilha. Não adiantou. - Tá filiz agora, misifio? - O Pilintra mandou, com aquela marra de malandrão que só as entidades do Candomblé sabem fazer. Então era verdade, eles haviam destruído meu blog de propósito. Trincando os dentes, segui meu caminho e entrei no prédio. Do lado de fora, os três gritavam impropérios sobre a minha masculinidade, minha carreira de designer e minha faculdade de cinema. Eles sabiam aonde mirar.
Na manhã seguinte meu carro estava todo grafitado, os vidros quebrados, as rodas não estavam em nenhum lugar a vista. Uma família humilde tinha construído um barraco dentro do meu fiesta 2000. Chamei a polícia mas o César Maia disse ser contra qualquer tipo de remoção de pobres e os PMs ficaram parados do lado do carro olhando o grupo de 7 pessoas que estavam fritando um ovo em cima da minha caixa de câmbio.
Orixás definitivamente não sabem levar uma brincadeira na esportiva.
Passei olhando reto, para o infinito, avoiding eye contact como reza a cartilha. Não adiantou. - Tá filiz agora, misifio? - O Pilintra mandou, com aquela marra de malandrão que só as entidades do Candomblé sabem fazer. Então era verdade, eles haviam destruído meu blog de propósito. Trincando os dentes, segui meu caminho e entrei no prédio. Do lado de fora, os três gritavam impropérios sobre a minha masculinidade, minha carreira de designer e minha faculdade de cinema. Eles sabiam aonde mirar.
Na manhã seguinte meu carro estava todo grafitado, os vidros quebrados, as rodas não estavam em nenhum lugar a vista. Uma família humilde tinha construído um barraco dentro do meu fiesta 2000. Chamei a polícia mas o César Maia disse ser contra qualquer tipo de remoção de pobres e os PMs ficaram parados do lado do carro olhando o grupo de 7 pessoas que estavam fritando um ovo em cima da minha caixa de câmbio.
Orixás definitivamente não sabem levar uma brincadeira na esportiva.
Omeleta de Ogun
De longe já dava pra perceber que eu ia ter problemas. Haviam três deles. O Zé Pilintra estava encostado no meu carro, que aliás só vê água quando chove, vestindo um terno branco que continuava imaculado apesar do atrito com a sujeira. Ele estava fazendo as unhas com uma navalha, enquanto ouvia um som alto de um aparelho portátil a seus pés - um funk alto que embalava a dança frenética das duas pomba-giras dançando na porta do meu prédio.
Passei olhando reto, para o infinito, avoiding eye contact como reza a cartilha. Não adiantou. - Tá filiz agora, misifio? - O Pilintra mandou, com aquela marra de malandrão que só as entidades do Candomblé sabem fazer. Então era verdade, eles haviam destruído meu blog de propósito. Trincando os dentes, segui meu caminho e entrei no prédio. Do lado de fora, os três gritavam impropérios sobre a minha masculinidade, minha carreira de designer e minha faculdade de cinema. Eles sabiam aonde mirar.
Na manhã seguinte meu carro estava todo grafitado, os vidros quebrados, as rodas não estavam em nenhum lugar a vista. Uma família humilde tinha construído um barraco dentro do meu fiesta 2000. Chamei a polícia mas o César Maia disse ser contra qualquer tipo de remoção de pobres e os PMs ficaram parados do lado do carro olhando o grupo de 7 pessoas que estavam fritando um ovo em cima da minha caixa de câmbio.
Orixás definitivamente não sabem levar uma brincadeira na esportiva.
Passei olhando reto, para o infinito, avoiding eye contact como reza a cartilha. Não adiantou. - Tá filiz agora, misifio? - O Pilintra mandou, com aquela marra de malandrão que só as entidades do Candomblé sabem fazer. Então era verdade, eles haviam destruído meu blog de propósito. Trincando os dentes, segui meu caminho e entrei no prédio. Do lado de fora, os três gritavam impropérios sobre a minha masculinidade, minha carreira de designer e minha faculdade de cinema. Eles sabiam aonde mirar.
Na manhã seguinte meu carro estava todo grafitado, os vidros quebrados, as rodas não estavam em nenhum lugar a vista. Uma família humilde tinha construído um barraco dentro do meu fiesta 2000. Chamei a polícia mas o César Maia disse ser contra qualquer tipo de remoção de pobres e os PMs ficaram parados do lado do carro olhando o grupo de 7 pessoas que estavam fritando um ovo em cima da minha caixa de câmbio.
Orixás definitivamente não sabem levar uma brincadeira na esportiva.
segunda-feira, outubro 31, 2005
Ê misifio!
Daniel Sansão aponta um fato relevante: Meu último post no antigo carne víbora falava sobre o Zé Pilitra e fazia piadas sobre o centro espírita na minha rua. Tá explicado a morte súbida. Foi macumba.
Ê misifio!
Daniel Sansão aponta um fato relevante: Meu último post no antigo carne víbora falava sobre o Zé Pilitra e fazia piadas sobre o centro espírita na minha rua. Tá explicado a morte súbida. Foi macumba.
Ê misifio!
Daniel Sansão aponta um fato relevante: Meu último post no antigo carne víbora falava sobre o Zé Pilitra e fazia piadas sobre o centro espírita na minha rua. Tá explicado a morte súbida. Foi macumba.
All things must pass
Eu sumi porque ando bizarramente ocupado. E também porque fiquei desgostoso com a minha burrice depois que destruí o outro blog. Mas eu acho esse processo de renascimento super bacana, a destruição regular dos meus blogs é um processo cósmico necessário para a manutenção da harmonia na blogsofera.
Esse é o que? Sétimo? No primeiro eu atualizava na munheca mesmo. Nem existia o nome blog. Era um sistema em CGI que eu demorei uma semana pra adaptar pro que eu queria. Ok, eu sou um Estegossauro da Internet.
Ocupado com o que, Cavaquinho? Em boa parte com o Camiseteria, que é meu filho novo junto com os amiguinhos Rodrigo Darcy e Fábio Seixas. Saiu coleção nova, está tudo acabando, a qualidade das camisetas está excepcional (coorporativismo a parte) e não, eu não estou rico. Muito pelo contrário, mais pobre do que nunca. Cadê o exército da Salvação nessas horas? Nova Orleans é o escambau, e o papai aqui?

Na foto, clicada pelo camaradinha Sblen Mantovani: Murilo, Natasha, Fabiano e Luna (da Ford) em um fim de tarde divertido na Urca. Ana Quitéria produziu a arte, o Carlos maquiou, eu enchi o saco, liguei pra um monte de gente e segurei o rebatedor que nem a minha cara. Apesar da minha ajuda o Sblen se virou.
É isso. Vocês pobres vão ficar reclamando que 45 bagarotes é muito dinheiro. Ora, não me faça rir. As camisetas da Hering custam o mesmo preço e todo mundo compra feliz. Vâo catar coquinhos que estamos falando que um PODRUTO de qualidade aqui, meu senhor, minha senhora. Coçem o bolso, macacada, e tirem esse designer da bancarrota.
Esse é o que? Sétimo? No primeiro eu atualizava na munheca mesmo. Nem existia o nome blog. Era um sistema em CGI que eu demorei uma semana pra adaptar pro que eu queria. Ok, eu sou um Estegossauro da Internet.
Ocupado com o que, Cavaquinho? Em boa parte com o Camiseteria, que é meu filho novo junto com os amiguinhos Rodrigo Darcy e Fábio Seixas. Saiu coleção nova, está tudo acabando, a qualidade das camisetas está excepcional (coorporativismo a parte) e não, eu não estou rico. Muito pelo contrário, mais pobre do que nunca. Cadê o exército da Salvação nessas horas? Nova Orleans é o escambau, e o papai aqui?

Na foto, clicada pelo camaradinha Sblen Mantovani: Murilo, Natasha, Fabiano e Luna (da Ford) em um fim de tarde divertido na Urca. Ana Quitéria produziu a arte, o Carlos maquiou, eu enchi o saco, liguei pra um monte de gente e segurei o rebatedor que nem a minha cara. Apesar da minha ajuda o Sblen se virou.
É isso. Vocês pobres vão ficar reclamando que 45 bagarotes é muito dinheiro. Ora, não me faça rir. As camisetas da Hering custam o mesmo preço e todo mundo compra feliz. Vâo catar coquinhos que estamos falando que um PODRUTO de qualidade aqui, meu senhor, minha senhora. Coçem o bolso, macacada, e tirem esse designer da bancarrota.
All things must pass
Eu sumi porque ando bizarramente ocupado. E também porque fiquei desgostoso com a minha burrice depois que destruí o outro blog. Mas eu acho esse processo de renascimento super bacana, a destruição regular dos meus blogs é um processo cósmico necessário para a manutenção da harmonia na blogsofera.
Esse é o que? Sétimo? No primeiro eu atualizava na munheca mesmo. Nem existia o nome blog. Era um sistema em CGI que eu demorei uma semana pra adaptar pro que eu queria. Ok, eu sou um Estegossauro da Internet.
Ocupado com o que, Cavaquinho? Em boa parte com o Camiseteria, que é meu filho novo junto com os amiguinhos Rodrigo Darcy e Fábio Seixas. Saiu coleção nova, está tudo acabando, a qualidade das camisetas está excepcional (coorporativismo a parte) e não, eu não estou rico. Muito pelo contrário, mais pobre do que nunca. Cadê o exército da Salvação nessas horas? Nova Orleans é o escambau, e o papai aqui?

Na foto, clicada pelo camaradinha Sblen Mantovani: Murilo, Natasha, Fabiano e Luna (da Ford) em um fim de tarde divertido na Urca. Ana Quitéria produziu a arte, o Carlos maquiou, eu enchi o saco, liguei pra um monte de gente e segurei o rebatedor que nem a minha cara. Apesar da minha ajuda o Sblen se virou.
É isso. Vocês pobres vão ficar reclamando que 45 bagarotes é muito dinheiro. Ora, não me faça rir. As camisetas da Hering custam o mesmo preço e todo mundo compra feliz. Vâo catar coquinhos que estamos falando que um PODRUTO de qualidade aqui, meu senhor, minha senhora. Coçem o bolso, macacada, e tirem esse designer da bancarrota.
Esse é o que? Sétimo? No primeiro eu atualizava na munheca mesmo. Nem existia o nome blog. Era um sistema em CGI que eu demorei uma semana pra adaptar pro que eu queria. Ok, eu sou um Estegossauro da Internet.
Ocupado com o que, Cavaquinho? Em boa parte com o Camiseteria, que é meu filho novo junto com os amiguinhos Rodrigo Darcy e Fábio Seixas. Saiu coleção nova, está tudo acabando, a qualidade das camisetas está excepcional (coorporativismo a parte) e não, eu não estou rico. Muito pelo contrário, mais pobre do que nunca. Cadê o exército da Salvação nessas horas? Nova Orleans é o escambau, e o papai aqui?

