quinta-feira, agosto 29, 2002
Estados Unidos, 29/08/2002 - Submarino japonês é descoberto por pesquisadores da Universidade do Havaí. O veículo teria sido atacado pelos Estados Unidos uma hora antes do famoso bombardeio de Pearl Harbor. A descoberta levanta a hipótese de a ofensiva japonesa ter sido uma resposta aos norte-americanos, e não a primeira agressão.
Já vai tarde

Assistindo ao último episódio do Arquivo X ontem, me lembrei dos motivos que me fizeram desistir da série a algumas temporadas atrás. O mais forte, eu acho, era a trama principal, que atingiu um nível tão rocambolesco e cheio de idas e vindas que me dava a nítida impressão de que alguém ali dentro estava cortando um dobrado para conseguir remendar um monte de idéias de inúmeros roteiristas em um amontoado conspiratório que chegava a ser ridículo. E convenhamos, a série já tinha perdido o fôlego a anos e devia ter ido pro matadouro depois do longa metragem.
O episódio em si, como a maioria dos episódios da série, não termina, deixa mais perguntas que respostas e cria trezentas e cinquenta pontas soltas que devem voltar na telona no próximo verão. E deixar mais pontas soltas, que crescerão em progressão geométrica até o Chris Carter arrumar outro modo de arrancar dinheiro de nerds incáutos.
Agora a primeira hora do dito cujo é memorável. Inventaram um jeito ótimo de explicar tudo que havia acontecido em quase 10 anos e apresentar os principais personagens, sabe como? Fizeram um julgamento do Mulder e chamaram todos os conhecidos do homem, que contavam em flashback a trama da série inteira aos pouquinhos! Não é uma maneira inteligente de fechar uma série, fazendo uma retrospectiva e informando os espectadores? Muito bom mesmo. Tão bom que os roteiristas do übber sitcom Seinfeld fizeram isso a anos atrás no episódio de encerramento.
Só tem 171 mesmo.

Assistindo ao último episódio do Arquivo X ontem, me lembrei dos motivos que me fizeram desistir da série a algumas temporadas atrás. O mais forte, eu acho, era a trama principal, que atingiu um nível tão rocambolesco e cheio de idas e vindas que me dava a nítida impressão de que alguém ali dentro estava cortando um dobrado para conseguir remendar um monte de idéias de inúmeros roteiristas em um amontoado conspiratório que chegava a ser ridículo. E convenhamos, a série já tinha perdido o fôlego a anos e devia ter ido pro matadouro depois do longa metragem.
O episódio em si, como a maioria dos episódios da série, não termina, deixa mais perguntas que respostas e cria trezentas e cinquenta pontas soltas que devem voltar na telona no próximo verão. E deixar mais pontas soltas, que crescerão em progressão geométrica até o Chris Carter arrumar outro modo de arrancar dinheiro de nerds incáutos.
Agora a primeira hora do dito cujo é memorável. Inventaram um jeito ótimo de explicar tudo que havia acontecido em quase 10 anos e apresentar os principais personagens, sabe como? Fizeram um julgamento do Mulder e chamaram todos os conhecidos do homem, que contavam em flashback a trama da série inteira aos pouquinhos! Não é uma maneira inteligente de fechar uma série, fazendo uma retrospectiva e informando os espectadores? Muito bom mesmo. Tão bom que os roteiristas do übber sitcom Seinfeld fizeram isso a anos atrás no episódio de encerramento.
Só tem 171 mesmo.
quarta-feira, agosto 28, 2002
Repórter de menor

