quarta-feira, setembro 25, 2002
terça-feira, setembro 24, 2002
segunda-feira, setembro 23, 2002
sexta-feira, setembro 20, 2002
Adendo ao tempo abjeto
Sobre o tempo verbal abjeto apontado pela Go Gonzo Girl, aquele utilizado pelas pessoas que falam "Eu estarei fazendo isso às 3 horas." porque acham o "I´ll be doing it" do inglês muito bonito, eu gostaria de esclarecer algumas coisas para a negada que é chegada nessa mania iniciada em Sâo Paulo:
"Ele tem um ponto." ("He´s got a point.") significa no máximo que o sujeito se machucou e foi medicado com agulha e linha.
"Isso é o estado da Arte..." ("That´s the state-of-the-art...") significa que a produção cultural do seu estado é farta e interessante.
"Ele realizou que..." ("He realized that...") significa que que você plantou um filho, escreveu uma árvore ou teve um livro, enfim, realizou alguma coisa e não percebeu alguma coisa.
Moral da história: Se vocês vão canibalizar alguma expressão ianque pelo menos mudem alguma coisa, façam alguma transgressão no estilo antropofágico, não se limitem a traduzir a coisa ao pé da letra como um exercício de surrealismo. Dammit.
Sobre o tempo verbal abjeto apontado pela Go Gonzo Girl, aquele utilizado pelas pessoas que falam "Eu estarei fazendo isso às 3 horas." porque acham o "I´ll be doing it" do inglês muito bonito, eu gostaria de esclarecer algumas coisas para a negada que é chegada nessa mania iniciada em Sâo Paulo:
"Ele tem um ponto." ("He´s got a point.") significa no máximo que o sujeito se machucou e foi medicado com agulha e linha.
"Isso é o estado da Arte..." ("That´s the state-of-the-art...") significa que a produção cultural do seu estado é farta e interessante.
"Ele realizou que..." ("He realized that...") significa que que você plantou um filho, escreveu uma árvore ou teve um livro, enfim, realizou alguma coisa e não percebeu alguma coisa.
Moral da história: Se vocês vão canibalizar alguma expressão ianque pelo menos mudem alguma coisa, façam alguma transgressão no estilo antropofágico, não se limitem a traduzir a coisa ao pé da letra como um exercício de surrealismo. Dammit.
quinta-feira, setembro 19, 2002
Não vou votar no Lula porque ele não fala direito.
Não vou votar no Lula porque ele não vai representar o Brasil bem no exterior.
Não vou votar no Lula porque ele não fez faculdade.
Eu falo direito, sei inglês e arranho no francês, fiz faculdade e tenho cinco dedos em cada mão, porque vocês não votam em mim pra presidente?
Não vou votar no Lula porque ele não vai representar o Brasil bem no exterior.
Não vou votar no Lula porque ele não fez faculdade.
Eu falo direito, sei inglês e arranho no francês, fiz faculdade e tenho cinco dedos em cada mão, porque vocês não votam em mim pra presidente?
quarta-feira, setembro 18, 2002
Homem viaja para uma cidade do interior tentando resolver um crime e topa com vários personagens bizarros e situações esquisitas. Twin Peaks? Quase, é ´Push, Nevada´ a nova série altamente original criada por Ben Affleck.
Vai ser exibido pela ABC, a rede de Tv que mais sacaneou o David Lynch.
Vai ser exibido pela ABC, a rede de Tv que mais sacaneou o David Lynch.
segunda-feira, setembro 16, 2002
A Síndrome do Sivuca