Na foto, clicada pelo camaradinha Sblen Mantovani: Murilo, Natasha, Fabiano e Luna (da Ford) em um fim de tarde divertido na Urca. Ana Quitéria produziu a arte, o Carlos maquiou, eu enchi o saco, liguei pra um monte de gente e segurei o rebatedor que nem a minha cara. Apesar da minha ajuda o Sblen se virou.
É isso. Vocês pobres vão ficar reclamando que 45 bagarotes é muito dinheiro. Ora, não me faça rir. As camisetas da Hering custam o mesmo preço e todo mundo compra feliz. Vâo catar coquinhos que estamos falando que um PODRUTO de qualidade aqui, meu senhor, minha senhora. Coçem o bolso, macacada, e tirem esse designer da bancarrota.
All things must pass
Eu sumi porque ando bizarramente ocupado. E também porque fiquei desgostoso com a minha burrice depois que destruí o outro blog. Mas eu acho esse processo de renascimento super bacana, a destruição regular dos meus blogs é um processo cósmico necessário para a manutenção da harmonia na blogsofera.
Esse é o que? Sétimo? No primeiro eu atualizava na munheca mesmo. Nem existia o nome blog. Era um sistema em CGI que eu demorei uma semana pra adaptar pro que eu queria. Ok, eu sou um Estegossauro da Internet.
Ocupado com o que, Cavaquinho? Em boa parte com o Camiseteria, que é meu filho novo junto com os amiguinhos Rodrigo Darcy e Fábio Seixas. Saiu coleção nova, está tudo acabando, a qualidade das camisetas está excepcional (coorporativismo a parte) e não, eu não estou rico. Muito pelo contrário, mais pobre do que nunca. Cadê o exército da Salvação nessas horas? Nova Orleans é o escambau, e o papai aqui?

Na foto, clicada pelo camaradinha Sblen Mantovani: Murilo, Natasha, Fabiano e Luna (da Ford) em um fim de tarde divertido na Urca. Ana Quitéria produziu a arte, o Carlos maquiou, eu enchi o saco, liguei pra um monte de gente e segurei o rebatedor que nem a minha cara. Apesar da minha ajuda o Sblen se virou.
É isso. Vocês pobres vão ficar reclamando que 45 bagarotes é muito dinheiro. Ora, não me faça rir. As camisetas da Hering custam o mesmo preço e todo mundo compra feliz. Vâo catar coquinhos que estamos falando que um PODRUTO de qualidade aqui, meu senhor, minha senhora. Coçem o bolso, macacada, e tirem esse designer da bancarrota.
Esse é o que? Sétimo? No primeiro eu atualizava na munheca mesmo. Nem existia o nome blog. Era um sistema em CGI que eu demorei uma semana pra adaptar pro que eu queria. Ok, eu sou um Estegossauro da Internet.
Ocupado com o que, Cavaquinho? Em boa parte com o Camiseteria, que é meu filho novo junto com os amiguinhos Rodrigo Darcy e Fábio Seixas. Saiu coleção nova, está tudo acabando, a qualidade das camisetas está excepcional (coorporativismo a parte) e não, eu não estou rico. Muito pelo contrário, mais pobre do que nunca. Cadê o exército da Salvação nessas horas? Nova Orleans é o escambau, e o papai aqui?

