"Capa pra celular, capa pra celular! Baratinha, bonitinha! Compra antes que o guarda passe e leve tudo!"
Camelô no centro do Rio.
quarta-feira, dezembro 04, 2002
O Edifício e a espectativa do Freak Show
Eduardo Coutinho, pra quem não conheçe, é o maior documentarista brasileiro. No currúculo dele estão "Cabra marcado para morrer", "Santo Forte", "Babilônia 2000" e agora "Edifício Master". Esse último, em cartaz nos cinemas agora, é um belo filme sobre os moradores de um imenso prédio em Copacabana. O diretor e sua equipe se mudaram para o lugar por uma semana e colheram depoimentos de vários dos habitantes, em conversas francas que mostram um pouco das pessoas que moram ali.
Voce vê, o grande diferencial do Coutinho é a proximidade que ele tem dos personagens de seu documentário. Não existe ali um approach de experimento antropológico ou uma tentativa de analisar tipos esquisitos ou engraçadinhos sob a lente da câmera. Longe disso. Todos são apresentados como seres humanos, pura e simplesmente. O próprio Coutinho já disse certa vez: "Não encontro o povo, encontro pessoas.".
O problema é que o público não espera isso. As pessoas que estão enchendo as sessões do filme correm as salas a procura de uma coisa muito menos digna do que os filmes do diretor, todos eles querem um Freak Show que mostre como os outros são engraçados ou patéticos. Então qualquer coisa se torna engraçadíssima a seus olhos. O depoimento de uma pessoa que afirma ter medo de sair na rua e evita entrar no elevador com mais alguém, que não olha para o entrevistador porque não se sente confortável é hilário. A história de uma senhora que foi vítima de um assalto e relata o acontecido com os olhos cheios de lágrimas é divertidíssimo. Um homem que canta uma música de Frank Sinatra que ele venera, que considera a música de sua vida é aplaudido, cada desafino ou engasgo seu saudado com uma boa gargalhada.
É como cada espectador fosse o anti-Coutinho, fosse tudo que o filme mais abomina. Era uma idéia boa pra um documentário, uma conversa verdadeira com o público da sessão, pra saber o que eles acham tão engraçado, tão divertido e como conseguem se sentir tão longe ou superiores das pessoas que estão sendo mostradas na tela. Eles, os outros.
Eduardo Coutinho, pra quem não conheçe, é o maior documentarista brasileiro. No currúculo dele estão "Cabra marcado para morrer", "Santo Forte", "Babilônia 2000" e agora "Edifício Master". Esse último, em cartaz nos cinemas agora, é um belo filme sobre os moradores de um imenso prédio em Copacabana. O diretor e sua equipe se mudaram para o lugar por uma semana e colheram depoimentos de vários dos habitantes, em conversas francas que mostram um pouco das pessoas que moram ali.
Voce vê, o grande diferencial do Coutinho é a proximidade que ele tem dos personagens de seu documentário. Não existe ali um approach de experimento antropológico ou uma tentativa de analisar tipos esquisitos ou engraçadinhos sob a lente da câmera. Longe disso. Todos são apresentados como seres humanos, pura e simplesmente. O próprio Coutinho já disse certa vez: "Não encontro o povo, encontro pessoas.".
O problema é que o público não espera isso. As pessoas que estão enchendo as sessões do filme correm as salas a procura de uma coisa muito menos digna do que os filmes do diretor, todos eles querem um Freak Show que mostre como os outros são engraçados ou patéticos. Então qualquer coisa se torna engraçadíssima a seus olhos. O depoimento de uma pessoa que afirma ter medo de sair na rua e evita entrar no elevador com mais alguém, que não olha para o entrevistador porque não se sente confortável é hilário. A história de uma senhora que foi vítima de um assalto e relata o acontecido com os olhos cheios de lágrimas é divertidíssimo. Um homem que canta uma música de Frank Sinatra que ele venera, que considera a música de sua vida é aplaudido, cada desafino ou engasgo seu saudado com uma boa gargalhada.