Diante de sua TV, aquele cidadão pacato e respeitadouro das leis recebe as notícias daquele grande ato criminoso que está acontecendo nesse exato momento. Súbtimo, Tremores em sua pálpebra esquerda e espamos em sua coluna cervical começam a surgir. Suas pupilas se dilatam e uma veia grossa pulsa em sua testa. Em segundos o homem está coberto de suor e com os dentes trincados, ele levanta de supetão e atira o controle remoto contra a parede:
- MATEM TODOS ESSES FDPS!!! RUAAAARGH!!!
Não adianta negar, você com certeza já foi vítima ou conhece alguém que sucumbiu à síndrome do Sivuca, que ganhou o nome do selvagem político do mesmo nome. O sintoma mais claro é aquela voz ribombante dentro do seu crânio que grita " Bandido bom é bandido morto" a cada 3 milésimos de segundo. A duração das crises varia. Pode ir de alguns segundos ou durar por anos a fio, sendo que casos crônicos da doença já foram verificados, principalmente em apresentadores de programas policiais.
Assim como a AIDS, a Câncer e os Soluços essa mazela não tem cura mas durante as crises, uma boa maneira de controlar o indivíduo acometido pelo mal é atingir a cabeça do mesmo com um objeto pesado, de preferência sem corte. Uma outra maneira, muito menos eficaz, é tentar convencer a vítima de que se um bandido é quem cometeu um crime e se assassinato é um crime, então o executor do bandido também será um criminoso e seguindo essa linha de pensamento, deverá ser igualmente executado. Mas essa técnica é ineficaz na maioria dos casos, sendo que na mente do afligido 2000 anos de civilização vão pelo ralo e a Lei de Talião começa a parecer altamente lógica.

Diante de sua TV, aquele cidadão pacato e respeitadouro das leis recebe as notícias daquele grande ato criminoso que está acontecendo nesse exato momento. Súbtimo, Tremores em sua pálpebra esquerda e espamos em sua coluna cervical começam a surgir. Suas pupilas se dilatam e uma veia grossa pulsa em sua testa. Em segundos o homem está coberto de suor e com os dentes trincados, ele levanta de supetão e atira o controle remoto contra a parede:
- MATEM TODOS ESSES FDPS!!! RUAAAARGH!!!
Não adianta negar, você com certeza já foi vítima ou conhece alguém que sucumbiu à síndrome do Sivuca, que ganhou o nome do selvagem político do mesmo nome. O sintoma mais claro é aquela voz ribombante dentro do seu crânio que grita " Bandido bom é bandido morto" a cada 3 milésimos de segundo. A duração das crises varia. Pode ir de alguns segundos ou durar por anos a fio, sendo que casos crônicos da doença já foram verificados, principalmente em apresentadores de programas policiais.
Assim como a AIDS, a Câncer e os Soluços essa mazela não tem cura mas durante as crises, uma boa maneira de controlar o indivíduo acometido pelo mal é atingir a cabeça do mesmo com um objeto pesado, de preferência sem corte. Uma outra maneira, muito menos eficaz, é tentar convencer a vítima de que se um bandido é quem cometeu um crime e se assassinato é um crime, então o executor do bandido também será um criminoso e seguindo essa linha de pensamento, deverá ser igualmente executado. Mas essa técnica é ineficaz na maioria dos casos, sendo que na mente do afligido 2000 anos de civilização vão pelo ralo e a Lei de Talião começa a parecer altamente lógica.

Caro Tonho,
Sou grande admirador de seu trabalho e tenho acompanhado a sua carreira nacional e internacional (parabéns por Cannes!). Mas uma dúvida me corrói. Não consigo entender aquele comercial de cerveja aonde para seduzir seu namorado uma mulher passa cerveja no corpo e nas roupas íntimas. Você poderia me explicar essa peça?
Alberto Moura
Mourinha, grande sujeito!!! Pode deixar que eu tiro esse peso das suas costas, Mouróvisky! Esse comercial de TV que você menciona é simplesmente GENIAL! Super lúdico e com um conceito fascinante. Ele é o supra sumo de toda a publicidade feita para cervejas em geral, que em 99% dos casos juntam cerveja e virilidade em um mesmo pacote!!! Afinal, sexo é a maneira mais fácil de vender seu produto! A moça que consegue seduzir o sujeito usando cerveja como creme nivea mostra isso com primor: A cerveja é tão boa que consegue até fazer uma biba louca se interessar por mulher, dessa maneira agregando valor ao produto!
sexta-feira, setembro 13, 2002
Yeah, baby!