Na foto, clicada pelo camaradinha Sblen Mantovani: Murilo, Natasha, Fabiano e Luna (da Ford) em um fim de tarde divertido na Urca. Ana Quitéria produziu a arte, o Carlos maquiou, eu enchi o saco, liguei pra um monte de gente e segurei o rebatedor que nem a minha cara. Apesar da minha ajuda o Sblen se virou.
É isso. Vocês pobres vão ficar reclamando que 45 bagarotes é muito dinheiro. Ora, não me faça rir. As camisetas da Hering custam o mesmo preço e todo mundo compra feliz. Vâo catar coquinhos que estamos falando que um PODRUTO de qualidade aqui, meu senhor, minha senhora. Coçem o bolso, macacada, e tirem esse designer da bancarrota.
segunda-feira, outubro 24, 2005
Fogo no Fliperama
Quando você não tem expectativa alguma sobre um show, aquela supresa de ir esperando nada e receber um espetáculo é uma maravilha. Mas ir esperando um show bom pra burro e receber um show bom pra burro também não é uma experiência nada ruim.
A Arcade Fire era o que eu mais queria assistir no Tim Festival (e no fim, foi a única atração que eu assisti do início ao fim) e apesar de cabisbaixo e nauseabundo por não ter podido dançar o funkão da M.I.A. por um problema de horário, fiquei absolutamente satisfeito com a minha programação frugal.
Há muito tempo que eu não via uma banda tão empolgada com a própria música, tão energética, tão satisfeita de tocar. O Arcade Fire é inquieto até na formação dos músicos, que trocam de instrumento a cada música, uma cirandinha com direito a um membro dedicado estritamente a tocar o terror no palco, batucando em qualquer coisa sólida o suficiente para tal, se pendurando nas estruturas metálicas, amarrando um dos membros da banda com um fio enquanto ele tentava tocar guitarra, coisas do tipo. Mas não era tipice, como parece, era uma coisa sincera, pelo menos pra mim pareceu. Era uma manifestação legítmia de roquenrouzisse. Eu não via nada assim desde o antológico show do Rapture a uns anos atrás.
Foi uma coisa nova, cheia de vida, uma força que ficou mais aparente ainda quando subiu a estrela da noite (em teoria), o Wilco. Fizeram um show competente, com todos aqueles clichês, mas inegavelmente de alta qualidade. Eu olhava para aquilo e não conseguia parar de ver uma mumificação em vida do indie rock, com direito a um vocalista que era a cara do Cauby. E olha que eu gosto do Wilco. Mas não deu pra aguentar o segundo ´obregadou!´ e acabei indo ver o show sentado na grama do lado de fora. Opa, perdão, não dava pra ver o show de lá.
Quem mandou ele não tocar ´Conceição´ quando eu pedi?
Enfim.
Viva o Roque.
A Arcade Fire era o que eu mais queria assistir no Tim Festival (e no fim, foi a única atração que eu assisti do início ao fim) e apesar de cabisbaixo e nauseabundo por não ter podido dançar o funkão da M.I.A. por um problema de horário, fiquei absolutamente satisfeito com a minha programação frugal.
Há muito tempo que eu não via uma banda tão empolgada com a própria música, tão energética, tão satisfeita de tocar. O Arcade Fire é inquieto até na formação dos músicos, que trocam de instrumento a cada música, uma cirandinha com direito a um membro dedicado estritamente a tocar o terror no palco, batucando em qualquer coisa sólida o suficiente para tal, se pendurando nas estruturas metálicas, amarrando um dos membros da banda com um fio enquanto ele tentava tocar guitarra, coisas do tipo. Mas não era tipice, como parece, era uma coisa sincera, pelo menos pra mim pareceu. Era uma manifestação legítmia de roquenrouzisse. Eu não via nada assim desde o antológico show do Rapture a uns anos atrás.
Foi uma coisa nova, cheia de vida, uma força que ficou mais aparente ainda quando subiu a estrela da noite (em teoria), o Wilco. Fizeram um show competente, com todos aqueles clichês, mas inegavelmente de alta qualidade. Eu olhava para aquilo e não conseguia parar de ver uma mumificação em vida do indie rock, com direito a um vocalista que era a cara do Cauby. E olha que eu gosto do Wilco. Mas não deu pra aguentar o segundo ´obregadou!´ e acabei indo ver o show sentado na grama do lado de fora. Opa, perdão, não dava pra ver o show de lá.
Quem mandou ele não tocar ´Conceição´ quando eu pedi?
Enfim.
Viva o Roque.
Fogo no Fliperama
Quando você não tem expectativa alguma sobre um show, aquela supresa de ir esperando nada e receber um espetáculo é uma maravilha. Mas ir esperando um show bom pra burro e receber um show bom pra burro também não é uma experiência nada ruim.
A Arcade Fire era o que eu mais queria assistir no Tim Festival (e no fim, foi a única atração que eu assisti do início ao fim) e apesar de cabisbaixo e nauseabundo por não ter podido dançar o funkão da M.I.A. por um problema de horário, fiquei absolutamente satisfeito com a minha programação frugal.
Há muito tempo que eu não via uma banda tão empolgada com a própria música, tão energética, tão satisfeita de tocar. O Arcade Fire é inquieto até na formação dos músicos, que trocam de instrumento a cada música, uma cirandinha com direito a um membro dedicado estritamente a tocar o terror no palco, batucando em qualquer coisa sólida o suficiente para tal, se pendurando nas estruturas metálicas, amarrando um dos membros da banda com um fio enquanto ele tentava tocar guitarra, coisas do tipo. Mas não era tipice, como parece, era uma coisa sincera, pelo menos pra mim pareceu. Era uma manifestação legítmia de roquenrouzisse. Eu não via nada assim desde o antológico show do Rapture a uns anos atrás.
Foi uma coisa nova, cheia de vida, uma força que ficou mais aparente ainda quando subiu a estrela da noite (em teoria), o Wilco. Fizeram um show competente, com todos aqueles clichês, mas inegavelmente de alta qualidade. Eu olhava para aquilo e não conseguia parar de ver uma mumificação em vida do indie rock, com direito a um vocalista que era a cara do Cauby. E olha que eu gosto do Wilco. Mas não deu pra aguentar o segundo ´obregadou!´ e acabei indo ver o show sentado na grama do lado de fora. Opa, perdão, não dava pra ver o show de lá.
Quem mandou ele não tocar ´Conceição´ quando eu pedi?
Enfim.
Viva o Roque.
A Arcade Fire era o que eu mais queria assistir no Tim Festival (e no fim, foi a única atração que eu assisti do início ao fim) e apesar de cabisbaixo e nauseabundo por não ter podido dançar o funkão da M.I.A. por um problema de horário, fiquei absolutamente satisfeito com a minha programação frugal.
Há muito tempo que eu não via uma banda tão empolgada com a própria música, tão energética, tão satisfeita de tocar. O Arcade Fire é inquieto até na formação dos músicos, que trocam de instrumento a cada música, uma cirandinha com direito a um membro dedicado estritamente a tocar o terror no palco, batucando em qualquer coisa sólida o suficiente para tal, se pendurando nas estruturas metálicas, amarrando um dos membros da banda com um fio enquanto ele tentava tocar guitarra, coisas do tipo. Mas não era tipice, como parece, era uma coisa sincera, pelo menos pra mim pareceu. Era uma manifestação legítmia de roquenrouzisse. Eu não via nada assim desde o antológico show do Rapture a uns anos atrás.
Foi uma coisa nova, cheia de vida, uma força que ficou mais aparente ainda quando subiu a estrela da noite (em teoria), o Wilco. Fizeram um show competente, com todos aqueles clichês, mas inegavelmente de alta qualidade. Eu olhava para aquilo e não conseguia parar de ver uma mumificação em vida do indie rock, com direito a um vocalista que era a cara do Cauby. E olha que eu gosto do Wilco. Mas não deu pra aguentar o segundo ´obregadou!´ e acabei indo ver o show sentado na grama do lado de fora. Opa, perdão, não dava pra ver o show de lá.
Quem mandou ele não tocar ´Conceição´ quando eu pedi?
Enfim.
Viva o Roque.
Fogo no Fliperama
Quando você não tem expectativa alguma sobre um show, aquela supresa de ir esperando nada e receber um espetáculo é uma maravilha. Mas ir esperando um show bom pra burro e receber um show bom pra burro também não é uma experiência nada ruim.
A Arcade Fire era o que eu mais queria assistir no Tim Festival (e no fim, foi a única atração que eu assisti do início ao fim) e apesar de cabisbaixo e nauseabundo por não ter podido dançar o funkão da M.I.A. por um problema de horário, fiquei absolutamente satisfeito com a minha programação frugal.
Há muito tempo que eu não via uma banda tão empolgada com a própria música, tão energética, tão satisfeita de tocar. O Arcade Fire é inquieto até na formação dos músicos, que trocam de instrumento a cada música, uma cirandinha com direito a um membro dedicado estritamente a tocar o terror no palco, batucando em qualquer coisa sólida o suficiente para tal, se pendurando nas estruturas metálicas, amarrando um dos membros da banda com um fio enquanto ele tentava tocar guitarra, coisas do tipo. Mas não era tipice, como parece, era uma coisa sincera, pelo menos pra mim pareceu. Era uma manifestação legítmia de roquenrouzisse. Eu não via nada assim desde o antológico show do Rapture a uns anos atrás.
Foi uma coisa nova, cheia de vida, uma força que ficou mais aparente ainda quando subiu a estrela da noite (em teoria), o Wilco. Fizeram um show competente, com todos aqueles clichês, mas inegavelmente de alta qualidade. Eu olhava para aquilo e não conseguia parar de ver uma mumificação em vida do indie rock, com direito a um vocalista que era a cara do Cauby. E olha que eu gosto do Wilco. Mas não deu pra aguentar o segundo ´obregadou!´ e acabei indo ver o show sentado na grama do lado de fora. Opa, perdão, não dava pra ver o show de lá.
Quem mandou ele não tocar ´Conceição´ quando eu pedi?
Enfim.
Viva o Roque.
A Arcade Fire era o que eu mais queria assistir no Tim Festival (e no fim, foi a única atração que eu assisti do início ao fim) e apesar de cabisbaixo e nauseabundo por não ter podido dançar o funkão da M.I.A. por um problema de horário, fiquei absolutamente satisfeito com a minha programação frugal.
Há muito tempo que eu não via uma banda tão empolgada com a própria música, tão energética, tão satisfeita de tocar. O Arcade Fire é inquieto até na formação dos músicos, que trocam de instrumento a cada música, uma cirandinha com direito a um membro dedicado estritamente a tocar o terror no palco, batucando em qualquer coisa sólida o suficiente para tal, se pendurando nas estruturas metálicas, amarrando um dos membros da banda com um fio enquanto ele tentava tocar guitarra, coisas do tipo. Mas não era tipice, como parece, era uma coisa sincera, pelo menos pra mim pareceu. Era uma manifestação legítmia de roquenrouzisse. Eu não via nada assim desde o antológico show do Rapture a uns anos atrás.
Foi uma coisa nova, cheia de vida, uma força que ficou mais aparente ainda quando subiu a estrela da noite (em teoria), o Wilco. Fizeram um show competente, com todos aqueles clichês, mas inegavelmente de alta qualidade. Eu olhava para aquilo e não conseguia parar de ver uma mumificação em vida do indie rock, com direito a um vocalista que era a cara do Cauby. E olha que eu gosto do Wilco. Mas não deu pra aguentar o segundo ´obregadou!´ e acabei indo ver o show sentado na grama do lado de fora. Opa, perdão, não dava pra ver o show de lá.
Quem mandou ele não tocar ´Conceição´ quando eu pedi?
Enfim.
Viva o Roque.
quinta-feira, outubro 20, 2005
Eu voltei, voltei para ficar...
De volta ao blogger. Cabeça baixa, rabo entre as pernas. Mas ele vai me aceitar, eu sei. A verdade é que esse bobalhão laranja e azul cobalto não consegue viver sem mim. Ah, seu maroto.
Eu voltei, voltei para ficar...
De volta ao blogger. Cabeça baixa, rabo entre as pernas. Mas ele vai me aceitar, eu sei. A verdade é que esse bobalhão laranja e azul cobalto não consegue viver sem mim. Ah, seu maroto.
Eu voltei, voltei para ficar...
De volta ao blogger. Cabeça baixa, rabo entre as pernas. Mas ele vai me aceitar, eu sei. A verdade é que esse bobalhão laranja e azul cobalto não consegue viver sem mim. Ah, seu maroto.
sábado, novembro 22, 2003
Não da pra não achar no mínimo bizarra uma passeata aonde pessoas que defendem a pena de morte em "casos excepcionais" andam vestidas de branco e levam cartazes com os dizeres "paz e amor", como o que aconteceu hoje em São Paulo. Sugiro uns cartazes "Olho por olho! Dente por dente!" ou "Talião estava certo!" ou ainda "Se é bom pros EUA deve ser bom pra gente!".
Que o pai de uma das vítimas do novo popstar Champinha fique alterado e com idéias levemente facistóides depois da tragédia a que foi submetido é normal, o que não é normal é que o homem encontre tanto apoio. É mais um daqueles casos da Sindrome de Sivuca, aquela que faz com que as pessoas se comportem como o político do mesmo nome depois de serém vítimas de alguma violência. Dessa vez, com apoio dos meios de comunicação.
Que o pai de uma das vítimas do novo popstar Champinha fique alterado e com idéias levemente facistóides depois da tragédia a que foi submetido é normal, o que não é normal é que o homem encontre tanto apoio. É mais um daqueles casos da Sindrome de Sivuca, aquela que faz com que as pessoas se comportem como o político do mesmo nome depois de serém vítimas de alguma violência. Dessa vez, com apoio dos meios de comunicação.
terça-feira, novembro 11, 2003
O primeiro transplante de rosto deve sair em breve, assim que debaterem bastante sobre as consequências na psique da vítma e sobre as implícações morais e no final esquecer de tudo e transplantar a fuça do mesmo jeito.
Isso não vai dar certo cara. O John Woo já falou isso.
Isso não vai dar certo cara. O John Woo já falou isso.
Ao que parece ninguém menos que Brian de Palma vai dirigir uma adaptação do ´Dália Negra´, um dos melhores livros de James Ellroy. Graças a deus parece que ele desbancou David Fincher na decisão do estúdio, o que para mim é uma prova definitiva da existência de um poder superior com jurisdição até mesmo em Hollywood.
quinta-feira, novembro 06, 2003
Paixão de Neo
(Se você não viu o Matrix derradeiro volta depois peregrino.)