É como cada espectador fosse o anti-Coutinho, fosse tudo que o filme mais abomina. Era uma idéia boa pra um documentário, uma conversa verdadeira com o público da sessão, pra saber o que eles acham tão engraçado, tão divertido e como conseguem se sentir tão longe ou superiores das pessoas que estão sendo mostradas na tela. Eles, os outros.
segunda-feira, dezembro 02, 2002
quarta-feira, novembro 27, 2002
A Madame e o mecanismo de defesa do homem brasileiro

Mais do que uma revelação no quase sempre apático repertório dos lançamentos de filmes nacionais, o filme de Karim Aïnouz é uma obra forte e refrescante na forma e no conteúdo. Agora, fazendo uma retrospectiva, acho que pode ser um sério candidato ao melhor lançamento nacional do ano. Pros leitores designers, companheiros de tendinite, fiquem atentos a identidade visual do filme. Extremamente consistente e bem cuidada, é uma coisa muito difícil de se ver por aqui e até mesmo nos esteites (pelo menos a consistência).
E agora, em uma consideração sobre o público da sessão (que estava lotada, grata surpresa), explicarei a vocês um dos principais mecanismos de defesa da masculinidade judaico-cristã tupiniquim durante cenas de temática homosexual. Homosexualismo masculino claro, durante o homosexualismo feminino o comportamento é outro. Pois bem. Durante a presença eminente de uma cena de homosexualismo na tela, adote algum dos procedimentos abaixo (podem ser adotados vários ao mesmo tempo, dadas as limitações físicas):
- Produzir em alto e bom som um AN-HAN, tossir ou limpar a garganta.
- Se ajeitar na cadeira, verificar se todos os botões da camisa estão fechados, cruzar as pernas, deixar claro a todos que você está se sentindo realmente incomodado pela cena.
- Desviar o olhar do filme, verificando os detalhes da decoração do teto ou o posicionamento dos extintores de incêndio, de maneira a mostrar que você não deseja olhar para dois homens nús se agarrando.
- Começar a conversar alto com seu companheiro na cadeira do lado, questionando sobre o tempo lá fora, a temperatura do arcondicionado ou assunto semelhante.
- Gritar "BICHA!".
- Produzir um "Tsc, tsc, tsc" em desaprovação.
- Esconder os olhos com a mão, fazendo expressão envergonhada.
Se você não seguir nenhum desses procedimentos, provavelmente a platéia vai considerar que você possui tendências homosexuais ou que aprova esse tipo de comportamento. Pederastas enrustidos podem lhe acusar de ser inseguro da sua própria sexualidade, mas não se abale! Você sabe muito bem que você gosta é de mulher. Ou não?
Sarcasmo à parte, tem uma entrevista ótima com o diretor na contracampo.

Mais do que uma revelação no quase sempre apático repertório dos lançamentos de filmes nacionais, o filme de Karim Aïnouz é uma obra forte e refrescante na forma e no conteúdo. Agora, fazendo uma retrospectiva, acho que pode ser um sério candidato ao melhor lançamento nacional do ano. Pros leitores designers, companheiros de tendinite, fiquem atentos a identidade visual do filme. Extremamente consistente e bem cuidada, é uma coisa muito difícil de se ver por aqui e até mesmo nos esteites (pelo menos a consistência).
E agora, em uma consideração sobre o público da sessão (que estava lotada, grata surpresa), explicarei a vocês um dos principais mecanismos de defesa da masculinidade judaico-cristã tupiniquim durante cenas de temática homosexual. Homosexualismo masculino claro, durante o homosexualismo feminino o comportamento é outro. Pois bem. Durante a presença eminente de uma cena de homosexualismo na tela, adote algum dos procedimentos abaixo (podem ser adotados vários ao mesmo tempo, dadas as limitações físicas):
- Produzir em alto e bom som um AN-HAN, tossir ou limpar a garganta.