Se você vem acompanhando a carreira do Spielberg nos últimos tempos, certamente já deve ter percebido a nova obsessão do diretor: Criar ‘filmes adultos com discussões inteligentes e relevantes e passar a sua visão de mundo aos espectadores’. A visão de mundo do Spielberg é aquela que diz que o mundo adulto é mau e corrupto e a única salvação é voltar a sua infância e/ou família, de preferência se mudando para o subúrbio.
E a ‘discussão inteligente e relevante’? Em Minority Report, temos um mundo aonde o crime pode ser previsto por meio de três paranormais e dessa maneira os criminosos podem ser presos antes de se tornarem criminosos, mas será que o futuro é realmente predeterminado e não existe maneira dos assassinos fugirem de sua sina ou existem futuros alternativos aonde os perpetradores dos crimes não chegam a consumar seus atos? É moralmente aceitável preder uma pessoa antes dela praticar um crime?
A questão, emprestada de Philip K. Dick, é realmente relevante (principalmente no mundo depois de 9/11) e inteligente. E somada a visão de mundo do diretor, temos um plot básico que mistura um funcionário do pré-crime que põe em jogo a credibilidade do sistema e consegue resolver a trama ao mesmo tempo que refaz a sua família destruída pela morte do filho.
Já temos uma dicussão relevante e uma visão de mundo. Vamos incrementar isso com uma ambientação extremamente bem cuidada, em um futuro exótico cheio de bugingangas geniais e mirabolantes. E perseguições intermináveis, dirigidas sem nenhum ritmo ou emoção. E um senso de humor retardado completamente discrepante do tom da meia hora inicial do filme que desaparece misteriosamente com o fim da perseguição interminável. E milhares de referências cinematográficas que vão desde Kubrick a Fueller, e em 90% dos casos me parecem altamente gratuitas. E alguns furos de roteiro. E uma fotografia azul e verde. Taí, Minority Report.
É o que se podia esperar do rapaz. Mas eu ainda acho que o Spielberg podia parar de tentar se provar um adulto inteligente e voltar pra suas fábulas ou pulps. Porque qualquer um dos filmes dessa época tem muito mais inteligência e perspicácia do que todas as obras do diretor nos últimos anos juntas.