Uma coisa que você deve saber antes de assistir esse filme é que durante os 40 minutos iniciais os personagens falam. E falam. E falam. Não dizem nada, atuam mal, repetem a mesma filosofia de botequim e conceitos humanistas que já foram explorados amplamente nas séries “Capitão Planeta” e “Ursinhos Carinhosos” um milhão de vezes pra fixar uma mensagem idiota que não significa nada. O roteiro é uma das coisas mais inacreditáveis, sinceramente não consigo pensar que um produtor responsável por uma verba de milhões de bagarotes pega lê uma coisa dessas e diz “Ok, vamos fazer esse filme.”. O que está acontecendo em Hollywood?
Mas talvez eu é que seja o ingênuo e o roteiro seja perfeito comercialmente. Sendo pseudo-confuso e cheio de metáforas rasas o espectador que vai no cinema repetidas vezes só para ver as cenas de ação magníficas ainda pode se sentir inteligente de tabela. Os furos e uma infinidade de pequenos ganchos narrativos que são lançados a esmo com certeza serão utilizados a exaustão em videogames, histórias em quadrinhos, séries animadas, prequels e documentários explicando cada uma das referências do samba do crioulo doido que o Matrix se tornou. Encarando por esse ângulo tudo faz muito sentido. As conversas sem emoção dirigidas como uma novela das oito (plano – contraplano – plano – contraplano) também devem ser consideradas uma coisa muito sofisticada pelo público também. Não sei. Cada vez mais eu acho que eu é que sou o palhaço dessa história e que o Joel Silver é que tem toda a razão. Afinal, quem é que está nadando em dinheiro?
Mas deixemos o roteiro e os diálogos pra lá. Quando os personagens não estão falando merda, estão fugindo, voando e se estabefeando em cenas que são resultado de uma vida debruçada sobre videogames e histórias em quadrinhos. É impossível olhar para a ´logos´ (ai meu Deuso, como eles são espertos) fugindo pelos subterrâneos e não lembrar de river raid. Assim como a infantaria de robôs de anime defendendo Zion é claramente uma releitura de space invaders. E a experiência cinematográfica é quase a mesma de assistir um outro sujeito jogando playstation. Fica aquela impressão de que quem estava se divertindo ali na verdade é outra pessoa. No caso, duas.
Já a seqüência inspirada pelas hqs de super-herói é bem melhor, mesmo que eu acredite que ela está no filme errado. Temos Neo e o agente Silva voando e destruindo a cidade com ondas de choque, e no momento aonde tudo parece perdido e Silva voa sobre o herói emoldurado por raios e trovões eu juro que esperei ele gritar – Ajoelhe-se perante mim, filho de Jor-El! – alguém arrume um roteiro bom pra alguma adaptação de super heróis pra esses caras dirigirem. Um desses que só tenha cenas de ação monumentais e nenhum diálogo. Acho que da samba.
Além disso tenho que reconhecer que os dois patetas foram corajosos em levarem às últimas conseqüências a metáfora de Jesus Cristo e realmente matarem Neo para salvar a humanidade. Claro que eu esperava um apedrejamento seguido de crucificação, mas um cadáver na mesma posição do grande JC já foi suficiente. Mesmo que eles tenham deixado uma chance pra ele ressuscitar no terceiro dia. Mas se o mundo for justo Deus vai fulminar os dois diretores com um raio antes disso. Amem.
(Se você não viu o Matrix derradeiro volta depois peregrino.)
Uma coisa que você deve saber antes de assistir esse filme é que durante os 40 minutos iniciais os personagens falam. E falam. E falam. Não dizem nada, atuam mal, repetem a mesma filosofia de botequim e conceitos humanistas que já foram explorados amplamente nas séries “Capitão Planeta” e “Ursinhos Carinhosos” um milhão de vezes pra fixar uma mensagem idiota que não significa nada. O roteiro é uma das coisas mais inacreditáveis, sinceramente não consigo pensar que um produtor responsável por uma verba de milhões de bagarotes pega lê uma coisa dessas e diz “Ok, vamos fazer esse filme.”. O que está acontecendo em Hollywood?
Mas talvez eu é que seja o ingênuo e o roteiro seja perfeito comercialmente. Sendo pseudo-confuso e cheio de metáforas rasas o espectador que vai no cinema repetidas vezes só para ver as cenas de ação magníficas ainda pode se sentir inteligente de tabela. Os furos e uma infinidade de pequenos ganchos narrativos que são lançados a esmo com certeza serão utilizados a exaustão em videogames, histórias em quadrinhos, séries animadas, prequels e documentários explicando cada uma das referências do samba do crioulo doido que o Matrix se tornou. Encarando por esse ângulo tudo faz muito sentido. As conversas sem emoção dirigidas como uma novela das oito (plano – contraplano – plano – contraplano) também devem ser consideradas uma coisa muito sofisticada pelo público também. Não sei. Cada vez mais eu acho que eu é que sou o palhaço dessa história e que o Joel Silver é que tem toda a razão. Afinal, quem é que está nadando em dinheiro?
Mas deixemos o roteiro e os diálogos pra lá. Quando os personagens não estão falando merda, estão fugindo, voando e se estabefeando em cenas que são resultado de uma vida debruçada sobre videogames e histórias em quadrinhos. É impossível olhar para a ´logos´ (ai meu Deuso, como eles são espertos) fugindo pelos subterrâneos e não lembrar de river raid. Assim como a infantaria de robôs de anime defendendo Zion é claramente uma releitura de space invaders. E a experiência cinematográfica é quase a mesma de assistir um outro sujeito jogando playstation. Fica aquela impressão de que quem estava se divertindo ali na verdade é outra pessoa. No caso, duas.
Já a seqüência inspirada pelas hqs de super-herói é bem melhor, mesmo que eu acredite que ela está no filme errado. Temos Neo e o agente Silva voando e destruindo a cidade com ondas de choque, e no momento aonde tudo parece perdido e Silva voa sobre o herói emoldurado por raios e trovões eu juro que esperei ele gritar – Ajoelhe-se perante mim, filho de Jor-El! – alguém arrume um roteiro bom pra alguma adaptação de super heróis pra esses caras dirigirem. Um desses que só tenha cenas de ação monumentais e nenhum diálogo. Acho que da samba.
Além disso tenho que reconhecer que os dois patetas foram corajosos em levarem às últimas conseqüências a metáfora de Jesus Cristo e realmente matarem Neo para salvar a humanidade. Claro que eu esperava um apedrejamento seguido de crucificação, mas um cadáver na mesma posição do grande JC já foi suficiente. Mesmo que eles tenham deixado uma chance pra ele ressuscitar no terceiro dia. Mas se o mundo for justo Deus vai fulminar os dois diretores com um raio antes disso. Amem.
quarta-feira, novembro 05, 2003
terça-feira, novembro 04, 2003
Saiu no Noite Urbana "Para quem não pode pagar tanto e mesmo assim quer estar na moda, pode optar por comprar roupas de grifes novas. A grife carioca Jujuba Preta vende camisetas com estampas de fazer inveja à Cavalera por preços que não passam de 30 reais, e melhor, você pode comprar pela internet. "
UHU!
UHU!
segunda-feira, novembro 03, 2003
Tim Festival : Dia dois de dois.

`Dois de dois´ pra mim, anyway, afinal eu só fui quinta e sexta.
E o show do White Stripes foi bom. Foi legal e tal. O repertório teve a intenção de fazer um resumo da carreira da dupla, o que eu não sei se foi bom ou ruim porque aparentemente o público estava mais afiado com as músicas do último disco, o elephant. Eu também estava e realmente ia achar mais legal se eles tivessem tocado mais algumas músicas do disco, mas de qualquer maneira foi bem bom, apesar de muito ensaiado. Uma coisa curiosa foram os roadies, a identidade visual da dupla se estendia até eles e ao invés das clássicas camisas de malha com o nome da banda o pessoal de apoio do show usava ternos pretos com camisas vermelhas e ficavam parados lado a lado nos cantos do palco durante a apresentação. Interessante, mas só piorava a sensação de um show planejado nos mínimos detalhes e ensaiado a exaustão. Não que isso seja ruim, óbvio, mas eu acho que prefiro quando a coisa é um pouco mais espontânea.
Quando aqueles moleques subiram no palco com aquela cara de que tinham viajado sem avisar a seus pais para fugir daquele teste de química eu não tinha idéia de que o Rapture seria a surpresa da noite. Este que vos fala já tinha ouvido o cd e achado ótimo, mas nada havia me preparado pro espetáculo que foi a apresentação da banda. Há muito tempo que eu não via nego tocando com tanta empolgação e força, e vai ver que isso também tirou um pouco da força do show dos stripes, que aconteceu logo depois. Ficou difícil chegar ao nível da banda de abertura.
O tempo do show do Fellini eu aproveitei pra passear e o do Super Furry Animals pra tirar um cochilo. O Whirlwind heat eu perdi por causa da pontualidade britânica do evento (que alias devia ser regra), mas consegui ouvir o último ´Obregadou!´ e me pareceu um agradecimento muito default, com pouco ânimo e imaginação.
`Dois de dois´ pra mim, anyway, afinal eu só fui quinta e sexta.
E o show do White Stripes foi bom. Foi legal e tal. O repertório teve a intenção de fazer um resumo da carreira da dupla, o que eu não sei se foi bom ou ruim porque aparentemente o público estava mais afiado com as músicas do último disco, o elephant. Eu também estava e realmente ia achar mais legal se eles tivessem tocado mais algumas músicas do disco, mas de qualquer maneira foi bem bom, apesar de muito ensaiado. Uma coisa curiosa foram os roadies, a identidade visual da dupla se estendia até eles e ao invés das clássicas camisas de malha com o nome da banda o pessoal de apoio do show usava ternos pretos com camisas vermelhas e ficavam parados lado a lado nos cantos do palco durante a apresentação. Interessante, mas só piorava a sensação de um show planejado nos mínimos detalhes e ensaiado a exaustão. Não que isso seja ruim, óbvio, mas eu acho que prefiro quando a coisa é um pouco mais espontânea.
Quando aqueles moleques subiram no palco com aquela cara de que tinham viajado sem avisar a seus pais para fugir daquele teste de química eu não tinha idéia de que o Rapture seria a surpresa da noite. Este que vos fala já tinha ouvido o cd e achado ótimo, mas nada havia me preparado pro espetáculo que foi a apresentação da banda. Há muito tempo que eu não via nego tocando com tanta empolgação e força, e vai ver que isso também tirou um pouco da força do show dos stripes, que aconteceu logo depois. Ficou difícil chegar ao nível da banda de abertura.
O tempo do show do Fellini eu aproveitei pra passear e o do Super Furry Animals pra tirar um cochilo. O Whirlwind heat eu perdi por causa da pontualidade britânica do evento (que alias devia ser regra), mas consegui ouvir o último ´Obregadou!´ e me pareceu um agradecimento muito default, com pouco ânimo e imaginação.
sábado, novembro 01, 2003
5 minutos atrás, no aconchego do meu lar, o telefone toca:
- Bom dia Sr. Tiago, aqui é o Nilson do JB.
- Hmm...
- Queria conversar com o senhor sobre o novo plano de assinatura do nosso jornal....
- Amigo, é oferta de assinaturas?
- Sim.
- É que eu sou cego.
- Ah... E a sua família?
Dei um telefone falso e ele desligou. Durou menos de 1 minuto, recomendo enfaticamente como técnica para se livrar de operadores de telemarketing, lembrando que você pode mudar o campo "eu sou cego" por "eu sou paralítico" ou "eu sou tetraplégico" dependendo da oferta. É tiro e queda, testado e aprovado.
- Bom dia Sr. Tiago, aqui é o Nilson do JB.
- Hmm...
- Queria conversar com o senhor sobre o novo plano de assinatura do nosso jornal....
- Amigo, é oferta de assinaturas?
- Sim.
- É que eu sou cego.
- Ah... E a sua família?
Dei um telefone falso e ele desligou. Durou menos de 1 minuto, recomendo enfaticamente como técnica para se livrar de operadores de telemarketing, lembrando que você pode mudar o campo "eu sou cego" por "eu sou paralítico" ou "eu sou tetraplégico" dependendo da oferta. É tiro e queda, testado e aprovado.
sexta-feira, outubro 31, 2003
Tim Festival 2003 : Dia um de dois.