- Se ajeitar na cadeira, verificar se todos os botões da camisa estão fechados, cruzar as pernas, deixar claro a todos que você está se sentindo realmente incomodado pela cena.
- Desviar o olhar do filme, verificando os detalhes da decoração do teto ou o posicionamento dos extintores de incêndio, de maneira a mostrar que você não deseja olhar para dois homens nús se agarrando.
- Começar a conversar alto com seu companheiro na cadeira do lado, questionando sobre o tempo lá fora, a temperatura do arcondicionado ou assunto semelhante.
- Gritar "BICHA!".
- Produzir um "Tsc, tsc, tsc" em desaprovação.
- Esconder os olhos com a mão, fazendo expressão envergonhada.
Se você não seguir nenhum desses procedimentos, provavelmente a platéia vai considerar que você possui tendências homosexuais ou que aprova esse tipo de comportamento. Pederastas enrustidos podem lhe acusar de ser inseguro da sua própria sexualidade, mas não se abale! Você sabe muito bem que você gosta é de mulher. Ou não?
Sarcasmo à parte, tem uma entrevista ótima com o diretor na contracampo.
terça-feira, novembro 26, 2002
Que cuti-cuti
Esse é um blog sem fotos de gatinhos fofinhos, por questões ideolõgicas. Já o da Chinchila não aderiu ao movimento, e lá você pode conferir umas fotos da Eleonora, minha gata sociopata.
Esse é um blog sem fotos de gatinhos fofinhos, por questões ideolõgicas. Já o da Chinchila não aderiu ao movimento, e lá você pode conferir umas fotos da Eleonora, minha gata sociopata.
segunda-feira, novembro 25, 2002
sexta-feira, novembro 22, 2002
quinta-feira, novembro 21, 2002
As Incríveis aventuras de Madonna na Inglaterra, parte 2
Madonna pediu dinheiro em um restaurante em Londres para pagar por um pedaço de bolo para seu filho Rocco, depois de esquecer a carteira em casa. A cantora, que também estava acompanhada por seu marido Guy Ritchie e sua filha Lourdes, pediu a duas irmãs, Mimi e Titi Negussie, que lhe emprestassem 1,25 libra (cerca de R$ 7).
Madonna pediu dinheiro em um restaurante em Londres para pagar por um pedaço de bolo para seu filho Rocco, depois de esquecer a carteira em casa. A cantora, que também estava acompanhada por seu marido Guy Ritchie e sua filha Lourdes, pediu a duas irmãs, Mimi e Titi Negussie, que lhe emprestassem 1,25 libra (cerca de R$ 7).
terça-feira, novembro 19, 2002
As Incríveis aventuras de Madonna na Inglaterra, parte 1
Não é fácil deixar Madonna sem jeito, mas, nesta segunda, durante a première de “Die Another Day” em Londres, a popstar perdeu a pose. Ela não conseguiu segurar o nervosismo quando foi apresentada à rainha Elizabeth – e literalmente tremeu nas bases. Testemunhas garantem que Madonna, quando soube que a chefe da família real britânica estava no evento, ficou treinando com o ator inglês John Cleese o que falar e como agir quando encontrasse com ela. Na hora "H", mal conseguiu falar.
John Cleese, esse aí de dois posts abaixo. Só a Madonna pra treinar com esse tipo de pessoa o que falar e dizer pra rainha da Inglaterra.
Não é fácil deixar Madonna sem jeito, mas, nesta segunda, durante a première de “Die Another Day” em Londres, a popstar perdeu a pose. Ela não conseguiu segurar o nervosismo quando foi apresentada à rainha Elizabeth – e literalmente tremeu nas bases. Testemunhas garantem que Madonna, quando soube que a chefe da família real britânica estava no evento, ficou treinando com o ator inglês John Cleese o que falar e como agir quando encontrasse com ela. Na hora "H", mal conseguiu falar.