Dos anos 90 pra cá, você poderia observar um padrão perfeito que acontecia em 90% dos filmes que conseguiam uma continuação. O padrão da queda de qualidade, que se caracterizava pela redução da mesma em progressão geométrica à cada sequência. Se o primeiro filme era bom, inadvertidamente o segundo seria fraco e o terceiro intragável. Se uma quarta sequência fosse produzida ela possuiria uma tendência a se tornar um cult entre os adoradores do cinema bizarro.
Lentamente parece que a tendência está se invertendo, com algumas continuações (raras ainda) que quase conseguem fazer jus ao filme original, como era tão comum na idade de ouro das trilogias, os anos 80. Temos aí, se você lembrar, o MI2 ou o Toy Story 2 por exemplo. Claro que outros realizadores não conseguem se livrar dessa tradição tão cara à Hollywood, como os que produziram pérolas como o segundo MIB, o terceiro Batman e Robin, a saideira do Robocop ou os todos os outros Halloweens.
E Mike Myers estava animadíssimo pra fazer parte do time com seu Austin Powers 2. Bem inferior ao primeiro, o filme anunciava um canto do cisne assustador para o personagem, e eu sinceramente esperava uma bomba maior que Enola Gay. E adivinha só? Errei feio.
Não me pergunte o que aconteceu, peregrino. Mas a verdade é que Austin Powers 3 é um filme muito, muito engraçado. Mais engraçado que o segundo E o primeiro juntos. A sequência de abertura surpreendente (uma piada que já foi estragada por milhares de críticos de jornais de grande circulação que contaram a punchline da mesma.) é só o começo de uma série de piadas que variam entre um humor sofisticado e cheio de referências pro toilet humor mais grosseiro sem perder a graça. Até o Fat Bastard (o Roberto Jefferson do Myers) está engraçado. Não que ele chegue perto do bizarro e políticamente incorreto Goldmember.
Só podia ser melhor se o Sean Connery tivesse feito o papel do pai de Austin, no lugar do Michael Caine. Mas aí seria pedir demais.

Dos anos 90 pra cá, você poderia observar um padrão perfeito que acontecia em 90% dos filmes que conseguiam uma continuação. O padrão da queda de qualidade, que se caracterizava pela redução da mesma em progressão geométrica à cada sequência. Se o primeiro filme era bom, inadvertidamente o segundo seria fraco e o terceiro intragável. Se uma quarta sequência fosse produzida ela possuiria uma tendência a se tornar um cult entre os adoradores do cinema bizarro.
Lentamente parece que a tendência está se invertendo, com algumas continuações (raras ainda) que quase conseguem fazer jus ao filme original, como era tão comum na idade de ouro das trilogias, os anos 80. Temos aí, se você lembrar, o MI2 ou o Toy Story 2 por exemplo. Claro que outros realizadores não conseguem se livrar dessa tradição tão cara à Hollywood, como os que produziram pérolas como o segundo MIB, o terceiro Batman e Robin, a saideira do Robocop ou os todos os outros Halloweens.
E Mike Myers estava animadíssimo pra fazer parte do time com seu Austin Powers 2. Bem inferior ao primeiro, o filme anunciava um canto do cisne assustador para o personagem, e eu sinceramente esperava uma bomba maior que Enola Gay. E adivinha só? Errei feio.
Não me pergunte o que aconteceu, peregrino. Mas a verdade é que Austin Powers 3 é um filme muito, muito engraçado. Mais engraçado que o segundo E o primeiro juntos. A sequência de abertura surpreendente (uma piada que já foi estragada por milhares de críticos de jornais de grande circulação que contaram a punchline da mesma.) é só o começo de uma série de piadas que variam entre um humor sofisticado e cheio de referências pro toilet humor mais grosseiro sem perder a graça. Até o Fat Bastard (o Roberto Jefferson do Myers) está engraçado. Não que ele chegue perto do bizarro e políticamente incorreto Goldmember.
Só podia ser melhor se o Sean Connery tivesse feito o papel do pai de Austin, no lugar do Michael Caine. Mas aí seria pedir demais.
quarta-feira, setembro 11, 2002
terça-feira, setembro 03, 2002
quinta-feira, agosto 29, 2002
Estados Unidos, 29/08/2002 - Submarino japonês é descoberto por pesquisadores da Universidade do Havaí. O veículo teria sido atacado pelos Estados Unidos uma hora antes do famoso bombardeio de Pearl Harbor. A descoberta levanta a hipótese de a ofensiva japonesa ter sido uma resposta aos norte-americanos, e não a primeira agressão.
Já vai tarde