Eu tinha dito aqui nesse relegado espaço que só acreditaria no show do White Stripes quando visse aquelas duas velas de natal paradas na minha frente. Ainda não vi, mas depois do primeiro dia da reencarnação do Free Jazz eu estou realmente acreditando que eu não joguei meu rico dinheirinho fora quando comprei o ingresso para o show da banda. Afinal eles gastaram tanta verba pra anunciar e tal - displays gigantes dizendo “White Stripes dia 31 no MAM”, spots televisivos e encartes no globo - que eu acho difícil isso tudo ser uma brincadeira de mal gosto. Mas como a minha vida me ensinou a não duvidar da crueldade humana, ainda estou com um pé atrás e a noite de hoje será decisiva para definir a minha relação de credibilidade com a organização do festival daqui em diante. Não me decepcionem, eu sou um nerd mentalmente instável e vocês lembram o que aconteceu naquela escola em Columbine.
Pois bem, essa primeira noite de shows foi impecável. Beth Gibbons e KD Lang deram shows impecáveis, que podiam ser um pouquinho maiores, mas como dizia Hervé Villechaize, tamanho não é documento. Beth Gibbons surpreendeu o público com uma bela versão de Candy Says pra fechar a apresentação e desfilou todo aquele comportamento cool que só quem durante anos teve uma banda como o Portishead sabe fazer. KD lang por sua vez lembrava um apresentador de espetáculos de Las Vegas, saltando, dançando e levando o público na palma da mão.
E o evento foi organizado, tudo muito bonito, com umas soluções interessantes como os painéis triangulares montados para se encaixarem nas pilastras que seguram os prédios do MAM e os que foram montados no chafariz. Esses últimos não funcionaram muito bem, mas o que vale é a intenção. Também tem todas aquelas besteiras que o Free fazia, como equipes tirando foto do pessoal, cabines de ´realidade virtual´ (ta entre parênteses porque não funciona) aonde você pode assistir um comercial do free jazz e demonstrações dos celulares. Podiam distrubuir uns aparelhos também, acho que ia ser super amigo isso. Mas esses porcos capitalistas só pensam em lucro então acho difícil alguém acatar minha opinião.
Eu tinha dito aqui nesse relegado espaço que só acreditaria no show do White Stripes quando visse aquelas duas velas de natal paradas na minha frente. Ainda não vi, mas depois do primeiro dia da reencarnação do Free Jazz eu estou realmente acreditando que eu não joguei meu rico dinheirinho fora quando comprei o ingresso para o show da banda. Afinal eles gastaram tanta verba pra anunciar e tal - displays gigantes dizendo “White Stripes dia 31 no MAM”, spots televisivos e encartes no globo - que eu acho difícil isso tudo ser uma brincadeira de mal gosto. Mas como a minha vida me ensinou a não duvidar da crueldade humana, ainda estou com um pé atrás e a noite de hoje será decisiva para definir a minha relação de credibilidade com a organização do festival daqui em diante. Não me decepcionem, eu sou um nerd mentalmente instável e vocês lembram o que aconteceu naquela escola em Columbine.
Pois bem, essa primeira noite de shows foi impecável. Beth Gibbons e KD Lang deram shows impecáveis, que podiam ser um pouquinho maiores, mas como dizia Hervé Villechaize, tamanho não é documento. Beth Gibbons surpreendeu o público com uma bela versão de Candy Says pra fechar a apresentação e desfilou todo aquele comportamento cool que só quem durante anos teve uma banda como o Portishead sabe fazer. KD lang por sua vez lembrava um apresentador de espetáculos de Las Vegas, saltando, dançando e levando o público na palma da mão.
E o evento foi organizado, tudo muito bonito, com umas soluções interessantes como os painéis triangulares montados para se encaixarem nas pilastras que seguram os prédios do MAM e os que foram montados no chafariz. Esses últimos não funcionaram muito bem, mas o que vale é a intenção. Também tem todas aquelas besteiras que o Free fazia, como equipes tirando foto do pessoal, cabines de ´realidade virtual´ (ta entre parênteses porque não funciona) aonde você pode assistir um comercial do free jazz e demonstrações dos celulares. Podiam distrubuir uns aparelhos também, acho que ia ser super amigo isso. Mas esses porcos capitalistas só pensam em lucro então acho difícil alguém acatar minha opinião.
quarta-feira, outubro 29, 2003
Wilson, o cinza.

Está rolando uma sessão em homenagem a Wilson Grey no Odeão, e a organização do festival do rio vai entregar 30 mil reais a família do ator pela sua contribuição ao cinema nacional. Tá meio tarde pra isso né?
Anyway, a sessão é beneficiente com renda revertida para a família do ator que pelo jeito não deve estar bem. Antes tarde do que nunca.
Está rolando uma sessão em homenagem a Wilson Grey no Odeão, e a organização do festival do rio vai entregar 30 mil reais a família do ator pela sua contribuição ao cinema nacional. Tá meio tarde pra isso né?
Anyway, a sessão é beneficiente com renda revertida para a família do ator que pelo jeito não deve estar bem. Antes tarde do que nunca.
quinta-feira, outubro 16, 2003
domingo, outubro 12, 2003
De acordo com a Set, o longa do Cowboy Bebop estréia esse mês aqui no Brasil. Tomara que seja verdade porque vou te dizer malandro, é bom pra cacete.
Ah, segundo eles o título brasileiro inexplicavelmente ficou sendo "Esquadrão Bebop". Vai entender.
Ah, segundo eles o título brasileiro inexplicavelmente ficou sendo "Esquadrão Bebop". Vai entender.
terça-feira, outubro 07, 2003
Elefante - *****
Impressionante, vai entrar em cartaz de qualquer maneira mas se eu fosse você ia logo.
Dogville - *
A bomba do festival. O prezepeiro do Lars Von Triers fez um filme abominável cheio de recalque. A sequência dos créditos é pra vomitar na sala de cinema. Muito barulho por nada.
Bom-dia, Noite - ***
Bem legal. O Bellochio deu o bolo e não apareceu.
The Brown Bunny - ****
Vicente Gallo também não apareceu, mas seu filme foi uma surpresa. Eu, que havia odiado o seu anterior (Bufallo 66) achei esse aí ótimo.
domingo, outubro 05, 2003
LAS VEGAS - Um tigre branco atacou o mágico Roy Horn durante um show da famosa dupla "Siegfried e Roy" em Las Vegas na noite de sexta-feira, deixando o ilusionista seriamente ferido - no dia em que ele completou 59 anos.
Testemunhas disseram que o animal, chamado Montecore, primeiro atingiu com a pata o antebraço de Horn. O mágico respondeu batendo no tigre com seu microfone. O tigre rugiu, mostrou os dentes, sendo repreendido outra vez. Em seguida, o animal atacou Horn mordendo seu pescoço, o que provocou uma hemorragia severa, segundo um porta-voz da dupla.
Não sei quanto a vocês mas eu achei bem razoável. Cada um usa o microfone que tem, oras.
Testemunhas disseram que o animal, chamado Montecore, primeiro atingiu com a pata o antebraço de Horn. O mágico respondeu batendo no tigre com seu microfone. O tigre rugiu, mostrou os dentes, sendo repreendido outra vez. Em seguida, o animal atacou Horn mordendo seu pescoço, o que provocou uma hemorragia severa, segundo um porta-voz da dupla.
Não sei quanto a vocês mas eu achei bem razoável. Cada um usa o microfone que tem, oras.
sexta-feira, outubro 03, 2003
Festival do Rio mal e porcamente.
Sem tempo, apelo para o que á de mais baixo em termos de resenha: Estrelinhas. Mas você sabe que não pode esperar muita coisa daqui né? É um blog, pelo amor de Deus. Para críticas decentes, vão na Contracampo.
Traços do dragão - Jackie Chan e a família perdida - ***
Legal, mas bom pra servir de bônus em DVD.
A Captura dos Friedman - ****
Ótimo tema, ótima escolha de imagens e entrevista. É corajoso por não chegar a conclusão nenhuma. Tem uma montagem piegas e se encaixa naquele modelo padrão de documentários, mas faz sentido já que ele foi produzido pela HBO.
Meu nome é ciúme - ***
Divertido.
Tempo de protesto - ***
Quase a mesma coisa dos Friedman em relação a adequação ao modelo default de produção de documentários, mas é bem interessante.
A vida Nova - ****

É um exercício de estilo e clima, mas como eu estou em uma onda de apreciação de construção de climas achei bom. Sem dúvida o filme mais bizarro até agora.
Jogos, Deuses e LSD - ****

Um documentário que relata uma viagem de descobrimento que tenta entender a busca humana por felicidade. Entre outras coisas. O melhor documentário até agora.
Teknolust - *
O pior filme do festival, parece um telefilme feito para o Cine Privê.
Hair - ***
Não me lembrava direito e descobri que é bem divertido.
MacBeth - ****
Bem legal, apesar de ter visto sem legenda por incompetência da firma responsável.
A Borboleta Púrpura - **
Correto e meio grande demais.
Cidade de fantasmas - *
Bela porcaria. Nem o Barry Gifford escrevendo salva.
Demonlover - ***
Me diverti pra caramba. Atenção a trilha sonora hein.
Dogma do Amor - *
Pior que o filme só o nome em português.
Em nome de Deus - *
Sai em meia hora.
Encontros e desencontros - *****

O filme do festival? Leve uma caixa de lenços de papel.
O Grande Ladrão - **
Um bom passatempo, apesar de afetado pra caramba. É um 'onze homens e um segredo' de pobre.
O Jovem Adão - *
Mais uma desculpa pro McGregor aparecer peladão. Não recomendo.
Pinceladas de Fogo - ****
Beeem bom.
Prazeres desconhecidos - ***
Legal, mas eu não curto muito esses filmes de 'geração perdida'. É implicância mesmo.
Shara - *****

O outro filme do festival? Leve outra caixa de lenços.
Violação de Conduta - **
Como comédia (involuntária ou não) é muito bom. A sessão foi um caso à parte, com o pobre Samuel Jackson sendo perseguido pelos membros do conselho Jedi do Rio que ficavam gritando "The force!", "Tell us about star wars!" e mais umas idiotices. Eu fiquei com pena dele, mas depois lembrei de quanto ele ganha por filme e fiquei com pena de mim mesmo.
O Signo do Caos - ***
Bem bom, principalmente pra quem já conhece o Sganzerla e sua obssessão pela viagem do Welles ao Rio. Pra quem não conhece... A sessão foi bem triste, pela presença do diretor que descobriu um tumor no cérebro faz algum tempo.
Filme de Amor - **
Eu definitivamente não sou tocado pelo cinema do Bressane. Eu acho que a mídia está errada e que ele deveria escrever um livro ao invés de filmar. Mas o filme tem umas coisas legais.
Tão de Repente - ***
Um road movie com lésbicas que não cai no clichê indie. Bom.
Por enquanto é só, estou ocupado assistindo os filmes. Beijo nas criança.
Sem tempo, apelo para o que á de mais baixo em termos de resenha: Estrelinhas. Mas você sabe que não pode esperar muita coisa daqui né? É um blog, pelo amor de Deus. Para críticas decentes, vão na Contracampo.
Traços do dragão - Jackie Chan e a família perdida - ***
Legal, mas bom pra servir de bônus em DVD.
A Captura dos Friedman - ****
Ótimo tema, ótima escolha de imagens e entrevista. É corajoso por não chegar a conclusão nenhuma. Tem uma montagem piegas e se encaixa naquele modelo padrão de documentários, mas faz sentido já que ele foi produzido pela HBO.
Meu nome é ciúme - ***
Divertido.
Tempo de protesto - ***
Quase a mesma coisa dos Friedman em relação a adequação ao modelo default de produção de documentários, mas é bem interessante.
A vida Nova - ****