John Cleese, esse aí de dois posts abaixo. Só a Madonna pra treinar com esse tipo de pessoa o que falar e dizer pra rainha da Inglaterra.
Super Silly Walk
John Cleese, um dos cabeças do Monty Python vai escrever uma hq para o homem de aço ano que vem, aonde vai responder o que aconteceria se o Super Homem tivesse caído na Inglaterra.
Pra quem não possui minha fantástica habilidade de reconhecer cada Python em qualquer filme eu esclareço pra vocês. O John Cleese é o alto e mais assustador, especializado em figuras autoritárias enlouquecidas, como ele mesmo diz. Fez Lancelot no cálice sagrado, o centurião que captura Brian no filme que conta sua vida e quase sempre aparecia de terno nos episódios televisivos. Fora dos Pythons ele fez O Nick Quase-sem-cabeça do Harry Potter (segundo me dizem o único elemento de humor negro inglês que sobrou na adaptação do livro) e encarna o novo Q nos novos James Bond. Um dia eu ainda ganho dinheiro com isso.
John Cleese, um dos cabeças do Monty Python vai escrever uma hq para o homem de aço ano que vem, aonde vai responder o que aconteceria se o Super Homem tivesse caído na Inglaterra.
Pra quem não possui minha fantástica habilidade de reconhecer cada Python em qualquer filme eu esclareço pra vocês. O John Cleese é o alto e mais assustador, especializado em figuras autoritárias enlouquecidas, como ele mesmo diz. Fez Lancelot no cálice sagrado, o centurião que captura Brian no filme que conta sua vida e quase sempre aparecia de terno nos episódios televisivos. Fora dos Pythons ele fez O Nick Quase-sem-cabeça do Harry Potter (segundo me dizem o único elemento de humor negro inglês que sobrou na adaptação do livro) e encarna o novo Q nos novos James Bond. Um dia eu ainda ganho dinheiro com isso.
segunda-feira, novembro 18, 2002
São loucos esses Gauleses
O segundo filme do Asterix é um exemplo do que pode acontecer quando você dá muito dinheiro e liberdade na mão de um sujeito só. O diretor contratado para produzir o longa fez um amontoado de cenas sem ligação narrativa, estilistica ou temática, que parece uma seleção de sketches irregulares sobre o personagem principal, sobre temas que variam entre metáforas políticas, piadas com a cultura francesa que só um francês pode entender, sátiras de filmes conhecidos, comédia pastelão e até uma ou duas reproduções fiéis de cenas da hq original. Você também tem alguns decotes audaciosos da Monica Belluci, (provalmente por obrigação contratual, uma vez que a atriz aparece nua ou semi em 90% dos filmes em que atua.). Aliás a Belluci está claramente deslocada no filme, junto com o novo Panoramix, que parece estar sob efeito de um certo tipo de entorpecente apreciado pela família Marley durante todo o tempo. O melhor fica sendo o Gerárd Depardieu como o Obelix, engraçadíssimo.
E puxa, como o papel do Idéiafix cresceu. Provavelmente o cachorro arranjou um empresário novo.
O segundo filme do Asterix é um exemplo do que pode acontecer quando você dá muito dinheiro e liberdade na mão de um sujeito só. O diretor contratado para produzir o longa fez um amontoado de cenas sem ligação narrativa, estilistica ou temática, que parece uma seleção de sketches irregulares sobre o personagem principal, sobre temas que variam entre metáforas políticas, piadas com a cultura francesa que só um francês pode entender, sátiras de filmes conhecidos, comédia pastelão e até uma ou duas reproduções fiéis de cenas da hq original. Você também tem alguns decotes audaciosos da Monica Belluci, (provalmente por obrigação contratual, uma vez que a atriz aparece nua ou semi em 90% dos filmes em que atua.). Aliás a Belluci está claramente deslocada no filme, junto com o novo Panoramix, que parece estar sob efeito de um certo tipo de entorpecente apreciado pela família Marley durante todo o tempo. O melhor fica sendo o Gerárd Depardieu como o Obelix, engraçadíssimo.