Assistindo ao último episódio do Arquivo X ontem, me lembrei dos motivos que me fizeram desistir da série a algumas temporadas atrás. O mais forte, eu acho, era a trama principal, que atingiu um nível tão rocambolesco e cheio de idas e vindas que me dava a nítida impressão de que alguém ali dentro estava cortando um dobrado para conseguir remendar um monte de idéias de inúmeros roteiristas em um amontoado conspiratório que chegava a ser ridículo. E convenhamos, a série já tinha perdido o fôlego a anos e devia ter ido pro matadouro depois do longa metragem.
O episódio em si, como a maioria dos episódios da série, não termina, deixa mais perguntas que respostas e cria trezentas e cinquenta pontas soltas que devem voltar na telona no próximo verão. E deixar mais pontas soltas, que crescerão em progressão geométrica até o Chris Carter arrumar outro modo de arrancar dinheiro de nerds incáutos.
Agora a primeira hora do dito cujo é memorável. Inventaram um jeito ótimo de explicar tudo que havia acontecido em quase 10 anos e apresentar os principais personagens, sabe como? Fizeram um julgamento do Mulder e chamaram todos os conhecidos do homem, que contavam em flashback a trama da série inteira aos pouquinhos! Não é uma maneira inteligente de fechar uma série, fazendo uma retrospectiva e informando os espectadores? Muito bom mesmo. Tão bom que os roteiristas do übber sitcom Seinfeld fizeram isso a anos atrás no episódio de encerramento.
Só tem 171 mesmo.

Assistindo ao último episódio do Arquivo X ontem, me lembrei dos motivos que me fizeram desistir da série a algumas temporadas atrás. O mais forte, eu acho, era a trama principal, que atingiu um nível tão rocambolesco e cheio de idas e vindas que me dava a nítida impressão de que alguém ali dentro estava cortando um dobrado para conseguir remendar um monte de idéias de inúmeros roteiristas em um amontoado conspiratório que chegava a ser ridículo. E convenhamos, a série já tinha perdido o fôlego a anos e devia ter ido pro matadouro depois do longa metragem.
O episódio em si, como a maioria dos episódios da série, não termina, deixa mais perguntas que respostas e cria trezentas e cinquenta pontas soltas que devem voltar na telona no próximo verão. E deixar mais pontas soltas, que crescerão em progressão geométrica até o Chris Carter arrumar outro modo de arrancar dinheiro de nerds incáutos.
Agora a primeira hora do dito cujo é memorável. Inventaram um jeito ótimo de explicar tudo que havia acontecido em quase 10 anos e apresentar os principais personagens, sabe como? Fizeram um julgamento do Mulder e chamaram todos os conhecidos do homem, que contavam em flashback a trama da série inteira aos pouquinhos! Não é uma maneira inteligente de fechar uma série, fazendo uma retrospectiva e informando os espectadores? Muito bom mesmo. Tão bom que os roteiristas do übber sitcom Seinfeld fizeram isso a anos atrás no episódio de encerramento.
Só tem 171 mesmo.
quarta-feira, agosto 28, 2002
Repórter de menor