É um exercício de estilo e clima, mas como eu estou em uma onda de apreciação de construção de climas achei bom. Sem dúvida o filme mais bizarro até agora.
Jogos, Deuses e LSD - ****

Um documentário que relata uma viagem de descobrimento que tenta entender a busca humana por felicidade. Entre outras coisas. O melhor documentário até agora.
Teknolust - *
O pior filme do festival, parece um telefilme feito para o Cine Privê.
Hair - ***
Não me lembrava direito e descobri que é bem divertido.
MacBeth - ****
Bem legal, apesar de ter visto sem legenda por incompetência da firma responsável.
A Borboleta Púrpura - **
Correto e meio grande demais.
Cidade de fantasmas - *
Bela porcaria. Nem o Barry Gifford escrevendo salva.
Demonlover - ***
Me diverti pra caramba. Atenção a trilha sonora hein.
Dogma do Amor - *
Pior que o filme só o nome em português.
Em nome de Deus - *
Sai em meia hora.
Encontros e desencontros - *****

O filme do festival? Leve uma caixa de lenços de papel.
O Grande Ladrão - **
Um bom passatempo, apesar de afetado pra caramba. É um 'onze homens e um segredo' de pobre.
O Jovem Adão - *
Mais uma desculpa pro McGregor aparecer peladão. Não recomendo.
Pinceladas de Fogo - ****
Beeem bom.
Prazeres desconhecidos - ***
Legal, mas eu não curto muito esses filmes de 'geração perdida'. É implicância mesmo.
Shara - *****

O outro filme do festival? Leve outra caixa de lenços.
Violação de Conduta - **
Como comédia (involuntária ou não) é muito bom. A sessão foi um caso à parte, com o pobre Samuel Jackson sendo perseguido pelos membros do conselho Jedi do Rio que ficavam gritando "The force!", "Tell us about star wars!" e mais umas idiotices. Eu fiquei com pena dele, mas depois lembrei de quanto ele ganha por filme e fiquei com pena de mim mesmo.
O Signo do Caos - ***
Bem bom, principalmente pra quem já conhece o Sganzerla e sua obssessão pela viagem do Welles ao Rio. Pra quem não conhece... A sessão foi bem triste, pela presença do diretor que descobriu um tumor no cérebro faz algum tempo.
Filme de Amor - **
Eu definitivamente não sou tocado pelo cinema do Bressane. Eu acho que a mídia está errada e que ele deveria escrever um livro ao invés de filmar. Mas o filme tem umas coisas legais.
Tão de Repente - ***
Um road movie com lésbicas que não cai no clichê indie. Bom.
Por enquanto é só, estou ocupado assistindo os filmes. Beijo nas criança.
quarta-feira, outubro 01, 2003
sexta-feira, setembro 26, 2003
terça-feira, setembro 23, 2003
Não se desespere mas nesse exato momento seu gato pode transportando parasitas que alterarão sua personalidade!
Cientistas estão responsabilizando os gatos por infectar metade da população da Grã-Bretanha com um parasita que pode alterar a personalidade das pessoas.
O achado está levando os cientistas também a associar a contaminação endêmica da população de gatos com a cultura de um país. A França, por exemplo, têm mais gatos infectados do que a Grã-Bretanha, o que explicaria por que as mulheres francesas são consideradas mais sensuais do que as britânicas, segundo a pesquisa.
Parece piada mas é o novo meio dos cientístas britânicos justificarem a falta de sal de suas mulheres. Leia na BBC Brasil.
Cientistas estão responsabilizando os gatos por infectar metade da população da Grã-Bretanha com um parasita que pode alterar a personalidade das pessoas.
O achado está levando os cientistas também a associar a contaminação endêmica da população de gatos com a cultura de um país. A França, por exemplo, têm mais gatos infectados do que a Grã-Bretanha, o que explicaria por que as mulheres francesas são consideradas mais sensuais do que as britânicas, segundo a pesquisa.
Parece piada mas é o novo meio dos cientístas britânicos justificarem a falta de sal de suas mulheres. Leia na BBC Brasil.
sexta-feira, setembro 19, 2003
quinta-feira, setembro 18, 2003
quarta-feira, setembro 17, 2003
Hurt

What have I become ?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
Mais importante que fazer uma grande entrada é cuidar para que sua despedida seja perfeita. Para Jhonny Cash o que bastou foi um videoclipe que, segundo afirmam, levou Trent Reznor, autor da música escolhida, as lágrimas.
Aos 70, Cash está ao piano em sua casa em Nashville, rodeado de souvenirs de sua vida e canta sendo entrecortado por imagens de arquivo mostrando um outro Cash jovem e cheio de vida que se veste de caubói e viaja em vagões de carga, pula e faz pose de durão.
O homem está destruído pela idade, pelas drogas e mais importante, pela perda da esposa que o tirou desse mundo e que faleceu a poucos meses. Ele canta, a música termina, o piano é fechado como um caixão. Resta Cash, sozinho na penumbra.
É um adeus sincero. E você entende Trent Reznor quando ele termina.
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way
What have I become ?
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
Mais importante que fazer uma grande entrada é cuidar para que sua despedida seja perfeita. Para Jhonny Cash o que bastou foi um videoclipe que, segundo afirmam, levou Trent Reznor, autor da música escolhida, as lágrimas.
Aos 70, Cash está ao piano em sua casa em Nashville, rodeado de souvenirs de sua vida e canta sendo entrecortado por imagens de arquivo mostrando um outro Cash jovem e cheio de vida que se veste de caubói e viaja em vagões de carga, pula e faz pose de durão.
O homem está destruído pela idade, pelas drogas e mais importante, pela perda da esposa que o tirou desse mundo e que faleceu a poucos meses. Ele canta, a música termina, o piano é fechado como um caixão. Resta Cash, sozinho na penumbra.
É um adeus sincero. E você entende Trent Reznor quando ele termina.
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way
terça-feira, setembro 16, 2003
Três thrillers de terror em três tempos.

Parte I – Dog Soldiers
Pra quem nunca ouviu falar esse filme inglês de baixíssimo orçamento ganhou um pequeno culto entre os fanáticos do gênero há algum tempo. Trata-se da história de um grupo de soldados que são atacados por lobisomens durante um treinamento em uma floresta isolada contada como uma releitura da história de cachinhos dourados.
Já falei que o filme é de baixo orçamento né? Então. Durante os primeiros momentos do filme você pode ser ludibriado, pensando que o diretor aprendeu com o Sam Raimi e vai conseguir te dar pelo menos uns dois sustos se utilizando da técnica Lovecraftiana de não mostrar o monstrão, deixando pro seu cérebro criar a imagem da figura por si só. Mas isso passa rápido e lá pelo meio do filme o homem decide mostrar todo o trabalho da equipe que criou fantasias de lobisomens que não seriam aceitas pelo pessoal da TV Colosso.
Isso já tira boa parte do clima do filme, e a direção frouxa, atores medianos e plot previsível não ajudam em nada pra melhorar o erro e eu sinceramente acredito que a produção toda só aconteceu porque o diretor queria muito fazer uma piada com um dos membros do grupo que tem um apelido de um utensílio de cozinha.
Parte I – Dog Soldiers
Pra quem nunca ouviu falar esse filme inglês de baixíssimo orçamento ganhou um pequeno culto entre os fanáticos do gênero há algum tempo. Trata-se da história de um grupo de soldados que são atacados por lobisomens durante um treinamento em uma floresta isolada contada como uma releitura da história de cachinhos dourados.
Já falei que o filme é de baixo orçamento né? Então. Durante os primeiros momentos do filme você pode ser ludibriado, pensando que o diretor aprendeu com o Sam Raimi e vai conseguir te dar pelo menos uns dois sustos se utilizando da técnica Lovecraftiana de não mostrar o monstrão, deixando pro seu cérebro criar a imagem da figura por si só. Mas isso passa rápido e lá pelo meio do filme o homem decide mostrar todo o trabalho da equipe que criou fantasias de lobisomens que não seriam aceitas pelo pessoal da TV Colosso.
Isso já tira boa parte do clima do filme, e a direção frouxa, atores medianos e plot previsível não ajudam em nada pra melhorar o erro e eu sinceramente acredito que a produção toda só aconteceu porque o diretor queria muito fazer uma piada com um dos membros do grupo que tem um apelido de um utensílio de cozinha.
sexta-feira, setembro 12, 2003
O recém-inaugurado steak house ArdePedra, no Rio, não tem lugar para fumantes.
Acreditem, isso é só o começo. Sem esforço posso vislumbrar um futuro aonde os fumantes são caçados nas ruas e executados em vielas escuras ou presos em campos de concentração tabaco-free na sibéria. Suas casas serão apedrejadas, seus bens confiscados e eles terão que usar uma faixa no braço com uma caverinha de navio de pirata indicando que seus pulmões foram conspurcados pelo vício - Nunca mais se esqueça fumante deprimente: Só o governo tem a responsabilidade para decidir o que é bom ou ruim para você!
Acreditem, isso é só o começo. Sem esforço posso vislumbrar um futuro aonde os fumantes são caçados nas ruas e executados em vielas escuras ou presos em campos de concentração tabaco-free na sibéria. Suas casas serão apedrejadas, seus bens confiscados e eles terão que usar uma faixa no braço com uma caverinha de navio de pirata indicando que seus pulmões foram conspurcados pelo vício - Nunca mais se esqueça fumante deprimente: Só o governo tem a responsabilidade para decidir o que é bom ou ruim para você!
Gênio
O modelo MTV fez de tudo para que Zeca fosse menos Zeca. Para se ter uma idéia, o plano macabro inicial previa que ele ficasse sentado durante as 25 músicas, o que, dada a sonoridade da palavra, permite imaginar que haja alguma acepção para ''acústico'' ligada à posição do corpo. Mas como Zeca, felizmente, não consegue deixar muito de ser Zeca, ele subverteu o esquema e se levantou para cantar e sambar em algumas músicas.
O motivo alegado para se levantar pela primeira vez, já na sexta faixa, resume o que ganharam as pessoas que estiveram no Pólo.
- Esse samba tem aquela nota alta, então vou cantar em pé, por causa do negócio da hemorróida - disse ele, constrangendo Rildo Hora ainda mais ao revelar que é o maestro quem costuma fazer essa piada-conselho com ele.
- Mas não é para falar na frente da platéia, Zeca.- Ah, Rildo. Deve ter um monte de gente com hemorróida aí.
O modelo MTV fez de tudo para que Zeca fosse menos Zeca. Para se ter uma idéia, o plano macabro inicial previa que ele ficasse sentado durante as 25 músicas, o que, dada a sonoridade da palavra, permite imaginar que haja alguma acepção para ''acústico'' ligada à posição do corpo. Mas como Zeca, felizmente, não consegue deixar muito de ser Zeca, ele subverteu o esquema e se levantou para cantar e sambar em algumas músicas.
O motivo alegado para se levantar pela primeira vez, já na sexta faixa, resume o que ganharam as pessoas que estiveram no Pólo.
- Esse samba tem aquela nota alta, então vou cantar em pé, por causa do negócio da hemorróida - disse ele, constrangendo Rildo Hora ainda mais ao revelar que é o maestro quem costuma fazer essa piada-conselho com ele.
- Mas não é para falar na frente da platéia, Zeca.- Ah, Rildo. Deve ter um monte de gente com hemorróida aí.
segunda-feira, setembro 08, 2003
Juliana aqui:
Renata, que criou o fotolog dos gatinhos da prefeitura, retifica:
"(...) não jogam pela janela, não. Mas queimam uma ninhada inteira, um monte de bebês..."
Fica cada vez melhor...
Renata, que criou o fotolog dos gatinhos da prefeitura, retifica:
"(...) não jogam pela janela, não. Mas queimam uma ninhada inteira, um monte de bebês..."
Fica cada vez melhor...