E puxa, como o papel do Idéiafix cresceu. Provavelmente o cachorro arranjou um empresário novo.
quinta-feira, novembro 14, 2002
terça-feira, novembro 12, 2002
Sugestão para a imprensa brasileira: Porque não tentar passar uma semana inteira sem usar o adjetivo ´Polêmico´ em qualquer meio de comunicação? Só ver se passa a preguiça de tentar interpretar informações de uma maneira diferente e não jogar tudo dentro do mesmo rótulo insosso. Se não conseguirem, pelo menos usem sinônimos ou quase sinônimos, como controverso, instigante ou provocador.
quinta-feira, novembro 07, 2002
Desembucha

Se o Almodovar consegue se superar a cada filme, o que ele vai estar produzindo daqui a 20 anos? Só me desagrada a primeira cena de tourada, mesmo sendo linda, não consigo achar poético um bicho sendo morto com requintes de crueldade. Tourada só é maneiro mesmo quando o Touro vence.
A, é mesmo, tem o Caetano também. Mas podem ficar calmos que ele se limita a cantar quietinho lá no canto dele. Cucuruuuucu...

Se o Almodovar consegue se superar a cada filme, o que ele vai estar produzindo daqui a 20 anos? Só me desagrada a primeira cena de tourada, mesmo sendo linda, não consigo achar poético um bicho sendo morto com requintes de crueldade. Tourada só é maneiro mesmo quando o Touro vence.
A, é mesmo, tem o Caetano também. Mas podem ficar calmos que ele se limita a cantar quietinho lá no canto dele. Cucuruuuucu...
quarta-feira, novembro 06, 2002
Cidade Lagoa
Vou citar de memória meu mantra desde ontem:
Essa cidade que ainda é maravilhosa,
tão cantada em verso e prosa,
desde o tempo da vovó
Tem um problema crônico renitente
qualquer chuva vira enchente
não precisa ser toró
Basta que chova pelo menos meia hora
é batata, não demora
enche tudo por aí
Toda cidade é uma enorme cachoeira
que da praça da bandeira
vou remando ao Catumbi
Por conta disso vou comprar uma canoa
pra andar nessa lagoa
cada vez que a chuva cai.
E se uma boa me pedir uma carona,
com certeza eu levo a dona,
na garupa do papai.
Kid Morangueira.
Vou citar de memória meu mantra desde ontem:
Essa cidade que ainda é maravilhosa,
tão cantada em verso e prosa,
desde o tempo da vovó
Tem um problema crônico renitente
qualquer chuva vira enchente
não precisa ser toró
Basta que chova pelo menos meia hora
é batata, não demora
enche tudo por aí
Toda cidade é uma enorme cachoeira
que da praça da bandeira
vou remando ao Catumbi
Por conta disso vou comprar uma canoa
pra andar nessa lagoa
cada vez que a chuva cai.
E se uma boa me pedir uma carona,
com certeza eu levo a dona,
na garupa do papai.
Kid Morangueira.
sexta-feira, novembro 01, 2002
Códigos de Guerra

"Quem sabe daqui a 50 anos nós estaremos tomando saquê com os japoneses,jogando conversa fora,enquanto procuramos outro povo para dominar".
Deve ser o melhor filme da fase americana de John Woo junto com ´A Outra Face´. Impressionante que ainda exista gente que acha o John Woo apenas mais um diretor de filmes de ação pasteurizados.

"Quem sabe daqui a 50 anos nós estaremos tomando saquê com os japoneses,jogando conversa fora,enquanto procuramos outro povo para dominar".
Deve ser o melhor filme da fase americana de John Woo junto com ´A Outra Face´. Impressionante que ainda exista gente que acha o John Woo apenas mais um diretor de filmes de ação pasteurizados.
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