Se você vem acompanhando a carreira do Spielberg nos últimos tempos, certamente já deve ter percebido a nova obsessão do diretor: Criar ‘filmes adultos com discussões inteligentes e relevantes e passar a sua visão de mundo aos espectadores’. A visão de mundo do Spielberg é aquela que diz que o mundo adulto é mau e corrupto e a única salvação é voltar a sua infância e/ou família, de preferência se mudando para o subúrbio.
E a ‘discussão inteligente e relevante’? Em Minority Report, temos um mundo aonde o crime pode ser previsto por meio de três paranormais e dessa maneira os criminosos podem ser presos antes de se tornarem criminosos, mas será que o futuro é realmente predeterminado e não existe maneira dos assassinos fugirem de sua sina ou existem futuros alternativos aonde os perpetradores dos crimes não chegam a consumar seus atos? É moralmente aceitável preder uma pessoa antes dela praticar um crime?
A questão, emprestada de Philip K. Dick, é realmente relevante (principalmente no mundo depois de 9/11) e inteligente. E somada a visão de mundo do diretor, temos um plot básico que mistura um funcionário do pré-crime que põe em jogo a credibilidade do sistema e consegue resolver a trama ao mesmo tempo que refaz a sua família destruída pela morte do filho.
Já temos uma dicussão relevante e uma visão de mundo. Vamos incrementar isso com uma ambientação extremamente bem cuidada, em um futuro exótico cheio de bugingangas geniais e mirabolantes. E perseguições intermináveis, dirigidas sem nenhum ritmo ou emoção. E um senso de humor retardado completamente discrepante do tom da meia hora inicial do filme que desaparece misteriosamente com o fim da perseguição interminável. E milhares de referências cinematográficas que vão desde Kubrick a Fueller, e em 90% dos casos me parecem altamente gratuitas. E alguns furos de roteiro. E uma fotografia azul e verde. Taí, Minority Report.
É o que se podia esperar do rapaz. Mas eu ainda acho que o Spielberg podia parar de tentar se provar um adulto inteligente e voltar pra suas fábulas ou pulps. Porque qualquer um dos filmes dessa época tem muito mais inteligência e perspicácia do que todas as obras do diretor nos últimos anos juntas.

Se você vem acompanhando a carreira do Spielberg nos últimos tempos, certamente já deve ter percebido a nova obsessão do diretor: Criar ‘filmes adultos com discussões inteligentes e relevantes e passar a sua visão de mundo aos espectadores’. A visão de mundo do Spielberg é aquela que diz que o mundo adulto é mau e corrupto e a única salvação é voltar a sua infância e/ou família, de preferência se mudando para o subúrbio.
E a ‘discussão inteligente e relevante’? Em Minority Report, temos um mundo aonde o crime pode ser previsto por meio de três paranormais e dessa maneira os criminosos podem ser presos antes de se tornarem criminosos, mas será que o futuro é realmente predeterminado e não existe maneira dos assassinos fugirem de sua sina ou existem futuros alternativos aonde os perpetradores dos crimes não chegam a consumar seus atos? É moralmente aceitável preder uma pessoa antes dela praticar um crime?
A questão, emprestada de Philip K. Dick, é realmente relevante (principalmente no mundo depois de 9/11) e inteligente. E somada a visão de mundo do diretor, temos um plot básico que mistura um funcionário do pré-crime que põe em jogo a credibilidade do sistema e consegue resolver a trama ao mesmo tempo que refaz a sua família destruída pela morte do filho.
Já temos uma dicussão relevante e uma visão de mundo. Vamos incrementar isso com uma ambientação extremamente bem cuidada, em um futuro exótico cheio de bugingangas geniais e mirabolantes. E perseguições intermináveis, dirigidas sem nenhum ritmo ou emoção. E um senso de humor retardado completamente discrepante do tom da meia hora inicial do filme que desaparece misteriosamente com o fim da perseguição interminável. E milhares de referências cinematográficas que vão desde Kubrick a Fueller, e em 90% dos casos me parecem altamente gratuitas. E alguns furos de roteiro. E uma fotografia azul e verde. Taí, Minority Report.
É o que se podia esperar do rapaz. Mas eu ainda acho que o Spielberg podia parar de tentar se provar um adulto inteligente e voltar pra suas fábulas ou pulps. Porque qualquer um dos filmes dessa época tem muito mais inteligência e perspicácia do que todas as obras do diretor nos últimos anos juntas.
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