Juju manda avisar: Fotolog dos gatos da prefeitura, pra quem estiver procurando gatos pra adoção. Esses aí são aqui do Rio, vivem no terreno da prefeitura e são vítimas de crueldades quando não estão sendo atirados pelas janelas dos prédios onde entram. Enfim, essas coisas maravilhosas que as pessoas fazem e te deixam cheio de esperança na raça humana como um todo.
sexta-feira, setembro 05, 2003
quarta-feira, setembro 03, 2003
terça-feira, setembro 02, 2003
segunda-feira, setembro 01, 2003
O Café Lamas, altar da boemia carioca, proibiu seus 17 garçons de cobrar 10% da freguesia.
Paga de salário a cada um R$ 246. A turma de lei continua dando a gorjeta. A maldade foi decidida porque um forasteiro criou caso com a taxa estes dias.
Até o Gois já noticiou, que vergonha. Apesar de eu me incluir na ´turma de lei´ continuo achando isso uma bruta safadeza.
Paga de salário a cada um R$ 246. A turma de lei continua dando a gorjeta. A maldade foi decidida porque um forasteiro criou caso com a taxa estes dias.
Até o Gois já noticiou, que vergonha. Apesar de eu me incluir na ´turma de lei´ continuo achando isso uma bruta safadeza.
quinta-feira, agosto 28, 2003
Guess who´s back? Back again?
As expectativas não poderiam ser mais baixas. Nenhum James Cameron, uma Terminatrix (corroborando a tese de que qualquer filme Hollywoodiano atual tem que ter pelo menos uma mulher que possa sair bem nas fotos de publicidade e capas das revistas especializadas), um Swcharzenegger envelhecido e com delírios de grandeza. O plot? Novamente uma viagem no tempo? Novamente a defesa de John Connor como objetivo principal do robozão hell angel? O horror, o horror. Mais uma bela porcaria de caça níquel? Nem brincando.
Como os dois outros Ts, o 3 é um filme pessimista e descrente com uma humanidade cada vez mais bélica e descontrolada, apesar de ter um ótimo senso de humor não notado em nenhum dos outros longas da série. O verdadeiro gênio criminoso do filme não é um super programa de inteligência artificial, e sim o grupo humano que o gera para ter uma avançada arma militar. Connors e sua trupe lutam contra a inevitabilidade da libertação do Skynet e contra um futuro pré-determinado que vem assombrando os personagens desde a primeira aparição do primeiro exterminador.
Exterminador que volta pela terceira vez mais frágil e como ele mesmo diz, obsoleto. O T-800 é um modelo antigo, limitado, mais lento, fraco e com menos recursos que sua nova nêmesis. É um action hero das antigas que é substituído por uma modela de roupa colante tão equipada quanto um canivete suiço e que só deixa aos heróis a opção de fugir constantemente e transformar T3 em um road movie. Parece claramente a saideira do Arnoldão, que agora tenta uma carreira política seguindo uma trilha que Ronald Reagan e Clint Eastwood já exploraram antes.
Jonathan Mostow conseguiu extrair leite de pedra e produziu uma ótima sequência e mais ainda: um filme de ação macho como a muito tempo não se via. Sem firulas, sem slow motions, sem “fuiches”, sem bullet-times. Não que eu não goste dos voôs dos lutadores de kung-fu chineses ou de todos esses elementos que Hollywood está assimilando dos orientais agora, mas acho pouco saudável a dependência que o gênero está desenvolvendo nos cabos de aço e efeitos de última geração. T3 prova que não são as máquinas que fazem uma bela cena de ação, mas sim uma direção acertadíssima e uma edição precisa. Os efeitos computadorizados existem, óbvio, mas eles não são a razão da cena. E isso já é muito. Principalmente quando inserido em uma trama inteligente e que faz uma crítica pouco sutil ao comportamento americano atual.
As expectativas não poderiam ser mais baixas. Nenhum James Cameron, uma Terminatrix (corroborando a tese de que qualquer filme Hollywoodiano atual tem que ter pelo menos uma mulher que possa sair bem nas fotos de publicidade e capas das revistas especializadas), um Swcharzenegger envelhecido e com delírios de grandeza. O plot? Novamente uma viagem no tempo? Novamente a defesa de John Connor como objetivo principal do robozão hell angel? O horror, o horror. Mais uma bela porcaria de caça níquel? Nem brincando.
Como os dois outros Ts, o 3 é um filme pessimista e descrente com uma humanidade cada vez mais bélica e descontrolada, apesar de ter um ótimo senso de humor não notado em nenhum dos outros longas da série. O verdadeiro gênio criminoso do filme não é um super programa de inteligência artificial, e sim o grupo humano que o gera para ter uma avançada arma militar. Connors e sua trupe lutam contra a inevitabilidade da libertação do Skynet e contra um futuro pré-determinado que vem assombrando os personagens desde a primeira aparição do primeiro exterminador.
Exterminador que volta pela terceira vez mais frágil e como ele mesmo diz, obsoleto. O T-800 é um modelo antigo, limitado, mais lento, fraco e com menos recursos que sua nova nêmesis. É um action hero das antigas que é substituído por uma modela de roupa colante tão equipada quanto um canivete suiço e que só deixa aos heróis a opção de fugir constantemente e transformar T3 em um road movie. Parece claramente a saideira do Arnoldão, que agora tenta uma carreira política seguindo uma trilha que Ronald Reagan e Clint Eastwood já exploraram antes.
Jonathan Mostow conseguiu extrair leite de pedra e produziu uma ótima sequência e mais ainda: um filme de ação macho como a muito tempo não se via. Sem firulas, sem slow motions, sem “fuiches”, sem bullet-times. Não que eu não goste dos voôs dos lutadores de kung-fu chineses ou de todos esses elementos que Hollywood está assimilando dos orientais agora, mas acho pouco saudável a dependência que o gênero está desenvolvendo nos cabos de aço e efeitos de última geração. T3 prova que não são as máquinas que fazem uma bela cena de ação, mas sim uma direção acertadíssima e uma edição precisa. Os efeitos computadorizados existem, óbvio, mas eles não são a razão da cena. E isso já é muito. Principalmente quando inserido em uma trama inteligente e que faz uma crítica pouco sutil ao comportamento americano atual.
quarta-feira, agosto 27, 2003
ATENÇÃO
Se você usou o formulário de contato desse site nas últimas duas semanas fique sabendo que eu não recebi a sua mensagem. Esta porcaria está com algum problema e apesar de tudo correr aparentemente bem no envio, eu não recebo porcaria nenhuma.
Qualquer coisa mandem mail pra info@tiagoteixeira.com.br. E se tiverem paciência, me mandem os mails de novo aí. Eu sei que demoro a responder, mas eu sou um cara legal e gosto de receber mail, acreditem.
Se você usou o formulário de contato desse site nas últimas duas semanas fique sabendo que eu não recebi a sua mensagem. Esta porcaria está com algum problema e apesar de tudo correr aparentemente bem no envio, eu não recebo porcaria nenhuma.
Qualquer coisa mandem mail pra info@tiagoteixeira.com.br. E se tiverem paciência, me mandem os mails de novo aí. Eu sei que demoro a responder, mas eu sou um cara legal e gosto de receber mail, acreditem.
terça-feira, agosto 26, 2003
As Listras Brancas
Os outos cds do White Stripes são muito legais. Mas tem esse, o Elephant. Rapaz, vou te dizer uma coisa hein, é bom pra caramba. Mas tipo bom mesmo, vou confessar que eu estou ouvindo esse treco em todos os dias úteis e se eu parar provavelmente vão ter que me dopar pra eu não ter um cold turkey. Porque é tão bom? Sei lá peregrino, desconfio que é porque ele tem uma série de qualidades difíceis de ser encontradas nas bandinhas atuais, como punch sabe, que a gente pode traduzir como atitude, força, culhão, alguma coisa assim. E quando eu digo atitude não estou tentando soar como qualquer DJ da rádio cidade não, estou falando do produto autêntico aqui. Como juju disse, parece os Rollings Stones da época em que a boca do pai de Lucas Gimenez estava menos enrugada.
E ontem vi o clipe de ´Seven Nation Army´ que também é absolutamente genial e bom pra te deixar enjoado. Lá no meio você já está tonto e com vontade de tomar um plazil. Ótimo. E tem uns outros detalhes interessantes, tipo a direção de arte impecável dos discos ou as declarações malucas que eles dão a mídia dizendo as vezes que são irmãos, as vezes que são casados, as vezes que são amigos. Isso é muito interessante, a técnica de dar respostas bizarras para a imprensa, tem poucas pessoas que dominam ou a dominaram tão bem. Como Cary Grant - "Todo mundo quer ser Cary Grant. Até eu gostaria de ser Cary Grant." ou Tom Waits quando inquirido sobre porque a demora para produzir seu último disco - "Fiquei preso em um engarrafamento.", ah que beleza. Pena que a maioria das pessoas se levem tão a sério.
Mas já falei sobre White Stripes? Caramba, é muito bom.
Os outos cds do White Stripes são muito legais. Mas tem esse, o Elephant. Rapaz, vou te dizer uma coisa hein, é bom pra caramba. Mas tipo bom mesmo, vou confessar que eu estou ouvindo esse treco em todos os dias úteis e se eu parar provavelmente vão ter que me dopar pra eu não ter um cold turkey. Porque é tão bom? Sei lá peregrino, desconfio que é porque ele tem uma série de qualidades difíceis de ser encontradas nas bandinhas atuais, como punch sabe, que a gente pode traduzir como atitude, força, culhão, alguma coisa assim. E quando eu digo atitude não estou tentando soar como qualquer DJ da rádio cidade não, estou falando do produto autêntico aqui. Como juju disse, parece os Rollings Stones da época em que a boca do pai de Lucas Gimenez estava menos enrugada.