Se você vem acompanhando a carreira do Spielberg nos últimos tempos, certamente já deve ter percebido a nova obsessão do diretor: Criar ‘filmes adultos com discussões inteligentes e relevantes e passar a sua visão de mundo aos espectadores’. A visão de mundo do Spielberg é aquela que diz que o mundo adulto é mau e corrupto e a única salvação é voltar a sua infância e/ou família, de preferência se mudando para o subúrbio.
E a ‘discussão inteligente e relevante’? Em Minority Report, temos um mundo aonde o crime pode ser previsto por meio de três paranormais e dessa maneira os criminosos podem ser presos antes de se tornarem criminosos, mas será que o futuro é realmente predeterminado e não existe maneira dos assassinos fugirem de sua sina ou existem futuros alternativos aonde os perpetradores dos crimes não chegam a consumar seus atos? É moralmente aceitável preder uma pessoa antes dela praticar um crime?
A questão, emprestada de Philip K. Dick, é realmente relevante (principalmente no mundo depois de 9/11) e inteligente. E somada a visão de mundo do diretor, temos um plot básico que mistura um funcionário do pré-crime que põe em jogo a credibilidade do sistema e consegue resolver a trama ao mesmo tempo que refaz a sua família destruída pela morte do filho.
Já temos uma dicussão relevante e uma visão de mundo. Vamos incrementar isso com uma ambientação extremamente bem cuidada, em um futuro exótico cheio de bugingangas geniais e mirabolantes. E perseguições intermináveis, dirigidas sem nenhum ritmo ou emoção. E um senso de humor retardado completamente discrepante do tom da meia hora inicial do filme que desaparece misteriosamente com o fim da perseguição interminável. E milhares de referências cinematográficas que vão desde Kubrick a Fueller, e em 90% dos casos me parecem altamente gratuitas. E alguns furos de roteiro. E uma fotografia azul e verde. Taí, Minority Report.
É o que se podia esperar do rapaz. Mas eu ainda acho que o Spielberg podia parar de tentar se provar um adulto inteligente e voltar pra suas fábulas ou pulps. Porque qualquer um dos filmes dessa época tem muito mais inteligência e perspicácia do que todas as obras do diretor nos últimos anos juntas.
terça-feira, agosto 20, 2002
Ato 1: Um grupo terrorista de quem ninguém nunca ouviu falar invade a embaixada do Iraque em Berlin (a Alemanha é contra os planos dos EUA para atacar o Iraque) para protestar contra o Saddam. O Iraque, que não é bobo nem nada, mandou o comunicado:
"Terroristas armados dos mercenários da inteligência da América e sionista atacaram nossa embaixada em Berlim, ferindo um funcionário e mantendo o restante dos empregados reféns no prédio"
Ato 2: Fitas supostamente feitas pelo Al-Quaeda e encontradas na casa de Osama Bin Laden são exibidas na TV e mostram animais ao lado de 'pés usando sandálias afegãs' sendo alvo de armas biológicas.
Ato 3: Depois de meses sem nenhum sinal do Antrax, que também foi esquecido pela polícia, 70 pessoas no Texas são expostas a um pó branco misterioso e levadas para a descontaminação às pressas.
Se eu fosse um desses malucos paranóicos eu podia dizer que o governo americano está tentando convencer a opinião pública de que o Iraque deve ser aniquilado, não?
"Terroristas armados dos mercenários da inteligência da América e sionista atacaram nossa embaixada em Berlim, ferindo um funcionário e mantendo o restante dos empregados reféns no prédio"
Ato 2: Fitas supostamente feitas pelo Al-Quaeda e encontradas na casa de Osama Bin Laden são exibidas na TV e mostram animais ao lado de 'pés usando sandálias afegãs' sendo alvo de armas biológicas.
Ato 3: Depois de meses sem nenhum sinal do Antrax, que também foi esquecido pela polícia, 70 pessoas no Texas são expostas a um pó branco misterioso e levadas para a descontaminação às pressas.
Se eu fosse um desses malucos paranóicos eu podia dizer que o governo americano está tentando convencer a opinião pública de que o Iraque deve ser aniquilado, não?
segunda-feira, agosto 19, 2002
sexta-feira, agosto 16, 2002
Descanse em paz, Paddy Flas. Vai fazer falta. Você, o clone do Saquinho, os posters do Michael Colins e a Natureza Liofilizada.
Chuife.
Chuife.
quinta-feira, agosto 15, 2002
O novo filme besta do enrolador que dirigiu o Amnésia, Christopher Nolan, se chama Insônia e conta a história do detetive WILL DORMER que não consegue... dormir?
Mais chato que o primeiro, porque nesse ele não usou nenhuma piadinha narrativa pra se fazer de inteligente. Se você botar o Amnésia na ordem certa vai ver que a chatisse se iguala.
Mais chato que o primeiro, porque nesse ele não usou nenhuma piadinha narrativa pra se fazer de inteligente. Se você botar o Amnésia na ordem certa vai ver que a chatisse se iguala.
Uma vez Pereio II...
O Rafael Lima, leitor e escritor do Digestivo Cultural informa:
Ainda rende a história da ausência de Paulo César Pereio, que foi convidado para receber um prêmio especial dos 30 anos do Festival de Cinema de Gramado, e não compareceu. Ele contou que foi barrado pelos seguranças por ter esquecido o convite no hotel. (Jornal do Brasil)
Quando eu crescer quero ser que nem o Pereio.
O Rafael Lima, leitor e escritor do Digestivo Cultural informa:
Ainda rende a história da ausência de Paulo César Pereio, que foi convidado para receber um prêmio especial dos 30 anos do Festival de Cinema de Gramado, e não compareceu. Ele contou que foi barrado pelos seguranças por ter esquecido o convite no hotel. (Jornal do Brasil)
Quando eu crescer quero ser que nem o Pereio.
quarta-feira, agosto 14, 2002
Uma vez Pereio...
De uma reportagem sobre o primeiro dia do festival de Gramado:
O ator Paulo César Pereio também estava na lista dos homenageados, mas quando seu nome foi chamado, ele não apareceu no palco, embora tenha sido visto circulando, sim, por Gramado no fim da tarde.
De uma reportagem sobre o primeiro dia do festival de Gramado:
O ator Paulo César Pereio também estava na lista dos homenageados, mas quando seu nome foi chamado, ele não apareceu no palco, embora tenha sido visto circulando, sim, por Gramado no fim da tarde.
terça-feira, agosto 13, 2002
Portfólio Novo. Ainda acho o antigo mais legal, mas esse tem uns trabalhos novos. Will art direct/design for food.
Flávio Colin

E lá se vai o Flávio Colin. Pra quem não sabe (são muitos) o homem era um dos maiores quadrinistas brasileiros, que como tantos outros morreu sem nenhum reconhecimento fora do gueto quadrinístico. Aqui tem uma biografia e aqui uma HQ desenhada por ele.

E lá se vai o Flávio Colin. Pra quem não sabe (são muitos) o homem era um dos maiores quadrinistas brasileiros, que como tantos outros morreu sem nenhum reconhecimento fora do gueto quadrinístico. Aqui tem uma biografia e aqui uma HQ desenhada por ele.
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