E ontem vi o clipe de ´Seven Nation Army´ que também é absolutamente genial e bom pra te deixar enjoado. Lá no meio você já está tonto e com vontade de tomar um plazil. Ótimo. E tem uns outros detalhes interessantes, tipo a direção de arte impecável dos discos ou as declarações malucas que eles dão a mídia dizendo as vezes que são irmãos, as vezes que são casados, as vezes que são amigos. Isso é muito interessante, a técnica de dar respostas bizarras para a imprensa, tem poucas pessoas que dominam ou a dominaram tão bem. Como Cary Grant - "Todo mundo quer ser Cary Grant. Até eu gostaria de ser Cary Grant." ou Tom Waits quando inquirido sobre porque a demora para produzir seu último disco - "Fiquei preso em um engarrafamento.", ah que beleza. Pena que a maioria das pessoas se levem tão a sério.
Mas já falei sobre White Stripes? Caramba, é muito bom.
quarta-feira, agosto 20, 2003
terça-feira, agosto 19, 2003
No cruzamento entre a Marquês de Abrantes e o início da Rua do Catete existe um grafitti que mostra um sujeito apontando para o chão com as inscrições: "Não feche os olhos para a miséria". O local para aonde ele aponta fica em uma curva, uma parede reta em uma calçada curta e sem nenhuma cobertura. Isso não impede que diariamente vários pedintes se revezem no local, se aninhando exatamente para aonde a mão acusadora aponta, assim, assim como quem não quer nada. Oque cria um cenário perfeito pra ser fotografado por algum Sebastião Salgado ou similar explorador das mazelas sociais.
Funciona muito melhor que uma placa dizendo "Pedintes fiquem aqui por favor". Como que nenhum desses paisagistas urbanos pensou nisso?
Funciona muito melhor que uma placa dizendo "Pedintes fiquem aqui por favor". Como que nenhum desses paisagistas urbanos pensou nisso?
quinta-feira, agosto 14, 2003
Di another Day
Desde as alterações que a ex-enfant terrible Madonna fez no primeiro clipe de American Life não se via tanta pusilanimidade. O atual manda chuva editorial da Marvel, o ubbernerd Joe Quesada é conhecido por seus factóides e presepadas para criar um burburinho sobre a ´casa das idéias´ na mídia. Com sua falta de noção, o homem também é incidentalmente responsável por algumas audácias que deram certo, como a contratação de roteiristas excepcionais e extremamente originais como Grant Morrison (The New X-Men), Peter Milligan (X-force/X-Statix) e Mark Millar (Ultimate X-Men e The Ultimates) e de outros nomes também saídos dos quadinhos independentes como os competentíssimos desenhistas Frank Quietly, Brian Hitch e Mike Alred.
Falemos aqui de Milligan e Alred. Os dois tinham ficado a cargo da X-Force. Em uma edição eles jogaram anos de continuidade fora e criaram uma das abordagens mais interessantes no que tange os grupos super-heróicos: um bando de jovens egocentricos e arrogantes que lutam entre si e contra seus inimigos por mais espaço na mídia e contratos para estrelar comerciais. Essencialmente uma boy band com uniformes espalhafatosos e habilidades sobre-humanas.
Desde o início a revista manteve um nível altíssimo com essa nova abordagem, e a alguns meses Joe Quesada anunciou a nova empreitada da dupla: Em uma viagem a Londres, um dos membros do grupo com poderes necromanticos iria ressucitar ninguém menos que Lady Di. A idéia era tornar a princesa em uma figura pública morta-viva que iria se juntar ao grupo, em um arco de histórias que seria chamado de “Di Another Day”.
Até que a família real soube disso. E mais rápido do que você possa dizer “Peixe com batata frita” ameaçaram a editora com um mega processo, que fez com que Joe Quesada prontamente se escondesse embaixo da mesa e pedisse... ah... como dizer... arrego?
E lá se vai uma ótima e transgressora idéia engavetada por causa da covardia de um editor mariquinhas. Infelizmente não existem ´director´s cut´ no mundo dos quadrinhos e provavelmente nunca vamos ver essa história. Blame it on Joe Quesada e na Rainha, que ao contrário da maioria do seu país não tem um pingo de senso de humor.
Desde as alterações que a ex-enfant terrible Madonna fez no primeiro clipe de American Life não se via tanta pusilanimidade. O atual manda chuva editorial da Marvel, o ubbernerd Joe Quesada é conhecido por seus factóides e presepadas para criar um burburinho sobre a ´casa das idéias´ na mídia. Com sua falta de noção, o homem também é incidentalmente responsável por algumas audácias que deram certo, como a contratação de roteiristas excepcionais e extremamente originais como Grant Morrison (The New X-Men), Peter Milligan (X-force/X-Statix) e Mark Millar (Ultimate X-Men e The Ultimates) e de outros nomes também saídos dos quadinhos independentes como os competentíssimos desenhistas Frank Quietly, Brian Hitch e Mike Alred.
Falemos aqui de Milligan e Alred. Os dois tinham ficado a cargo da X-Force. Em uma edição eles jogaram anos de continuidade fora e criaram uma das abordagens mais interessantes no que tange os grupos super-heróicos: um bando de jovens egocentricos e arrogantes que lutam entre si e contra seus inimigos por mais espaço na mídia e contratos para estrelar comerciais. Essencialmente uma boy band com uniformes espalhafatosos e habilidades sobre-humanas.
Desde o início a revista manteve um nível altíssimo com essa nova abordagem, e a alguns meses Joe Quesada anunciou a nova empreitada da dupla: Em uma viagem a Londres, um dos membros do grupo com poderes necromanticos iria ressucitar ninguém menos que Lady Di. A idéia era tornar a princesa em uma figura pública morta-viva que iria se juntar ao grupo, em um arco de histórias que seria chamado de “Di Another Day”.
Até que a família real soube disso. E mais rápido do que você possa dizer “Peixe com batata frita” ameaçaram a editora com um mega processo, que fez com que Joe Quesada prontamente se escondesse embaixo da mesa e pedisse... ah... como dizer... arrego?
E lá se vai uma ótima e transgressora idéia engavetada por causa da covardia de um editor mariquinhas. Infelizmente não existem ´director´s cut´ no mundo dos quadrinhos e provavelmente nunca vamos ver essa história. Blame it on Joe Quesada e na Rainha, que ao contrário da maioria do seu país não tem um pingo de senso de humor.
Indo nesse site aprecie o botão indique um amigo. Que ícone lindo, sexy, maravilhoso! Queria eu ter tido essa idéia quando fiz o redesign do Ivox junto com meu compadre Leo Burla.
quarta-feira, agosto 13, 2003
segunda-feira, agosto 11, 2003
Morra Fernanda! Morra Salete! Morra Maneco! E reza pra alguém melhor que você escrever sua cena de morte. Meu Deus do céu alguém me explica que cena foi essa? Sub sub Tarantino de terceira categoria, que só serve pra mostrar que a prefeitura tinha toda a razão em tentar probir essa representação ridícula da violência carioca como um filme de faroeste vagabundo e irreal.
quarta-feira, agosto 06, 2003
ROSEBUD!
Eu já entendi a morte do Roberto Marinho. Saquei tudo. É parte da competição sem fim com o Silvio Santos. Um declara que vai morrer e o outro morre de fato. O Abravanel deve estar se mordendo de inveja.
Agora sério, até porque o corpo do cara nem esfriou. Não posso deixar de ficar preocupado com o que vai acontecer agora. A Globo vai se disolver de vez? O SBT vai dominar a tv brasileira? Quando vai morrer o ACM? Quem a gente vai culpar de todas as mazelas do mundo? O Roberto Marinho vai ressucitar no sétimo dia?
Eu já entendi a morte do Roberto Marinho. Saquei tudo. É parte da competição sem fim com o Silvio Santos. Um declara que vai morrer e o outro morre de fato. O Abravanel deve estar se mordendo de inveja.
Agora sério, até porque o corpo do cara nem esfriou. Não posso deixar de ficar preocupado com o que vai acontecer agora. A Globo vai se disolver de vez? O SBT vai dominar a tv brasileira? Quando vai morrer o ACM? Quem a gente vai culpar de todas as mazelas do mundo? O Roberto Marinho vai ressucitar no sétimo dia?
domingo, agosto 03, 2003
sexta-feira, agosto 01, 2003
Ei, peregrino!
Uma nova biografia de John Wayne (1907-79) revela que o ditador soviético (1879-1953), irritado com o anticomunismo do ator norte-americano, teria planejado seu assassinato entre o final dos anos 40 e começo dos anos 50. O livro relata que dois assassinos russos, disfarçados de agentes do FBI, teriam tentado matar Wayne em um estúdio de Hollywood. Os planos teriam sido suspensos com a morte de Stálin, já que seu sucessor, Nikita Kruschov, era fã do ator.
Uma nova biografia de John Wayne (1907-79) revela que o ditador soviético (1879-1953), irritado com o anticomunismo do ator norte-americano, teria planejado seu assassinato entre o final dos anos 40 e começo dos anos 50. O livro relata que dois assassinos russos, disfarçados de agentes do FBI, teriam tentado matar Wayne em um estúdio de Hollywood. Os planos teriam sido suspensos com a morte de Stálin, já que seu sucessor, Nikita Kruschov, era fã do ator.
Subscrever:
Comentários (Atom)



